Magazine Luiza

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Como a música nova do Humberto Gessinger foi composta.

Ontem eu divulguei o link para a música nova que ainda não está em nenhum CD que o Humberto Gessinger gravou junto com Esteban Tavares. Hoje no seu BloGessinger ele explica como a música foi composta!...
Só a internet faz isso por nós!
 Está aqui a música. 
 Tchau Radar a Canção


Está aqui o que ele postou.


Frequentemente me perguntam como escrevi esta ou aquela canção. Frequentemente fico com cara de tacho, sem saber responder. Não é que eu queira transformar o ato de compor num momento místico, só para iniciados. Às vezes até é, mas na maior parte das vezes a dificuldade de explicar é mais prosaica, vem do modo como as ideias pintam. Não é algo linear, não se sai de um ponto para chegar a outro pelo caminho mais curto. É uma caminhada em forma de estrela, ao mesmo tempo vamos do centro pras pontas e das pontas pro centro. E não há centro nem periferia. Putz, viu que merda de explicação? Não é fácil descrever.

Mas há exceções. Uma delas é a música que fiz em parceria com o Esteban Tavares. Talvez por ser a mais recente, talvez por ser uma parceria, fique mais fácil pensar no processo. Quando escrevo sozinho raramente deixo pegadas que eu mesmo possa seguir.

Lá vai: 3,2,1, aperte o REC, luz vermelha:

Obsessões são as pernas sobre as quais caminha minha arte/ofício. De obsessão em obsessão eu faço o meu caminho. Gaita é a mais recente. Mano Lima, Borghettinho, Gilberto Monteiro, Luiz Gonzaga, Astor Piazzolla, Sivuca e, sobretudo, Domiguinhos e Luiz Carlos Borges são meus heróis no momento.

Obcecado, estava assistindo ao DVD DOMINGUINHOS - ILUMINADO  e deixei escapar: “Porra, o cara é iluminado mesmo!”. Adri estava por perto e me perguntou: “E tu, o que és?”. Eu queria dizer “Um apagão!”, mas o que saiu da minha boca foi “Sou um rascunho”.

De estalo, pintaram estes versos:

sou um rascunho
a folha está cheia deles
de próprio punho
tentativas e erros

sou um rascunho
a vida está cheia deles
de peito aberto
tentativas e erros

hoje estou só
hoje estou cheio deles
de volta ao início
tentativas e erros

sou um rascunho
pelo jeito a mão tremia
pelo jeito pretendia
dar um jeito noutro dia

fica pra outro dia
ser uma obra-prima
que não fede nem cheira
não fode nem sai de cima

não fica pronto nunca
não fica pronto nunca
fica pra outro dia
...

Naqueles dias eu estava tentando domar uma sanfona que, ainda hoje, não me obedece. Não é fácil começar a tocar um instrumento quando se está muito acostumado a outros. Imagino que seja assim para pilotos de F1 que vão correr rally ou vice-versa. Não? Será que é fácil pra eles? Então esqueça eles, para mim não é! Neste estado mental, não quis musicar o poema. Música para mim, naqueles dias, se resumiria a tentar seduzir a cordeona, trazer para meu lado aquele bicho xucro.

Lembrei do convite que o Camarada Tavaristch havia me feito para participar de um show. Ele tem a manha da aranha, manda muito bem. Resolvi passar a letra pra ele. Muito rápido, ele respondeu com uma versão de violão e voz... alterei pequenos detalhes de métrica, ele sugeriu um novo refrão... depois de alguns vai-e-vem, a letra ficou assim:

só um rascunho
a folha está cheia deles
riscos e palavras
procurando um caminho

só um caminho
a vida está cheia deles
meu destino eu faço
traço passo a passo

sou um rascunho
pelo jeito a mão tremia
pelo jeito pretendia
passar a limpo noutro dia

hoje estou só
hoje estou cheio deles
sou um rascunho
procurando um caminho

 fica pra outra dia
ser uma obra-prima
que não fede nem cheira
não fode nem sai de cima

fica pra outra hora
ser alguém importante
se o que importa não me importa
não dá nada ser irrelevante

não fica pronto nunca
não há final feliz
não há razão pro desespero
ouça o que o silêncio diz

não tem tem roteiro certo
não espere um gran finale
tampouco espere, amiga
que a minha voz se cale

só um rascunho
um risco na mesa do bar
carnaval sem samba
outra praia, mesmo mar

sou um rascunho
torpedo no celular
sem sinal na área
sem chance de chegar

fica pra outra dia
ser uma obra-prima
que não fede nem cheira
não fode nem sai de cima

fica pra outra hora
ser um cara importante
se quem importa não se importa
tchau radar, vamos adiante

Na origem, eu tinha pensado em “tentativas e erros” finalizando cada quadra, como naqueles blues em que a linha musical sempre acaba com as mesmas palavras. Com o tempo, a dureza sonora da palavra “tentativa” e o fato de reverberar no inconsciente, como um ruído,  a expressão “try and error”, me fizeram repensar. Algumas vezes acontece: o detalhe que originou tudo não chega até o fim. Uma semente invisível no fruto. A gente tira a forma e o pudim não desanda, se foi bem feito.


Também mudei os primeiros “sou” por “só”, para que o cara se revelavasse um rascunho mais adiante na canção.

Algumas coisas que estavam acontecendo naqueles dias entraram na letra em tempo real: o carnaval longe da folia, a conexão precária do celular, os desenhos que eu havia feito de próprio punho sugerindo ideias para o livro de um amigo, um filme sem final feliz que havia visto, o próprio !Tchau Radar! (a Stereophonica havia mandado opções de camiseta para a twitcam... eu estava decidindo quais músicas faria com quais instrumento... Tavaristch falou de Eu Que Não Amo Você quando se referiu ao refrão da canção nova...  achei que ela tinha o espírito "foda-se, sou o que sou, danem-se suas expectativas" que está na origem do !Tchau Radar!).

Mandei gravações muito despretensiosas de voz e baixo. Tavaristch gravou um vocal e todos os outros instrumentos. Pra finalizar, quando ele me perguntou qual seria o título, dei cinco opções em ordem de pretensão: RASCUNHO, ESBOÇO, OUTRA PRAIA MESMO MAR, ADELANTE e... TCHAU RADAR - A CANÇÃO. Escolhemos esta. Continuidade e mudança andando lado a lado.

Taqui o resultado:

Fizemos a música sem nenhum motivo a não ser ela mesma. Tavaristch colocou à disposição na www. Rolou um zunzunzum, e #TchauRadar chegou ao topo dos TT’s mundiais. Caramba, muito louco: eu tinha tirado uns dias pra ficar na minha, faxinando o estúdio e tentando me entender com a danada da gaita e tudo isso aconteceu!

Aprendi muito dando uma olhada nos comentários que entraram madrugada adentro, quase todos numa vibe muito boa. Alguns poucos me fizeram pensar o que diriam no twitter quando passei da guitarra pro baixo e um guitarrista de outra praia entrou nos EngHaw, quando gravei Gaúcho da Fronteira (outra praia), quando gravei Jovem Guarda (outra praia), quando fiz o Gessinger Trio... só curiosidade. 


Com o tempo, a ficha cai. Tem caido. Outra praia, mesmo mar. As portas permanecem abertas, tome o tempo que precisar. Ninguém aqui tem pressa, ninguém aqui esta preso.

Foram 10 dias entre o início da composição e a primeira vez que tocamos a música ao vivo, em POA. Parecíamos velhos conhecidos, nós, o público e a canção. Às vezes o tempo não se mede com números nem dias nem metrônomos nem relógios.

(*)

Bah: O baixo merece uma história breve dentro desta breve história. Eu tentei gravar com o fretless Tobias, mas ele estava com ruído. A ansiedade em registrar a ideia me fez, em vez de consertar o problema, pegar o Warwick. Tava com a bateria morta. Fui trocar, ela havia colado nos contatos. Ao tentar tirá-la, danifiquei os contatos. O Rickenbacker estava com cordas podres. Do Zeta, não achei o tripé. Acabei gravando com um Steinberger. Foi bom. 


Às vezes esqueço porque adotei os Steinberger, com aquele design funcional e moderno (pra época), logo eu que me amarro tanto na história dos instrumentos mais antigos. Em momentos como esse me lembro que eles são companheiros que nunca nos deixam na mão!


no deserto de Mojave, em 93
não encontrei Jim Morrison
nem John Fante
nem personagens do Pergunte ao Pó
seria surreal encontrá-los?
mais surreal do que encontrar
(tão longe demais)
 um porto-alegrense tocando sanfona? 
Um abraço a todos! De forma especial a quem participou de algum momento (mesmo que breve) desta breve história.
28fev2012


Resident Evil: Operation Raccon City

Resident Evil: Operation Raccon City é o novo titulo do jogo da série Resident Evil. Resident Evil: Operação Raccoon City será um jogo de tiro em terceira pessoa, disponível para PS3, Sbox 360 e PC, com lançamento previsto para este ano.
A Capcom estima que Resident Evil: Operation Raccoon City venderá 2,5 milhões de cópias no mundo inteiro.
O jogo se passa durante os eventos de Resident Evil 2 e Resident Evil 3 : Nemesis, em Raccoon City, cujos moradores foram transformados em zumbis depois do surto do T-Virus, uma arma biológica ilegalmente desenvolvida pela companhia Umbrella Corporation.

É setembro de 1998 e a ação se concentra em Raccoon City, cujo destino já foi determinado com as horríveis consequências do mortal vazamento do T-vírus, desenvolvido no Complexo de Pesquisa da Umbrella. Com a necessidade de encobrir o caso, a Umbrella envia uma equipe de elite para Raccoon City para destruir todas as evidências que a ligam ao incidente e eliminar qualquer sobrevivente. Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos colocou a cidade em quarentena e enviou sua própria equipe de soldados de elite para determinar a origem do misterioso incidente.

Você é um soldado do Serviço de Segurança da Umbrella (U.S.S), competindo sozinho ou com até outros quatro jogadores em uma batalha contra todas as forças competidoras presentes em Raccoon City. Espere pelo retorno dos inimigos originais da série, locais icônicos, como o Departamento de Polícia de Raccoon City e os personagens favoritos dos fãs, incluindo Leon S. Kennedy, um policial novato que está na sua lista de pessoas a serem eliminadas.

- Experimente o medo em meio a um confronto de três lados: armas biológicas e zumbis criam uma terceira força imprevisível e um desafio adicional ao jogador, adicionando caos ao gameplay.
- Modo campanha: modo single player e modo cooperativo com 4 jogadores: você faz parte da U.S.S. Proteja a verdade por trás do vazamento do T-vírus.
- Defina seu estilo: ganhe novas habilidades de acordo com o seu personagem preferido.
- Equipe de desenvolvimento internacional: um shooter multiplayer de alta qualidade desenvolvido em uma colaboração entre a Capcom Japão e a Slant Six Games, especialista no gênero.


Sites Oficiais :
http://www.residentevil.com/ 
 http://www.capcom.co.jp/bhorc/

Personagens

  • Leon Scott Kennedy
Leon é um policial novato que acabou de chegar a Raccoon City para o seu primeiro dia de trabalho. Surpreendido pelos zumbis que infestam a cidade, ele também terá que tentar sobreviver ao se tornar alvo dos agentes da U.S.S..
  • Claire Redfield
Claire foi a Raccoon City em busca de seu irmão, Chris Redfield, que partiu para a Europa para investigar a Umbrella. Ela encontra com Leon e os dois tentam sobreviver à horda de zumbis que tomou conta da cidade.
  • Jill Valentine
Jill ficou em Raccoon City após o incidente da mansão para investigar as atividades da Umbrella e acabou se vendo presa na cidade após o T-vírus infectar os habitantes. Sendo membro dos S.T.A.R.S., esquadrão de elite de Raccoon City, Jill é muito bem preparada para situações extremas.
  • Carlos Olivera
Carlos é membro da U.B.C.S e foi a Raccoon City para resgatar sobreviventes do incidente com o T-vírus. Ele é um ex-guerrilheiro sul americano, que cresceu em meio à guerra civil desde a tenra idade. É corajoso e enfrenta situações de perigo sem hesitar.
  • Nicholai Ginovaef
Nicholai é o comandante do pelotão Delta do time B da U.B.C.S. É um excelente soldado, com uma série de missões completadas com sucesso, mas sai sempre como o único sobrevivente. Esse fato começou a levantar dúvidas sobre sua idoneidade entre os seus subordinados.
  • Ada Wong
Ada está na cidade para roubar uma amostra do G-vírus para uma empresa rival à Umbrella. Ela costuma ser calma e contida mesmo em situações muito extremas e tem habilidades de combate de alto nível.
  • HUNK
Um excelente soldado treinado na Ilha Rockfort, HUNK também é chamado de "Sr. Morte", mas seus dados verdadeiros não são conhecidos, incluindo seu verdadeiro nome. A Umbrella o utiliza em várias ações, as quais ele completa com sucesso e muitas vezes é o único sobrevivente. A empresa tem grande confiança nas habilidades de HUNK e Nicholai o vê como um concorrente.
  • Vector
Os dados de Vector permanecem, em sua maioria, confidenciais; sua verdadeira identidade é secreta. Treinando na Ilha Rockfort, ele desenvolveu suas habilidades em artes marciais letais e em reconhecimento. Como um agente disfarçado, suas conquistas no campo de batalha só são comparáveis as de seu antigo mentor, HUNK.
  • Beltway
Hector "Beltway" Hivers é um especialista em demolição que foi dispensado do corpo de engenharia do exército. Pouco se sabe sobre o incidente, além da adição de sua perna prostética. Sua dedicação ao ofício está acima de qualquer precedente, enquanto seu prazer por explodir coisas é sempre visível.
  • Lupo
Uma ex-agente das forças especiais francesas, Karena "Lupo" Lesproux é especialista em armamento. Atraída pelo dinheiro, Lupo afiliou-se à Umbrella e comanda a Wolfpack. Seu conhecimento de campo faz com que o grupo confie totalmente nela. Ela cuida dos membros, como uma loba faz com seus filhotes, o que fez com que a equipe a chamasse afetuosamente de "Wolf Mother" ("Mãe Loba").
  • Bertha
Michaela "Bertha" Schneider encontra prazer na dor. Uma ex-soldado disciplinada e dedicada à medicina, ela se afiliou à Umbrella logo após um retorno mal sucedido à vida civil. Ela se uniu prontamente a Wolfpack após eles terem assegurado que anestesia é um luxo e não uma prioridade.
  • Spectre
Um veterano da Guerra Fria, ex-espião, Vladmir "Spectre" Bodrovski foi transferido da divisão européia da Umbrella por razões desconhecidas. Sendo o grande especialista em vigilância da USS, ele foi transferido para a Wolfpack quando o alto escalão de administração da Umbrella notou que suas habilidades poderiam ser de grande benefício.
  • Four-Eyes
Desenvolvendo uma obsessão nada saudável pela ciência ainda muito jovem, Christine "Four-Eyes" Yamata se especializou em virologia. Ela é tão profundamente focada em seu trabalho que tem pouco interesse em outras coisas, incluindo sentimentos, vidas ou outros seres humanos. Estudiosa e detalhista, ela sempre quer saber mais sobre uma dada situação.
  • Lone Wolf
O "Lobo Solitário" é o piloto de helicóptero da equipe de HUNK. Ele tem técnicas de vôo lendárias, além de ter grande capacidade de sobrevivência em situações extremas.
  • Dee-Ay
Crispin "Dee-Ay" Jettingham é um soldado experiente. Ele era o homem de escolha do governo norte americano para liderar a equipe Echo Six. Sempre calmo e contido, ele é um grande soldado, com muitas habilidades e que age com grande eficiência com seu armamento e cumprindo ordens.
  • Harley
Um ex-motociclista desbocado, Erez "Harley" Morris passou a servir às forças armadas para evitar ser preso. Aprimorando-se em medicina durante a operação "Desert Storm", Harley tornou-se um dos melhores médicos em campo. Sempre colocando a vida dos outros acima da sua própria, ele sempre irá dar seu melhor para garantir que ninguém fique para trás.
  • Party Girl
Sienna "Party Girl" Fowler ganhou a reputação de garota festeira ao dar grandes festas durante sua juventude para homens de negócios e oficiais. Eles mal sabiam que cada festa era gravada com equipamentos escondidos, e os materiais poderiam ser vendidos por altos valores. O governo a contratou após ela ter conseguido enganar o maior especialista em vigilância em uma de suas festas.
  • Shona
Lawrence "Shona" Kimbala esteve exposto à morte desde a tenra idade, tratando doenças em seu país natal, o Zimbábue. Após o falecimento de seu pai, ele entrou para a escola de Medicina de Harvard, onde percebeu ter a habilidade de controlar vírus em vez de curá-los. Ele entrou para o programa de armas especiais do exércido e é o maior especialista em virologia do grupamento.
  • Tweed
Marissa "Tweed" Ronson tem a língua afiada e o pavio curto. Trabalhando originalmente para o Serviço Secreto Britânico, ela desapareceu após uma operação de remoção de bombas a deixar traumatizada. Escolhida a dedo pelo governo, Tweed se tornou parte do grupo Echo Six devido à sua grande habilidade incomparável com demolições.
  • Willow
Caroline "Willow" Floyd desenvolveu sua habilidade para velocidade e esquiva ao crescer sozinha em uma reserva em Montana. Ela entrou para o exército assim que deixou a escola, tornando-se parte das Forças Especiais. Nunca está safisfeita consigo mesma e continua a treinar suas habilidades todos os dias.

Desenvolvimento

A idéia do jogo surgiu durante o desenvolvimento de Lost Planet 2. A edição de maio 2011 da Revista Oficial do Xbox, a ser lançado em 05 de abril, mostra uma imagem de um indivíduo em uma máscara de gás ao longo da Umbrella, Inc. logo na capa da edição. Em 01 novembro de 2010 Kotaku informou sobre um boato de que Slant Six Games, desenvolvedora de SOCOM: Confrontou EUA Navy SEALs, estava desenvolvendo Resident Evil: Raccoon City. Em seu site, Slant Six Games escreveu que era neste momento a desenvolver "um projeto novo e surpreendente" que foi anunciada, que foi desenvolvido em conjunto com um parceiro de publicar "novos em uma franquia de classe mundial.
Em uma entrevista com 1up.com, Masachika Kawata estimou o jogo, a partir de março de 2011, a 45% completo. Segundo Kawata, atualmente existem discussões sobre a introdução de novas "armas bio-orgânicas" criaturas inimigas no jogo.

Google oferece US$60.000 para quem encontrar falhas de segurança no Chrome

O Pwn2Own trata-se de um evento organizado desde 2008 em que vários Hackers e equipas de segurança tentam encontrar e explorar falhas em Sistemas até os conseguirem corromper. Normalmente entram em Jogo apenas Browsers (Navegadores de Internet), no entato no último ano teve uma categoria para SmartPhones tal como o iPhone. Nesse tempo todo só o Chrome da google não teve sua segurança quebrada pelos Hackers... Agora a google vai fazer diferente.

Enquanto Safari e Internet Explorer sucumbiram aos hackers na Pwn2Own do ano passado, ninguém conseguiu encontrar falhas no Chrome. Este ano, o Google está com uma oferta bem atraente: mais de um milhão em prêmios para quem conseguir encontrar falhas no Chrome.
O Chrome é o único navegador nos seis anos de Pwn2Own que nunca foi violado – na verdade, poucos se dispõem a tanto.  Já neste ano, porém, devido a mudanças no regulamento do torneio, a empresa  anunciou que retiraria o apoio à Pwn2Own.

Por isso, o Google vai distribui prêmios de US$60.000, US$40.000 e US$20.000 para os participantes que conseguirem encontrar exploits em uma versão atualizada do Chrome rodando no Windows 7. Encontrar um “exploit completo do Chrome”, obtendo persistência na conta de usuário e usando apenas bugs do navegador, garante prêmio de US$60.000. Usar falhas de Webkit, Flash ou driver resulta nos prêmios menores.
“Enquanto estamos orgulhosos do importante histórico do Chrome em competições passadas, o fato é que não receber exploits significa que é mais difícil aprender e melhorar”, escrevem membros da equipe de segurança do Google Chrome em blog oficial. “Para maximizar nossas chances de receber exploits este ano, nós aumentamos as apostas. Vamos oferecer patrocínio direto com até US$1 milhão em prêmios.”
No entanto, o Google não vai patrocinar o Pwn2Own em si como no ano passado: o Google retirou seu apoio depois de uma recente mudança de regra. Agora, hackers podem obter prêmios em dinheiro sem revelar aos desenvolvedores do navegador – no caso, o Google – como funcionam os exploits, sendo que é exatamente disso que o Google precisa.

Aqui está o Post em inglês no blog do Chrome sobre essa premiação.
http://blog.chromium.org/2012/02/pwnium-rewards-for-exploits.html

Jogos - A mania da trilogia

A mania da trilogia  
Em cinco meses, oito séries famosas de jogos ganharam sua terceira edição. E até o meio do ano são esperados os lançamentos de mais quatro continuações

 
Publicação: Jornal Estado de Minas 23/02/2012 Caderno  Inform@tica


Desde o lançamento de Gears of War 3, em 20 de setembro do ano passado, parece que a moda da trilogia pegou. Daquela data até o momento, mais sete grandes jogos tiveram suas terceiras partes da história lançadas e aclamadas pelo público gamer. Battlefield 3, Call of duty: modern warfare 3, Serious Sam 3: BFE, UFC Undisputed 3, Postal 3, Stronghold 3 e Uncharted 3 fazem parte do seleto grupo que precisou de mais uma continuação para satisfazer os fãs das séries. E a febre não para por aí. Até o meio do ano, mais quatro sequências são esperadas, para compor as prateleiras dos setores de informática em lojas do mundo todo: Mass effect 3, Diablo III, Max Payne 3 e Ninja gaiden III. Apesar de nem todos os jogos terem mantido a qualidade dos números anteriores, algumas obras-primas nasceram da experiência gerada pelas criações prévias. Confira mais informações de algumas trilogias do universo gamer.

Serious Sam 3: BFE

Que Duke Nukem que nada! Sam é a encarnação do macho à moda antiga. Sem a preocupação de se esconder do fogo inimigo, ele derrota hordas de milhares de alienígenas mal-encarados com um peculiar armamento. Assim como nos jogos anteriores, a diversão está em explodir algumas dezenas de monstros com o lança-mísseis ou brincar de boliche com enormes bolas de canhão. No entanto, o gameplay não vai muito além disso, podendo causar desânimo depois de algumas horas de carnificina sem nenhuma pausa. A falta de realismo do estilo Rambo de guerrear também pode desagradar aos mais exigentes.
Servindo como um prólogo para o início dos acontecimentos em Serious Sam: The first encounter, Serious Sam 3 conta a história da última batalha da Terra contra o exército invasor de Mental, composto de alienígenas e mercenários de todo o universo. O bom humor sempre fez parte da independente Croteam e agora não é diferente: piadas e diálogos engraçados de Sam com seus parceiros podem tirar algumas gargalhadas dos jogadores.
Os cenários não deixam a desejar. Elaborados a partir do motor Serious Engine 3, de autoria da própria produtora, templos de civilizações antigas e decadentes cidades egípcias do século 22 são um deleite e tanto para os olhos. Muitos easter eggs, passagens secretas e bônus escondidos são surpresas à parte que valem a pena ser descobertos. Apesar de pouco inovador e cheio de momentos de ação que chegam a doer os olhos, Serious Sam 3: BFE pode servir como válvula de escape depois de uma bronca do chefe ou para aquelas mais nervosas com TPM.

Desenvolvedora: Croteam
Publicadora: Devolver Digital
Disponível: PC (p/ console ainda será lançado)
Gênero: Tiro em primeira pessoa
Número de jogadores: 1 (single-player) até 16 (multiplayer)
Preço: a partir de R$ 54,90

UFC Undisputed 3

Mais brazuca do que nunca, o chão dos octógonos do novo game ficará sujo com o sangue de 19 lutadores brasileiros da competição. Com legendas em português, um dos diferenciais da nova versão são controles mais didáticos e tutoriais mais detalhados para que os novatos possam aprimorar suas técnicas de maneira mais fácil. Na verdade, é possível escolher entre dois modos, o amador e o profissional. O segundo é o mesmo sistema de luta dos jogos passados, em que é necessário ficar rodando o analógico direito para dar os golpes no chão. No modo amador, golpear e finalizar se torna uma tarefa com muito menos botões. A nova estratégia da THQ é se aproximar de um maior público de gamers, menos “viciados” e mais casuais.
Os gráficos estão melhorados e as feições traduzem melhor as características das faces dos lutadores. Lutar com José Aldo, Júnior Cigano, Vítor Belfort e Anderson Silva parece bem real, e as apresentações no mesmo estilo das partidas em pay-per-view dão um tom mais realístico ao game.

Publicadora: THQ
Disponível: Xbox 360 e PS3
Gênero: Luta
Preço: R$ 179,90
Lançamento: 14/2/2012

Diablo III

Se existe uma produtora que adora deixar milhões de pessoas agonizando com certeza é a Blizzard. Primeiro, anunciaram o lançamento de Diablo III para o final de 2011, depois para o início de 2012, e agora adiaram a data para o período entre abril e junho deste ano. O jogo figura nas notícias da mídia especializada desde 2008 e desde então é um dos títulos mais aguardados de todos os tempos.
A série faz 15 anos em 2012 e não há melhor forma de comemorar do que saudar os fãs com a continuação da guerra do bem contra o mal. O enredo começa num tempo após a destruição da Worldstone pelo anjo Tyrael, depois que os heróis de Diablo II derrotaram Baal. Ainda não se sabe ao certo quais serão os vilões e qual o contexto da nova empreitada pelo mundo de Sanctuary, nos quatro atos que compõem a história.
Ao todo serão cinco classes de personagens que poderão ser escolhidos para enfrentar as hordas de demônios, esqueletos e toda a ordem de monstros do inferno. Duas já existiam nas edições anteriores, como o porradeiro Bárbaro e a Wizard (no Diablo II o nome era Sorcerer), mestre em controlar os elementos. No lugar do mórbido Necromante entra o Witch Doctor, com o poder de invocar mortos vivos para lutar a seu lado. O Monge também adora uma boa briga, mas com menos brutalidade e mais destreza. Por último, a Demon Hunter, que prefere lutar a distância, com arcos, flechas e bestas. Uma novidade é que todas as classes terão versões de ambos os sexos.
O sistema de níveis e de aquisição de novas habilidades, permanece o mesmo que fez de Diablo o sucesso que é. A jogabilidade é basicamente a mesma, mas com melhorias e mais possibilidades. As runas e gemas do título anterior fazem parte do inventário também. Outras novidades são o joalheiro e o ferreiro, personagens que acompanham o herói na jornada, e podem passar de nível e ajudar cada vez mais na aventura.

Desenvolvedora: Blizzard Entertainment
Publicadora: Blizzard Entertainment
Disponível: PC
Gênero: RPG de ação
Lançamento: Segundo trimestre de 2012


Max Payne 3

O personagem com um dos nomes mais sugestivos dos games está de volta. O policial que teve sua mulher e filha assassinadas dentro da própria casa deixa Nova York e vai para São Paulo continuar vivendo de analgésicos. Doze anos depois de os acontecimentos do último jogo, Max se encontra viciado em álcool e drogas e sem emprego. No Brasil, ele começa a trabalhar como guarda-costas da família de Rodrigo Branco e, apesar de ter deixado para trás as lembranças de Nova York, os demônios e os conflitos internos de Max o acompanham em sua nova aventura. Ao trabalhar para a família de Branco, o personagem se vê envolvido em conflitos de gangues e criminosos, como de praxe na série.
E o famoso bullet time? Boa notícia para os fãs desse sistema que consagrou o game é que o slow motion vai estar presente, e com melhorias. O novo bullet time (com o bullet cam, que acompanha projéteis no ar, e o environmental bullet time, que permite total controle de Max) conta com animações e interações com o cenário, permitindo uma jogabilidade distinta. Pela primeira vez na série, será possível esconder atrás de paredes, obstáculos e até pessoas para evitar ser atingido. No multiplayer, haverá o modo Gang Wars. (Com Raphael Pires)

Desenvolvedora: Rockstar Studios
Publicadora: Rockstar Games
Disponível: PC, Xbox 360 e PS3
Gênero: Tiro em terceira pessoa
Preço: US$ 59,99
Lançamento: 15/5/2012

U$10.000 para o "usuário" 25.000.000.000


Essa parece mentira... Mas não é... É do site oficial da Apple. A empresa do saudoso Steve Jobs está fazendo uma contagem regrevisa de downloads da App Store, quando eu entrei estava no 24.824.332.000 (e aumentando), porém esse número é apenas ilustrativo, não se sabe em qual valor está.  O usuário que fizer o Cadastro ou o download 25.000.000.000 ganhará um Cartão de Presente da App Store para crédito no valor igual a US$10.000,00, consumível na iTunes Store, App Store e iBook Store, conforme disponível no país em que o vencedor esteja localizado.

Como participar. Existem duas formas de participar da Promoção:
  • Automaticamente. Através do download de um app da App Store;
  • Método independente de compra: Visite a www.apple.com/br/itunes/25-billion-app-countdown/entry-form/ preencha integralmente um formulário online, incluindo o seu nome, endereço de correspondência (caixa postal não será aceita), o número de telefone e a data de nascimento. Uma vez concluído o seu registro online, clique no botão "Enviar" para enviar um formulário. O registro através deste método constitui 1 (um) registro na Promoção.

A App Store vai atingir a marca de 25 bilhões de downloads

Baixe o app número 25 bilhões e você poderá ganhar um Cartão Presente da App Store no valor de US$10.000.
Visite a App Store
Até hoje, quase 25 bilhões de apps foram baixados no mundo inteiro. Algo que é quase tão incrível como os próprios apps. Por isso, queremos dizer obrigado. Baixe o app número 25 bilhões e você poderá ganhar um Cartão Presente da App Store no valor de US$10.000*. É só visitar a App Store e baixar o seu melhor app até agora.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vencedores do Oscar 2012 - Melhores Reportagens

Estrelas de Hollywood são premiadas

Confira abaixo os vencedores do Oscar 2012:
Melhor Filme: "O Artista"
Melhor Diretor: Michel Hazanavicius - "O Artista"
Melhor Ator: Jean Dujardin - "O Artista"
Melhor Atriz: Meryl Streep - "A Dama de Ferro"
Melhor Ator Coadjuvante: Christopher Plummer - "Toda Forma de Amor"
Melhor Atriz Coadjuvante: Octavia Spencer - "Histórias Cruzadas"
Melhor Filme Estrangeiro: "A Separação" - Irã
Melhor Animação: "Rango"
Melhor Documentário (longa-metragem): "Undefeated"
Melhor Roteiro Adaptado: "Os Descendentes"
Melhor Roteiro Original: "Meia-noite em Paris"
Melhor Fotografia: "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Direção de Arte: "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Figurino: "O Artista"
Melhor Maquiagem: "A Dama de Ferro"
Melhor Edição: "Os homens que não amavam as mulheres"
Melhor Edição de Som: "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Mixagem de Som: "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Efeitos Visuais: "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Trilha Sonora Original: "O Artista"
Melhor Canção Original: "Man or Muppet" - "Os Muppets"
Melhor Curta-metragem: "The Shore"
Melhor Documentário (curta-metragem): "Saving Face"
Melhor Curta-metragem de Animação: "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore"

 

Confira a seguir o Resumo dos filmes Vencedores Do Oscar 2012 - Site CineDica
1- O Artista - 5 OSCARS - Melhor Filme, Melhor Diretor (Michel Hazanivicous), Melhor Ator (Jean Dujardin), Melhor Trilha Sonora Original (Ludovic Bource), Melhor Figurino
2- A Invenção de Hugo Cabret - 5 OSCARS - Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Edição de Som
3- A Dama de Ferro - 2 OSCARS - Melhor Atriz (Meryl Streep), Melhor Maquiagem
4- Histórias Cruzadas - Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer)
5- Millenium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres - Melhor Edição

6- Undefeated (2011) - Melhor Documentário (longa-metragem)
7- Os Muppets - Melhor Canção Original

8- Rango - Melhor Longa Metragem De Animação
9- A Separação - Melhor Filme em Lingua Estrangeira

10- Meia Noite em Paris - Melhor Roteiro Original

11- Os Descendentes - Melhor Roteiro Adaptado

12- Toda Forma de Amor - Melhor Ator Coadjuvante (Christopher Plummer)

Monsieur Oscar  

Vitória de O artista nas principais categorias tem razões estéticas e sociológicas, mas mostra que na indústria do cinema ninguém chega ao sucesso sem um bom lobby

Publicação: Jornal Estado de Minas 28/02/2012 Repórter Gracie Santos


Presente de aniversário antecipado. O famoso homenzinho dourado que já escorregou da mão de conterrâneos de peso como Jean Renoir (que teve apenas um Oscar honorífico em 1975) e François Truffaut, certamente vai enfeitar o bolo de velas de Michel Hazanavicius. O francês completa 45 anos em 29 de março com um feito inédito: é o primeiro diretor premiado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood por uma produção em língua estrangeira. Para abrilhantar ainda mais a festa, tanto a da entrega do Oscar na noite de domingo, quanto a que o aniversariante deve estar preparando, O artista, filme de Hazanavicius, também foi o primeiro em língua estrangeira a vencer o prêmio principal do cinema americano. De quebra, o ator Jean Dujardin somou a 11ª estatueta pela sua atuação no longa mudo e em preto e branco sobre um artista do início do século que resiste (e teme) à chegada do som ao set.

Deixar para trás pesos pesados do cinema é algo, não? Afinal, o que deu em Hollywood? Ou melhor: o que esse tal arrasa quarteirão O artista tem? Para o espectador, a resposta é simples: é sessão nostalgia de luxo. Romântico, o filme de Michel Hazanavicius tem delicadeza para abordar tema difícil e eterno, a resistência às mudanças. George Valentin (personagem de Jean Dujardin) aprendeu a fazer cinema mudo e teme pelo que as inovações tecnológicas trarão (de bom e/ou ruim) à arte de interpretar. Relegado a segundo plano, é tido como antiquado, ultrapassado e velho. Tudo isso narrado em preto e branco e sem som, em ritmo surpreendente em tempos em que estamos nos habituando à terceira dimensão e óculos esquisitos.

Para a Academia de Hollywood, parece não ter sido difícil se render ao filme de Hazanavicius. Tanto que lhe deu cinco estatuetas, quatro das mais importantes: filme, diretor, ator e trilha sonora de Ludovic Bource – num filme mudo, peça fundamental – além de figurino, de Mark Bridges. Uma análise mais apurada do filme nos levará à inevitável conclusão: o filme francês tem claro sotaque americano. Tudo bem que atores e diretor são franceses, mas a história é americana, assim como as locações. Em cena, os estúdios americanos que acabaram gerando Hollywood e tudo o mais que gira em torno dela. Então, Hollywood fez nada menos que premiar um filme francês que rende homenagem à sua história. Convenhamos que ter seu passado trazido de volta à tela por mãos estrangeiras dá até um peso a mais à poderosa indústria do cinema.

Ingenuidade seria atribuir vitórias como a de O artista apenas a delicadezas, nostalgia, coerência ou ao bom cinema. Por trás de um grande filme há sempre muito lobby. De nada adianta ter méritos se não houver um grande nome, exímio conhecedor do mercado e da indústria cinematográfica, para colocar o filme certo, no lugar certo, na hora certa. No caso de O artista, o vitorioso lobby tem dois responsáveis, os irmãos Bob e Harvey Weinstein, ex-donos da Miramax.

Como declarou o produtor Thomas Langmann depois da premiação: “Um mês antes de Cannes (onde o longa de Michel Hazanavicius estreou, em 2011), pedi a Harvey Weinstein para ir à França assistir a um filme de um diretor que ele não conhecia, com um elenco que nunca tinha ouvido falar. E ele foi.” E continuou: "Eu vi em seus olhos que ele realmente se importava com o filme, que realmente acreditava que poderia talvez estar aqui hoje."

Outros estrangeiros Desde a primeira edição do Oscar, em 1927 (a deste ano foi a de número 84), oito filmes feitos em outros idiomas tentaram, em vão, faturar o prêmio conquistado por O artista. O primeiro foi outro francês: A grande ilusão (em 1938), de Jean Renoir. Depois veio o inesquecível Z (1969), cult político do genial Costa Gavras (coprodução franco-argelina). Também na poderosa lista Os emigrantes, do sueco Jan Troell, em 1972; o indigesto e necessário Gritos e sussurros (1973), de outro sueco, Ingmar Bergman; O carteiro e o poeta (1995), produção italiana do diretor britânico Michael Radford baseada em livro do chileno Antonio Skármeta e que tem o escritor Pablo Neruda como personagem; o cultuado (e pró-América demais) A vida é bela (1998), do italiano Roberto Benigni, além do então inovador O tigre e o dragão (2000), do diretor Ang Lee, taiwanês radicado nos EUA; e por último o emblemático Cartas de Iwo Jima (2005), do diretor americano Clint Eastwood (filmado em japonês).

Pelo menos 27 diretores de filmes estrangeiros foram indicados ao Oscar, sem sucesso. Caso marcante é o do italiano Federico Fellini, com nada menos que quatro indicações: A doce vida, 8 1/2, Satyricon e Amarcord, e o do sueco Ingmar Bergman: Gritos e sussurros, Face a face e Fanny e Alexander. Na lista de gringos, o brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e Pedro Almodóvar (Fale com ela). Michel Hazanavicius iniciou a carreira na TV, no Canal Plus, em 1988, dirigindo comerciais. Em 1993, escreveu e dirigiu seu primeiro filme para a televisão, La classe américane. Tornou-se conhecido na França por suas comédias e filmes de espionagem, um deles OSS 117, com o ator Jean Dujardin, que divide a cena em O artista com Bérénice Bejo, mulher de Hazanavicius.

PERSONAGENS DA NOTÍCIA

Bob e Harveyn Weinstein
produtores e distribuidores

Eles têm a força
A bolsa de apostas em Hollywood começa a ferver bem antes que os pobres mortais possam imaginar quem serão as bolas da vez na mais cobiçada disputa do cinema, o Oscar. Se de um lado as grifes de alta-costura tentam “vender” seus modelitos para o desfile no tapete vermelho, de outro poderosos distribuidores valem-se de suas amizades com integrantes da academia para emplacar filmes nos quais apostaram suas fichas. Com O artista não foi diferente. Sucesso garantido é ter seu filme distribuído ou produzido pela The Weinstein Company. Empresa de propriedade de Bob e Harvey Weinstein foi a responsável por incensar este ano, além do grande vencedor, A dama de ferro, W.E e Sete dias com Marilyn. No currículo dos Weinstein há obras como O discurso do rei (vencedor de 2011), Bastardos inglórios e a animação Persépolis. Famosos por tirar leite de pedra, os irmãos (Harvey é queridinho dos artistas) foram os fundadores da Miramax nos anos 1970 (a Disney comprou a empresa em 1993) e conseguiram emplacar filmes como Shakespeare apaixonado, O paciente inglês e Chicago, todos vencedores. Eles são conhecidos no meio por terem dado “um empurrãozinho” em muita gente boa como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, entre outros.


O importante é ter estilo

Publicação: Jornal Estado de Minas 28/02/2012 Repórter Mariana Peixoto




Angelina Jolie não se valorizou com o longo de Versace (Kevin Winter/Getty Images)
Angelina Jolie não se valorizou com o longo de Versace

Adequação é a palavra de ordem para se dar bem no tapete vermelho. Não basta somente um competente personal stylist para arrumar o melhor vestido. O estilo é que vai ditar quem se dá bem ou mal na cerimônia mais filmada e fotografada do mundo cinematográfico. Para o mal, o melhor exemplo da noite da 84ª. premiação do Oscar vem de Angelina Jolie. O longo negro Atelier Versace é incrível, só que mesmo sendo a mais bela, o que é indiscutível, Jolie não tem estrutura corporal para portá-lo. O vestido só fez realçar sua magreza e a fenda, deixando uma das pernas de fora (o que ela fez questão de exibir em todas as fotos), só mostrou um gambito que virou piada nas redes sociais.

Já Stacy Keibler foi mais esperta. Ela sabe que tem função meramente decorativa. Então, tinha que fazer jus ao título de namorada da vez de George Clooney. Escolheu um vestido Marchesa em tom de dourado, um tomara que caia arrematado por uma rosa. Ainda que não seja linda, estava a imagem da perfeição. Dourado também foi a cor escolhida por Meryl Streep. Há 17 indicações e três Oscar sabemos que seu gosto para roupas é inversamente proporcional a seu talento. Não foi diferente dessa vez. O vestido era quase que uma versão da estatueta que recebeu por sua interpretação de Margaret Thatcher. A cor, pelo menos, lhe traz sorte. Foi também em dourado que a atriz recebeu o Oscar, em 1983, por A escolha de Sofia.

No quesito cor, duas predominaram: o branco e o vermelho. Gwyneth Paltrow era a imagem do minimalismo, num longo branco Tom Ford. O cabelo louro claríssimo, preso num rabo de cavalo, deixou sua imagem etérea em demasia. Já Rooney Mara, que escolheu seu estiloso Givenchy na manhã da cerimônia, também é magra demais e muito clarinha para o branco (tanto que costuma usar mais o negro). Ficou por demais andrógina. Milla Jovovich estava uma das mais bonitas (tudo adequado, cabelo, vestido, maquiagem) num longo Elie Saab. Também linda, Shailene Woodley, a filha mais velha de George Clooney em Os descendentes, estava superinadequada em um Valentino totalmente fechado.

Joias Nas cores quentes, Michelle Williams estava bem com um tomara que caia coral Louis Vuitton. Emma Stone, a queridinha da vez, estava bonita num vermelho Giambattista Valli que lembrou muito um Balenciaga que Nicole Kidman usou no Oscar de 2007. Natalie Portman parecia mais uma debutante num Dior vintage (ano 1954). Não combinava em nada com o fantástico colar de brilhantes Harry Winston. Também de joias Harry Winston, Jessica Chastain não pôde ousar nos brilhantes, já que carregava um comentado Alexandre McQueen negro com brocado dourado. Fugiu do lugar-comum.

Já num Carolina Herrera bem escuro, Tina Fey, com um penteado moderno, foi, sem causar barulho, uma das mais faladas da noite. Para o bem. Para o mal, ninguém vai conseguir superar a dupla Jennifer Lopez e Cameron Diaz em versão piriguete. A primeira estava um exagerado do mau gosto num vestido meio sereia, colado ao corpo, transparente, de Zuhair Murad. Já a segunda apareceu num branco, também bastante justo, Gucci. A cena no palco com as duas apresentando o prêmio de melhor maquiagem e virando o popozão para a plateia foi um constrangimento só.

 Agora, é só alegria  

Premiados do Oscar comemoram e Carlinhos Brown, que ficou sem a estatueta, chega hoje ao Brasil. Ator francês Jean Dujardin anuncia interesse em fazer filmes nos Estados Unidos

Meryl Streep e Jean Dujardin, vencedores dos Oscars de melhor atriz e ator: a veterana e o estreante com a sensação de dever cumprido
 (Jason Merritt/Getty Images)
Meryl Streep e Jean Dujardin, vencedores dos Oscars de melhor atriz e ator: a veterana e o estreante com a sensação de dever cumprido
Uma vez com a estatueta em mãos, os vencedores da 84ª premiação da Academia de Hollywood puderam dar vazão a tudo o que passaram até chegar àquele momento. Bastante emocionado, o ator Jean Dujardin disse que adoraria fazer outro filme mudo nos Estados Unidos, mas que tem consciência de que sempre será um ator francês na América. “Eu continuo na França”, afirmou. Diretor de O artista, Hazanavicius comentou que depois da calorosa recepção que o longa-metragem recebeu nos festivais de Toronto e de Nova York, ele já não se sentia mais um francês nervoso tentando arrebatar Hollywood. “Vi que quando as pessoas realmente apreciam o filme, não é tão difícil.”

Já Meryl Streep disse que não acreditava que pudesse ganhar de novo. “Achei que estava velha e cansada. Mas quando ouvi meu nome e fui para a luz, me senti como uma criança de novo.” Um repórter britânico confirmou que a atriz estava usando a marca de sapatos favorita de Margaret Thatcher. Perguntou se ela iria comemorar o prêmio tomando uísque, como a Dama de Ferro gostava de fazer. No que Streep respondeu: “Vou começar com algumas doses e daí vamos ver se consigo andar nestes Ferragamos.”

Já Christopher Plummer, o mais velho vencedor da estatueta, disse que é adorável ter sido aceito. “Além do prazer de trabalhar na frente de uma plateia ao vivo, (prêmios são) uma espécie de aceitação geral de seu trabalho. É emocionante”, comentou o veterano ator, de 82 anos, que venceu na categoria de coadjuvante pelo filme Toda forma de amor. Na mesma categoria, Octavia Spencer, vencedora pelo drama Histórias cruzadas, disse que iria comemorar com champanhe. “Só quero aproveitar este momento porque nunca ocorreu comigo e Deus sabe que talvez possa nunca mais ocorre de novo.”

De volta  Sem o Oscar, Carlinhos Brown desembarca hoje, às 8h, no aeroporto de Salvador. Será recepcionado por meninos do Pracatum, projeto social que mantém no Candeal. O músico baiano, que concorria ao lado de Sergio Mendes na categoria melhor canção por Real in Rio, afirmou no Twitter, depois de perder para Mar or Muppet, de Brent McKenzie. “É maravilhoso ser um indicado e, ainda por cima, vice. Valeu a todos pela torcida. Foi uma honra dividir esse momento com Sergio, Siedah e toda a equipe do Rio e dos Muppets. A vida nos oferece oportunidades e, a melhor, é a de se sentir amado pelo meu país.”

 

 

Oscar premia Michel Hazanavicius como troféu de Melhor diretor

Francês desbancou Woody Allen e Martin Scorsese
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Divulgação

O francês Michel Hazanavicius conquistou o Oscar de Melhor diretor por seu trabalho com O artista. No palco, em um discurso de sotaque carregadíssimo, ele declarou ser a pessoa mais feliz do mundo com o prêmio e agradeceu até o cachorro que conquistou as plateias do mundo.

Ele desbancou Woody Allen (Meia-noite em Paris), Terrence Malick (A Árvore da Vida), Alexander Payne (Os Descendentes) e Martin Scorsese (A invenção de Hugo Cabret).

 

 

'O Artista' quebra barreiras e se torna grande vencedor do Oscar 2012
Publicação - Portal Terra - 27 de fevereiro de 2012 01h43 

O elenco do longa francês reunido no palco do Teatro Kodak, onde ocorreu a 84ª edição da premiação. Foto: AFP O elenco do longa francês reunido no palco do Teatro Kodak, onde ocorreu a 84ª edição da premiação
Foto: AFP

Nunca na história do Oscar um filme de língua não inglesa havia sido tão prestigiado. Mas, como regras servem para ser quebradas, o francês O Artista derrubou barreiras, superou A Invenção de Hugo Cabret, recordista em indicações da noite, e se sagrou o grande vencedor dos prêmios da Academia de Ciências Cinematográficas neste domingo (26), em Los Angeles, na Califórnia.
Filme mudo e em preto e branco que já havia conquistado prêmios nas principais competições do cinema pré-Oscar, o longa de Michel Hazavicius levou cinco estatuetas no total, sendo três entre as quatro principais categorias da premiação: melhor filme, melhor ator (Jean Dujardin) e melhor diretor (Michel Hazanavicius).
O Oscar 2012 também consagrou Meryl Streep, 62 anos, que recebeu seu terceiro prêmio de melhor atriz por sua atuação como Margaret Tatcher em A Dama de Ferro. A atriz norte-americana é a recordista em indicações ao Oscar, com 17 aparições.
Disputa acirrada
Apesar ter sido considerado favorito na premiação de 2012 desde antes do anúncio dos indicados, no dia 24 de janeiro, O Artista teve um concorrente bastante forte na disputa, impedindo, assim, que qualquer especialista cravasse qual seria o grande vencedor da noite. De fato, A Invenção de Hugo Cabret não só foi indicado a mais categorias - 11 contra 10 - como iniciou a noite conquistando prêmio atrás de prêmio.
De cara, o filme em 3D dirigido por Martin Scorsese levou estatuetas por fotografia e direção de arte. Na sequência, ainda vieram os prêmios por efeitos visuais, som e edição de som - o último da produção, que deixou a cerimônia com um total de cinco estatuetas.
O número de prêmios foi exatamente o mesmo do longa-metragem francês, mas as comparações param por aí. Se Hugo, com seu visual riquíssimo e enredo mais voltado para jovens, levou apenas prêmios técnicos, O Artista conquistou as estatuetas mais prestigiadas da noite - diretor, ator e filme, além de trilha-sonora e figurino.
Apesar de ser conhecida como uma premiação que reconhece produções estrangeiras - e não apenas na categoria específica com esse nome -, o Oscar nunca havia dado uma estatueta de melhor filme para um trabalho francês. Tampouco quando se tratando de uma produção muda e em preto e branco.
Nada de Carnaval
O samba de Carlinhos Brown não teve apelo suficiente diante dos membros da Academia. A despeito de ter apenas um adversário na categoria canção original, Real in Rio, parte da trilha-sonora da animação Rio, composta em parceria com Sergio Mendes, não conseguiu superar os simpáticos bonecos de Os Muppets - O Filme, fazendo o Brasil deixar a cerimônia do Oscar mais uma vez de mãos abanando.
No entanto, não parecia necessário o anúncio do prêmio para ficar claro que Brown sairia derrotado do Teatro Kodak. Bem antes da entrega da categoria, os personagens do longa-metragem da Walt Disney Pictures Caco e Pinky dialogaram em frente às câmeras para dar um ar mais descontraído ao evento - deixando clara a empatia dos organizadores com eles.
Pouco depois, os comediantes Will Ferrel e Zach Galifianakis subiram ao palco para entregar a estatueta de canção, dando clara ênfase à produção dos fantoches.
Boas novas
Não foi só O Artista que ficou marcado pelo caráter de ineditismo na 84ª edição do Oscar. Na categoria melhor ator coadjuvante, por exemplo, Christopher Plummer, de 82 anos, recebeu a primeira estatueta de sua vida após mais de cinco décadas dedicadas à profissão. Ele foi honrado por sua atuação em Toda Forma de Amor.
Foi a categoria filme estrangeiro, no entanto, que viu os mais profundos rompimentos de barreiras da noite. A produção iraniana A Separação conquistou a estatueta e se tornou a primeira do país a vencer no evento. O drama familiar, que relata a ruptura de um casamento no Irã contemporâneo, superou a produção polonesa In Darkness, que aborda o holocausto judeu na II Guerra Mundial. O Irã, que vive período de tensão com o Ocidente, já havia perdido um Oscar anos atrás, quando, em 1998, viu Filhos do Paraíso ser derrotado para o italiano A Vida é Bela, de Roberto Benigni.
Outro fator curioso ocorreu logo no início da cerimônia, após o anúncio de Octavia Spencer como vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em Histórias Cruzadas. Ovacionada pelo público, que a aplaudiu em pé, a artista de 41 anos subiu ao palco aos prantos, sem sequer conseguir ler seu discurso de agradecimento. A bela recepção de seus pares, aliada à surpresa de Spencer com o prêmio, tornaram o momento um dos mais emocionantes da noite.

 

Oscar 2012 consagra o cinema mudo do filme ‘O artista’

Indicada na categoria melhor canção original, “Real in Rio”, composta por Carlinhos Brown, Sergio Mendes e Mikael Mutti para a animação “Rio”, de Carlos Saldanha, perdeu para “Man or Muppet”, de “Os Muppets”.
  Diretor e ator de O Artista foram os grandes vencedores do Oscar.
Rio de Janeiro - Celebração da era muda do cinema, “O artista” (“The artist”), dirigido pelo francês Michel Hazanavicius, conquistou o Oscar 2012 de melhor filme, entregue ontem no Kodak Theatre, em Hollywood. Primeiro longa-metragem silencioso a conquistar o prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas desde a década de 1920, a produção franco-belga contabilizou ainda os prêmios de melhor diretor, figurino, trilha sonora e ator, dada ao maior galã da França na atualidade: Jean Dujardin.
Com seu inglês cheio de sotaque, Dujardin sintetizou no palco a gratidão de seus colegas ao dizer para uma multidão de americanos: “Eu amo o seu país.” Indicada na categoria melhor canção original, “Real in Rio”, composta por Carlinhos Brown, Sergio Mendes e Mikael Mutti para a animação “Rio”, de Carlos Saldanha, perdeu para “Man or Muppet”, de “Os Muppets”.
Em competição pela 17 vez em sua carreira, Meryl Streep confirmou seu favoritismo e conquistou o Oscar de melhor atriz por “A Dama de Ferro” (“The Iron Lady”), sua terceira estatueta. A cinebiografia de Margaret Thatcher recebeu ainda o prêmio de melhor maquiagem. “Quando ouvi meu nome ser chamado, parecia estar ouvindo a metade da América dizer: ‘Ah! De novo’”, brincou Meryl.
Apresentada pelo humorista Billy Crystal, a cerimônia do Oscar 2012 rendeu cinco prêmios técnicos ao recordista em indicações: a superprodução “A invenção de Hugo Cabret” (“Hugo”), de Martin Scorsese, que empatou com “O artista” em número de vitórias. Na disputa por 11 prêmios, o longa de Scorsese venceu nas categorias melhor fotografia, direção de arte, edição de som, mixagem de som e efeitos especiais.
Indicado a cinco estatuetas, “Os descendentes” (“The descendants”) contentou-se com a de melhor roteiro adaptado, baseado no romance homônimo da escritora Kaui Hart Hemmings. Sem ganhar Oscars desde 1987, Woody Allen venceu na categoria melhor roteiro original por “Meia-noite em Paris” (“Midnight in Paris”). Como de costume, Allen, avesso a premiações, não estava em Hollywood para receber seu troféu.
Entre os coadjuvantes, Octavia Spencer foi aplaudida de pé ao receber o Oscar por sua atuação em “Histórias cruzadas”. A plateia do Kodak Theatre também aplaudiu em massa quando o canadense Christopher Plummer, aos 82 anos, foi premiado por “Toda forma de amor” (“Beginners”), comédia dramática lançada apenas em DVD no Brasil. “Quando eu estava na barriga da minha mãe, já estava ensaiando meu discurso de agradecimento à Academia”, brincou Plummer.
Na categoria melhor filme estrangeiro, a Academia confirmou o favoritismo do drama iraniano “A separação” (”Jodaeiye Nader az Simin”), de Asghar Farhadi, onipresente em todas as premiações dos EUA.




Crítica: Oscar 2012 volta os olhos para o passado, mas por caminho tortuoso...


Jornal do BrasilPor Pedro Willmersdorf

Como diz o bom e (nunca) velho ditado, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood está mais perdida do que cego em tiroteio, por conta da queda abrupta e veloz de seu prestígio ao longo dos últimos 20 anos, inclusive com números problemáticos de audiência na TV americana.
Em 2011, como tentativa de rejuvenescer a apresentação da cerimônia do Oscar, foram convidados James Franco e Anne Hathaway como anfitriões. O resultado foi um conglomerado de equívocos que transformou a noite de entrega das estatuetas em um dos episódios mais trágicos da história da premiação. Era preciso mudar, pela 'enésima' vez, a página...
Apostaram, então, na volta da tradição, com Billy Crystal (ocupando o buraco deixado por Eddie Murphy, primeiro nome escolhido) à frente do palco, em sua nona empreitada pelos Academy Awards. Como projeto final, nasceu uma cerimônia deveras enxuta, ligeira, sem um quarto da gota de glamour que os velhinhos organizadores da festa sempre fizeram questão de derramar sobre nós durante décadas.
Até aí, um acerto: na falta de um plano para ousar, apostar na tradição (em miúdos, o feijão-com-arroz) é a melhor ideia. Mas, e quando a estratégia transcende a estrutura de entrega do carequinha dourado e tange o quesito de escolha dos vencedores?
'Celebrar a essência do cinema'. Até a página dois, um belo conceito traçado pela Academia para reforçar a ideia de que a inovação se esconde, muitas vezes, na releitura do passado. Porém, pelo que pôde ser visto em mais uma edição do Oscar, faltou esmero na hora do polimento da emoção: tivemos a noite mais óbvia e enfadonha dos últimos tempos, muito por conta da estrada que já saberíamos que estaria em nossa frente durante a viagem.
Se conseguiu, com sucesso, lipoaspirar as gorduras de seu cerimonial, apostando na força de sua tradição e prestígio (e nas piadas de um eficiente Crystal), faltou à Academia o cuidado de não exagerar, mais uma vez, na dose de autopromoção da sétima arte. 'O artista' e 'A invenção de Hugo Cabret' levaram, juntos, dez prêmios para casa. Em foco, o amor ao cinema. E também bocejos de quem acompanhou a tudo de casa, como eu.

Nos bastidores do Oscar, os cliques da equipe de 'O artista', grande vencedor de uma noite morna...
Nos bastidores do Oscar, os cliques da equipe de 'O artista', grande vencedor de uma noite morna...
Não assisti a nenhuma produção concorrente a Melhor Filme, portanto, não julgo aqui a qualidade dos filmes indicados: o que questiono, como de praxe em qualquer análise que envolva seres humanos, é a falta de qualquer esboço de emoção durante uma premiação. Seja susto (com exceção de Meryl Streep, que ainda se surpreende ao ser anunciada no Oscar), felicidade (como Christopher Plummer, debutando no palco aos 82 anos), revolta ou recalque. O discurso final do produtor de 'O artista' seria sonífero natural para qualquer paciente diagnosticado com insônia no posto médico no Hollywood and Highland Center, ex-Kodak Theatre.
Sinceramente, nem Uggie, o cãozinho do filme mudo francês grande vencedor da noite, deve ter, sequer, balançado o rabinho durante a noite, por conta do tédio... Parece que a Academia tinha tudo para, enfim, emplacar uma nova fase de sua grande noite. Mas, ao apostar no retorno da inocência dos tempos de outrora do cinema, renovou os votos da mesmice dos tempos atuais.
Por Pedro Willmersdorf



Redes sociais e jornais franceses


Publicação: Jornal Estado de Minas 28/02/2012 Repórter Thaís Pacheco - Caderno Cultura

Manchete na versão eletrônica do Le Monde (Internet/Reprodução)
Manchete na versão eletrônica do Le Monde

Cumprindo o papel, as redes sociais atuaram em tempo real. Na noite de domingo, durante a cerimônia do Oscar, o único assunto em Twitters e Facebooks era a premiação. Na manhã de ontem, a rede já havia se esvaziado do tema.

Enquanto ainda havia a discussão, o público pareceu concordar com a eleição. O músico e compositor mineiro Flávio Henrique, por exemplo, gostou de ver O artista levar o prêmio de melhor filme. Disse no Facebook: “Merecido o Oscar, a atriz é uma linda e o filme trata acima de tudo da gratidão, assunto raro no meio artístico. Quem não viu, veja”.

O pessoal da moda também ficou de olho no red carpet. De vestido preto, pernas de fora e mãos dadas com o marido, Brad Pitt, a atriz Angelina Jolie foi uma das mais comentadas no Face. O perfil QDNG (que delícia gente) postou foto de Jolie que, em minutos, foi compartilhada 78 vezes, teve 194 “curtir” e mais de 40 comentários chamando a triz de “diva”, “maravilhosa” e outros elogios.

No Twitter, uma vez que os assuntos são organizados por citação, até a manhã de ontem, Carlinhos Brown ainda esteve nos mais citados, o trending topics. A hashtag (ou assunto) #OSCARlinhosBrown era o segundo da lista brasileira.

A opinião era quase unânime. Carlinhos Brown merecia o prêmio e a academia não entregou porque nunca fará isso por um brasileiro ou não americano, logo, não deveria nem indicar. Figuras muito seguidas do Twitter, como Ivete Sangalo e Marcelo Tas, espalhavam a hashtag #OSCARlinhosBrown para manter a torcida, mas não teve jeito.

Jornais franceses No jornal francês Le Monde, o título da manchete era: "O artista: o jamais visto para um filme francês em Hollywood”. Contava dos cinco troféus ganhos no Oscar e afirmava: “Esta é a primeira vez que um filme francês é tão bem-sucedido”.

Le Parisien deu destaque de capa ao filme sob o título “Cinco prêmios da academia: um sucesso histórico para Jean Dujardin e O artista”. O Le Progres também reforçou o feito histórico, publicando “nunca um filme francês havia recebido tantos troféus na cerimônia do Oscar”.

O Libération manteve a linha editorial: “O artista recebe prêmios no Oscar para o filme de Michel Hazanavicius, incluindo melhor filme e melhor ator para Jean Dujardin. Nunca um filme francês triunfou tanto no exterior”.

A ironia fica por conta dos comentários on-line dos leitores. “Bravo! Fantástico! É uma glória para o cinema francês”, dizia um comentário logo acima de outro, que registrava: “Isso é muito triste, quando você pensa em todos os filmes franceses que não foram ao Oscar. Alguns, verdadeiras obras de arte. Mas o bom marketing sempre substitui o mérito”.
 

Transmissão do Oscar 2012 teve audiência recorde nos EUA


A expectativa de ver um filme francês mudo e em preto e branco, que pouca gente assistiu, levar os principais prêmios do Oscar, não impediu o público americano de sintonizar em massa a atração. Mais de 39 milhões de telespectadores assistiram à cerimônia na noite de domingo (26/2), um aumento de cerca de 1,5 milhão em relação à festa de 2011.
A transmissão de mais de três horas foi assistida por uma média de 39,3 milhões de pessoas, de acordo com dados preliminares divulgados nesta segunda-feira pela empresa Nielsen. A emissora ABC afirmou que essa foi a segunda maior audiência da premiação do século, atrás apenas da transmissão de 2007.
Apresentado pela nona vez pelo ator Billy Crystal, o espetáculo de entrega do Oscar também concentrou toda a sua audiência na faixa etária de 18 a 49 anos, priorizada pelos anunciantes, e atraiu mais mulheres do que no ano passado, mostraram os dados.
A cerimônia anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas é tradicionalmente um dos eventos mais assistidos dos Estados Unidos, mas os números caíram nos últimos anos, só despertando maior interesse quando grandes produções, como “Avatar”, entram na disputa. Não por acaso, a audiência mais alta de uma cerimônia foi em 1998 (55,2 milhões de telespectadores), quando “Titanic” venceu o Oscar.
Mas, neste ano, a transmissão reverteu a tendência, deixando sua audiência em pé de igualdade com o Grammy Awards, um dos eventos de premiação mais populares da TV americana, que em fevereiro foi assistido por 39,9 milhões de telespectadores, ainda sob o impacto e com as homenagens à morte repentina da cantora Whitney Houston.
“O Artista”, que arrecadou apenas US$ 30 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos e do Canadá, foi o grande vencedor do domingo com cinco troféus: Melhor Filme, Melhor Diretor para Michel Hazanavicius, Melhor Ator para Jean Dujardin, Melhor Trilha Sonora e Melhor Figurino.
 
 
Traller de chamada para a cermonia do Oscar na ABC
 
 
Links Importantes
 
Site Oficial:  http://oscar.go.com/ 
Outros Sites: http://www.oscars.org/


Veja caricaturas e descubra os filmes que deram a seus protagonistas o Oscar de Melhor Ator

Você assistiu aos filmes que protagonizaram as últimas edições do Oscar? Mesmo quando não ganham na categoria de Melhor Filme, alguns longas se destacam pela bela interpretação de atores e atrizes.
http://www.terra.com.br/diversao/infograficos/atores-oscar/


 Indicados Oscar 2012 - Trailers e Sites oficiais.
http://jogosdinheirointernet.blogspot.com/2012/01/indicados-oscar-2012-trailers-e-sites.html

¡TCHAU RADAR! - A CANÇÃO - Música inédita com participação de Humberto Gessinger.

Tem coisas que só a internet faz por você...
Quando que antes teriamos acesso a uma música produzida com a participação de seu artista favorito, sem precisar que uma gravadora que crie um CD para comprar?

Essa música você não encontra em CD nenhum...
Mas te emociona da mesma maneira!
Linda!




1berto Gessinger e Esteban Tavares
1berto Gessinger - Voz / Baixo
Esteban Tavares - Voz / Guitarra / Teclados / Bateria
Produzido por Esteban Tavares
Mixado e Masterizado por Marco Lafico.
Gravado no ECO ESTÚDIO e no ESTÚDIO BOI.

¡TCHAU RADAR! - A CANÇÃO

1berto / Esteban


só um rascunho
a folha está cheia deles
riscos e palavras
procurando um caminho
só um caminho
a vida está cheia deles
meu destino eu faço
traço passo a passo
sou um rascunho
pelo jeito a mão tremia
pelo jeito pretendia
passar a limpo noutro dia
hoje estou só
hoje estou cheio deles
sou um rascunho
procurando um caminho
fica pra outra dia
ser uma obra-prima
que não fede nem cheira
não fode nem sai de cima
fica pra outra hora
ser alguém importante
se o que importa não importa
não dá nada ser irrelevante
só um rascunho
um risco na mesa do bar
carnaval sem samba
outra praia, mesmo mar
sou um rascunho
torpedo no celular
sem sinal na área
sem chance de chegar
não fica pronto nunca
não há final feliz
não há razão pra desespero
ouça o que o silêncio diz
não tem tem roteiro certo
não espere um gran finale
tampouco espere amiga
que a minha voz se cale

fica pra outra dia
ser uma obra-prima
que não fede nem cheira
não fode nem sai de cima
fica pra outra hora
ser um cara importante
se quem importa não se importa
tchau radar, vamos adiante