Magazine Luiza

terça-feira, 19 de março de 2013

Dishonored - O jogo antimacetes



Dishonored (jogo eletrônico)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Dishonored
Desenvolvedora Arkane Studios
Publicadora(s) Bethesda Softworks
Projetista Harvey Smith
Raphaël Colantonio
Motor Unreal Engine 3 (modificado)
Plataforma(s) Microsoft Windows
PlayStation 3
Xbox 360
Data(s) de lançamento América do Norte 9 de outubro de 2012[1]
Europa 12 de outubro de 2012[1]
Austrália 11 de outubro de 2012[1]
Gênero(s) Stealth, acção-aventura, tiro na primeira pessoa
Modos de jogo Um jogador
Classificação Inadequado para menores de 18 anos  PEGI (Europa)
Portal Portal  • Página do projeto WikiProjeto Entretenimento
Dishonored é um jogo de ação e stealth e tiro na primeira pessoa desenvolvido pela Arkane Studios e publicado pela Bethesda Softworks, lançado em outubro de 2012 para Microsoft Windows, PlayStation 3 e Xbox 360. Harvey Smith, conhecido pelo seu trabalho passado sobre a franquia Deus Ex e Thief: Deadly Shadows, e Raf Colantonio que trabalhou em Arx Fatalis e Dark Messiah of Might and Magic, são os designers do jogo.

Sinopse

És o antigo guarda-costas de confiança da Imperatriz. Injustamente culpado pelo seu assassinato, e movido pela vingança, terás de te tornar um infame assassino, conhecido apenas pela perturbadora máscara que se tornou o teu cartão-de-visita. À medida que vagueias por um mundo destroçado pela peste e oprimido por um governo armado com estranhas tecnologias, a verdade por detrás da tua traição é tão obscura como as águas que rodeiam a cidade. As tuas escolhas determinarão o destino do mundo, mas, o que quer que aconteça, a tua antiga vida desapareceu para sempre.
 
Descrição oficial da Bethesda Softworks.[3],


 
DISHONORED » O jogo antimacetes  
Alardeado como uma das grandes inovações de 2012, título de ação furtiva não se contenta com fórmulas batidas e se baseia na escolha


Publicação: Jornal Estado de Minas 14/03/2013 Caderno Inform@tica Repórter: Bruno Silva

 (sansung unpacted 2013 episode 1/divulgação)
 Dishonored não tem sido comparado com Bioshock à toa. Assim como o consagrado jogo de Ken Levine, o título de ação furtiva é incensado como um sopro de inovação em um setor que precisa muito de novidades – no ano passado, os 10 jogos mais vendidos foram sequências. Crises de criatividade da indústria de games (e do entretenimento de forma geral) à parte, o jogo da Bethesda e da Arkane Studios merece o status que alcançou com os fãs de videogame.

O jogo é uma história de vingança em Dunwall, um ambiente baseado na Inglaterra vitoriana, que mistura magia e tecnologia em suas piores faces – o local sofre com extremas desigualdades sociais, poluição e uma infestação de ratos que têm diminuído a quantidade de habitantes. O jogador entra na pele de Corvo, o guarda-costas responsável pela segurança da imperatriz que controla a cidade-estado. Entretanto, em um golpe de estado, a regente é morta, a princesa é sequestrada e o protagonista é acusado injustamente como culpado.

Meses depois, Corvo escapa da prisão (que convenientemente serve de tutorial do jogo) com o auxílio de um grupo de resistência. Ele planeja encontrar a princesa e devolvê-la ao trono. Mais do que restaurar o status quo, o protagonista é motivado principalmente pela vontade de acertar as contas com as pessoas que o colocaram atrás das grades. O herói também é agraciado com poderes sobrenaturais por uma entidade extraterrena e, com isso, um arsenal de armas e magias para suas missões. Espadas, pistolas, flechas e bombas se unem a poderes como teletransporte, controle do vento ou dos ratos que infestam a cidade. Tudo, claro, pode ser melhorado por meio de itens encontrados no cenário, com o auxílio de uma máquina similar a um coração, ou moedas que compram upgrades instalados por Piero, o cientista do grupo de resistência.

Da história à jogabilidade, todos os elementos de Dishonored são voltados para a tomada de decisões. Em vez do preto no branco, Dishonored opta por variados tons de cinza: não há caminhos predeterminados, nem poucas opções sobre como o jogador pode se comportar durante as missões. Você pode invadir furtivamente ou dizimar qualquer um que cruze o seu caminho, mas nenhuma das duas é claramente diferenciada – e tampouco é fácil.

Caso você vá pelo caminho furtivo, os soldados conseguem detectá-lo facilmente, mesmo na dificuldade normal. E, se você preferir enfrentar todo mundo, será difícil se livrar de três ou mais guardas sem que sua barra de vida chegue a um estado crítico. Dishonored é o jogo antimacete: ao contrário da maioria dos títulos vendidos no mercado, ele não se contenta com fórmulas fáceis de aprender e pede que o jogador preste atenção no que está fazendo a quase todo momento.

Da mesma forma, você também não é obrigado a matar ninguém, nem mesmo os vilões. Assim como há opções de armas que podem derrotar o oponente sem tirar sua vida, a trama do jogo sempre apresenta situações em que Corvo – e, principalmente, você – será obrigado a ponderar se aquele vilão realmente merece ser eliminado.

SANGUE E VIOLÊNCIA E, como em todo jogo em que há escolha, também há consequência, aqui a Arkane também preferiu optar pelo método menos convencional. Em vez de colocar sua moral como “do bem” ou do “mal”,as decisões são medidas pelo ambiente: caso você derrame sangue, os animais e as pessoas infectadas se tornam mais violentos – e, por consequência, a opressão social aumenta, para separar os ricos dos pobres doentes. Suas ações também interferem de forma interessante nos caminhos para o desfecho da trama.

A brilhante combinação entre ação e furtividade, de modo que um não se sobrepõe ao outro, é o grande trunfo de Dishonored. Seu sistema de jogo reflete o contexto em que o título da Arkane está situado e manda o recado para outras grandes produtoras: não é necessário repetir fórmulas consagradas (mas batidas) para garantir boas vendas e um bom game. É a prova de que a inovação ainda compensa.





Análise: Dishonored

Pablo Raphael Do UOL, em São Paulo 23/10/2012 
 
Considerações
Terceiro jogo do Arkane Studios, "Dishonored" mostra do que um time formado por desenvolvedores experientes é capaz: veteranos de "Thief", "Deus Ex" e "Half-Life", seus criadores constroem um novo mundo fascinante, injetando uma bem vinda dose de novidade nesse final de geração, mais comumente marcado pelos episódios anuais de franquias estabelecidas.

O game surpreende também pela liberdade de ação oferecida ao jogador, que pode optar por combates diretos, assassinatos frios, uso inteligente de poderes mágicos ou encarar o desafio de ser extremamente furtivo, atravessando toda a aventura praticamente sem ser visto.

Assim como os demais títulos no currículo de seus produtores, e também "BioShock", "Dishonored" mostra que os games de tiro em primeira pessoa podem sair da mesmice de guerras modernas e batalhas futuristas.

Introdução

Em "Dishonored" você é Corvo Attano, guarda-costas da Imperatriz de Dunwall, acusado injustamente do assassinato da regente. Para limpar seu nome, Corvo se une a um grupo de nobres conspiradores e você pode decidir como será a vingança: sutil ou sangrenta, justa ou impiedosa. A aventura, toda em primeira pessoa, pode ser jogada de diversas maneiras e é aí que reside boa parte do charme de "Dishonored".

Pontos Positivos

  • Evolução do FPS
  • "Dishonored" é uma mostra clara de como um dos gêneros mais saturados dos games, os shooters com visão em primeira pessoa, estão evoluindo. Ao invés de combates descerebrados ou ação frenética, o jogo da Arkane se apóia em títulos como "Deus Ex", "BioShock" e, principalmente, "Thief", para construir uma narrativa inteligente e, especialmente, mecânicas de jogo envolventes.

    Ao longo do jogo, Corvo adquire vários poderes e equipamentos, que possibilitam muitas abordagens. O combate direto é divertido: Attano é um ótimo espadachim e consegue bloquear e finalizar adversários com ferocidade. Você também pode ser sorrateiro e eliminar vítimas pelas costas ou mesmo caindo sobre elas.

    Corvo utiliza também uma pistola e uma besta. Esta possui vários tipos de virotes, inclusive valiosas setas soníferas, indispensáveis para quem quer evitar mortes desnecessárias. O assassino também conta com magias, desde a viciante Blink, que permite teleportes curtos - e abre todo um leque de atalhos para explorar - até a possessão, com a qual você controla ratos e eventualmente outras pessoas.

    O melhor de "Dishonored" é que não há um método certo para jogar. Você pode atravessar o game em cerca de 6 horas, rasgando gargantas e mandando bala em todos, mas se optar por parar e explorar meios alternativos, descobrirá vários segredos e toda a história de Dunwall, a praga de ratos que assola a cidade e seus habitantes fascinantes.

    Ainda que não tenha o brilho da narrativa de um "BioShock" ou "Half-Life 2", "Dishonored" é um descendente digno desses títulos, que pega o que fizeram de melhor em termos de mecânica e leva um passo adiante.
  • Ambientação original
  • "Dishonored" se passa em Dunwall, uma cidade fictícia em uma realidade 'steampunk' - pense nos livros de Júlio Verne, mas adicione o cinismo e a sujeira da estética punk. A metrópole é inspirada na Londres vitoriana, mas com elementos dignos de ficção-científica e uma peste de ratos infestando todos os cantos. É um palco para muitas histórias, dentre elas a saga de vingança de Corvo.

    Os personagens que o cercam, desde o grupo de conspiradores até os vários vilões e outros personagens secundários são bem desenvolvidos, ainda que apegados a arquétipos clássicos: o ferreiro prestativo, o militar resoluto em cumprir seu dever e assim por diante.

    Boa parte de seu carisma se deve ao estilo artístico de "Dishonored", com traços levemente exagerados e cores que dão um aspecto de pintura ao jogo. Outro elemento importante na caracterização dos personagens é o excelente trabalho de voz, que envolve nomes famosos como Carrie Fisher (a eterna Princesa Leia, de "Star Wars"), Susan Sarandon (de "Thelma & Louise") e John Slattery (de "Mad Men"), entre outros.

    A cidade é muito bem construida: você parte de uma estalagem, esconderijo de Corvo e seus companheiros, para vários distritos. Dunwall é feita de detalhes e ao explorar suas ruas e apartamentos decadentes você vai conhecendo mais e mais sobre o mundo de "Dishonored".

    Com amuletos e runas mágicas escondidas em pontos de difícil acesso, cofres que exigem fuçar quartos e ler cartas para descobrir suas combinações, "Dishonored" estimula a exploração e o retorno do jogador para locações já visitadas.
  • Vale a pena jogar de novo
  • "Dishonored" oferece muita liberdade de ação e cada objetivo pode ser alcançado de diversas maneiras. A vingança, ao menos neste game, não é um prato que se come frio. Muitas vezes, você poderá escolher quem poupar ou que castigo dar a um inimigo, alguns deles piores do que uma morte rápida. Essas escolhas afetam o andamento do jogo e resultam em finais diferentes.

    Ao invés de gerar vários 'saves' e repetir trechos do jogo para ver cada possibilidade, é melhor terminar a campanha e retornar, começando tudo de novo com uma nova abordagem e descobrindo aos poucos as consequências dos seus atos.

Pontos Negativos

  • Falta de orientação
  • "Dishonored" tem poucos problemas. O mais perceptível deles é a falta de orientação durante o game. Não há um mapa, por exemplo, apenas indicadores da direção em que estão seus objetivos. Com tantos poderes disponíveis para Corvo ao longo do game, é estranho que o personagem não tenha um mapa para ajudar a se localizar.

    Com tantas possibilidades de ação, é fácil se perder e cometer enganos cruciais e até mesmo fazer vítimas indesejadas.

    Em alguns casos, o jogo até apresenta algumas alternativas, logo no começo da missão, mas todas essas indicações e sugestões desaparecem. Um jogador experiente vai avançar com cautela, tornando a experiência quase tática. Mas essa é uma lição aprendida com o tempo e não algo claro desde o começo em "Dishonored".
  • Herói sem personalidade
  • De todos os personagens de "Dishonored", Corvo é um dos menos desenvolvidos. Você joga com ele e sabe o quanto o sujeito é durão e habilidoso, mas isso não parece fazer diferença no grande desenrolar das coisas.

    Diferente de um Ezio Auditore, Corvo não possui uma motivação clara para sua vingança. Ele quer resgatar a princesa e acertar as contas com seus inimigos, mas todas as missões para as quais é enviado vem de motivações terceiras. Toda a liberdade oferecida durante a ação é tosada na narrativa, dando a impressão de que Corvo é um 'office-boy' de luxo.

    O fato do protagonista ser mudo, entre tantos personagens bem representados, acaba por diminuir a importância do herói diante de seus companheiros.

    No fim do dia, Corvo é um assassino habilidoso, dotado de poderes mágicos sinistros e muito estilo, mas o protagonista de "Dishonored" ainda carece de uma alma.

Dishonored: A Primeira Meia Hora [BR]





    Lute por vingança em uma das melhores surpresas de 2012

    Por Felipe Gugelmin em 11/10/2012 - 08:48  Site Baixaki
     
    Em um momento em que os lançamentos para a geração atual de consoles são constituídos em sua maioria por sequências de títulos consagrados, Dishonored surge como uma verdadeira rajada de ar fresco. Apresentando um universo completamente inédito, o game tem como cenário principal a cidade fictícia de Dunwall, um local em que as ruas infectadas pela praga são tão podres quanto os políticos responsáveis por sua administração.
    Você assume o papel de Corvo Attano, ex-protetor do reino que é acusado de traição após ter falhado em defender a imperatriz de um ataque perpetuado por traidores. Ajudado por rebeldes e uma entidade misteriosa, o herói parte em busca de vingança, perpetuando uma série de assassinatos que tentam reestabelecer a antiga dinastia.
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    Apresentando uma mistura de ação, furtividade e até mesmo estratégia, o game chegou aos PCs e consoles no dia 9 de outubro deste ano. O BJ passou algumas horas com o título e traz para você uma análise completa do mais novo projeto desenvolvido pelo Arkane Studios.

    Aprovado

    Liberdade
    Ao contrário de outros títulos com a designação AAA lançados recentemente, Dishonored é uma experiência marcada pela liberdade de escolha. Fora a área inicial do título, todos os demais mapas apresentam diversos caminhos alternativos responsáveis por propiciar diferentes maneiras de lidar com o objetivo proposto ao protagonista.
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    Exemplo disso é a primeira missão do game, em que você deve matar um alto membro do clero. Desde o momento em que você é jogado no mapa, fica clara a indicação do caminho que você deve seguir para chegar até seu alvo — porém, em nenhum momento o jogador é forçado a tomá-la imediatamente.
    Em vez de simplesmente eliminar o político, você pode explorar o ambiente e descobrir bilhetes deixados por membros de famílias arrasadas pela praga ou missões secundárias que rendem frutos bastante interessantes, incluindo melhorias para suas habilidades e armamentos. Em geral, se infiltrar em uma destilaria e infectar depósitos de vinho com veneno se mostra uma atividade tão ou mais desafiante e divertida do que entrar em um palácio cercado por guardas.
    Sistema de caos
    Assim como em games como Deus EX: Human Revolution (do qual Dishonored tira muitas influências), você pode optar por agir ou não de maneira letal durante os combates. Caso opte pelo caminho passivo, é possível enforcar inimigos e deixá-los inconscientes ou usar dardos paralisantes para tirá-los do caminho.
    Já quem gosta de mais violência tem à sua disposição armas de fogo, armadilhas capazes de fatiar uma pessoa em segundos, granadas e a lâmina afiada manejada por Corvo. Apesar de o jogo claramente priorizar comportamentos mais discretos, quem gosta de partir diretamente para o combate também conseguirá atingir seus objetivos, mesmo que tenha que sofrer mais para isso.
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    A parte inteligente desse sistema é que, quanto mais violento você for, maior o nível de caos que se espalha pelas ruas. Políticos cientes de que seus parceiros estão sendo mortos violentamente vão empregar um número maior de seguranças, e as notícias de que um assassino mascarado está sendo avistado pelas ruas faz com que a população entre em pânico e comece a agir de maneira mais irracional.
    As habilidades do personagem também refletem esses diferentes tipos de aproximação: enquanto jogadores mais furtivos podem optar por se teleportar e ver através de paredes, quem for mais agressivo tem a possibilidade de criar verdadeiras tempestades de vento ou invocar um exército de ratos assassinos. Para tornar tudo mais divertido, você pode voltar a fases anteriores a qualquer momento na tentativa de encarar desafios de maneira diferente.
    Estilo de arte impressionante
    Assim que você entra no universo de Dishonored, a primeira impressão é a de que fomos lançados em uma versão alternativa do mundo de BioShock. Felizmente, apesar da similaridade entre os dois títulos, o game da Arkane Studios consegue ter personalidade própria, apresentando um mundo decadente em que robôs gigantes convivem pacificamente com carabinas antigas.
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    O que é mais surpreendente não é exatamente o visual dos personagens, que parecem ter sido retirados diretamente da era vitoriana, mas sim os ambientes em geral. A cidade de Dunwall realmente parece um local que foi vítima de uma praga, algo que fica evidente em suas ruas cheias de cadáveres e de casas caindo aos pedaços.
    Outro aspecto que chama a atenção é a maneira como as cores são utilizadas para dar vida ao ambiente do jogo. A impressão que fica é a de que os modelos dos personagens e ambientes foram pintados como aquarelas, algo que faz com que o título se destaque em um meio cada vez mais marcado por games que usam uma mistura de marrom e cinza na tentativa de construir universos mais realistas.
    Duração apropriada
    Jogadores dedicados que decidirem partir com tudo para cima dos inimigos poderão terminar Dishonored em questão de seis horas. Porém, caso você prefira explorar atentamente cada cenário e atuar de forma mais furtiva, esse valor pode dobrar ou até mesmo triplicar.
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    Essa disparidade se deve ao fato de que, cientes dos diferentes tipos de jogadores que existem, a Arkane Studios criou um título versátil que não se prolonga desnecessariamente em nenhum momento. Quando você chega ao final da aventura, a sensação que fica é a de que ela durou exatamente o que necessário, algo raro de presenciar atualmente.
    Apesar de não existir um modo multiplayer, quem termina o game ainda tem muito a fazer. Todas as fases podem ser exploradas com os poderes que Corvo acumulou durante sua jornada, o que permite tentar completá-las de maneira totalmente silenciosa e coletando todos os itens secretos existentes no cenário — caso você queira um desafio maior, é possível ajustar a dificuldade do título a qualquer momento.

    Reprovado

    Pequenos tropeços gráficos
    Quem está acostumado com títulos como Battlefield 3 e Call of Duty: Black Ops 2 pode achar que Dishonored é um jogo com um visual antigo para o gênero de primeira pessoa. Isso se deve ao fato de que, apesar de ele ter uma direção de arte primorosa, fica evidente que a Unreal Engine 3 já não é mais a opção mais poderosa da indústria.
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    Entre os defeitos notados pela equipe do Baixaki Jogos está o uso de texturas em baixa resolução, além da presença de modelos de personagens que parecem bastante estranhos com suas mãos gigantes. O fato de muitos serem exatamente idênticos entre si também faz com que a imersão na aventura seja diminuída em vários minutos, fazendo você lembrar de que não é Corvo, mas sim alguém jogando um game sentado em frente à uma televisão ou monitor.
    História com pontas soltas
    Embora em geral a história de Dishonored seja bem conduzida e renda um final satisfatório, não é possível deixar de notar algumas pontas soltas nela. Exemplo disso é a figura misteriosa que dá os poderes a Corvo, cujas origens e propósitos nunca ficam realmente claros. Em um universo tão rico quanto o criado pela Arkane Studios, esses conflitos não resolvidos acabam soando como mera falta de cuidado dos desenvolvedores.
    Controles complicados no PC
    Assim como outros games desenvolvidos para a geração atual de consoles, Dishonored sofre alguns problemas em sua transição para o PC. Apesar de não ser exatamente impossível de ser dominada, a configuração-padrão de teclas adotada pelo título não é exatamente intuitiva, fazendo com que você se perca muitas vezes para realizar alguma ação.
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    O mesmo problema não foi sentido quando um controle do Xbox 360 foi conectado à máquina, já que, nesse caso, o mapeamento de botões se mostrou bastante confortável. Dessa forma, caso o computador seja sua plataforma preferencial, recomendamos o uso de um joystick auxiliar ou que você passe algum tempo ajustando a configuração do título às suas preferências pessoais.

    Vale a pena?

    Entre os diversos lançamentos grandiosos que devem surgir durante o período final de 2012, Dishonored se destaca por não apelar para velhas fórmulas ou para personagens famosos como forma de chamar a atenção. Entre os aspectos que se destacam no game estão seu estilo de arte que mistura elementos antigos e futuristas, sua história intrigante e a opção por um estilo de jogabilidade que funciona muito bem.
    Poucas sensações são melhores do que, após explorar cuidadosamente um ambiente, detectar o ponto ideal para sufocar ou matar um inimigo. Felizmente, o protagonista conta com poderes interessantes o bastante para propiciar diferentes táticas de jogo, seja você alguém que prefere adotar estratégias mais silenciosas ou partir para o combate direto.

    Claro, o game não é exatamente perfeito, como bem comprovam os gráficos um tanto quanto antiquados, que em muitos momentos apresentam modelos de personagens com animações simplificadas e texturas em baixa resolução. Porém, isso não chega a ser exatamente um problema, já que esses defeitos podem ser ignorados facilmente.
    Todas as qualidades apresentadas por Dishonored fazem com que ele seja um jogo bastante memorável e que com certeza vai ser lembrado nas eleições para o melhor lançamento de 2012. Depois dele, o Arkane Studios finalmente deve ter o lugar que merece entre os nomes que se destacam na indústria.