Magazine Luiza

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Entrevista de Alexandre Kalil para Kajuru cheio de polêmicas.

    De novo vou postar no blog falando sobre o meu time do coração. O Atlético MG. Postei aqui uma reportagem que saiu na placar a um tempo atrás. Não é só o meu time do coração, mas também do prefeito de Belo Horizonte, do Governador do Estado e da Presidente do País! Portanto não preciso ficar constrangido, o post vai atingir um grande público! :-) Vou postar a entrevista do Kalil nessa semana, uma análise de um jornalista conceituado e de credibilidade (atleticano) sobre a adminstração do Kalil feita no início do ano passado. 
     Nessa semana o presidento do clube deu uma entrevista para o programa Kajuru Pergunta do canal Esporte Interativo. Na  entrevista no meio de frases polêmicas,já de praxe da figura, como "O presidente do Atlético é o segundo cargo mais importante de Minas Gerais, atrás do Governador do Estado." -Então o Presidente do Cruzeiro é o terceiro maior cargo? "Não o terceiro é o prefeito de Belo Horizonte." Além disso ele fala coisas sérias como a situação financeira do futebol brasileiro tão complicada. Salários astronômicos, maiores que os da Europa, supervalorização dos jogadores e técnicos, contratos com televisão, dirigentes corruptos e/ou irresponsáveis entre outros assuntos. Para quem acompanha sua carreira de fora ele parece um fanfarrão. Mas esse lado torcedor que ele apresenta esconde o lado competente que conseguiu transformar um clube falido na equipe que possui o melhor centro de treinamento do País, paga os salários em dia para jogadores de sucesso reconhecidos e que concorre com as grandes potências nacionais na corrida para contratar algum jogador. Não é só papo de torcedor. A equipe a muito não faz uma boa campanha em campeonatos nacionais, o máximo que conseguiu desde de 2003 quando realmente começo o campeonato Brasileiro foi um sétimo lugar e todo ano alguma humilhação o time apronta. Mas o que está acontecendo aqui é algo diferente que ocorre em pouquissímos times do país e que em breve vai gerar frutos. Vou deixar registrado aqui para provar no futuro que eu acredito desde já. Eis a Entrevista:


Baseado na entrevista vou enriquecer com outros materiais.

Ouvir  falar que a administração está bem feita da voz do próprio presidente é bem suspeito. Mas vou trascrever a analise do que esse presidente está fazendo, feita pelo jornalista Chico Maia, que dizem que é atleticano, mas na verdade o Atlético é o seu segundo time, ele é torcedor do Democrata de Sete Lagoas, time da sua cidade onde ele possui um jornal chamado Sete Dias. foi postado por ele em seu blog em 2 de fevereiro de 2011:

De onde sai o dinheiro que o Atlético está gastando!

Vivemos em um país peculiar. Dizia Tim Maia que, “aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme e traficante se vicia“. O também saudoso Kafunga falava que, “no Brasil o errado é que está certo”.
Ano passado a Fifa ameaçou tirar o estádio Beira-Rio da Copa de 2014 porque achou baixo o valor de R$ 150 milhões para as obras necessárias. O Internacional teve que provar item por item que é possível, já que são gastas fortunas em reformas de outros estádios para a Copa.
Até fins de 2008, o que mais se perguntava em Minas Gerais era: “para onde vai o dinheiro que o Atlético arrecada?”. O clube vivia nas páginas policiais, com jogadores despejados de hotel, salários atrasados, sede e até troféus penhorados.
Alexandre Kalil assumiu e na primeira entrevista coletiva como presidente disse que a fórmula para clubes do tamanho do Galo dar certo, era:        “não roubar e não deixar roubar”.
Assim foi feito. Apenas dois exemplos: o clube gastava em torno de R$ 1,3 milhão, mês, em alimentação para jogadores de todas as categorias e funcionários. O serviço era terceirizado. Kalil mandou apurar se poderia ficar mais barato, caso o próprio clube o fizesse. Hoje, este gasto não chega a R$ 300 mil.
Um computador, desses comuns, de escritório, era comprado pelo Atlético a R$ 6 mil, cada. Sob a gestão Kalil, caiu para menos de R$ 1 mil.
Há muitos exemplos desse nível, que ocupariam muitas páginas de jornal.
Entretanto, a pergunta em Minas agora é: “de onde vem este dinheiro que o Atlético está gastando?”
Outro fator relevante, talvez o mais importante, é que as aquisições e vendas de jogadores são feitas diretamente pelo clube e qualquer vantagem na negociação fica nos cofres do Atlético e não nos bolsos de algum dirigente ou empresas de fachada, tão comuns no futebol brasileiro.
Essas especulações que tentam envolver o nome do ex-presidente Ricardo Guimarães, que até a revista Placar embarcou na sua edição de fevereiro, são ridículas, especialmente de onde partem.
O que a imprensa nunca aprofundou na vida do Atlético sob a administração Kalil se refere às pessoas que ele levou para ajudá-lo. Neste time, fora de campo, coordenado pessoalmente e diariamente por ele, está a explicação desse “milagre”.
Os três únicos remunerados são o Eduardo Maluf e Adriana Branco, conhecidos do público, e Carlos Fabel, da área financeira, igualmente competente.
E é preciso procurar saber e passar a leitores e ouvintes, quem são, no mundo das finanças, nos meios jurídicos e comerciais (e quanto custa cada profissional desses no mercado), inteligências como Lásaro Cândido da Cunha, Luiz César Villamarim, Rodolfo Gropen, Daniel Nepomuceno, Castellar Guimarães Filho, João Luiz Avelar, Manuel Bravo Saramago, Carlos Goulart Leite Jr. e Sérgio Sette Câmara. Todos, colaboradores, ao invés de tantos diretores muito bem remunerados que o Atlético tinha antes.
O que parece mistério é mais simples do se imagina, mas no Brasil, competência e honestidade costumam assustar, principalmente no futebol.


Sobre o Clube dos 13 e seu "fechamento" e como os clubes fizeram uma cooperativa e a abandonaram cheia de dívidas, o Juca Kfouri postou ontem no seu blog:

Por que Flamengo, Vasco e Cruzeiro não pagam em dia


A cláusula 12 do contrato feito pelos clubes com a TV diz:
Fica expressamente convencionado que somente mediante concordância prévia e formal da CESSIONÁRIA, o CEDENTE poderá, a partir desta data, ceder, dar em garantia, utilizar como moeda de pagamento de integralização de capital a ser subscrito em sociedades ou, de qualquer forma utilizar em outro negócio jurídico, os créditos da que é titular junto à CESSIONÁRIA oriundos deste contrato. Por essa razão razão, a CESSIONÁRIA desconsiderará qualquer notificação de penhor, cessão ou quaçlquer outro negócio jurídico acima referido que não tenha sido objeto de sua anuência prévia e expressa”.
A Globo, a CESSIONÁRIA, se acautelou para que ninguém pudesse usar créditos futuros sobre produtos ainda não entregues, como os Campeonatos Brasileiros de 2013, 14 e 15.
O Clube dos 13, que fazia tal papel com seus avais, foi implodido, perdeu força e deixou da fazê-lo.
E os clubes, os CEDENTES, ficaram de pires na mão.
Razão pela qual o Flamengo, o Vasco e o Cruzeiro estão com salários atrasados.
Provavelmente, outros ficarão.

Sobre a polêmica das Cotas da televisão feita pela Globo separadamente com cada um dos clubes, enfraquecendo o clube dos 13 vou trascrever o Post do Carlos Marden no site http://xpock.com.br/ em agosto de 2011:


A Polêmica das Cotas de TV do Brasileirão (2012-2015)

O ano é 2011: último de mais um clico de contrato entre o Clube dos 13 e a Rede Globo para transmissão do Campeonato Brasileiro. Em tese, bastava o Clube dos 13 renovar o seu contrato com a Globo e todos seriam felizes até 2015… Mas algumas pedras apareceram no meio do caminho! Em primeiro lugar, o CADE vetou que a Globo tivesse preferência na negociação (pois violava a livre-concorrência) e determinou que fosse feita uma licitação entre as interessadas. Em segundo lugar, era preciso rediscutir os valores, pois até este ano, o Campeonato Brasileiro está valendo 267 milhões de reais, o que pode parecer muito, mas é reflexo de contratos negociados com a Globo ainda nos anos 90. Pra se ter uma idéia, o Campeonato Turco está valendo 603 milhões de reais
Resumo da ópera: o Clube dos 13 lançou um edital, negociando o Brasileirão (2012-2015) pelo preço mínimo de 516 milhões de reais! Ainda era apenas o sétimo maior valor do mundo, mas significava praticamente o dobro do valor anterior… Ademais, a expectativa natural é que o preço mínimo fosse superado, em virtude da concorrência entre as emissoras interessadas. Acontece que os clubes (influenciados pela CBF e pela Globo!) não queriam tirar o Brasileirão da maior emissora do país, supostamente com medo de desvalorizar o campeonato. Resultado: romperam com o Clube dos 13 (que de fato se acabou!) e negociaram com a Rede Globo em separado.
Ao todo, 20 (vinte) clubes negociaram com a Rede Globo o direito de transmissão de suas partidas a partir do próximo ano. Alguns fizeram contrato de três anos, outros de quatro… Vantagem pra eles? Financeiramente sim! Além de manter o Brasileirão na emissora de maior audiência, o valor aproximado oferecido pela Globo na negociação em separado ficou em torno de 1 bilhão de reais!!! Esse valor põe o Brasileirão como a quinta liga mais valiosa, atrás apenas de Inglaterra (R$ 2,735 bilhões), Itália (R$ 2,113 bilhões), França (R$ 1,549 bilhões) e Espanha (R$ 1,16 bilhões)! A alteração da forma de negociação colocou o valor acima não apenas da Turquia, mas também da Alemanha (R$ 955 milhões)…
Está tudo muito bom? Está tudo muito bem? Nem tanto… Vejam com quais valores (anuais) foram fechados os contratos com a Globo! Lembro que os valores são aproximados (as partes não revelam oficialmente!) e que o clube só recebe metade se cair para a segunda divisão:
a) Grupo 01 (Flamengo e Corinthians): 114 milhões de reais.
b) Grupo 02 (Vasco, Santos, Palmeiras e São Paulo): 70 milhões de reais.
c) Grupo 03 (Cruzeiro, Atlético Mineiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo): 47 milhões de reais.
d) Grupo 04 (Coritiba, Goiás, Portuguesa, Guarani, Sport, Vitória, Bahia, Atlético Paranaense): 30 milhões de reais.
e) Grupo 05 (Avaí, Ceará, Atlético Goianiense, Figueirense e América Mineiro): estes clubes são considerados “convidados” e , por enquanto, negociam ano a ano o valor de seus contratos.
Aí você me diz: “Marden, isso deve estar errado! Ora, assim, só Flamengo e Corinthians vão ganhar os campeonatos“! Aí eu respondo: “Welcome to the desert of the real“! Os contratos estão assinados, há meses não temos novidade e, salvo uma reviravolta (que não está sequer no horizonte), estamos à beira de ver nascer uma nova ordem no futebol brasileiro… Igual à da Europa? Pior, eu diria! Na Inglaterra e na Itália, por exemplo, aproximadamente metade da grana é dividida por igual pros clubes e o restante é dividido levando em consideração o público nos estádios e a colocação no campeonato anterior! Sabe onde os direitos de tv são assim? Te dou uma chance… Exato: Espanha! Lá, Real Madrid e Barcelona recebem valores exorbitantes em relação aos demais clubes e não é à toa que nos últimos vinte anos ganharam (juntos) dezesseis campeonatos…
Essa oligarquia do futebol, entretanto, não vai acontecer da noite pro dia. Temos alguns fatores que vão amortecer o impacto imediato dessa injeção de grana, mesmo que seja tamanha a disparidade! Em primeiro lugar, nossos clubes têm muitas dívidas e problemas de infraestrutura, o que vai ser um ralo pra boa parte da bufunfa… Mas, com a TimeMania e alguns anos de investimento, esse problema deve ser superado em breve! Em segundo lugar, temos clubes muito amadores (mesmo os grandes!) e a organização dos times menores (como os programas de sócio-torcedor, por exemplo) também vão fazer com que ainda exista uma rotatividade de campeões por alguns anos… Mas, como todos sabem, é evidente a escalada de organização dos clubes brasileiros nos últimos anos, de maneira que o amadorismo tende a diminuir. Com a diluição desses óbices, a grana vai começar a falar mais alto…
Moral da história: é melhor você se acostumar a ver Flamengo e Corinthians disputando o topo da tabela! Por enquanto, vamos ainda ter certa flutuação no status dos clubes, mas, mantidas essas condições contratuais por ciclos sucessivos, é inevitável que o futebol brasileiro defina o “tamanho de cada clube” (disputar o título, disputar vaga na Libertadores ou na Sulamericana ou brigar pra não cair) e as torcidas acabem adequando as suas expectativas. Em 08 anos de pontos corridos, tivemos 06 campeões diferentesEssa é uma história que vamos contar com orgulho pros nossos filhos e netos!

E sobre essa negociação separada vou voltar ao Blog do Juga que divulgou uma mensagem de um dos diretores do Clube dos 13 que esteve presente durante as negociações:

Mensagem do Clube dos 13

Juca:

Muito obrigado pela sua manifestação destacando o trabalho realizado a favor dos clubes na negociação dos direitos de transmissão dos campeonatos brasileiros de 2.012 à 2.014.
Apenas duas pequenas correções à entrevista do Florisbal:
Quando tive o prazer de receber sua visita no meu escritório, você expressou sua opinião sobre a geração das imagens pelo Clube dos 13, ressaltando a qualidade desenvolvida pela TV Globo.
Depois da sua saída, analisando profundamente a questão concluímos que você tinha toda a razão, não valeria a pena criar polêmica sobre a geração das imagens.
Assim, quando da carta convite as empresas (segue cópia da destinada a TV Globo), deixamos a opção pela geração das imagens a critério exclusivo da emissora vencedora da concorrência, destacando apenas que também geraríamos imagens paralelas para atender internet e telefonia, já que a TV Globo não se dispunha a ceder suas imagens para os outros meios de transmissão.
Graças as suas ponderações o item 1.4 da carta convite foi assim redigido:
“As gerações e captações das imagens de todas as partidas da competição, por TV Aberta, serão feitas pelo Clube dos 13. CASO A EMISSORA VENCEDORA DESEJE, PODERÁ FAZER A CAPTAÇÃO DAS IMAGENS DE FORMA CONCOMITANTE.”
A “maldade” da redução do número de partidas na TV Aberta não aconteceu.
Tínhamos a idéia de reduzir de três jogos para dois em cada rodada, mas atendendo solicitação da própria TV Globo nas discussões iniciais, mantivemos a situação hoje vigente.
Com relação a não transmissão dos jogos ao vivo em TV Aberta para o Estado da Federação onde se realizam , foi sugestão dos executivos da GLOBOSAT, baseados no crescimento das vendas do pagar-para-ver, hoje rendendo para os clubes o mesmo valor pago pela TV Aberta, com a vantagem de privilegiar mais os clubes de maior torcida, item 1.1 da carta convite:
“Direito de transmissão simultânea de TRÊS JOGOS AO VIVO, POR RODADA, a serem escolhidos antes de qualquer outra mídia, para exibição exclusivamente na TV Aberta, com vedação de transmissão para os estados da federação em que os jogos forem realizados, em caráter de exclusividade nessa mídia, em todo território nacional.”
A verdade única, desde o primeiro momento a TV Globo não aceitava entrar em concorrência, para isso batia exaustivamente na tecla do “intangível”, sem maiores explicações, conceitos abstratos, pois audiência, maior exposição dos patrocinadores das camisas dos clubes durante a programação normal das emissoras, são dados objetivos que podem ser quantificados, para tanto, conseguimos até a contratação de catedráticos da Escola Politécnica de São Paulo para a criação de um modelo matemático que pudesse tabelar estes dados e que permitiriam estabelecer vantagens na concorrência para a emissora líder, iniciativa que não prosperou pela negativa da TV Globo em aceitá-lo mesmo antes de conhecer o resultado do estudo.
Várias vezes ouvimos de executivos da TV Globo, que ficar fora dos Jogos Olímpicos com duração de 30 dias no ano não cria maiores problemas, mas não ter o futebol por três anos acabaria com a grade da emissora e seria um golpe muito difícil de assimilar.
Apesar do já esperado posicionamento dos clubes favoráveis a qualquer iniciativa da TV Globo, fica a desagradável surpresa da participação na Audiência Pública no Senado Federal, do Presidente do CADE, Sr. Fernando Furlan, manifestando publica e antecipadamente seu voto favorável a lisura do comportamento da TV Globo, mesmo sem receber os contratos já assinados com os clubes e de posse de provas irrefutáveis de que a negociação individual na verdade procurava disfarçar, sem sucesso, uma comercialização coletiva, impedindo o correto cumprimento dos TCCs assinados pela própria TV Globo e o Clube dos 13 para atender as recomendações do CADE.
De tudo fica uma verdade irrefutável, a Globo que pagará para transmissão do campeonato brasileiro de 2.011, R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais) por todas as mídias e que estava disposta a pagar pelo mesmos direitos a partir do campeonato de 2.012 a importância de R$ 700.000.000,00 (setecentos milhões de reais), já está pagando mais de R$ 1.000.000.000,00 (um bilhão de reais).
Lamentamos apenas que os clubes deixaram passar a possibilidade de se capitalizar e se apresentarem como os verdadeiros donos do futebol, para trocar a independência que poderia ser exercido por qualquer dos seus dirigentes, pela submissão ao Sr. Marcelo Campos Pinto, que por traz de todos os movimentos é hoje o grande líder do futebol brasileiro, substituindo até o Presidente da CBF que aparentemente ficou alheio a todos estes movimentos.
Com meus cumprimentos pela sua sempre altiva posição.
Ataíde Gil Guerreiro, diretor-executivo do Clube dos 13 e condutor das negociações sobre os direitos dos próximos Brasileirões.