Magazine Luiza

segunda-feira, 30 de julho de 2012

10 palavras-chave para conseguir um emprego

10 palavras-chave para conseguir um emprego


ACOMPANHE NOSSOS ARTIGOS


  
Se você está atrás de emprego, sabe muito bem que as coisas não estão fáceis.
Nesse caso, que tal algumas dicas para lhe ajudar a ser bem sucedido nessa busca?
Especialistas apontaram 10 palavras-chave para um bom currículo (e uma boa entrevista):
1 – PERSISTÊNCIA
O cara pode ser o maior gênio que já pisou na Terra: se não souber persistir, desiste facilmente e acaba virando uma promessa não cumprida. Quando se candidatar a uma vaga, mostre que é persistente – e, se for contratado, cumpra, é claro.
“Funcionários persistentes não desistem com facilidade e geralmente produzem resultados melhores”, diz o professor de gerenciamento e recursos humanos Timothy Wiedman, da Universidade Doane (EUA).
2 – RECONHECIMENTO
Prêmios e homenagens são sinal de que seu trabalho foi reconhecido. Uma garantia como essa é muito bem-vinda na hora e tentar uma vaga.
“Inclua no currículo prêmios obtidos em trabalhos anteriores ou em associações profissionais”, aconselha Lynne Sarikas, diretora do Centro de Carreira e MBA da Universidade do Noroeste (EUA).
3 – RESULTADOS
Em essência, o que as empresas querem é gente que saiba entregar resultados. Este é, assim, um termo importante no currículo e na entrevista.
“Você precisa mostrar ao entrevistador que é capaz de dar os resultados que eles querem, da forma que eles querem”, diz o coach Ronald Kaufman. “Para isso, se prepare para provar que tem as habilidades que eles procuram, com base na sua experiência”.
4 – IMPACTO
A contratação é uma grande aposta. Se quiser ser chamado, mostre que vai causar um impacto positivo na organização.
“Quero saber os valores que o candidato trará à organização como ele pode influenciá-la de modo positivo, principalmente em relação a nossa missão, nossas visões e valores”, conta o gerente de recursos humanos Jen Strobel, da empresa Flagger Force.
5 – COMPETÊNCIA
Essa é uma palavra-chave óbvia, mas que muitos candidatos não usam. Não se trata de parecer arrogante, mas de mostrar que tem capacidade.
“Qualquer empregador busca candidatos que podem provar que são capazes de ocupar o cargo”, aponta Alan Guinn, diretor do Guinn Consultancy Group.
6 – OBJETIVIDADE
Na comunicação, muitas vezes a mensagem se perde no meio de informações desnecessárias e frases mal-construídas. É importante ser capaz de ir direto ao ponto, sem rodeios.
“Hoje, a comunicação no trabalho é um campo-minado de emoções, tecnologias e questões legais”, lembra Brennan White, cofundador e diretor de mídias sociais da Pandemic Labs. “A habilidade de cortar a enrolação e fazer o que deve ser feito é indispensável”.
7 – APRENDIZADO
Todo mundo erra, mas nem todo mundo consegue aprender com os próprios erros para não cometê-los novamente. Essa capacidade é um grande diferencial.
“É importante mostrar ao entrevistador como falhas no passado se tornaram uma experiência educativa”, aponta o conselheiro de carreira Bruce Hurwitz.
8 – COMPROMETIMENTO
Já ouviu falar que trabalhos são como relacionamentos? Partindo desse pressuposto, a capacidade de se comprometer é fundamental para quem deseja ser contratado (ou casar…).
“Com o que você se compromete e como isso pode ajudar a organização?” é uma pergunta que o candidato deve tentar responder durante a entrevista, aconselha a terapeuta Nancy Irwin.
9 – FLEXIBILIDADE
As pessoas são contratadas para exercer funções específicas. Isso não significa que nunca vão precisar realizar tarefas que “não estão no roteiro”.
“O ambiente de trabalho muda constantemente”, lembra a coach Andrea Ballard. “Não importa quais as habilidades que você traz hoje; para continuar relevante e bem-sucedido, você precisa saber mudar e se adaptar rapidamente”.
10 – SOLUÇÕES
Um funcionário não traz apenas conhecimento, mas soluções para a organização.
“Empregadores estão buscando candidatos que sejam solucionadores de problemas, e são atraídos por quem usa uma linguagem baseada em soluções”, garante o consultor de recursos humanos Delmar Johnson.
Agora que você tem esse roteiro, ponha a mão na massa e leve os dez pontos-chave em seu currículo e em suas entrevistas. 

Tradução de um artigo americano postado em:[Live Science]

Animação sobre o casamento

Eu tive essa semana que transformar esse vídeo do Youtube em um DVD. Gostei tanto do filminho que estou compartilhando...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Onde acompanhar as Olímpiadas pela internet?

Páginas oficiais das Olimpíadas de Londres 2012: http://www.london2012.com/
http://www.olympic.org/
Canal no youtube: http://www.youtube.com/london2012
 
Pela TV aberta aqui no Brasil a única emissora a transmitir as Olimpíadas de Londres é a Record que possui o seu portal: http://rederecord.r7.com/londres-2012/

A equipe que a Record Montou para cobrir as olímpíadas tem vários nomes de peso, várias medalhas olímpicas e Panamericanas, além de jornalistas consagrados como Álvaro José(arquivo olímpico vivo) e Mylena Ciribelli: 

Adriana Araújo
Álvaro José
Cosme Rimoli
Eduardo Marini
Fernando Scherer
Herodoto Barbeiro
Lucas Pereira
Luisa Parente
Magic Paula
Maurício Vôlei
Mylena Ciribelli
Oscar Schmidt
René Simões
Robson Caetano
Rogerio Sampaio
Silvio Lancellotti

Há outras emissoras e portais que vão cobrir os jogos:
SporTV: http://sportv.globo.com/videos/olimpiadas-2012/
UOL Olimpíadas: http://olimpiadas.uol.com.br/
Terra: http://esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos
ESPN: http://espn.estadao.com.br/competicao/internacional/olimpiada
Estado de Minas/Super Esportes: http://www.superesportes.com.br/especiais/londres-2012/capa_olimpiadas/
Yahoo Brasil: http://br.esportes.yahoo.com/olimpiadas/
Youtube ao vivo de londres: http://www.youtube.com/aovivo
Youtube Londres360: http://www.youtube.com/londres360
MSN Olimpíadas: http://esportes.br.msn.com/olimpiadas-2012/
NBC(Norte-Americano): http://www.nbcolympics.com/

Ou então nada melhor do que acompanhar de uma emissora lá de londres como a BBC:
http://www.bbc.co.uk/sport/0/olympics/2012/




Trecho do blog do Alvaro José:

Cerimoniais de abertura são um dos maiores momentos dos Jogos Olímpicos. A surpresa é tudo, mas sempre escapa alguma coisa.
A música tema arrebata. Ela é a alma da Olimpíada. Em Londres 2012, Survival, da banda britânica Muse, será a canção oficial .
O TEMA  será tocado  ao longo de todo o evento.
Na  entrada dos atletas na disputa e na  cerimônia de entrega das medalhas e na mídia do mundo inteiro.
A CANÇÃO fala sobre a total convicção e pura determinação de ganhar.
Pelo menos temos uma certeza, a banda MUSE vai tocar na abertura da Olimpíada para apresentar o tema.
ABERTURA que terá o diretor Danny Boyle, de Trainspotting Sem Limites Quero Quer Ser um Milionário, no comando.
Bandas como Franz Ferdinand e Coldplay estarão lá no dia 27 de julho.
Aí Survival no clipe:



Depois do Impostometro: o Desviometro!


O DE$VIÔMETRO é um espaço aberto à sociedade, que demonstra por uma projeção a cada segundo, o valor desviado por: corrupção, desfalque, falcatrua, negociata, traficância e velhacaria, que poderia ser investido na solução dos grandes problemas brasileiros: habitação, saúde, segurança, educação e transporte público. Tendo como base um estudo da FIESP, realizado em 2010, com o título “Corrupção: custos econômicos e propostas de combate”, o qual projeta um custo médio da corrupção no Brasil de 2,3% do PIB, isto é, R$ 69.1 bilhões ano base 2008. Este percentual parece modesto, tendo em vista que as pessoas cuja renda familiar per capita é superior a cinco salários mínimos, 27,8% concordam que o problema mais grave é a corrupção. Também divulga relatos de corrupção e desvios, publicados em jornais e revistas e registra denúncias recebidas de fontes devidamente identificadas.
A memória curta do eleitor já foi comprovada por vários estudos e pesquisas, neste sentido nossa contribuição é para que não nos esqueçamos das participações de pessoas de todas as classes e atividades, principalmente políticos, registrando o que fizeram para terem seus nomes envolvidos em assuntos desabonadores para numa próxima eleição possamos melhor avaliar a quem daremos o nosso poderoso e transformador voto.

METODOLOGIA
Tendo como base um estudo da FIESP, realizado em 2010, com o título “Corrupção: custos econômicos e propostas de combate”, o qual projeta um custo médio da corrupção no Brasil de 2,3% do PIB, os valores são apurados da seguinte forma:
PROJEÇÃO DO PIB PARA O ANO CORRENTE A.AAA.AAA.AAA.AAA,AA
APURAÇÃO DO PERCENTUAL DE 2,3% BBB.BBB.BBB.BBB,BB
O PERCENUTAL DE 2,3% É DIVIDO PELO NÚMERO DE INDICADORES BBB.BBB.BBB.BBB,BB / 5 = CC.CCC.CCC.CCC,CC
CADA UM QUINTO (1/5) DO VALOR APURADO É DIVIDIDO PELO VALOR UNITÁRIO DE CADA UM DOS INDICADORES
CC.CCC.CCC.CCC,CC ÷ (salário médio militar soldado de 1ª classe) = contratar D.DDD.DDD policiais
CC.CCC.CCC.CCC,CC ÷ (custo de construção de casa popular com 36m²) = construir EEE.EEE casas populares
CC.CCC.CCC.CCC,CC ÷ (salário base do professor do ensino médio MEC) = contratar FF.FFF.FFF professores do ensino médio
CC.CCC.CCC.CCC,CC ÷ (custo de implantar um posto de saúde equipado) = construir GG.GGG postos de saúde equipado
CC.CCC.CCC.CCC,CC ÷ (custo do Km de estrada asfaltado) = asfaltar HH.HHH Km de estrada


ASSESSORES
Paulo Ivan R. Vega
Criador do portal desviometro.com.br
Contador, CRC-RS 0644760
Pós-graduado em Direito Tributário
Autor do livro Cálculos Trabalhistas Para Neófitos
Criou os programas denominados: Cálculos Trabalhistas - Rito Sumaríssimo e Gerenciador, software gerencial e administrativo e do escritório jurídico.
Funcionário Público Municipal
Sérgio Augustin
Doutor em Direito (UFPR)
MM Juiz de Direito/RS
MM Juiz Eleitoral da 16ª Zona
Coordenador do processo eleitoral em Caxias do Sul
Coordenador do Mestrado em Direito da UCS
Miguel Pletsch
Funcionário Público Federal Aposentado
Ex-Delegado da Receita Federal do Brasil em Caxias do Sul
Técnico em Contabilidade
Bacharel em Ciências Contábeis
Bacharel em Administração de Empresas
Especialização em Ciências Econômicas - Ciências Contábeis
Professor Universitário PUC-Uruguaiana/RS
Professor Universitário UFSM-Santa Maria/RS
Professor Universitário UCS-Caxias do Sul/RS
Consultor Tributário, Auditor Interno e Assessor de Diretoria
Joel Paulo Biondo
Advogado OAB/RS 42.946
Pós-Graduação Nível MBA Gestão Empresarial FGV/RJ
Professor de Direito Público Constitucional, Administrativo e Tributário
Sócio na Vetor Assessoria Empresarial

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O mercado Bilionário das extensões.

Tudo dominado  
Ao abrir mais possibilidades de extensões, agência responsável por regular domínios na internet provoca verdadeira guerra entre gigantes de mercado pela propriedade de novos sufixos  

Publicação: Jornal Estado de Minas 26/07/2012 Caderno Inform@tica Repórter Silas Scalioni





A internet está mais ativa do que nunca e pronta a movimentar mais alguns bilhões de dólares. Isso desde que a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann) ou, em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números – organismo internacional que regula a infraestrutura técnica da web –, abriu às empresas a possibilidade de registro de novos domínios. Em cerca de cinco meses, período em que ficaram abertas as inscrições, foram 1.930 pedidos de posse de novos domínios web dos chamados generic top-level domains (gTLDs) ou domínios de nível superior.

Há alguns dias, a entidade divulgou em seu site uma lista de quem está na briga por tais aquisições – briga, por sinal, que envolve gigantes do mercado –, revelando que os pedidos de registros incluem mais de 700 nomes solicitados por mais de uma empresa, como .cloud e .app. A maior disputa está entre as norte-americanas Google e Amazon, que se engalfinham pela posse de cerca de 20 extensões (ou strings), entre elas .map, .music, .movie, .cloud, .app, .mail, .book, .search, .shop, .free e .game. Algumas delas são disputadas ainda por outras grandes concorrentes. A extensão .cloud, por envolver um tema tão ascendente no mundo da tecnologia devido à computação nas nuvens, é reclamada ainda por outras cinco companhias, como a Symantec.
Atualmente, há apenas 22 sufixos aprovados e utilizados no mundo, como os tradicionais .com, .net e .org (no Brasil, são atualmente 69 extensões com a terminação .br). “O que se está abrindo agora não é simplesmente a possibilidade de registro de um domínio, e sim de uma empresa se tornar proprietária de um novo sufixo. Ou seja, quem quiser depois usar esse sufixo em seu site, terá de ter a permissão do dono e pagar um valor pelo seu uso. Por isso há essa briga tão contundente entre gigantes tecnológicos por determinada extensão, como no caso de .app e .cloud”, explica o especialista em inovação e internet Ítalo de Barros Naddeo.


Mercado bilionário  
Novas extensões de domínios, com sufixos dos mais variados, entram no ar até 2013, o que para empresas pode ser um grande negócio. Mas o reinado ainda será do .com



Domínio é um nome usado para localizar e identificar pessoas ou empresas na internet. Foi criado para facilitar a memorização dos endereços de computadores na rede, pois, sem ele, seria preciso guardar e digitar uma grande sequência de números na hora de acessar um endereço web. O domínio é a base de uma identificação profissional na internet, podendo-se dizer que ele é o sobrenome de um site e de e-mails. É composto por um nome e uma extensão. Por exemplo: em um endereço do tipo nomedealgumacoisa.com.br, nomedealgumacoisa (podendo ser o de uma empresa, produto, entidade etc.) é o nome do domínio, enquanto .com.br é a sua extensão.
O que a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann), entidade internacional que regula o assunto, fez ao abrir o leque dos sufixos que completam um endereço de internet, saindo dos atuais 22 existentes, foi, ao mesmo tempo, uma grande jogada de mercado e uma forma de resguardar direitos de empresas proprietárias de marcas conhecidas. “Trata-se de um negócio que vai movimentar bilhões de dólares. Só a Icann está embolsando US$ 352 milhões pelos mais de 1,9 mil pedidos de novos domínios que recebeu, uma vez que cada um custa US$ 185 mil (além do pagamento de uma cota anual de US$ 25 mil)”, revela Ítalo de Barros Naddeo, especialista em inovação e internet. E resguarda direitos da empresa ao abrir para ela a possibilidade de criar domínios que envolvem seus produtos e marcas, impedindo assim que outros o façam. “Num primeiro momento, só empresas donas de produtos e marcas conhecidas puderam fazer essa solicitação, mas, vencido o prazo dado pela Icann, qualquer um vai poder pedir registros”, completa.

valorização O mercado é cheio de investidores, gente que vive a pesquisar o que ocorre no mundo para registrar patentes e domínios que possam depois interessar aos mais diversos segmentos. “Ou seja, se um domínio registrado por alguém se valorizar, com certeza essa pessoa o venderá com muito lucro”, diz ele, salientando que, com essa medida do Icann, uma empresa poderia solicitar domínios de várias coisas relacionadas a ela. Trazendo para a realidade brasileira, uma grande indústria alimentícia de embutidos de carne, para se resguardar, poderia fazer registros do tipo .coxa, .peito, .peru, .chester, .salsicha e assim por diante.”
Portanto, segundo Naddeo, abrir esse leque representa mais dinheiro no caixa da Icann e para o investidor a possibilidade de aumentar sua carteira de domínios, uma vez que as empresas não vão conseguir registrar todas as possibilidades existentes. Ele cita, como caso de sucesso, o indiano Bhavin Turakhia, dono da empresa de hosting Directi, que pediu o registro de 31 sufixos (como .web e .música). “Hoje, ele tem uma empresa conhecida e até pôde se inscrever nessa abertura da Icann. Mas é também um investidor e proprietário de um enorme banco de domínios”, informa.
Quanto ao caso de registros solicitados por mais de uma empresa, Ítalo Naddeo explica que a Icann vai fazer uma análise para definir quem tem mais a ver com aquela solicitação. “E se houver um empate nesse quesito, fica com o registro a empresa que fez o pedido primeiro.”

Pesquisas mais refinadas

Se para as empresas e investidores a medida da Icann diz muito, para o usuário final quase nada significará. A opinião é do gestor em tecnologia Marcos Bemquerer, diretor-executivo da Colabore.Info, especializada em serviços web 2.0. Profissional que vive a internet desde os seus primeiros passos, ele acredita que a forma como o Google e outras empresas de buscas vão interpretar a entrada de novos sufixos nos domínios é que poderá melhorar ou deixar inalterada a vida do usuário de internet.
“Afinal, mais da metade dos acessos são feitos hoje via ferramentas de busca. A forma como essas empresas vão incluir isso em seus algoritmos é que vai definir alterações. Poderá haver um refinamento nas pesquisas, filtrando-as por temas, se tais empresas fizerem os acertos de forma correta. Do contrário, nada mudará”, afirma.
Mas para ele, mesmo com a aprovação de centenas de novas extensões, dificilmente as empresas vão fugir do tradicional .com no momento de registrar seus domínios. “Trata-se de uma extensão super conhecida e que transmite segurança. Empresas gigantes estão procurando, sim, o registro de certas palavras porque elas têm marcas e podem explorá-las melhor dessa forma. Agindo assim, estarão também se resguardando da concorrência.”

Facilidade Se não for detectado nenhum impedimento, como endereçamentos iguais, criar e registrar um domínio na internet é fácil e rápido, ao contrário do que ocorre com uma marca ou patente, que pode demorar até anos. Há várias empresas de tecnologia que podem fazer isso para seus clientes. Mas, se quiserem, eles mesmos podem efetuar a solicitação no Registro.br (www.registro.br), órgão responsável pelo controle de domínios no país.
O serviço de registro resume-se em preencher um formulário com a documentação exigida pelo Registro.br, enviá-lo on-line, pagar a taxa e nada mais. O registro vale por um ano e precisa ser renovado sempre via pagamento de uma taxa. “De forma particular ou via terceiros, o custo é de cerca de R$ 30”, diz Luiz Cláudio de Araújo Pires, diretor-presidente da Turbositem (www.turbosite.com.br), empresa mineira credenciada pelo Registro.br e pela Icann. “São apenas cinco empresas brasileiras credenciadas a solicitar registros internacionais diretamente na Icann”, informa o executivo.
A Registro.br repassa aos seus credenciados apenas R$ 2 de cada solicitação feita, valor esse que, segundo Luiz Cláudio, não cobre nem os impostos. “Mas empresas como a nossa são prestadoras de vários serviços de tecnologia. Podemos oferecer outras opções de negócios, como hospedagem de sites, consultoria para criação e montagem do site, criação, montagem e hospedagem de lojas virtuais, serviços de e-mail marketing e todo suporte que alguém, que já tem um domínio, precisa”, ressalta.


Novos registros de domínio marcam grande mudança na web

ICANN divulgará hoje novas extensões de domínio em ação que vai mudar a forma como acessamos sites na internet
  

Site Olhar Digital 12 de Junho de 2012 | 10:06h








Reprodução
Domínios na web: novas regras
A ICANN vai divulgar hoje (13/06) novas extensões de domínio de internet em uma ação que vai mudar a web de diversas maneiras.

As mudanças não vão ser restritas à forma de acessar a web, que ganhará, por exemplo, endereços "usuário.youtube" para entrar em uma conta no serviço de vídeos, mas também vai criar uma corrida pode novos domínios.

O Google, por exemplo, pediu diversos endereços. Parte deles tem relação com seus produtos - como o .Google, ou o .docs. Outros, no entanto, são vistos como oportunidades futuras para a empresa - como o .lol.

Mas não são só empresas que querem os novos endereços. Para algumas pessoas, a corrida por domínios é uma boa oportunidade de ganhar dinheiro.

Frank Schilling não é representante de nenhuma empresa, mas pode ganhar muito dinheiro com a mudança, segundo a CNET. Ele já é milionário e criou a sua fortuna comprando domínios que poderiam interessar a companhias um dia, e segurou os endereços até alguém comprar. Ao todo, ele é o dono de mais de 320 mil domínios apenas com esse objetivo - vendê-los para outras empresas.

Ele investiu US$ 60 milhões do seu próprio dinheiro para fazer pedido de novos domínios também com esse objetivo - ao todo, ele quer 54 novos endereços.

O anúncio da ICANN marcará uma das maiores mudanças da história da web desde o meio dos anos 1990, quando empresas passaram a comprar os domínios .com para divulgar as suas marcas. Agora, a internet será diferente.



"Cambistas" de domínios: veja como eles agem na web

Conheça os dois lados do mercado de compra e venda de domínios e entenda como alguns lucram com esse comércio
20 de Janeiro de 2012 | 12:23h
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Reprodução
Domínios na web: novas regras
Stephanie Kohn

O título da matéria pode soar um pouco estranho, mas você leu direitinho: tem gente registrando domínios interessantes apenas para vendê-los mais tarde, assim como acontece com ingressos de shows concorridos. O internauta cria um site com um nome atrativo e aguarda até que uma empresa ou pessoa interessada faça a oferta. Este é um mercado super comum fora do Brasil, mas que está se popularizando cada vez mais no país. E o motivo é simples: os domínios na internet são como endereços físicos: se você compra um domínio com uma palavra-chave muito boa, é o mesmo que comprar um terreno no ponto mais badalado de sua cidade.

Para entender melhor como esse mercado funciona é preciso conhecer as duas formas de se comercializar domínios. A primeira delas é a mais comum. Uma pessoa registra um domínio qualquer, como por exemplo, www.wifi.com.br e o coloca a venda. O interesse pode surgir espontaneamente, quando uma pessoa física ou jurídica decide comprar o domínio; mas às vezes é necessário correr atrás da venda. O dono do registro sai em busca de um possível comprador, entrando em contato com empresas do ramo que, possivelmente, gostariam de adquirir o endereço. "Já saí ligando para companhias e deu certo. Na terceira ligação vendi meu domínio", conta Antonio Ventura, empresário que gastou R$ 30 para fazer o registro e faturou cerca de R$ 3 mil na venda do endereço citado.

A outra maneira é ainda mais fácil, pois não exige nem mesmo a criatividade do futuro proprietário. Segundo Antonio, o Registro.br faz leilões de domínios que estão abandonados por falta de pagamento, ou simplesmente foram abandonados pelos seus donos (estima-se que 3 em cada 4 domínios registrados são abandonados ao final da anuidade). De tempos em tempos eles listam uma quantidade absurda de endereços parados que podem ser adquiridos por R$ 30. "Eu escolho o nome que mais me agrada e dou meu lance. Se ninguém quiser disputar comigo, eu compro o domínio por R$ 30. Mas, se mais alguém quiser o domínio também, eu devo aguardar o novo leilão. Caso haja disputa pelo nome por mais de três leilões, o endereço é congelado", explica Antonio.

O mercado negro dos domínios

Como o registro de domínios funciona no esquema "quem pegar primeiro, leva", não há nenhum impedimento legal em comprar nomes genéricos para vendê-los depois.  Na verdade, nem mesmo é proibido registrar domínios com nomes de marcas ou empresas. De acordo com Demi Getschko, diretor presidente do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do .br), para registrar um domínio é necessário CPF ou CNPJ, mas qualquer pessoa pode registrar o que quiser, desde que esse endereço esteja ligado a ela ou a sua empresa.

Porém, se alguém compra um domínio com nome de marca ou empresa alheia, pode sofrer um processo e será obrigado a transferir o endereço para a pessoa ou companhia responsável pelo nome. "Na hora do registro não tem como checarmos se o nome registrado no endereço é mesmo da pessoa ou empresa, mas o proprietário está ciente de que se registrar uma marca ou nome próprio, a empresa lesada pode processá-lo", completa.

Esse tipo de registro é bastante comum, mas é visto como antiético dentro do mercado de comercialização de domínios. O internauta se apropria de nomes de marcas, adicionando o .com.br (ele compra, por exemplo, o www.apple.com.br ou www.cocacola.com.br antes mesmo das companhias), e torce para que a empresa em questão precise desse endereço um dia e, obviamente, pague um bom dinheiro por ele. "O problema é que há uma forma de não ser processado mesmo usando o nome alheio. Se a pessoa vincula o nome a alguma coisa diferente da marca ou empresa [por exemplo, inventa 2 bonequinhos chamados 'Coca' e 'Cola', e coloca-os ilustrando o site de historinhas para crianças], ela pode conseguir ficar com o endereço. Então, ela consegue que a empresa pague um preço pela venda do domínio", conta Antonio.

Segundo Antonio, já aconteceu de domínios com nomes de programas televisivos serem comprados por um bom dinheiro e também terem sido retirados do proprietário após um processo. Ao mesmo tempo, na modalidade ética de comercialização, muita gente também já embolsou muito dinheiro criando domínios atrativos - como é o caso do imóveis.com.br, que rendeu ao registrante inicial US$ 300 mil; e do trabalhar.com, que foi vendido por US$ 20 mil.

Fazendo a coisa certa
Se você se interessou por esse mercado, acesse os leilões de domínios ou use a criatividade para registrar um bom nome. Caso você queira comprar domínios já registrados para iniciar seu site, busque pelo proprietário do endereço e pague pela transferência do domínio. Há também a possibilidade de comprar o site inteiro com todo seu conteúdo.

O lado B do Google - Entrevista /Scott Cleland (O inimigo Nº1 da Google)

ENTREVISTA/SCOTT CLELAND »  
O lado B do Google  
Pesquisador lança no Brasil livro que põe o dedo nas ameaças da gigante de buscas


Publicação: Jornal Estado de Minas Caderno Inform@tica - 26/07/2012 - Repórter Bruno Silva


 

Poucas empresas no setor de tecnologia são tão benquistas quanto o Google, tanto por seus serviços –, buscas, navegadores, sistemas para celular, entre outros – quanto pela posição da empresa, conhecida por seu slogan: “não seja mau”. Entretanto, a gigante tem seus críticos, e poucos são tão contundentes quanto o norte-americano Scott Cleland, especialista antitruste que já testemunhou três vezes no Congresso norte-americano sobre privacidade e práticas anticoncorrenciais na internet. Nascido em Michigan e defensor de direitos de privacidade e propriedade, Cleland visitou o Brasil – e Brasília – pela primeira vez, no início do mês, como parte do lançamento de seu livro Busque e destrua – por que você não pode confiar no Google Inc. (Matrix Editora, 348 páginas), em que ele destaca práticas da gigante de buscas que afetam a privacidade de usuários, desrespeitam leis e governos – e como eles conseguem esconder isso do público.

Existem várias empresas envolvidas em questões antiéticas no setor de tecnologia. Por que o senhor prioriza o Google?
Há algumas razões. A primeira: o Google é único. Não há outra empresa com a missão de organizar toda a informação do mundo e torná-la acessível e útil. Não dá para ser mais ambicioso do que isso. Essa missão os coloca em tudo: o monopólio da Microsoft, por exemplo, foi apenas em softwares para PC. Isso não afetou a Apple ou a Oracle. O Google permite que eles estejam em qualquer mercado que seja on-line – e eles estão. A outra razão é: me pediram para testemunhar no Senado norte-americano, na época em que o Google queria comprar a DoubleClick (a transação foi concluída em 2007, por US$ 3 bilhões). Essa era a única empresa no mundo que tinha o mesmo alcance em publicidade on-line que o Google. Quando me opus à aquisição, eu era o único analista que via um problema nisso. Eu os avisei: se a compra fosse concluída, o governo daria a eles um monopólio. Juntas, as duas teriam uma fatia de mercado maior que a de todos os concorrentes. No mundo dos negócios, o mais difícil é conseguir clientes. Você não sabe como é difícil: é preciso cortejá-los, negociar. O Google simplesmente os comprou.

Qual a diferença entre o Google e as outras empresas?
Quando testemunhei, eles me perguntaram sobre outras empresas, como Microsoft, Yahoo! e Facebook. O Bing, serviço de buscas da MS, é só parte do negócio deles. A pesquisa também nunca foi o principal negócio do Yahoo! – eles saíram, voltaram e se tornaram uma empresa de mídia. Naquela época, o Facebook nem era tão conhecido. O Google prevaleceu sobre todos os concorrentes quando descobriu que a publicidade em buscas e em anúncios era o mesmo negócio. São os mesmos usuários, os mesmos clientes e o mesmo conteúdo. Quando aprovaram a compra, sabia que o Google seria um grande problema. Nunca tivemos um monopólio que fosse global e em todos os mercados. Eu sabia das ambições deles, e sabia que eles eram antiéticos. Conhecia o modo como eles se comportavam havia cinco, seis anos e que eles continuariam assim.

A atitude da empresa motivou o senhor a escrever o livro?
Sim. O livro é parte de quatro anos de pesquisa. Eu era uma das poucas pessoas que sabiam que isso era um problema e estava vendo-o se desenvolver. Eu sabia que ninguém escreveria esse livro e assim descobri que tinha algo único a oferecer. Claro, já havia lido todos os livros escritos sobre o Google, e eles são excelentes, mas em todos os autores cooperaram com a empresa e contaram a história deles. Não estou tentando diminuir o que o Google conseguiu, mas sim colocar isso em perspectiva com todo o contexto. Um bom exemplo é o caso do Google Livros. Quando foram acusados de roubar vários livros, eles alegaram que estavam criando uma biblioteca global. É assim que o Google pensa: eles acham que suas boas ações são uma licença para fazer o que querem.

Qual a visão pessoal do senhor em relação ao Google?
Acredito em privacidade e em direitos de propriedade. O Google não. Meu ponto de vista é: se você não tiver segurança e privacidade on-line, alguém pode ser seu dono. Eu discordo do Google. Acho que o que eles fazem é errado.

Por que o senhor acha que o Google tenta esconder tanto esse outro lado da empresa?
Eles sabem que a maioria das pessoas acha que a privacidade é importante, propriedade é importante, mas também não há ninguém melhor do que eles em relações públicas. Quem acompanha o setor de tecnologia sabe que o Google anuncia seus produtos muito antes de eles chegarem ao mercado, com grande alarde, e todo mundo cobre, porque é uma empresa legal e inovadora. Eles vieram do nada para se tornar a marca número um do mundo em 11 anos sem gastar um centavo em publicidade, e isso é incrível. E eles sabiam o que estavam fazendo. Eles queriam que todos confiassem neles. Tudo que peço a eles é que sejam honestos e tão éticos quanto dizem para o mundo.

Como as práticas do Google são vistas pela Justiça norte-americana?
Eles estão começando a ter uma visão clara sobre isso. No último ano e meio, muitas coisas aconteceram, principalmente em 2011, quando houve um acordo judicial em que o Google foi obrigado a pagar US$ 500 milhões, porque eles estavam promovendo propaganda de drogas ilegais nos Estados Unidos, como esteroides e analgésicos proibidos. O governo norte-americano armou um esquema em que uma pessoa fez um site que vendia esses produtos e o Google os ajudou com informações sobre como burlar as regras. Esse vendedor tinha uma escuta, e os agentes ouviram tudo. Além disso, eles descobriram que Larry Page sabia disso.

Como o Google trata seus usuários?
O Google diz que somos consumidores, mas a verdade é que os usuários são o produto que eles vendem como propaganda. Isso não é um problema, se o Google disser que esse é o negócio deles. Por que me preocupo tanto com a mentira e a enganação? Se o usuário acha que pode confiar na empresa, ele baixa a guarda. A primeira linha de defesa, para nos proteger do perigo, é ter um ceticismo saudável. O Google diz para não nos preocuparmos, que eles não farão nada para nos causar mal – mas eles têm feito.

Qual a visão do senhor sobre o Facebook? A rede não tem feito o mesmo que o Google?
Sim e não. O Facebook tem grandes problemas de privacidade, mas sua missão é diferente. Eles querem conectar o mundo, serem sociais. Isso é apenas um pedaço da torta. O Google quer a torta inteira. Apesar de seus problemas com privacidade, o Facebook não rouba propriedade intelectual. Não os estou defendendo, mas acho que em cinco anos eles serão como o Yahoo! ou o MySpace. Não como o próximo Google. Quando observo os dois, vejo que o Google é um jato e o Facebook é um avião com hélice. Ele é bom, fará sucesso, mas não há comparação.

E o Google+? É uma ameaça ao Facebook?
Todo mundo diz que o Google+ é uma cidade fantasma, mas 250 milhões de pessoas o usam atualmente. O Facebook levou cinco anos para chegar a esse número, talvez mais. O Facebook não é uma ameaça ao Google, e sim o contrário. Eles não competem diretamente, mas o Google pegou seus cerca de 500 produtos e serviços e os integrou a um único perfil social. O efeito de rede (a tendência de um produto de alta tecnologia aumentar seu valor à medida que ele é mais utilizado) do Google é muito maior que o do Facebook.

Como o senhor vê o futuro se o Google continuar a não obedecer às leis?
É um futuro muito ruim. O que engenheiros fazem? Programar. Um programa é um plano. Quando você é engenheiro, sabe qual será o resultado dos algoritmos e das equações, com um propósito em mente. Há um plano, um objetivo. Ao escrever o capítulo do livro sobre recomendações e previsões, vi que o Google tem um plano e toda vez que eles fazem isso têm um propósito em mente. Além disso, ninguém nunca coletou toda a informação do mundo em um lugar só. A mensagem do livro é: nós conhecemos a natureza humana. Poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente – é uma frase famosa de (barão inglês) Lord Acton. Sabemos que a natureza humana não pode ser confiada se você tem poder demais. O Google monopolizou o mundo virtual e não tende a reconhecer fronteiras virtuais. Isso é um problema.

Isso se traduziria, por exemplo, na posição do Google em não bloquear sites e resultados de buscas a pedido do governo chinês?
Não vou defender a China, mas quando o Google se colocou contra o governo chinês, o que eles queriam é que todos olhassem para a empresa e vissem: “Nós estamos nos colocando contra a China, somos ótimos”. Mas a empresa não diz que foi hackeada fortemente pelos chineses. Eles se recusaram a bloquear as buscas, porque o governo chinês entrou no sistema deles e roubou todas as senhas. O Google disse a parte boa, mas não a parte ruim – que os hackers chineses entraram no Google.

O senhor usa algum produto do Google?
Eu uso Bing (ferramenta de buscas da Microsoft) na maior parte do tempo. Se não consigo achar, e não ligo para que o Google saiba, eu uso a busca do Google. Sei que tipo de informação eu estou disposto a dar a eles. Mas acho que produtos como o Chrome são um erro. Tudo que passa por lá é “fotografado” pelo Google. Eles veem tudo. Tudo que você faz no Chrome é visto por eles. E, como é o mais rápido, é o mais usado. Além disso, o Google paga a Mozilla (dona do Firefox) cerca de US$ 900 milhões para que eles coloquem o Google como opção padrão de busca. Quando você junta os dois, você tem mais de 50% do mercado.

Como o Google é visto no Vale do Silício?
O Google é faminto por atenção. Eles são como a Paris Hilton do mundo da tecnologia. Eles também coletam inimigos. Steve Jobs era o mentor de Larry Page e Sergey Brin. Antes de o Google contratar Eric Schmidt como CEO, eles queriam Jobs. Ele recusou o convite, deu um tapinha nas costas de ambos e os colocou sob sua proteção. O Google mordeu a mão que os alimentou. 
 
 
 
Clique aqui para conferir o site do livro de Scott Cleland
 
 

Conheça Scott Cleland, o inimigo nº 1 do Google

O Google está em todo lugar e sabe o que você está fazendo agora. Conheça o homem que já escreveu um livro e depôs no Senado americano contra uma das empresas mais admiradas no mundo

por João Mello - Revista Galileu-  06/07/2012
Editora Globo
Depois não vai falar que o Scott não te avisou... //Crédito: Reprodução
 
Imagine a internet como um planeta. Imagine que esse planeta está sob domínio de um ditador malévolo, um facínora completamente louco por poder e onipresente. Medonho, não? E se esse tirano soubesse tudo – absolutamente tudo – sobre você? Não haveria escapatória. Esse cenário apocalíptico não é uma previsão aterradora do futuro, mas uma constatação empírica sobre o que estamos vivendo nesse exato segundo. Ao menos na visão de Scott Cleland.
O economista norte-americano dedica sua vida a mostrar que o Google não é a empresa boazinha que o senso comum costuma crer. Ele diz que nenhuma empresa em toda a História foi tão poderosa e ao mesmo tempo tão repleta de interesse de conflitos. Pra ficar com um exemplo: eles acham o que você procura, mas, sempre que possível, os primeiros resultados serão de produtos do próprio Google. E isso quase sempre é possível: “Eles já criaram, literalmente, 500 produtos em quase todas as áreas que você pode imaginar. E acham que ninguém pode fazer melhor que eles ”ele diz. A arrogância com que trata os concorrentes, a própria ausência de concorrentes – “95% dos brasileiros fazem buscas pelo Google!” – e a falta de transparência em relação ao que, afinal, eles vão fazer com informações pessoais de bilhões de pessoas, são os principais alvos de Scott.
Ele mesmo não consegue fugir da gigante da internet em seu dia a dia. “O Google é brilhante e muito inovador. Não digo para as pessoas não utilizarem. Só digo para não confiarem”, ele diz com bastante frequência. Agora em julho chegou ao Brasil o livro de Scott: “Busque e Destrua”. A obra é uma compilação, item por item, de notícias, estatísticas, processos jurídicos e curiosidades que mostram o lado escuro da empresa. Se a opinião de Scott às vezes resvala na típica paranóia ianque, é porque o tamanho do poder do Google dá margem pra isso. Muita margem.
Confira abaixo como foi nossa conversa com Scott:

Antes de começar a entrevista, você comentou que o Google acha que todos nós somos idiotas. Por que você diz isso?
Scott Cleland: O Google acredita que sabe tudo. Eles são brilhantes, muito inovadores, fazem coisas maravilhosas. O problema é que eles são muito arrogantes e acreditam que sabem o que é melhor para todo mundo. Você vê o Google criando produtos em quase todas as direções: eles acham que tudo que os outros já fizeram, eles podem fazer melhor. E, de fato, eles fizeram algumas inovações espetaculares...
Quais seriam essas coisas maravilhosas, que você admira o Google por ter feito?
Scott Cleland: Bem, eles já criaram, literalmente, 500 produtos em diversas áreas: e-mail, livros, vídeos, viagens. Agora, até um carro que se auto- dirige eles querem fazer! Sequenciamento de DNA, impressão digital, reconhecimento facial...quase tudo que você conseguir pensar, o Google estará trabalhando naquilo. E, normalmente, eles acham que ninguém faz essas coisas melhor que eles.
E isso não é verdade?
Scott Cleland: Não. Essa arrogância é que cria muitos problemas. Tem uma palavra em inglês, hubris (confiança excessiva), que eu chamo de goobris. Eles são a empresa mais ambiciosa e prepotente que nós já vimos.
Imagino que você ouça essa pergunta o tempo todo, mas eu não posso deixar passar a oportunidade. Quando você precisa procurar por algo na internet, a que site você recorre?
Scott Cleland: Normalmente eu uso Bing. Se mesmo assim eu não achar, posso dar um Google. Eu não digo que o Google é de todo o ruim, o ponto é que eles só contam o lado bom. E tem um lado ruim, tem muitas coisas erradas. E o meu livro é o primeiro a contar o outro lado da coisa. Não estou dizendo que as pessoas nunca devem usar o Google: elas não podem é confiar no Google.
E se você está na frente de um computador e bate aquela vontade de ver um vídeo, ouvir uma música. Como você foge do Youtube?
Scott Cleland: Se só está no Youtube e eu não me importo que o Google saiba, eu assisto lá mesmo. Acontece que as pessoas precisam saber que o Google grava tudo. A internet é uma imensa máquina de copiar e tudo que fazemos na internet o Google pode rastrear, de um jeito ou de outro. O problema é que eles foram os primeiros a perceber que a internet pode copiar tudo. E daí, a missão deles é organizar toda a informação do mundo. Isso inclui sua informação privada, sua propriedade privada. E eles não pedem sua permissão pra isso.
Você pode explicar qual o critério usado pelo Google para mostrar os resultados de busca?
Scott Cleland: Eles sabem o que você procurou antes, quais sites entrou, o que você leu, quais notícias você deu uma olhada. Eles sabem tudo sobre você: o que você quer, o que você pensa, o que você assiste, o que você quer fazer, aonde você quer ir. Eles sabem tudo isso, então os seus resultados não serão iguais aos meus. Isso pode ser bom, mas pode ser ruim. Há quem não ligue para a privacidade, mas os que se importam não têm a opção de tê-la. 
Editora Globo
Quando você cria uma conta no Gmail, em nenhum momento aparece um pedido de autorização para isso tudo?
Scott Cleland: Bem, originalmente, o Google tinha uma configuração de privacidade para cada produto seu. Em janeiro, eles unificaram tudo. A razão pela qual a União Europeia e alguns estados dos EUA estão reclamando é que não foi oferecida ao usuário a opção de recusar isso. Eles dizem “agora vou combinar todas as informações que tenho a seu respeito” e não te deixam dizer não. Eles deveriam deixar.
Se eu deletar minha conta no Gmail, aquela informação toda será, de fato, apagada?
Scott Cleland: Nós não sabemos. Quando Google coleta a informação do mundo todo, eles fazem três cópias. Então, não sabemos se eles apagam todos esses dados.
E como o Google usa minhas informações para lucrar?
Scott Cleland: Eles estão no ramo da propaganda. Eles gostam de dizer que trabalham para os usuários, mas usuários não pagam nada pra ele. Não há nada errado com o ramo da publicidade. Mas eles dizem “Nós somos éticos, somos confiáveis, nosso slogan é: Dont´Be Evil (Não seja mau)”. Porém, eles têm um histórico de fazer muitas, muitas coisas erradas. Eles dizem que não tem um conflito de interesses, mas nenhuma empresa, em toda a História, teve mais conflitos de interesse do que eles.
Então eles pegam o mercado de propagandas, juntam com todas as informações do mundo e criam um negócio novo?
Scott Cleland: Exato. E o problema é que eles são um monopólio global: 95% dos brasileiros fazem busca pelo Google. Ou seja: o mercado de buscas é totalmente controlado por eles. O Google está sendo investigado por autoridades antitruste nos EUA, Europa, Índia, Coreia do Sul, Argentina e também há algumas reclamações aqui no Brasil. Os produtos do Google são os primeiros a aparecer na lista de resultados. Por que isso é importante? Os dois primeiros resultados pegam 50% do mercado. O mundo inteiro fica com o resto. O povo brasileiro deve se perguntar: nós queremos que nossa cultura seja filtrada e organizada pelo Google?
Você consegue nos dar uma noção da quantidade de informação coletada pelo Google?
Scott Cleland: É difícil até de imaginar, mas deixe eu colocar dessa maneira: toda a informação que já foi criada no mundo, do início dos tempos até o ano 2000, tinha 5 petabytes de tamanho. O Google copia 5 PB de informação a cada dois dias. As pessoas não têm ideia de como essa informação é poderosa.
Qual o próximo grande passo do Google?
Scott Cleland: O próximo grande lance é bem perturbador: o nome é Google Now. Agora que eles têm informações de todo mundo, eles acham que pode ser útil dizer o que você deve fazer. Isso pode ser uma boa ideia para várias situações. Você está aqui e quer uma pizza: onde está a pizzaria mais próxima? Isso poderia ser algo simples e prestativo, mas eles também podem te dizer que emprego você deveria ter, o que você deveria fazer hoje. Isso pode ser muito perturbador quando eles sabem tudo sobre você. Eles podem sugerir :“Sabe, aquele amigo seu está logo ali do lado. Você não quer encontrá-lo?”. O CEO da Google disse que a política deles é chegar em cima da linha do perturbador e não ultrapassá-la. Bem, eles cruzam essa linha – e muito! E se eles resolverem decidir em quem você deveria votar? Ou como você deveria usar o dinheiro da sua aposentadoria? Eles podem dizer para você investir em uma empresa...que tal o Google?
O quão perturbador o Google Now pode ser?
Scott Cleland: Ninguém se dá conta de quanta informação eles têm. O que você faz, quais suas amizades, o que você assiste, o que você lê, onde você estava, para onde você pretende ir. É o tipo de informação que a União Soviética sonhava em ter: quais suas visões políticas, seus amigos. Eles têm mais informações sobre eleitores do que qualquer outro órgão. Se eles quiserem, eles podem vender essas informações e manipular uma eleição. Eles podem não fazer isso, mas têm o poder de fazer: e o poder é algo muito tentador de se usar quando você está sendo investigado pelas autoridades. Faz sentido, não faz?
 
 
 

"Existem dois grandes problemas com o Google: eles não respeitam a privacidade das pessoas e também não respeitam a propriedade privada. E se você não tem nenhuma destas coisas, você não tem liberdade ou segurança na internet. O Google coleta mais informações de pessoas e empresas do que qualquer instituição jamais coletou. O problema é que essas informações podem cair nas mãos erradas", comenta o autor.

Segundo o pesquisador, atualmente nos Estados Unidos, o Google é acusado por problemas de fraude, privacidade, monopólio e até de atos criminais.

"Uma das razões de porque o Google é um problema é porque eles não respeitam a lei. Este é um dos motivos pelos quais escrevi o livro; as pessoas não entendem que o Google não é assim tão confiável quanto eles se dizem ser", afirmou.

Durante a entrevista o autor aproveitou para dizer o que significa o desenho do dinossauro vestido com um pijama de ovelha na capa do livro.

"Todos conhecem a expressão 'lobo em pele de cordeiro', certo? O Google escolheu o Tiranossauro Rex como mascote da empresa. Eles inclusive têm um esqueleto gigante de um T-Rex no prédio da companhia. Agora, que tipo de empresa escolhe um tiranossauro como mascote? Pelo que sabemos, o T-Rex foi o predador mais devastador e destruidor que já habitou a Terra", disse.

E o que o Google diz sobre todas essas acusações, Scott?

"Bom, eles ignoram minhas mensagens e também o meu livro. Claro, eles não querem que as pessoas conheçam o outro lado da história. Eu não teria qualquer problema com o Google se eles obedecessem as leis; se eles fossem tão éticos e confiáveis quanto dizem ser", finaliza.
A íntegra da entrevista com Scott Clealand, o maior crítico do Google no mundo, você confere no no link acima. Acesse e confira tudo o que ele tem a declarar contra a gigante pontocom. Aproveite para conhecer um pouco mais sobre o livro “Busque e Destrua” e tire suas próprias conclusões.
 
 

A face perversa do Google


Por Ethevaldo Siqueira Estadão.com.br / Blog do Ethevaldo Siqueira – 06/06/2012

“Todos conhecem os benefícios e as coisas maravilhosas que o Google nos proporciona. Poucos, entretanto, têm consciência dos riscos decorrentes da destruição de sua privacidade, do rastreamento permanente de suas consultas e do uso antiético de informações pessoais por esse monstro digital, que indexa, armazena e manipula milhões de terabytes por dia”.
Essas advertências são do pesquisador norte-americano Scott Cleland, no livro Busque e Destrua (Por que você não pode confiar no Google Inc.), que foi lançado na semana passada em São Paulo pela Editora Matrix. Depois de ler o livro e entrevistar Cleland, acho que o mundo deveria preocupar-se muito mais com os riscos e problemas apontados pelo pesquisador.
O livro acusa o Google de não seguir os mais elementares padrões éticos, como o respeito à intimidade das pessoas, à propriedade intelectual e à honestidade das informações. E o faz repetidamente – diz Scott Cleland: “Em 2011, a empresa pagou multa no valor de US$ 500 milhões por ter anunciado de forma deliberada e consciente por sete anos, as importações de um medicamento controlado ilegal e inseguro, segundo as leis norte-americanas”.
Poder absoluto
É provável que a maioria das pessoas não se preocupe com o tamanho e o poder do Google. Mas, para Cleland, essa corporação gigantesca assusta porque nunca existiu empresa tão grande e tão poderosa quanto esse Big Brother ou Grande Irmão (personagem criada pelo escritor George Orwell, em seu livro 1984).
O poder do Google cresce de forma aterradora, adverte o autor norte-americano. “Isso nos faz relembrar a advertência do Lord Acton (o historiador britânico), que escreveu: O poder tende a corromper. E o poder absoluto corrompe absolutamente.”
O Google caminha para a consolidação do pior dos monopólios em âmbito mundial: o monopólio da informação. “É o que chamo de googlepólio. Mais do que isso: o Google rastreia tudo que você faz online. Invade sua privacidade e atua como uma verdadeira agência de espionagem.”
Cleland levanta questões cruciais, como esta: ”Será que os líderes do Google – os fundadores Larry Page e Sergey Brin e o presidente contratado Eric Schmidt – estão se afastando de sua promessa de tornar o mundo um lugar melhor? Ou estão disfarçando com tamanha eficiência seus verdadeiros objetivos que ninguém foi capaz de notar?”
Advertências
O livro de Scott Cleland não é uma condenação paranoica do Google, embora escrito numa linguagem realmente dura. O que ele faz, sim, é uma radiografia dos problemas dessa empresa global. No apêndice do livro, o autor relaciona 726 documentos, artigos e pesquisas sobre a empresa, seus processos e conflitos. Como especialista nos riscos da internet e das redes sociais, Cleland já testemunhou três vezes perante o Congresso americano.
Entre os capítulos do livro, há temas que chocam, mas sua argumentação é consistente, com base em fatos, números e processos judiciais. Eis os títulos desses capítulos: “O que é seu é do Google; A segurança é o calcanhar-de-aquiles do Google; Googlepólio; Um pântano de conflitos ocultos; Poder incontrolado; Por que o Google é destrutivo; A estrada digital para a servidão; Para onde o Google nos está levando? O que devemos fazer a respeito? A tirania do planejamento central; O código Google”.
Os dois Googles
Cleland lembra que ninguém está propondo a destruição do Google, até porque o mundo hoje depende dele. Por isso, é essencial que a empresa corrija seus vícios e maus procedimentos. Fiscalizar, corrigir e punir são tarefas que cabem, prioritariamente, à Justiça, ao Ministério Público, aos governos e a todas as entidades responsáveis pela proteção do direito dos cidadãos.
É preciso usar todos os meios de comunicação, a começar da internet, do próprio Google e do YouTube (que pertence a essa empresa) para esclarecer os usuários e, em especial, para advertir nossos jovens sobre os riscos e educá-los como internautas, para que saibam utilizar as informações ali contidas, com o espírito crítico que esse novo Leviatã digital nos impõe. Eu e centenas de milhões de usuários sabemos quais são os benefícios e a utilidade do Google, como maior acervo de informações que a humanidade já produziu, ao alcance de mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. E de graça.
De graça? Na realidade, essa suposta gratuidade do Google é a grande isca para atrair audiência. A partir daí, o Google se transforma numa gigantesca máquina de publicidade que fatura bilhões. Seus parceiros são todos os demais sites, portais e blogs que cedem seus espaços em troca de uma remuneração próxima de zero. Como um polvo, o Google invade e ocupa todos os espaços livres de todos os portais, sites e blogs.
Precisamos ser sempre críticos e independentes diante do Google e da internet como um todo, apontando seus riscos e malefícios, em lugar de apenas ressaltar suas maravilhas.
Meu conselho é este: seja cauteloso e desconfie sempre, leitor, inclusive dos melhores projetos colaborativos, mesmo aqueles aparente ou comprovadamente filantrópicos e não comerciais, como a Wikipédia. Duvide sempre, pois a internet é um oceano de armadilhas e riscos. Aqui, mais trechos da entrevista de Cleland.
A visão de Scott Cleland
Quem é Scott Cleland? O autor do livro Busque e Destrua, lançado pela Editora Matrix em tradução brasileira no dia 3 de julho, é pesquisador e consultor. Fundou a Precursor LLC, empresa de consultoria que faz pesquisas sobre o futuro da internet e de inovação em sentido amplo. Cleland criou também a Netcompetition.org, entidade que estimula a competição e o desenvolvimento das empresas de serviços de banda larga.
Scott Cleland não é um panfletário em busca de visibilidade e de uma fatia, ainda que minúscula, dos imensos lucros do Google. Como especialista em internet e Google, ele já foi convidado e compareceu ao Congresso dos Estados Unidos para testemunhar contra o Google, a quem acusa de ser um monopólio – aliás, “um monopólio predador”.
O especialista diz que, como todos sabemos, o Google tem muita coisa boa, não apenas uma grande parcela de seu conteúdo, quanto seus novos serviços. A proposta que a empresa anunciou ao nascer há 14 anos era ajudar a humanidade a encontrar cada até agulhas perdidas no imenso palheiro da informação do mundo. Hoje, no entanto, ela diz simplesmente que seu propósito é organizar toda a informação do mundo.
O Google é muito mais do que um gigante de buscas de informações na internet, mas oferece um conjunto de serviços e ferramentas, entre os quais e-mail, a rede social, mapas, o Android (sistema operacional móvel) e está entrando também na área de hardware.
A grande ameaça que Scott Cleland denuncia é a ameaça que o Google significa para a privacidade de milhões de pessoas, assim como à propriedade intelectual. Sua previsão do futuro dessa empresa é catastrófica: “Em cinco anos poderão ocorrer desastres na área de segurança e muitos problemas de soberania. Aliás, o Google não respeita a soberania dos países”.
Qual é a sua avaliação do Google?
Scott Cleland – Eu diria que ele é o perfeito lobo na pele de um cordeiro, da fábula popular. Na realidade, na capa de meu livro, a ilustração é de um Tiranossaurus rex (o T-Rex), com pele de cordeiro, até porque diante da sede do Google na Califórnia, há um imenso esqueleto do T-Rex. O Google tem cara de bonzinho, mas é mau.
Que mensagem você acha que os fundadores do Google estavam tentando transmitir aos funcionários da empresa e ao mundo ao escolher como seu mascote não-oficial o predador mais temido e destrutivo que já existiu na face da Terra?
Qual é a ética ou a declaração de princípios do Google?
O Google vende sua própria imagem como uma empresa confiável, ao adotar o lema “Não seja mau” (Dont be evil), numa espécie de convite para conquistar a confiança das pessoas. É claro que ela é uma companhia incrível, que faz muitas coisas boas. Contudo, ela acha que o fato de fazer o bem lhe permite fazer coisas erradas.
O Não seja mau é o padrão ético mais elementar já criado pela empresa. No entanto, na prática, ele permite que se faça qualquer coisa, mesmo que isso se aproxime do que é, indiscutivelmente, mau.
Todos os padrões religiosos ou éticos promovem o respeito pelas pessoas, pela propriedade e pela honestidade. Mas o Google desrespeita as pessoas, a propriedade e a honestidade em série. A empresa atropela a Regra Dourada do “não faça a outrem o que não quer que lhe façam”. Ela sempre trata as pessoas de uma forma como não desejaria ser tratada.
Na realidade, o Google significa a maior ameaça à privacidade de seus usuários em todo o mundo e adota a uma das piores políticas de proteção à propriedade intelectual do mundo.
Mais de 70% das pessoas que entrevistei, todas com escolaridade de nível universitário, disseram não considerar a privacidade um direito importante para os cidadãos, numa pesquisa que conduzi há quatro anos. Que acha disso?
Cleland – O fato de uma pessoa não ter consciência do valor de um direito fundamental não a isenta dos riscos que a violação desse direito poderá trazer. É bom lembrar que o Google compilou e coletou, sem permissão, mais informações sobre mais pessoas do que qualquer outra entidade na história. E não presta contas para quase ninguém.
O princípio que o Google alega – do “não seja mau” –implica moralidade, mas a empresa não tem nenhuma consideração pelas pessoas, pela propriedade e pela verdade.
E quanto ao tamanho e ao poder do Google?
Cleland – O Google é um gigante. Ele centraliza a informação de um modo sem precedente. Combinada com a ausência de prestação de contas e com o desrespeito pela lei, essa concentração do poder das informações disponíveis em todo o mundo se transforma na mais completa receita para a tirania.
Lembre-se de que informação é poder. Como disse o Lorde Acton: “O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente, ou seja, de forma absoluta”.
A Apple e sua nuvem (iCloud) também não são ameaças à privacidade?
Cleland – A computação em nuvem traz sempre alguma ameaça potencial. O problema com o Google é que ele diz que podemos confiar na sua segurança, mas ela é, na realidade, muito fraca. Ele não se previne de invasões, mas só tomam providências se forem acionados, amigavelmente ou via tribunais. Em outras palavras: só consertam a porta depois que elas foram arrombadas. Tudo em nome de uma suposta abertura. Para o Google, “ser aberto é o mais importante”.
O caso da Apple é diferente. Quando alguém coloca um aplicativo na App Store, ela valida, porque eles querem ter certeza que não é um malware, ou um aplicativo (app) ruim. O Google permite que todo mundo entre lá e só remove as coisas ruins se houver reclamações.
Mas com a importância que o Google adquiriu em nossa vida, como podemos viver sem ele?
Cleland – É muito difícil. São, realmente, duas faces. De um lado, o Google faz muitas coisas boas, tem ótimos produtos. De outro, eles escondem os problemas. O que nos cabe é abrir bem os olhos e não confiar cegamente.
Você quer fazer uma pesquisa? Tudo bem, faça-a. Ela é muito boa.
Mas quando falamos em política de privacidade, há alguns produtos que não deveriam ser utilizados. Não use o Gmail. O que é o Google+? Ele está fazendo o Google social e integrando tudo o que você tem em apenas um arquivo. O grande problema que falo em meu livro é a supercentralização. Nunca houve uma companhia tão ambiciosa, que quisesse coletar todas as informações do mundo. Eles dizem tudo mesmo, e isso inclui suas informações privadas também.
Que tipo de providências o mundo deve tomar?
Cleland – Primeira coisa a fazer: exigir que o Google nos trate como devemos ser tratados. Segunda: aplicar ao Google em escala mundial a força da lei que impeça o Google de fazer o que quer sem dar satisfação a ninguém.
Na realidade, o Google age como se fosse uma bolha, sem qualquer obrigação de seguir as mesmas regras e éticas que as demais pessoas seguem.
Qual é a formação profissional dos dirigentes do Google?
Cleland – O primeiro escalão é formado só engenheiros. Esse é o problema. A empresa reflete a visão do engenheiro. Os engenheiros do Google deformam o mundo online. Querem impor-nos uma espécie de igualitarismo, onde não há propriedade, não há privacidade, e ninguém pode dizer não a ninguém.
Qual é a posição do Google diante da pirataria?
Cleland – O Google não faz pirataria, a rigor. Ele tem, sim, interesse político e financeiro em minar o conteúdo alheio. Paralelamente, valendo-se do monopólio de busca de fato que detém, o Google está tentando criar seu próprio conteúdo: Youtube, Maps, Google+.
Com isso, eles querem ser os primeiros em todas as áreas, tanto em produtos quanto em conteúdo. E ninguém consegue competir com eles. Eles são donos do baralho, ficam com as boas cartas e distribuem as ruins para os outros jogadores. Isso é trapaça.
Um decálogo satírico das diretrizes do Google
Cleland, já compilou até um código satírico das dez diretrizes que orientam a ação do Google. Quais são essas “diretrizes”?
1. A regra básica do Google: Quem controla as informações alheias governa.
2. A regra dourada do Google: Trate os outros da forma como a Google não quer ser tratado.
3. O relativismo moral do Google: Inferir que outros são maus faz a Google parecer ético.
4. A bússola moral do Google: “Mau é aquilo que Sergey (um dos fundadores do Google) diz que é mau.” – Eric Schmidt, presidente ou Chairman.
5. O código de ética do Google: “A política do Google com relação a muitas coisas é aproximar-se ao máximo dos limites do obscuro e não cruzá-los.” – Eric Schmidt
6. O princípio básico do Google: Se a coisa não aumenta, ela não pode ser monopolizada.
7. A lei da liberdade da Google: “Nasce um idiota a cada minuto”.
8. A lei da privacidade da Google: A análise de perfis está no olho de quem vê.
9. A lei de propriedade da Google: Tudo que é bom vem para aqueles que se apoderam dele. Por outras palavras, apodere-se de algo para dele obter o melhor resultado.
10. A lei da inovação da Google: Se no princípio você não obteve êxito, compre aquilo que obteve.


 

Imagens engraçadas recebidas por e-mail.










Difícil é descobrir como chegou lá...







































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Bungee Jump Fail


Kualée tava apertado...


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Sorria... Que belo dia!!!


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Quanto mais eu tento não rir... um idiota torna meus esforços inúteis




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