Magazine Luiza

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Alguns textos e opinões sobre o Incêndio/tragédia na Boate Kiss em Santa Maria/RS


 
A maior tragédia de nossas vidas, Fabrício Carpinejar
 28 de Janeiro de 2013 por José Lino | Categorias: Texto de Abertura do Programa Rádio Vivo
 
Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.
 
 
 

Madrugada de 24 de novembro de 2001. O telefone tocou e o colega de redação sugeriu que eu desse um pulo à Avenida do Contorno, na região Centro-Oeste da cidade, porque havia informações de um grande incêndio, com vítimas fatais.
Dez minutos depois estava lá e, de imediato, vi três corpos enfileirados na porta do “Canecão Mineiro”. Voluntários traziam mais dois, esfumaçados. Morreram sete, só porque a casa estava vazia naquela noite – uma semana antes, fizeram show lá com público quatro vezes maior.
Agora, no domingo, quando recebi as primeiras informações sobre a tragédia de Santa Maria, as cenas de onze anos atrás voltaram à minha mente. Foi tudo, rigorosamente, tudo igual. As primeiras informações sobre a causa: fogos de artifício (ou sinalizador) usados no palco pela banda; o princípio de incêndio, correria; seguranças impedindo a saída das pessoas antes de terem certeza de pagamento das respectivas contas; uma porta só, a luta pela saída e a lei da física: não havia espaço para todos, então, muitos tiveram de aspirar ao gás tóxico e foram morrendo, em meio a um desespero alucinante.
E vem o estardalhaço na TV, o rádio fala sem parar, os jornais preparam páginas e mais páginas, a presidenta volta do exterior, o país não fala de outra coisa. Por poucos dias. Vem um novo fato de repercussão, a gente esquece e a vida segue. Quem sabe quantas – e quais – pessoas estão presas, responsabilizadas por aquele incêndio?
Eu sei que pelo menos uma das pessoas que lá estavam naquela noite já ganhou uma indenização de 300 mil reais que serão pagos pela Prefeitura, com o nosso dinheiro, com o dinheiro do nosso IPTU.  Nove anos depois – e perto de cinco milhões investidos – um grupo de empresários poderosos queria abrir outra casa, no mesmo local, sem o devido alvará. Anunciavam show com o meu xará mais famoso e vendiam ingresso pela internet. Avisei, no rádio, que iria tirar a roupa na Praça Sete e eles recuaram e só abriram a casa de acordo com a lei.
Aquelas mortes do Canecão foram em vão. Depois, em 2004, na Argentina, 194 morreram nas mesmas circunstâncias e mudaram a lei… Lá! Tomara que as vítimas da “Kiss” sacudam as autoridades para uma atitude de proteção aos nossos jovens aqui. Que Deus os protejam!
 
 

Isso é importante

RT @burgos: Conecte-se ao que importa
January 27, 2013 at 11:37am
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O que fazer?

Aqui nas redes sociais temos opinião sobre tudo, mas a verdade é que é duro não saber o que fazer em situações como essa, de hoje. A tragédia é imensa, mais de duas centenas de vidas, mas é muito particular. Não é um acidente aqui na minha cidade, não adianta ir doar sangue; não faz sentido retuitar a mensagem de alguém com a foto de um desaparecido, não foi um naufrágio. Em outras tragédias, como os anuais deslizamentos do Rio, temos um 0800 da Cruz Vermelha e uma conta no Banco do Brasil para enviar dinheiro.
O ponto é que quando temos uma receita de solidariedade automática, retuitamos, compartilhamos tudo isso ou depositamos um troco e achamos que nossa parte está feita – é ótimo que estejamos fazendo isso, não me leve a mal. Mas no incêndio de Santa Maria, para muitos aqui, a coisa é tão distante que, mesmo com os 4 graus de separação do Facebook, muitos de nós – ou a maioria – não conhecem qualquer pessoa a quem podemos dar nosso suporte direto, o abraço, as palavras amigas. O que Santa Maria precisa agora é urgente, mas precisa vir de perto, e podemos fazer muito pouco. Nada com RTs.
A falta de proximidade automática não quer dizer que nós não estejamos mexidos. Todos estamos. Ou espero que estejamos, porque eu creio que somos bons. Vejo que na falta de manifestações de solidariedade eletrônica direta, sobrou um pouco de raiva (dos brigadistas, seguranças, quem iniciou o incêndio, o que seja). Mas podemos canalizar essas emoções de outras formas, mais positivas e com um impacto direto.
Acordamos este domingo com um bocadinho mais de empatia e compaixão. Então, na falta de alguém conhecido para confortar e um retuite automático de ajuda, ache na sua lista de contatos alguém que passou por uma situação difícil recentemente, alguém que perdeu um parente, a sua amiga que fez uma cirurgia. E dê amor, atenção, ouvido, o que quer que seja. Esteja lá. De alguma forma, se todos fizerem isso (e algumas religiões tem grandes teorias sobre) este amor vai chegar ao Rio Grande.
 
 

Hoje, o terremoto foi aqui

28 de janeiro de 2013

Enquanto estava no Haiti, em janeiro de 2010, 24 horas depois do terremoto que devastou o país e deixou 200 mil mortos, eu olhava para o nosso intérprete, o Martineau, e me perguntava:
- Como ele consegue nos guiar por sua cidade devastada?
E se fosse comigo? Na minha cidade? No fundo, eu fazia um exercício mental: colocava-me em seu lugar. Eu, um brasileiro do sul do país, guiando um jornalista haitiano por minha cidade destruída. Como eu agiria? Martineau não chorava. De forma ágil, guiava-me pelas ruelas, por entre ruínas de prédios, conversando com seus compatriotas, dividindo silenciosamente a sua dor.
Foi um pouco essa sensação estranha, de narrar a tragédia na minha própria terra, que senti hoje ao chegar ao jornal para a cobertura de ZH sobre o incêndio que tirou a vida de mais de 230 jovens em Santa Maria. É diferente quando saímos para cobrir um desastre do outro lado do mundo. Não que a dor seja maior ou menor. Mas, quando se testemunha uma tragédia dentro de casa, na nossa cidade ou Estado, o impacto psicológico é muito forte.
Ao atender a um pedido de entrevista para a rede de TV americana ABC News, na hora em que a lista dos mortos na boate Kiss era divulgada, lembrei de novo de Martineau. Lá estava eu, descrevendo um "terremoto" dentro de casa.
- É difícil descrever para o mundo quando algo acontece tão perto da gente. Normalmente, descrevo o mundo pra população daqui do sul do Brasil - afirmei ao apresentador David Muir, âncora do programa World News, em 15 minutos de relato.
Nessas horas, ser humano e profissional se misturam. Ao final da noite, perfilamos as páginas de ZH no chão da Redação. Eram 56 páginas de cobertura. Lado a lado, para que não repetíssemos títulos, fotos e para que tivéssemos uma ideia do todo da edição. Formou-se uma fila silenciosa, respeitosa de repórteres, fotógrafos e editores.
Um trabalho difícil de fazer. Mas necessário. Acreditamos que, ao retratar a realidade, com respeito, dedicação, mas sem descuidar da busca pela verdade, de cobrar responsabilidades, estamos ajudando a evitar que novas tragédias se repitam. Ou pelo menos, acreditamos que ajudaremos a amenizar a dor de quem fica. É assim. No Haiti ou no Rio Grande do Sul. Hoje, o terremoto foi aqui.

Postado por Rodrigo Lopes, às 2:12
 

Blog Reinaldo Azevedo

Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil

28/01/2013 às 7:07

Tragédia.

O país parou para acompanhar detalhes de uma das maiores tragédias de sua história. Duzentos e trinta e um moços e moças saíram de casa para se divertir na noite de sábado e jamais voltarão. Morreram queimados ou asfixiados — a grande maioria — na boate Kiss, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Ficamos, especialmente os pais de adolescentes e jovens, paralisados de medo, de apreensão, de terror. Qualquer morte nos diminui. A de um ente querido nos destroça. A de um filho, então, subverte aquele que é o nosso mais duro aprendizado: morrer um pouco por dia para que sobreviva a nossa descendência. Em “Cântico do Calvário”, escrito justamente em memória de um filho morto, Fagundes Varela pôs nos justos termos:
“Eras na vida a pomba predileta 
Que sobre um mar de angústias conduzia
O ramo da esperança. — Eras a estrela
Que entre as névoas do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pegureiro.”
Penso na dor dessas mães e desses pais e rezo para que encontrem algum conforto. Lembro-me de ter me irritado certa feita com a minha mãe por causa de seu excesso de preocupação, ainda que estivéssemos a centenas de quilômetros de distância: “Pô, eu sei o que faço; já tenho mais de trinta anos”. E ouvi do outro lado: “E continua meu filho; filho não tem idade para mãe e para pai”. Hoje sou eu que ouço: “Pai, eu já tenho 18, já tenho 16…”. Filhos não têm idade. As nossas crianças têm de voltar para que possamos fechar a porta, deixando do lado de fora as tormentas.
Mas a nossa dor também tem de saber exercitar a devida ira. Com a conivência de muitos, a Kiss não era uma boate, mas uma armadilha. Parece evidente que muitos milhares se arriscaram antes a morrer nas suas dependências. Faltava apenas o casamento do fortuito com o inexorável. As imprudências meticulosa e metodicamente praticadas careciam do elemento incidental, da estupidez que serve de estopim, do gesto tolo, irrelevante, que provoca a reação em cadeia e resulta na tragédia.
Na madrugada de sábado para domingo, ele veio na forma de um sinalizador, uma espécie de fogos de artifício, usado pela banda. Uma fagulha atingiu o teto de papelão e material de proteção acústica, altamente inflamáveis. Em segundos, o fogo se espalhou pelo teto. Estima-se que 90% das vítimas fatais tenham morrido asfixiadas pela fumaça, não queimadas. Talvez duas portas de emergência, destravadas, tivessem bastado para evitar a tragédia.
O Plano de Prevenção de Combate a Incêndio tinha vencido em agosto do ano passado e não havia sido renovado, informa o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo. É, sim, uma informação relevante, que parece indicar que a casa não primava exatamente pelo respeito às regras. Mas essa informação pode contribuir para omitir outra, que me parece ainda mais importante: quer dizer que, até agosto de 2012, o Corpo de Bombeiros julgava que tudo ia bem num imóvel que abriga duas mil pessoas e tem uma única porta. Ela não só servia à entrada e à saída dos frequentadores como era obstruída por uma espécie de biombo, que impedia os seguranças de ver o que se passava lá dentro, razão por que, por alguns poucos minutos, eles tentaram impedir a fuga dos jovens, supondo que queriam sair sem pagar a conta.
O incêndio causou um curto-circuito e deixou a moçada no escuro, em meio à fumaça. Não havia luzes de emergência, acionadas automaticamente quando há o corte do fornecimento de energia elétrica. Um extintor também não teria funcionado. A boate Kiss não poderia, naquelas condições, estar funcionando. E não era um empreendimento pequeno, que tivesse existência clandestina. Talvez fosse a maior casa do gênero em Santa Maria, uma cidade de porte médio, com 230 mil habitantes, mas com vida noturna agitada em razão da universidade federal, que atrai jovens do Brasil inteiro. A festa de sábado tinha sido organizada por alunos do primeiro ano dos cursos de de Tecnologia de Alimentos, Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia.
Estupidez
Não, senhores! Essa não é uma tragédia fabricada pelo acaso. Ela é obra de uma cadeia de descasos. Uma casa dessas dimensões tem de ter, por exemplo, uma brigada civil de combate a incêndios. A ela caberia dizer à tal banda “Gurizada Fandangueira” que o ambiente era impróprio para o uso de fogos de artifício.
Que se apurem as responsabilidades. Não sou polícia técnica nem perito. Mas há elementos de sobra para concluir que a “fatalidade” que resultou na morte de 231 jovens foi construída. Eles foram mortos pela estupidez, não pelo destino.
PS – Por mais que fique constrangido e até envergonhado de escrever isto num texto dessa natureza, é inevitável. Vamos lá. Dilma Rousseff fez bem ao interromper a sua viagem e se deslocar para Santa Maria. É a presidente de todos os brasileiros, e uma grande tragédia aconteceu por lá. Goste-se ou não disso, representa todos os brasileiros. A presidente chorou, e acho que estava sendo sincera. Dispensável, porque tem o cheiro inevitável da exploração política, é a nota de Lula e sua mulher, Marisa. Ele não exerce mais cargo público. E não se espera que cada político se manifeste a respeito. Dilma está investida do cargo mais importante da República. Ele, embora não se dê conta disso, não. É só mais uma evidência de que não tem mesmo limites.
Texto publicado originalmente às 4h42
Por Reinaldo Azevedo
 
8 de Janeiro de 2013
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Os celulares não param de tocar

Por - Leo Martins 27 jan, 2013 - 03:09
Hoje, uma tragédia atípica nos acordou no domingo: um incêndio com mais de 200 mortos em uma boate na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. E, segundo os relatos dos Bombeiros no local, os celulares não param de tocar.
É doloroso pensar que o aparelho que mais diminuiu distâncias fique tocando, tocando, tocando sem resposta. Nos desacostumamos a não encontrar as pessoas. O aparelho que eliminou o adeus enfático para quem mora longe, o aparelho que facilitou o ir e vir das informações.
E o ir e vir de informações, como em qualquer grande tragédia, está frenético: Twitter, Facebook e YouTube estão lotados de mensagens de luto, opiniões exacerbadas e desencontro e encontro de informações. É preciso ter um filtro ocular mais apurado do que nunca para saber o que é real, o que é fato, o que é dor transformada em revolta.
Na luz de uma tragédia tão grande, acompanhando as redes sociais cabisbaixas, mas ao mesmo tempo inflamadas, a única coisa que peço é que tomemos cuidados com os milhares de julgamentos instantâneos. Relatos de pessoas que passaram por um trauma tão grande, dedos apontados de forma tão furiosa com tão pouca informação… fuja disso. Em partes, fuja das redes sociais: como disse o Pedro em seu blog, procure a relação mais humana que uma tragédia tão distante pode lhe trazer.
[Crédito da imagem: Germano Roratto/Agência RBS/Folhapress]
 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Vídeos de Rafinha Bastos

Podem voltar frequentemente que todo vídeo do Rafinha Bastos que achar interessante irei atualizar esse post....

Rafinha Bastos em Péssima Influência (COMPLETO)

 

 

Ódio e surpresa



O monstro



Como funcionam os sites de fofoca 

 Fritada - Rafinha Bastos frita Rita

 

Rafinha Bastos - Stand Up, Alimentação.

A Vida de Rafinha Bastos - Piloto

Rafinha bastos A arte do insulto


Roda Viva com Rafinha Bastos 

 

 

 


CQC 3.0 - Rafinha Bastos se mata de rir com internauta que mora em dois países ao

JB FORA DO AR - RAFINHA BASTOS - PILOTO (JB: Jacaré Banguela)

PIANGERS ENTREVISTA RAFINHA BASTOS -- #VivonoyouPIX

Para tirar o país das mãos dos FDP

A raiva


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CES 2013 - Los Angeles - Principais Reportagens

Site Oficial: http://www.cesweb.org/

A CES (Consumer Electronics Show) é uma feira anual realizada em Las Vegas que reúne as principais apostas do mercado de tecnologia. A edição de 2013 conta com mais de 3 mil empresas de 150 países, incluindo grandes fabricante como Microsoft, Samsung e Sony, que apresentam suas novidades. O evento aconteceu entre os dias 8 e 11 de janeiro.

Grandiosa, mas pouco inovadora  
Tradicional feira de eletrônicos de consumo de Las Vegas perde importância com ausência de algumas gigantes do mercado e falta de lançamentos. TVs 4k foram as grandes novidades


Publicação: Jornal Estado de Minas 17/01/2013 Repórter Silas Scalioni

Este ano, porém, a CES, realizada na semana passada em Las Vegas (Estados Unidos), não apresentou praticamente nenhuma revolução. (Joe Klamar/afp
)
Este ano, porém, a CES, realizada na semana passada em Las Vegas (Estados Unidos), não apresentou praticamente nenhuma revolução.

No ano passado, a Consumer Electronics Show (CES), principal feira de tecnologia de consumo do planeta, apresentou como grandes novidades a introdução dos ultrabooks (novo conceito de computadores portáteis idealizado pela Intel) no mercado, a consolidação dos tablets como aparelho queridinho de uma nova geração de usuários, com o lançamento de dezenas de modelos alternativos ao caro iPad (da Apple), smartphones cada vez mais inteligentes e rápidos, além das grandes telas de TV de altíssima definição com imagens 3D ainda mais realistas.

Este ano, porém, a CES, realizada na semana passada em Las Vegas (Estados Unidos), não apresentou praticamente nenhuma revolução. No fundo, as empresas presentes usaram a feira basicamente para mostrar alguma evolução em produtos já criados e conhecidos. Novidades mesmo, só melhorias em tais produtos propiciadas em muito graças à evolução na indústria de processadores. Diante disso, o caminho das fabricantes continua sendo o da busca por aparelhos mais finos e leves, mais rápidos e potentes e capazes de economizar energia.

Novidade mesmo e grande exemplo dessas melhorias mostradas na CES foram os televisores, equipamentos que geralmente são destaque na feira e que todos os anos dão o tom de beleza e grandeza do evento, ao integrarem os maiores e mais bem montados estandes dos centros de exposições de Las Vegas. Nomes como Panasonic, Samsung, Sony, Sharp e LG montaram espaços gigantescos e bem parecidos para exibir modelos de TVs enormes (com telas entre 55 e 85 polegadas) e com resolução de 4K (3.840 x 2.160 pixels), de altíssima qualidade. Boa parte dos modelos mostrados deve chegar ao mercado este ano, mas o difícil vai ser achar gente disposta a pagar os preços que serão cobrados. O modelo Sony de 84 polegadas, por exemplo, não sairá por menos de US$ 25 mil.

Relevância Na realidade, a falta de grandes novidades em produtos e em novas tecnologias mostra que a CES está perdendo relevância a cada ano. Robert Enderle, presidente da consultoria Enderle Group e já veterano na feira, é um dos especialistas que acham isso e aponta a debandada de empresas importantes, que preferem apostar em eventos próprios para lançar suas criações, como um dos motivos dessa queda. Este ano, por exemplo, a Microsoft não abriu a CES, algo que fazia desde 1999, e não participou da feira com a presença de outras edições. A Apple foi uma das primeiras a investir em eventos próprios, ainda nos anos 80. Ainda de acordo com o consultor, a CES vem tendo de lidar com a concorrência de feiras menores, mas que têm foco específico, como é o caso da Mobile World Congress, que ocorre em fevereiro em Barcelona (Espanha) para fabricantes de smartphones e tablets (entre outros produtos de mobilidade), e a E3, geralmente em junho, em Los Angeles (Estados Unidos), dirigida ao universo dos games.

Apesar de tudo isso, a CES ainda é uma grande feira de tecnologia, que deslumbra quem entra nos pavilhões de exposição ao mostrar grandiosos estandes e revelar belas imagens que o mundo todo acompanha. E é um espaço que a cada ano ganha a adesão de pequenas empresas, de startups que poderão definir as próximas inovações da indústria de eletrônicos. Democraticamente, a feira abre espaço para que essas empresas possam exibir, em igualdade de condições com as grandes, o que estão fazendo em termos de pesquisas e desenvolvimento de produtos.

Definição à 4ª potência  
Destaque da CES, tecnologia 4K oferece resolução quatro vezes maior que a de um aparelho full HD e é a aposta das fabricantes de TVs para 2013. Modelos 8K também estão na pauta



 
Kazuhiro Tsuga, presidente da Panasonic, e Joe Taylor, executivo para a América do Norte, apresentam opção da empresa 4K de 56 polegadas (Rick Wilking/Reuters
)
Kazuhiro Tsuga, presidente da Panasonic, e Joe Taylor, executivo para a América do Norte, apresentam opção da empresa 4K de 56 polegadas

No que depender de grandes fabricantes de televisores, o full HD está com os dias contados. A próxima aposta da indústria é o 4K, ou ultra HD (ultra-alta definição, em tradução livre). Depois de alguns anos sendo exibida em forma de protótipos em eventos de eletrônicos mundo afora, a tecnologia é a próxima aposta das grandes fabricantes e foi um dos destaques da Consumer Electronics Show (CES) de 2013, a principal feira de tecnologia de consumo do planeta, realizada na semana passada em Las Vegas (Estados Unidos).

O 4K, ou ultra HD, aumenta em quatro vezes o número de pontos de uma imagem, tornando-as mais nítidas e detalhadas. Uma televisão em 4K tem resolução de 3.840 x 2.160 pixels, enquanto o padrão full HD exibe apenas 1.920 x 1.080 pixels. Na CES 2013, os grandes nomes da indústria de televisão exibiram vários aparelhos com a tecnologia, ainda a preços impraticáveis para boa parte do mercado, mas com promessas de produtos mais acessíveis em tempo similar ao que ocorreu para  a popularização das TVs HD.

A Sony, que já havia lançado uma televisão 4K de 84 polegadas no Brasil pela bagatela de R$ 100 mil, apresentou mais dois modelos, de 55 e 65 polegadas. Ambas utilizam LED e um motor gráfico, que converte imagens full HD em 4K, além de oferecer imagens 3D e acesso Wi-fi. Não há especificações sobre preços, apesar de a companhia dizer que elas devem ser apenas um pouco mais caras do que os aparelhos full HD topo de linha do mercado. Os japoneses  vão investir também em uma linha de filmes em blu-ray masterizados para a nova resolução.

A Samsung apostou no tamanho: o modelo S9 terá aparelhos de 85 e de 110 polegadas, em uma moldura de metal onde ficará o sistema de som. Assim como os modelos da Sony, os aparelhos terão um processamento gráfico que converte as imagens de alta definição para o 4K. As televisões da fabricante sul-coreana contarão  ainda com um processador de quatro núcleos e um sistema de interação de voz com base no S Voice, o Siri do Galaxy S III.

Já a LG, que igualmente anunciou uma televisão 4K no Brasil, por R$ 45 mil, entra na briga com mais dois aparelhos, de 55 e 65 polegadas. Os modelos também contarão com conversor de full HD para a nova resolução. A Sharp mostrou um televisor de 60 polegadas com taxa de atualização de 240hz, 3D e Wi-fi. Até a companhia chinesa Hi-Sense, que fabrica modelos intermediários e herdou o espaço da Microsoft na feira, apresentou televisores mais avançados com a tecnologia de ultradefinição.

E vem aí a 8K Enquanto o 4K dá os primeiros passos para se tornar uma tecnologia viável para o mercado, as fabricantes também deram algumas ideias sobre os rumos dos padrões que devem vir depois. O sucessor natural é o 8K, que tem resolução quatro vezes maior que a do 4K – ou seja, uma imagem 16 vezes mais nítida do que a de uma tela full HD. A Sharp, que já havia mostrado protótipos desse tipo de televisor na CES do ano passado, prometeu comercializar um aparelho de 85 polegadas com 8K, mas nem se atreve a divulgar preços.

Outro padrão que as fabricantes preveem para as televisões do futuro está em aplicar a tecnologia Oled (diodos orgânicos que emitem luz), já utilizada nas telas de smartphones, em um aparelho com resolução 4K. Na CES, LG e Panasonic apresentaram equipamentos com a tecnologia, com modelos de 55 e 56 polegadas. Por sua vez, a Sony, durante sua palestra para jornalistas especializados e convidados, exibiu um protótipo, cuja demonstração apresentou um erro em pleno palco, chegando a frustrar as expectativas dos participantes do encontro.

Tudo conectado



 
 (David Becker/AFP )

Uma feira de produtos eletrônicos de consumo sim, mas que mostra ano a ano que a internet é que vai comandar tudo. Na CES 2013, a internet das coisas, ou seja, equipamentos comuns que se conectam entre si, se firmou como uma tendência irreversível. Viajando pelos produtos apresentados, dá para se ter ideia de como poderá ser uma casa do futuro.

Para a sala, por exemplo, todas as TVs apresentadas pelos fabricantes oferecem recursos de conexão à internet (diretamente ou por meio de outro equipamento), e com o controle remoto o morador vai poder comandar várias funções da casa. Já para o quarto, um relógio (HAPIwatch) exibido mostra durante os dias as horas, mas à noite analisa a qualidade do sono da pessoa, além de medir situações de estresse e os batimentos cardíacos. Já um simulador de roupas instalado no corpo, da LG, ajuda na hora de experimentar modelos guardados no armário. E para a iluminação, um interruptor chamado WeMo Light Swicht possibilita o controle das luzes por meio de um smartphone equipado com Android.

A cozinha é um ambiente que tem merecido atenção especial.
A Samsung apresentou uma
geladeira equipada com sistemas Linux conectada ao Evernote (aplicativo que ajuda usuários a lembrar de tarefas). Assim, a dona de casa poderá, por exemplo, anotar pelo eletrodoméstico suas listas de compra. Outro equipamento interessante criado para o ambiente é um forno que roda Android. É o Dacor Discovery IQ Wall Oven, com tela de sete polegadas, que se conecta à internet e pode ser controlado pelo celular. E chamou muito a atenção o garfo HAPIfork, que monitora a quantidade e a velocidade das garfadas, manda as informações para o celular do usuário de forma a orientá-lo sobre os erros cometidos. E para o banheiro, a balança Smart Body Analyser apresentada, além de conferir o peso, fornece informações sobre massa de gordura, qualidade do ar e batimentos cardíacos.

Já para as áreas externas da casa, o Flower Power foi um aparelho mostrado que mede a quantidade de umidade da terra de forma a dizer quando é preciso aguar as plantas. Os dados são enviados via aplicativo próprio para iOS. Também os carros se mostram cada dia mais inteligentes e conectados. As maiores novidades apresentadas nessa área foram em aplicativos criados particularmente para sistemas de bordo. A Ford, por exemplo, aproveitou a feira para convidar desenvolvedores a criar apps inovadores que permitam inovar cada vez mais os sistemas de bordo dos veículos.
 

CES continua crescendo, mas perde relevância a cada ano

Publicação: Site Techtudo19/01/2013 Repórter Nick Ellis
 
Terminou na semana passada a CES, o maior evento de tecnologia do mundo, que tem crescido de tamanho a cada ano, com mais de 171 mil metros quadrados de área de exposição, mais de 150 mil visitantes e mais 20 mil produtos lançados. Esta foi minha terceira CES seguida, e devo admitir que o evento perdeu um pouco do charme, apesar dos números impressionantes.
No meu primeiro ano, o grande hype eram as TVs 3D. Ano passado, o foco eram os tablets e ultrabooks. Neste ano, podemos destacar as incríveis TVs com resolução Ultra HD (4K), mas de uma forma geral, não houve nada especialmente marcante.
"Árvore" de ultrabooks no estande da Intel (Foto: Nick Ellis / TechTudo)"Árvore" de ultrabooks no estande da Intel (Foto: Nick Ellis / TechTudo)
O que a feira parece trazer de mais interessante são versões atualizadas e melhoradas de produtos que fizeram sucesso nos anos anteriores. Uma coisa que chamou a atenção nesta CES foi a ausência anunciada da Microsoft, que já estava prevista desde o último keynote de abertura de Steve Ballmer, em 2012. A Microsoft seguiu o exemplo de grandes empresas como Google, Facebook e Apple, que são temas recorrentes no evento, mas não investem um centavo na CES.
O que está acontecendo com a CES é uma tendência mundial com relação a grandes eventos. Já faz algum tempo que as grandes empresas de tecnologia deixaram de lançar seus principais produtos em grandes feiras, como a de Las Vegas, e passaram a criar seus próprios eventos, sobre os quais contam com controle total. A precursora deste movimento foi a Apple, que tem o hábito de lançar seus principais produtos em eventos próprios, e que decidiu abandonar a Macworld alguns anos atrás, esvaziando completamente o evento que havia criado para demonstrar suas criações. Vale destacar que a última participação oficial da Apple na CES foi em 1992, quando John Sculley subiu ao palco para apresentar o Newton.
Quem também prefere realizar um evento próprio é a Samsung, que realiza seu Samsung Fórum todos os anos em cada continente, reunindo a imprensa mundial. Muitas empresas também estão optando optado por lançar seus aparelhos topo de linha na Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, um evento que tem crescido de importância e relevância a cada ano, algo que pode ser explicado por ele ser dedicado a um único nicho.
CES 2013 (Foto: Fabricio Vitorino/TechTudo)CES 2013 (Foto: Fabricio Vitorino/TechTudo)
Outra grande mudança que aconteceu com a CES neste último ano é que a feira deixou de ser a grande plataforma de inovação de produtos para o consumidor, já que o site Kickstarter literalmente "roubou" o show, chamando a atenção para produtores independentes, em uma feira antes dominada por grandes empresas como Sony, LG, Samsung e Nokia. Através do Kickstater pequenas empresas, designers e desenvolvedores podem obter financiamento direto e rápido para seus produtos, o que está mudando completamente o foco da indústria. Muitas das novidades mostradas em Las Vegas já eram velhas conhecidas dos visitantes do Kickstarter.
Como os próprios números comprovam, a CES não está perdendo força, muito pelo contrário, mas em termos de qualidade e relevância das inovações apresentadas, a perda gradual que acontece a cada ano é inegável. A tendência é que a CES continue crescendo, mas acabe se tornando apenas um grande evento de vendas, nos quais os fornecedores encontram seus distribuidores. Eu pretendo continuar a cobrir a CES nos próximos anos, mas já sem maiores expectativas.


Empresa americana apresenta ‘superTV’ 4K de 110 polegadas na CES 2013

Thiago Barros Para o TechTudo
 
A honra de "maior TV 4K do mundo" do novo televisor apresentado pela Samsung na CES 2013 durou pouco. A empresa americana Westinghouse também lançou uma televisão com este tamanho e a mesma resolução "UHD TV" na feira de eletrônicos, que acontece na cidade de Las Vegas nesta semana.
TV de 110 polegadas tem resolução 4K e custa R$ 600 mil (Foto: Reprodução Engadget)
TV de 110 polegadas tem resolução 4K e custa R$ 612 mil (Foto: Reprodução / Engadget)

Segundo o site Engadget, a imagem parece "realmente boa" em uma televisão imensa como essa, que oferece ângulos de visão de 180 graus e cores bem vibrantes. Não há dúvida de que o formato 4K é a grande aposta das fabricantes para 2013. As empresas apresentaram muitos modelos com esta resolução na feira e a tendência é de que eles comecem a se popularizar em breve.


No caso deste modelo norte-americano, a TV apresentada na CES ainda era um tipo de protótipo, com a parte traseira inacabada e com muitas placas e circuitos aparecendo. A expectativa é de que as primeiras unidades para venda estejam disponíveis somente em um ou dois meses.
TV 4K da Westinghouse, com 110 polegadas; um monstro de TV (Foto: Reprodução / Engadget)
TV 4K da Westinghouse, com 110 polegadas; um monstro de TV (Foto: Reprodução / Engadget)

Mas se por um lado a resolução e o tamanho da tela chamam a atenção positivamente, o preço do aparelho não vai deixar muita gente satisfeita. Para quem quiser adquirir uma "superTV" como essa, será necessário desembolsar uma pequena fortuna: incríveis US$ 300 mil (R$ 612 mil, aproximadamente), e ela só será vendida por meio de pedidos especiais a partir do fim do primeiro trimestre.




Os cinco destaques tecnológicos da CES 2013

James Della Valle - Revista Veja.
A Consumer Electronics Show 2013 (CES), a maior feira de tecnologia do mundo, começa nesta terça-feira (8) e termina no dia 11 (sexta-feira), em Las Vegas (EUA)

A Consumer Electronics Show 2013 (CES), a maior feira de tecnologia do mundo, começa nesta terça-feira (8) e termina no dia 11 (sexta-feira), em Las Vegas (EUA) - Getty Images
Maior feira de tecnologia do planeta, a Consumer Electronics Show (CES), realizada na semana passada, em Las Vegas, nos Estados Unidos, apresentou tendências que devem chegar ao mercado nos próximos meses. Os destaques, contudo, foram protótipos que vão demorar a sair do papel. Confira a seguir os principais destaques do evento.

Tela flexível, da Samsung

A sul-coreana Samsung apresentou seu protótipo de tela flexível e sensível ao toque: Youm. Com foco em dispositivos como tablets e smartphones, a companhia afirmou que a tecnologia pode “revolucionar” o mundo da tecnologia móvel. “Nossa equipe foi capaz de fabricar uma tela de alta resolução com plástico extremamente fino em lugar de vidro. Se cair no chão, não quebra”, disse Brian Berkeley, vice-presidente do setor de telas de Samsung durante a apresentação.

Project Shield, da nVidia

O Shield representa a tentativa da americana nVidia – conhecida por desenvolver processadores móveis e placas de vídeo avançadas – para entrar no mercado de consoles portáteis. O dispositivo, com tela multitoque de 5 polegadas, vem acoplado a um joystick tradicional para melhorar a experiência do jogador. Ele traz um chip Tegra 4 e roda o sistema operacional Android, do Google. “O Shield foi criado por engenheiros da nVidia que adoram jogar e imaginaram uma nova maneira de fazer isso”, disse Jen-Hsun Huang, CEO da empresa, durante apresentação do portátil.

Carros sem motoristas, da Audi

A montadora alemã Audi também aderiu à tecnologia que dispensa motoristas. Durante a CES, a companhia apresentou um modelo do seu carro A7 com diversas modificações que possibilitam o controle do veículo através de smartphones e tablets. Basta ativá-lo com a ajuda de um aplicativo e esperar até que ele chegue até você. Guiado por lasers, o protótipo é capaz de identificar possíveis obstáculos ao seu redor. O sistema também utiliza informações de scanners localizados na rua, criados especialmente para auxiliar na condução automática do carro.

Steam Box: o console da Valve

A Valve ficou conhecida no mercado por ter lançado dois games: Half-life e Team Fortress. Os títulos ajudaram a empresa a crescer e criar o sistema de distribuição digital de jogos conhecido como Steam. Após firmar sua posição nesse mercado, a companhia decidiu dar mais um passo ao criar um console capaz de rodar todos os títulos presentes em sua plataforma de distribuição – exclusiva para computadores. O projeto Steam Box, apresentado na CES, pode ser o incentivo que os desenvolvedores necessitam para apostar ainda mais nos games para PC.

TVs da Samsung

As TVs de ultradefinição, conhecidas como 4K, charam muita atenção na CES em 2013. Mas os modelos da série Easel, da sul-coreana Samsung, mereceram destaque pelo tamanho e design. A companhia apresentou versões de 85, 95 e 110 polegadas, que ficam penduradas em uma armação metálica – o que permite o ajuste de ângulo por parte do usuário. Nos próximos meses, a mais barata, com 85 polegadas, poderá ser encontrada no mercado por preços a partir de 30.000 dólares.


Entrevista: Jen-Hsun Huang, CEO da NVIDIA

Conversamos com o executivo responsável pela NVIDIA, uma das empresas que mais se destacaram na CES 2013.

Publicação:  Site TecMundo - 16 de Janeiro de 2013 - Repórter: Wikerson Landim  

Entrevista: Jen-Hsun Huang, CEO da NVIDIA
(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Entre as empresas que trouxeram novidades para a CES 2013, certamente uma das que mais se destacaram no evento deste ano foi a NVIDIA. A companhia apresentou o Tegra 4, o Shield e o Grid, mostrando projetos ambiciosos e lançamentos importantes para os próximos anos.
Em uma coletiva restrita a poucos membros da imprensa internacional, o Tecmundo conversou com Jen-Hsun Huang, CEO da NVIDIA. Ele falou sobre as expectativas da empresa para os próximos anos e apontou os caminhos de desenvolvimento que a indústria deve seguir em um futuro breve.

Tegra 4: evolução natural

Criar tecnologias de aperfeiçoamento gráfico sempre foi uma das principais diretrizes da NVIDIA. Por conta disso, o foco no desenvolvimento de hardware que permita imagens com qualidade cada vez melhor continuará presente nos próximos investimentos da companhia.
Entrevista: Jen-Hsun Huang, CEO da NVIDIA
(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

O principal avanço que o Tegra 4 traz para os smartphones é a capacidade de capturar imagens em HDR em questão de segundos. “Uma imagem HDR trabalha com duas fotografias, uma superexposta e outra subexposta. Por conta dessa demora entre os dois disparos, agilidade em fotos HDR não era possível até então”, explica.
“O Tegra 4 permitirá reduzir esse tempo, dando ainda mais força para a era da fotografia computacional. Nesse caso, a GPU é utilizada para fazer rapidamente uma fusão entre as duas imagens”, afirmou. Jen-Hsun confirmou ainda que a NVIDIA levará um novo Tegra para o mercado a cada ano, numa evolução natural e contínua.

Shield não é um concorrente para os consoles

Depois da apresentação do Shield, na CES 2013, muitos ficaram com a impressão de que pela primeira vez a NVIDIA estaria disposta a bater de frente com as empresas fabricantes de consoles. Jen-Hsun deixou claro que esse não é o objetivo.
Entrevista: Jen-Hsun Huang, CEO da NVIDIA
(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

“Pense em um smartphone Galaxy S3. Você pode ler livros nele? Pode. E por qual motivo você acaba preferindo um tablet para consumir esse tipo de conteúdo? Por duas razões: primeiro para preservar a bateria do smartphone e segundo porque aquele não é o dispositivo perfeito para isso, mas o tablet é”, explicou.
Com o Shield, a NVIDIA espera que os consumidores sejam capazes de criar a mesma analogia, mas para games. “Você pode jogar em um Galaxy S3? É claro que sim. Mas apostamos que as pessoas vão querer um dispositivo voltado para esse fim, com um controle mais acessível, e é visando esse público que apostamos no Shield”, completa.

Hardware e software caminhando juntos

Essa será também a primeira vez que a NVIDIA terá o seu próprio hardware dialogando com um software próprio. Esse sistema em questão é o Grid, que permitirá o acesso via Shield (um dispositivo com Android puro) a jogos para PC, inclusive os disponíveis em sua conta no Steam.
Entrevista: Jen-Hsun Huang, CEO da NVIDIA
(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

“Estamos levando para um portátil a experiência de poder jogar seus games preferidos para PC, podendo a qualquer momento também projetá-los na TV. Essa integração é algo inédito até então”, define o CEO.
Para o futuro, Jen-Hsun já projeta as próximas versões do Shield, que deverão apresentar melhorias de hardware e software, mas sem deixar de lado tudo aquilo que você já comprou. “No Shield 3, por exemplo, você ainda terá todo o seu conteúdo acessado no Shield 1, porque isso é para sempre”, defende.
Como exemplo contrário ele cita o PlayStation 3, da Sony: por ser um console dedicado, com o passar do tempo os jogos antigos deixam de ter compatibilidade, fazendo com que o consumidor acumule jogos que não poderão ser utilizados novamente.



Resumo: conferência da NVIDIA na CES 2013

A abertura das apresentações não poderia ser melhor. Repleta de surpresas, descubra o que a NVIDIA andou aprontando na CES deste ano.

Com um pouco mais de 20 minutos de atraso, Jen-Hsun Huang foi o primeiro executivo a realizar uma apresentação na CES 2013. Mas a espera valeu a pena, pois o CEO da NVIDIA revelou grandes novidades da sua empresa ao longo das aproximadamente duas horas em que esteve no palco.
No início, o taiwanês começou falando sobre o crescimento e a disseminação cada vez mais concisa da computação em nuvem, também conhecida como cloud computing. Para ele, esse conceito de acessar conteúdos de diferentes lugares já não é mais uma tendência — e sim um fato —, citando alguns casos de sucesso, como o iTunes da Apple.

Servidores da pesada!

Essa introdução serviu como uma brecha para que o presidente da NVIDIA jogasse  ao público a ideia de que, além de músicas, filmes e podcasts, os jogos também seriam conteúdos de muito interesse para quem usufrui da computação em nuvem.
Após realizar algumas menções para o fato já conhecido de que os PCs possuem maior poder de processamento gráfico do que os consoles, Huang revelou a primeira novidade da noite: o NVIDIA Grid.
Resumo: conferência da NVIDIA na CES 2013 (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)
O equipamento consiste em uma arquitetura de streaming de games, ou seja, ele viabiliza que você jogue seus títulos de diferentes computadores – evitando aquela velha complicação de que a sua máquina não possui a configuração necessária para rodar os games mais pesados da atualidade.
Outro ponto positivo disso é que os jogadores podem continuar a jogatina do ponto em que pararam sem ter que ficar carregando arquivos de save em pendrives, por exemplo. Embora a ideia não seja algo realmente novo, essa solução da NVIDIA espanta pela capacidade de processamento, graças a um rack com 20 Grid – o que corresponde a 200 teraflops (ou 700 Xbox 360).
Como demonstração, Jen-Hsun Huang executou o game Trine 2 através da nuvem, com o suporte do Grid, e o resultado agradou a quem estava no evento.

Tegra 4 veio para arrebentar

Em seguida, dessa vez sem tantas delongas, o CEO da empresa anunciou o tão esperado Tegra 4. A quarta geração do processador para equipamentos portáteis chegou para tentar desbancar a concorrência com 72 núcleos de processamento gráfico e 4 núcleos da CPU A15, além de um modem 4G LTE embutido.
Com o seu novo componente, a NVIDIA espera provar que é possível ir além do que consiste o atual potencial de processamento dos gadgets. No quesito velocidade, o Tegra 4 parece ser um páreo duro para a concorrência. Em um teste, um tablet com o novo processador bateu com facilidade o poderoso Nexus 10.
Resumo: conferência da NVIDIA na CES 2013 (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)
Enquanto o produto da Google levou 50 segundos para abrir 25 páginas únicas da internet e com tráfego pesado de dados, o equipamento dotado do Tegra 4 fez o mesmo processo em apenas 27 segundos. Além disso, esse mesmo aparelho superou o Kindle Fire HD, o Droid DNA e o iPad 4.
Mais do que apenas melhorias em velocidade de processamento de dados, todo esse poder do Tegra 4 também pode trazer benefícios para outros componentes dos eletrônicos, como a câmera. Usando um protótipo de tablet, Huang mostrou que a CPU é capaz de interferir na qualidade de captura de imagem, promovendo movimentos mais rápidos do obturado – o que diminui a exposição à luz e promove imagens mais fiéis.
O CEO da NVIDIA revelou que as arquiteturas adotadas atualmente operam com uma velocidade que gira em torno de 2 segundos por frame. Com o “one shot HDR“ oferecido pelo Tegra 4, essa taxa chega a 0,2 segundo por frame (valor 10 vezes menor). O orador exibiu algumas comparações, e a nitidez promovida por esse mecanismo foi aparente.

Meio tempo mais morno

Lá pelos meados da apresentação, os assuntos abordados ficaram um pouco mais mornos. Jen-Hsun Huang comentou brevemente sobre o bom retorno e relativo sucesso do Tegra Zone, o serviço da empresa pelo qual você pode descobrir e saber mais sobre os melhores jogos para Android otimizados para seu smartphone com processadores da NVIDIA.
Além disso, ele comentou, também de maneira mais sucinta, o avanço do modem de comunicação de dados i500 – o qual é capaz de realizar até 1,2 trilhões de operações por segundo. O fato de ser 40% menor do que os componentes convencionais também foi destacado pelo taiwanês.

A surpresa da noite

Enfim, surgiu a grande surpresa da noite: o Projeto Shield. O protótipo é um console portátil que visualmente é uma mistura dos controles do Xbox 360 com o do Wii U. Todavia, em seu cerne, ele executa o Android – embora a princípio ele esteja sendo desenvolvido para plataformas abertas e não tenha restrições de ser adotado por outras.
Não foram revelados valores ou sequer previsões de lançamento, afinal ele ainda é um protótipo. Mesmo assim, o Shield impressionou por sua robustez e parece que vai dar trabalho para o Nintendo 3DS e PlayStation Vita.
Resumo: conferência da NVIDIA na CES 2013
(Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

Além de contar com o Tegra 4, esse dispositivo tem baterias com duração prolongada (promovendo jogatinas ainda mais longas), um sistema de áudio desenhado especificamente para ele com o chamado Custom Bass Reflex, botões e gatilho aprimorados para proporcionar maior precisão e sensibilidade e tela multitouch de 5 polegadas com resolução de 720p.
Outros atrativos do Shield ficam por conta da carcaça traseira personalizável, a possibilidade de permitir partidas online entre dois jogadores de forma muito fluida e a integração com computadores, possibilitando que o usuário acesse arquivos e jogos – inclusive aqueles adquiridos pelo Steam.
No momento da demonstração desse recurso, Jen-Hsun Huang passou apuros, pois a funcionalidade não queria operar corretamente. Quando ele estava quase desistindo, o seu colaborador e assistente no palco conseguiu fazer com que o Shield realizasse a conexão desejada. Ao fim, o CEO da NVIDIA disse que o futuros dos jogos é “wide open”, ou seja, você joga contra outro jogadores, e os demais amigos podem assisti-los.

Videogames da CES 2013 querem fazer gamer de PC jogar na TV

Computadores voltados para jogos trocam teclado e mouse pelo joystick.
Videogames da feira serão rivais do PlayStation, Xbox e Wii.

Publicação Site G1 11/01/2013 09h53 Repórter Gustavo Petró

Os novos 'videogames' que prometem rivalizar com os atuais consoles (Foto: Divulgação)Os novos 'videogames' que prometem rivalizar com os atuais consoles (Foto: Divulgação)
Eles não têm a mesma popularidade do PlayStation 3, do Xbox 360 e do Wii, mas os computadores voltados para quem joga games prometem abandonar o teclado, o mouse e o monitor e passar a usar joystick e a TV – e, às vezes, nem isso.
Na feira de tecnologia Consumer Electronic Show (CES) 2013, a fabricante de placas de vídeo para computadores Nvidia apresentou o Shield, um portátil que promete unir a precisão de um joystick com a mobilidade de um console portátil; o Piston, um mini-PC, quer levar o serviço de compra de games digitais para computadores Steam para a TV;  a fabricante de acessórios Razer apresentou um tablet com manoplas e botões para jogar games com maior precisão; e a Archos apresentou um portátil com sistema Android com controles em um design que lembra o PlayStation Vita.
E não são apenas estas companhias que estão querendo expandir o mercado. Os novos videogames Ouya e GameStick querem ser opções baratas aos fãs de jogos, trazendo a oportunidade de jogar games desenvolvidos para tablets e smartphones no televisor.
O G1 montou uma lista com os videogames que podem rivalizar com os consoles de Sony, Microsft e Nintendo:
Detalhe da disposição de botões do Project Shield, videogame que é o próprio joystick (Foto: Divulgação)Detalhe da disposição de botões do Project
Shield, videogame que é o próprio joystick
(Foto: Divulgação)
1 – Shield, da Nvidia
Apresentado como um videogame portátil, o Shield, da criadora de placas gráficas Nvidia, quer ser uma opção para os gamers de PC jogarem longe do computador. Ele é um console portátil no formato de um joystick – o design lembra o controle do Xbox 360 – com todos os botões de ação e com uma tela sensível ao toque de cinco polegadas. Esta tela se fecha para facilitar o transporte do videogame.
O Shield usa o novo processador para dispositivos móveis da Nvidia, o Tegra 4. O poder do chip, segundo a empresa, permite criar jogos para o sistema Android, usado no dispositivo, com qualidade suficiente para se equipararem aos títulos do PS Vita.
O grande destaque, contudo, é a possibilidade de jogar os games que o usuário tem instalados no PC na telinha do Shield. Por meio de uma rede local sem fio – em princípio, não é possível jogar os games de PC à distância, por meio de internet – os games são processados no computador e a imagem é enviada para o portátil. Desse modo, o aparelho já nasce com uma grande biblioteca de títulos que podem ser jogados normalmente. Mas, para poder usar esta função, é necessário ter uma placa de vídeo da companhia instalada no computador.
A Nvidia não revelou o preço e a data de lançamento do Shield, apenas que ele chega ao mercado ainda em 2013.
'Project Shield' é videogame portátil da fabricante de placas Nvidia (Foto: Divulgação)'Project Shield' é videogame portátil da fabricante de placas Nvidia (Foto: Divulgação)
Piston quer levar games de PC, comprados no Steam, para a TV (Foto: Divulgação)Piston quer levar games de PC, comprados no
Steam, para a TV (Foto: Divulgação)
2 – Piston, da Valve
A criadora da loja virtual de jogos para PC Steam e dos jogos "Half-Life" e "Portal" quer ter um videogame próprio – com o nome de Steam Box, segundo rumores – que, obviamente, rode a sua plataforma de compras e seus jogos na televisão. A empresa não anunciou o tal console, mas apresentou o Piston, na CES 2013.
Criado em parceria com a empresa Xi3, o videogame, na verdade, é um computador muito pequeno mas com configurações poderosas para rodar os jogos mais modernos de PC no televisor, conectando-o por meio de um cabo HDMI. Os mais fanáticos podem atualizar o aparelho com componentes mais atuais com o passar do tempo. Ele tem sistema operacional Linux, mas a Valve diz que o usuário poderá instalar o sistema que desejar. As configurações do Piston não foram reveladas.
Gabe Newell, fundador da Valve, diz que ele não será o único aparelho da empresa. Ele disse em entrevista ao site "The Verge" que conversa com diversas fabricantes para que, ainda em 2013, outros dispositivos Steam Box sejam lançados. O objetivo, segundo ele, é ter um console que tenha preços competitivos.
O Piston em detalhes - será possível conectar periféricos tradicionais de PC (Foto: Divulgação)O Piston em detalhes - será possível conectar periféricos tradicionais de PC (Foto: Divulgação)
Detalhe de um dos lados do controle do tablet Edge (Foto: Divulgação)Detalhe de um dos lados do controle do
tablet Edge (Foto: Divulgação)
3 – Edge, da Razer
Um dos principais pontos negativos de se jogar games em tablets é que os toques na tela não oferecem a mesma precisão de um joystick, e os dedos atrapalham a visão da ação. O Edge, da Razer, quer mudar este cenário apresentando dois manches nas laterais do tablet com botões e manoplas para controlar os jogos.
De acordo com a fabricante, o Edge tem tela de 10 polegadas sensível ao toque, usa processador Intel e placa gráfica da Nvidia. Em vez do sistema Android, ele usa Windows 8, podendo rodar desde os jogos mais simples da Windows Store até os títulos de PC tradicionais. Para garantir que o tablet seja portátil, os controles podem ser desacoplados.
A Razer venderá dois modelos do Edge: o "padrão", com processador Intel i5, placa gráfica Nvidia GT640M LE GPU, 4 GB de RAM e um disco SSD de 64 GB para armazenamento; e o "Pro", com processador Intel i7, placa Nvidia GT640M LE GPU, 8 GB de RAM e disco SSD de 128 GB  ou 256 GB. Os dois modelos estarão disponíveis nos Estados Unidos e no leste da Ásia no primeiro trimestre de 2013 com preços a partir de US$ 1 mil.
Tablet Edge é voltado para gamers (Foto: Divulgação)Tablet Edge é voltado para gamers (Foto: Divulgação)
GamePad da Archos é feio, mas roda toda a biblioteca de games para Android (Foto: Divulgação)GamePad da Archos é feio, mas roda toda a
biblioteca de games para Android (Foto: Divulgação)
4 – GamePad, da Archos
O menos conhecido, e mais feio, dos videogames da CES é o GamePad. Com uma tela de 7 polegadas sensível ao toque e botões para controlar os jogos, ele lembra o PS Vita, portátil da Sony. Entretanto, roda sistema Android, rodando os milhares de jogos da loja virtual do Google.
Ele possui um processador modesto, com 1,5 GHz e dois núcleos, inferior aos concorrentes, mas a Archos acredita que os controles possam ser o diferencial do dispositivo. Por conta disso, foi desenvolvido um sistema que mapeia automaticamente os jogos voltados para telas sensíveis, levando os comandos que seriam usados ao tocar na tela para os direcionais e botões.
O aparelho deve chegar aos EUA no início de 2013 por cerca de US$ 200.
Imagem do Ouya, console de plataforma aberta que ainda não tem data de lançamento (Foto: Divulgação)
Imagem do Ouya, console de plataforma
aberta (Foto: Divulgação)
5 – Ouya
Após arrecadar US$ 9 milhões no site de financiamentos Kickstarter, o Oya se tornou realidade. O aparelho que também roda o sistema Android e jogos da loja Google Play chega em março de 2013 aos EUA e será vendido por US$ 100.
Ele é um pequeníssimo videogame que é conectado à TV e tem um controle sem fio. Ele será equipado com o chip Tegra3 de quatro núcleos da Nvidia, tem 1 GB de RAM e 8 GB de memória interna.
Além dos jogos, o aparelho, que entre os desenvolvedores estão Ed Fries, ex-executivo da Microsoft e Yves Behar, do projeto "um notebook por criança", roda filmes e músicas.
Controle do videogame GameStick; o console, ao ser guardado, fica acoplado na parte inferior do joystick (Foto: Divulgação)
Controle do videogame GameStick; o console,
ao ser guardado, fica acoplado na parte inferior
do joystick (Foto: Divulgação)
6 – GameStick, da PlayJam
A fabricante de acessórios eletrônicos PlayJam anunciou o GameStick, videogame do tamanho de um pen drive e é conectado no televisor na entrada HDMI – para imagem e energia – e tem um controle sem fio para controlar os games.
Ele roda sistema Android e roda os games da loja Google Play, para smartphones e tablets, na TV. Após jogar, o controle se abre e mostra um espaço para guardar o videogame. O joystick possui a conexão sem fio Bluetooth.
O GameStick roda sistema operacional Android Jelly Bean, tem um processador Amlogic de dois núcleos e deve ser vendido por cerca de US$ 80. A previsão da PlayJam é lançar o videogame em abril caso alcance US$ 100 mil de fundos em um site de investimentos.

Comofazer um bom sanduiche. - Mr Been.

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Celulares - Você sabe o que significa?

  • 3G: Significa a terceira geração de celulares e smartphones, com facilidades como acesso a internet a qualquer momento com uma velocidade alta e recursos como vídeo-chamada. Muito útil para quem gosta de estar sempre conectado.
  • A2DP (Advanced Audio Distribution Profile): Este recurso permite que o celular ou smartphone transmita músicas para um fone de ouvido sem fio via Bluetooth.
  • Alarme: Função de alarme hoje presente em todos os celulares e smartphones. Porém este recurso ficou ainda mais completo, como programar uma rádio FM para tocar como despertador, personalizar o tempo de ?soneca?, silenciar o alarme girando a face do celular para baixo, entre outros. Alguns celulares e smartphones também despertam mesmo desligado.
  • Android: É um sistema operacional para celulares e smartphone desenvolvido pelo Google. Por enquanto, celulares e smartphones com esta tecnologia apresentam tela sensível ao toque, conectividade 3G, um teclado integrado, câmera, acesso a loja virtual de aplicativos e formato de vídeos do Youtube.
  • Antena externa: É um acessório que melhora a recepção do sinal do celular e smartphone em ambientes fechados.
  • Aplicativos: Entre os smartphones, além do sistema operacional, a funcionalidade dos aplicativos são o que realmente fazem a diferença. Hoje em dia, os smartphones oferecem aplicativos para tudo, desde jogos até programas e serviços que te auxiliam no dia a dia.
  • Bluetooth: Veio em substituição do infravermelho. Devido sua facilidade de conexão e sua maior velocidade, permite a transferência de arquivos maiores e uma conexão com até 7 aparelhos de celular e smartphone simultaneamente.
  • Botão Scroll: É uma roda parcialmente exposta que ao girar ou rolar, muda suas opções na tela do celular ou smartphone.
  • Candybar: É um formato de celular e smartphone. A tela fica em cima e o teclado logo abaixo, sem tampa, uma única peça. O nome refere-se à semelhança com uma barra de chocolate.
  • Chamada em espera: Este recurso permite que você fique com duas ligações ao mesmo tempo no seu celular ou smartphone, isto é, se quando você estiver falando com alguém e outra pessoa ligar para o seu celular ou smartphone nunca vai dar sinal de ocupado, ele irá chamar e te irá mostrar que tem uma chamada em espera. Assim você pode alterar de uma ligação para outra, sem precisar desligar.
  • Clamshell: É o nome de um dos formatos de celular e smartphone. É uma tampa, com tela ou não, que fecha sobre o teclado e o visor, protegendo ainda mais seu celular e smartphone.
  • Discagem rápida: Recurso presente na maioria dos celulares e smartphones hoje em dia, que possibilita ao usuário programar um botão que, se pressionado durante alguns segundos, liga automaticamente para um número gravado.
  • Dual-Band: É quando o celular ou smartphone suporta até dois tipos de frequências diferentes: 850 MHz/1900 MHz ou 900 MHz/1800 MHz.
  • Dual-Mode: Celulares e smartphones Dual-Mode são capazes de enviar/receber dados de duas maneiras diferentes, tanto por GSM quanto por CDMA.
  • Edição de vídeo: Agora você consegue editar seu vídeo instantaneamente, logo após a gravação. Além disso, alguns celulares e smartphones permitem que você envie o vídeo direto para o Youtube.
  • Flip: Quando um celular ou smartphone possui um flip, significa que ele tem uma proteção para os teclados, como se fosse uma tampa que fecha protegendo-o.
  • Função Bússula: É uma bússula no seu celular ou smartphone que te auxilia, junto com o mapa e o GPS.
  • Fundos de tela: Uma imagem que você pode personalizar e fica exibida na tela principal do celular ou smartphone.
  • GPRS/EDGE: Significa um sistema de transmissão de dados em redes de celulares e smartphone GSM. Permite velocidades de download de até 230Kb/s.
  • GPS (Global Positioning System): É uma tecnologia que permite ao celular ou smartphone, através de uma comunicação com satélites, determinar sua localização exata.
  • GSM (Global System for Mobile): É a rede padrão para 82% do mercado de telefonia celular. Aos poucos será substituída pela tecnologia 3G.
  • Infravermelho: Uma tecnologia lançada antes do Bluetooth que permite a conexão e a transferência de dados de um celular ou smartphone para o outro sem a necessidade de fios. Muito limitado e já é considerado obsoleto.
  • MMS (Multimedia Messaging Service): É o mesmo funcionamento do SMS, só que neste caso o celular ou smartphone consegue enviar mensagens multimídia.
  • Modo de vôo: Neste modo, o celular ou smartphone fica impossibilitado de realizar ligações, mandar mensagens ou conectar a internet. Apenas funcionam aplicativos que não fazem contato com satélite, como jogos.
  • MP3: O formato mais popular para armazenar músicas. A maioria dos celulares e smartphones possuem reprodução de arquivos em MP3.
  • Music Player: É um aplicativo que permite você ouvir as músicas que foram gravadas no celular ou smartphone.
  • O.S: É o sistema operacional da Apple para o smartphone Iphone. Este sistema se destaca pela sua facilidade de uso e aplicativos exclusivos.
  • PIN (personal information number): É uma senha que você pode utilizar para travar seu celular ou smartphone contra uso de terceiros. Com a utilização do PIN, será necessário desbloquear o celular ou smartphone inserindo a senha.
  • Proteção de tela: Uma imagem fixa ou animada que fica amostra quando seu celular ou smartphone está ocioso por um determinado tempo.
  • PTT (Push To Talk): Um botão presente em alguns celulares ou smartphones que proporciona um recurso parecido com de walk-talk. Basta apertá-lo para falar e soltar para ouvir.
  • Quadri-Band: É um celular ou smartphone que se adapta a qualquer tipo de freqüência 850/900/1800/1900 MHz.
  • RIM: É o sistema operacional exclusivo do celular e smartphone Black Berry. Anteriormente, este sistema era voltado para a eficiência em acessar a internet, realizar vídeos-chamada e enviar e receber emails, já que seu mercado era apenas o mundo corporativo. Agora ele busca atingir uma parte maior do mercado, com funcionalidades mais simples e novos aplicativos.
  • Ringtone: São os toques que você pode colocar no seu celular ou smartphone. Podem ser monofônico, polifônico e MP3. Podem ser usados para chamadas, alertas, alarmes e outras funções.
  • Roaming: É um sistema que permite que o usuário do celular ou smartphone não fique sem sinal, mesmo fora da sua área original de cobertura, através de outros sinais da rede local, mesmo fora do país.
  • SIM Card (chip): Cartão de identificação do seu celular ou smartphone, popularmente conhecido como chip. Ele armazena o número de sua linha e todos os arquivos que foram gravados nele, permitindo que o usuário troque de aparelho, mas mantenha seus dados.
  • Slider: É mais um nome de formato do celular ou smartphone. Neste caso, a tela do celular ou smartphone desliza sobre o teclado, mantendo apenas o visor exporto e diminuindo o tamanho dele.
  • Smartphone: Seria um computador de mão, pois são celulares que englobam várias funções. A principal delas é a capacidade de executar programas e aplicativos que fazem toda a diferença entre um celular e um smartphone.
  • SMS (Short Message Service): São as mensagens de texto, popularmente conhecidas como ?torpedo?. Todo celular ou smartphone possui esta função.
  • Symbian: É o sistema operacional mais popular entre os celulares e smartphones. Suporta câmeras de alta qualidade, wireless, Bluetooth, e outras funções. O Symbian tem como maior qualidade a preocupação em evitar desperdício dos recursos do celular e smartphone como bateria e memória.
  • T9 (Text on 9 Keys):É um sistema que prevê o que você irá escrever na mensagem. O celular e smartphone é equipado com um dicionário interno, cada número do teclado corresponde a um grupo de letras. Assim através da sequência de números digitada, o dicionário sugere palavras que podem ser escritas com esta sequência. Mesmo que o dicionário não reconheça a palavra, você pode inseri-la, o que facilita e torna mais rápido a digitação.
  • Tempo de bateria e tempo de conversação: As fabricantes informam que a vida de uma bateria é medida pelo tempo constante de conversação ao celular ou smartphone. Ou seja, se a bateria dura 15 horas de conversação, é porque ela é capaz de suportar, durante 15 horas, o celular ou smartphone em pleno funcionamento.
  • Toque ?Real Sound?: Esse é um toque que reproduz o som real da música. Geralmente em formato MP3, ele pode ser compartilhado para outros celulares ou smartphone e computadores.
  • Toque monofônico: É um tipo de toque que existe nos primeiros celulares. Mas com a rápida evolução do celular esse tipo de toque foi ultrapassado.
  • Toque polifônico: É um tipo de toque capaz de suportar diversas notas por vez, deixando o som do seu celular ou smartphone mais similar ao real.
  • TouchScreen: Tecnologia que deixa a tela do celular ou smartphone sensível ao toque pelo dedo ou por uma caneta especial.
  • Track ID: É um recurso que identifica uma música apresentando seu nome e o cantor. Basta gravar um pequeno trecho da música no seu celular ou smartphone com o Track ID e em poucos segundos você terá as informações.
  • Tri-Band: Celulares e smartphones com o recurso Tri-Band suportam três tipos de frequências diferentes: 850/1800/1900 MHz para celulares aqui no Brasil e 900/1800/1900 MHz para celulares no exterior.
  • TV no celular: Primeiro foi desenvolvido os celulares ou smartphones que recebem o sinal analógico, que com uma antena retrátil embutida, capta o sinal e transmite a programação. Mas agora, com o advento do sinal digital, os celulares e smartphones possuem maior cobertura e imagens melhores. O sinal não trava mesmo com o celular ou smartphone em movimento ou em algum ambiente mais fechado.
  • Vídeo-chamada: Como o nome já diz, permite que duas pessoas, com celular ou smartphone compatível, falem uma com a outra com som e imagem. Apenas disponível para celulares ou smartphones que apresentam a tecnologia 3G.
  • Viva-voz: É uma função que permite uma comunicação sem a necessidade de colocar o celular ou smartphone no ouvido.
  • Voice-Over: É um recurso para facilitar a configuração e acessibilidade ao seu celular ou smartphone. Ele descreve o que está aberto no seu celular ou smartphone, podendo assim você utilizá-lo sem vê-lo.
  • WAP (Wireless Application Protocol): É um padrão internacional para aparelhos que utilizam conexão sem fio, como por exemplo, acessar a internet do seu celular ou smartphone. Não é qualquer página que você consegue acessar do seu celular ou smartphone, a página também deve estar editada para este tipo de acesso.
  • Windows Mobile: É um sistema operacional compacto, desenvolvido especialmente para smatphones e Pocket PC?s. São, resumidamente, os recursos do Windows para PC de uma forma mais leve e adaptada para o celular ou smartphone.
  • Zoom Óptico e Digital: A maioria dos celulares ou smartphone com câmeras possuem o recurso de zoom. Alguns mais modernos possuem um maior zoom óptico (real, sem alteração na imagem), mas muitos celulares ainda só possuem o zoom digital (fazem a alteração na qualidade de imagem).