Magazine Luiza

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Entrevista completa Alexandre Kalil no Bola da Vez da ESPN Brasil.

Bola da Vez é o programa de entrevistas da ESPN, com um entrevistado e vários entrevistadores, ao estilo do roda viva da TV cultura.
Nessa Terça-feira o Presidente do Atlético Alexandre Kalil foi o Bola da vez. Entre vários assuntos abordados (como a Contratação do Ronaldinho, do Cuca, do Leão, da Demissão do Celso Roth, a escolha entre jogar no Independencia e Mineirão, aposentadoria do Marques), houve algumas declarações polêmicas como o  Corinthians implodiu o clube dos 13, pois lhe estava prometido um estádio. O Maracanã será licitado para saber quem são as pessoas que irão explorar o Flamengo e Fluminense. O Ricardo Teixeira deixou abandonado o futebol Brasileiro...
Entre os entrevistadores Mauro Cezar Pereira, Paulo Vinícius Coelho, Leonardo Bertozzi, Arnaldo Ribeiro e João Palomino. Está aí a entrevista completa.


E aqui algumas repercusões:



Presidente do Galo revela que o Itaquerão foi “prometido” para o Corinthians se Andrés Sanchez derrubasse o Clube dos 13!!! E a tese de “torcida terceirizada” do Flamengo se confirma: Timão é hegemônico na Região Sudeste!!!


“O Andrés tinha um estádio prometido para detonar o Clube dos 13”.
Afirmação de Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, que encontrou o então mandatário alvinegro pouco antes da queda do grupo que repassava os direitos televisivos aos clubes brasileiros.
Em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, Kalil revelou a versão polêmica do Itaquerão, que Sanchez lhe havia dito “Kalil, estou ganhando um estádio”.
Verdade absoluta ou não, são informações contestatórias que levantam dúvidas sobre a idoneidade da nova arena corintiana.
Em contrapartida, o momento do campeão do mundo não pode ser melhor.
Em pesquisa recentemente publicada pela Pluris Consultoria, ficou constatada a superioridade da torcida alvinegra na Região Sudeste.
Com 20,3% contra 15,6% do Flamengo, o Timão é hegemônico em sua região.
Prova concreta que o Flamengo é e sempre será “torcida tercerizada”:
Na base do “sou Remo e Fla”, “Icasa e Fla”, “Tupi e Fla”, “Moto-Club e Fla”…



Kalil afirma que Andrés detonou o Clube dos 13 para ganhar Itaquerão

Do UOL, em São Paulo


  • Bruno Cantini/Site do Atlético-MG
    Presidente do clube mineiro também apontou futebol carioca como "vilão" Presidente do clube mineiro também apontou futebol carioca como "vilão"

O Itaquerão foi dado de presente a Andrés Sanchez. Essa é a opinião do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil. De acordo com o dirigente, o ex-mandatário do Corinthians recebeu o estádio como benefício para detonar o Clube dos 13.
Durante entrevista ao programa "Bola da Vez", da ESPN Brasil, Kalil revelou que o próprio Andrés comentou com ele que estava ganhando um estádio de presente para atuar ao lado da CBF e da Rede Globo no processo para esvaziar a entidade. No entanto, o dirigente atleticano negou que o ex-presidente do Corinthians tenha sido "vilão" no desentendimento que causou a queda do grupo e colocou o futebol carioca como culpado.
"Eu acho que o futebol carioca foi o grande culpado e vou explicar. O ex-presidente do Corinthians desde o início falou que ia sair e detonar (o Clube dos 13). O Andrés tinha um estádio prometido para detonar a mesa. Ele ia ganhar um estádio. Estou falando aqui porque ele falou comigo e não pediu segredo algum. Falei com ele e perguntei: 'Que sacanagem é essa?'. Porque ele é tudo, menos bobo. 'Kalil, estou ganhando um estádio'. Virei as costas e saí andando. Porque eu também se me dessem um estádio detonava a mesa. Então, ele foi o mais sincero que teve", afirma.
Apesar de negar a culpa de Andrés, Kalil afirmou que o ex-presidente do Corinthians cometeu um grande erro: ficar ao lado de Ricardo Teixeira e Kleber Leite.
"O errado é quem senta na reunião para defender os clubes e depois faz o que fez. O Andrés teve um erro de tudo isso. Foi disputar a eleição. Ele não podia ter disputado e trabalhado na eleição. Ele não pode disputar eleição, detonar e depois perdeu. Está errado. Ele era o cabo eleitoral do Ricardo Teixeira e do Kleber Leite. E a gente com o doutor Fabio Koff. Não discuto quem é melhor. Esse foi o grande erro do Andrés e acho que vai pagar isso na frente. Mas na hora que o futebol carioca se alinhou para dar o triplo do dinheiro ao Flamengo, acabou", disse.


Kalil fala de R10, contrato do Mineirão e Copa Libertadores em programa de TV

Mandatário deixou claro que o clube não pretende assinar acordo com o Mineirão


Publicação: Redação - Superesportes 16/04/2013 22:36

Rodrigo Clemente/EM/D.A Press

O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, participou do programa de entrevista Bola da Vez, no canal fechado ESPN, que foi ao ar nesta terça-feira, e comentou vários assuntos a respeito do Galo. Entre as pautas discutidas com os jornalistas, detalhes da contratação de Ronaldinho Gaúcho, a falta de acordo para jogar no Mineirão e a Libertadores ficaram em evidência.

Veja alguns pontos citados por Kalil durante a entrevista:

Nada de ingressos gratuitos

“O Atlético dá zero de ingresso para a torcida. Se alguém descobrir que o Atlético dá ingresso para torcida organizada, eu renuncio. Se alguém tem, é porque pagou. Eu não preciso pagar para ninguém torcer pelo Atlético. Isso é uma honra. E a torcida sabe que quanto mais avança na Libertadores, maior é o preço”.

Acordo com Independência e recusa ao Mineirão


“O mal que sair de Belo Horizonte fez ao Atlético foi terrível. O Atlético é parecido com o Corinthians, precisa de bafo no cangote. Deixa eu esclarecer a questão do Independência: ‘o Atlético tem a bilheteria toda e mais 50% de tudo que é comercializado no estádio. Então é isso que temos’. O Mineirão é o seguinte: ‘estou tranquilo para falar porque conversei com o governador Antônio Anastasia, com o senador Aécio Neves e estudei o edital. Pegaram o Mineirão e entregaram para um PPP. O público é governo e os privados são os clubes’. Estão tomando os estádios do futebol. Como estão fazendo no Maracanã, com Fluminense e Flamengo. Eles serão explorados na palavra. Essa é a discussão”.

“No Mineirão, eu tenho 54 mil ingressos e o estacionamento. Sabe quanto é a brincadeira Mineirão a preço de mercado hoje? O Mineirão, bem tocado, com 60% da ocupação, faz com que deixe de entrar para os clubes R$ 100 milhões de reais por ano. Está tudo inscrito. Calculei tudo isso multiplicando pelo dobro do que ganho no Independência. Para o jogo com o Villa Nova, eu pedi 40 lugares e eles estão vendendo, não cederam. Eu mandei avisar que não vou ao jogo. O Cruzeiro assinou um contrato com um bar e dois camarotes, mas é responsável por 70% da despesa. A luz que acende no camarote, que não é dele, ele tem que ajudar a pagar. O edital, que já é podre, é melhor que o contrato. Se Deus quiser, o próximo presidente, vai para um estádio próprio. Tem tudo para isso”.

Contratação de Ronaldinho

“O Cuca me ligou e disse: ‘presidente, nosso camisa 10 saiu do Flamengo’. Eu respondi que havia visto na internet, mas que não sabia o que ia acontecer. Aí ele me disse que havia ligado para o Assis e que ele queria falar comigo. Eu estava no Rio de Janeiro para contratar outro jogador. O Assis sentou, tive uma conversa com ele, escrevi no papel a proposta, entreguei na mão dele e ele foi embora para Porto Alegre. A mãe do Ronaldinho não estava bem, agora está bem graças a Deus. Ele me ligou dois dias depois, dizendo que queria que falasse tudo que falei com ele e eu embarquei para Porto Alegre”.

“Se alguém acha que o Ronaldinho é capaz de responder uma pessoa, fazer uma falta de educação, nunca conversou com o Ronaldinho. O Ronaldinho é um doce. Ele incomoda de tão dócil e doce que ele é. Acabei e falei: ‘Menino, você não fala, não?’. ‘Não, eu sou assim mesmo, presidente’. ‘E aí, vamos?’. Ele falou: ‘Que dia?’. ‘Amanhã’. Eu estava no lugar certo, na hora certa e deu certo”.

“Podia ter sido uma lambança. Mas contratar o Ronaldinho Gaúcho foi contratar por muito menos que 30 jogadores ganham no Brasil. Porque o Ronaldinho quer tudo, menos dinheiro. Para quem não sabe, ele é rico e é com força. Ele não precisa de dinheiro. Ele quer alegria, felicidade, adora jogar bola. No CT, se deixar, ele treina com bola até machucar a perna. Agora, se for para academia, ele é o primeiro a sair fora. Parece um menino no gosto de jogar futebol”

Libertadores

“É natural. O Atlético e o São Paulo estão disputando a competição mais importante. E o Atlético não vem para fazer amistoso. O São Paulo precisa do resultado. O respeito que temos pelo São Paulo é o respeito de quem quer tirá-los da competição por uma questão de respeito. Se eu puder escolher adversário, não escolho o São Paulo. Mas se vier também, como diz o velho chavão, quem sonha com a Libertadores não pode escolher”.

“A Libertadores seria uma realização como presidente e torcedor. O presidente é um torcedor. Sou tão atleticano quanto eles, a diferença é que a torcida não manda nada. Acho que merecemos, está na hora, está maduro. Posso não ser o presidente campeão, digo isso para tudo mundo, mas que o Atlético está prontinho para isso, está. Está prontinho para ganhar e colher tudo o que plantou. Agora se vai acontecer isso e se eu vou ser o presidente, eu não sei, mas que estamos muito perto disso, estamos”

terça-feira, 16 de abril de 2013

God of War: Ascension

GOD OF WAR: ASCENSION »  
Ascensão ao Olimpo  

Referência no universo da Sony, Kratos volta com melhorias na parte gráfica e na jogabilidade. Padrão de bons jogos da franquia se mantém


Publicação: Jornal Estado de Minas - 11/04/2013 - Caderno Inform@tica

O jogo conta a história de Kratos antes do primeiro God of war. O Ascension também apresenta um primoroso visual (Sony/divulgação)
O jogo conta a história de Kratos antes do primeiro God of war. O Ascension também apresenta um primoroso visual
 O ex-comandante do exército espartano se arrepende a cada segundo dos juramentos de lealdade feitos ao deus da guerra. Após a batalha em que o pacto com Ares foi feito, Kratos percebeu que foi enganado. A mesma divindade  a quem jurara fidelidade, tiraria a vida da mulher e da filha. O espartano, então, tomado pela cólera, quebraria o pacto, despertando a atenção das três fúrias, responsáveis por manter o juramento do povo aos deuses com quem se aliou. Kratos estava fadado a ser preso nas prisões de Hecatônquiro, o gigante — e primeiro a quebrar o juramento. Mesmo imerso no arrependimento, ele se mantinha por uma verdade que preferia acreditar: antes da maldição, havia sido humano.

É nessa atmosfera de caos que o jogador se encontra em God of war: ascension, um dos destaques na conferência da Sony na E3 do ano passado. O jogo conta a história de Kratos antes do primeiro God of war. Continuando o legado dos três jogos anteriores para consoles caseiros, Ascension também apresenta um primoroso visual. Além das cenas de corte muito bem amarradas à jogabilidade, as texturas e os gráficos  estão mais detalhados e realistas, facilitando a imersão no universo idealizado pela Santa Monica Studios.

O acabamento dos personagens é outro aspecto que vale a pena destacar. Kratos, por exemplo, parece mesmo estar coberto por cinzas, a despeito dos outros jogos, em que parecia pintado com tinta guache branca. Os inimigos do espartano e os monstros também estão mais assustadores e bizarros.

A mecânica de combate também faz parte do conjunto de melhorias construídas pelos desenvolvedores. Os Quick time events (quando o jogador tem de apertar os botões que aparecem na tela para continuar determinados momentos ou golpes) estão mais bem elaborados e aparecem, inclusive, na exploração dos cenários. O destaque na jogabilidade vai tanto para o botão R1, que permite agarrar o inimigo enquanto Kratos pode atacar outro, ou jogá-lo em cima dos demais, quanto o medidor de raiva, uma barra de energia que se enche conforme as sequências de golpes vão sendo executadas. Quando cheia, os ataques são melhorados, causando mais dano, e uma magia pode ser solta — de acordo com o nível dela.

A evolução e a variedade de armas, aspecto clássico desde o primeiro jogo da série (e inspirado nas evoluções que acontecem no gênero RPG), podem deixar o jogador preso por horas à tela. Cada uma das quatro variações de armas pertence a um deus. Ares, Hades, Poseidon e Zeus oferecem diferenciadas técnicas ao jogador, que pode evoluir tanto as armas quanto os poderes agregados a elas no decorrer do jogo.A inovação que talvez mais chame atenção no jogo inteiro é um artefato que permite que Kratos destrua ou construa os gigantescos cenários.

Uma das partes empolgantes é quando o espartano tem de passar por vários quebra-cabeças — outra característica preponderante na série — reconstruindo uma estátua enorme de Apolo que está aos pedaços no mar, e, ao fim, volta a sua forma, sem dano algum.

FRAQUEZAS Alguns problemas, porém, chegam a comprometer a experiência do jogo e a paciência do jogador. Bugs no carregamento de novos cenários ou na destruição e na reconstrução deles em alguns quebras-cabeças podem fazer o jogo travar, obrigando o reinício. Algumas dessas falhas atrapalham as jogadas. Os efeitos sonoros têm falhas grotescas, como quando Kratos pula de uma parte muito alta do cenário, e, assim que cai no chão, não há efeito nenhum. O áudio é salvo pelas fantásticas atuações na dublagem e a trilha sonora marcante.

A história de Ascension não é tão atraente quanto às dos jogos anteriores. O foco, desta vez, é mostrar Kratos como um ser humano comum, antes de se tornar o deus da guerra. Porém, são poucas as cenas em que ele é visto como um homem normal ou junto da família.


ESTRELA SO SHOW
Com o esperado The last of us, God of war: ascension foi o jogo de maior destaque da Sony na E3 do ano passado. Como é comum em suas conferências, a empresa abriu a apresentação com um vídeo reunindo grandes games de seus consoles. Quando as cenas de Ascension apareciam na tela, a plateia as recebia vibrando calorosamente. No evento, foi também quando os jogadores testaram o jogo pela primeira vez. Ascension inclusive teve direito a um comercial em live action, de dois minutos, no intervalo do Super Bowl deste ano.


ESPARTANO VERDE E AMARELO
A dublagem de God of war: ascension é a primeira da série feita inteiramente em português do Brasil. Muito bem interpretada pelos dubladores, a ação da Sony evidencia ainda mais a importância que o mercado brasileiro tem tido para as grandes produtoras de jogos. Ubisoft, Rockstar e Blizzard são outros exemplos de empresas que fizeram jogos com tradução, menu ou legendas inteiramente em português, o que, até então, não era comum no país.




Home Page Oficial: godofwar.playstation.com/
Blog em português: http://godofwar.playstation.com/pt-br/blog/  






God of War: Ascension

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
God of War: Ascension
Capa oficial com o protagonista Kratos
Desenvolvedora SCE Santa Monica Studio
Publicadora(s) Sony Computer Entertainment
Diretor Todd Papy
Escritor(es) Marianne Krawczyk
Compositor(es) Tyler Bates (principal)
Timothy Williams
Motor Santa Monica's God of War III Engine (refeito)
Plataforma(s) PlayStation 3
Série God of War
Data(s) de lançamento AN12 de Março de 2013
BR12 de Março de 2013
EU13 de Março de 2013
AU14 de Março de 2013
RU15 de Março de 2013
Gênero(s) Ação-aventura, "Hack and slash"
Modos de jogo Um jogador, multijogador
Classificação Inadequado para menores de 18 anos  DEJUS (Brasil)
Inadequado para menores de 17 anos  ESRB (América do Norte)
Inadequado para menores de 18 anos PEGI (Europa)
Mídia Disco óptico

God of War: Ascension é um jogo de video de acção/aventura, produzido pela SCE Santa Monica Studio e publicado pela Sony Computer Entertainment em exclusivo para a PlayStation 3. É o sexto titulo da série God of War e o primeiro a ter multijogador.
God of War: Ascension foi lançado lançado a 12 de Março de 2013 na América do Norte e Brasil, a 13 de Março de 2013 na Europa e nas regiões PAL, 14 de Março de 2013 na Austrália e Nova Zelândia e 15 de Março de 2013 no Reino Unido e Irlanda.
A jogabilidade de God of War: Ascension é similar aos seus antecessores. Foca-se em combates de combos, conseguido seja com a arma principal do jogador (as Lâminas do Caos) seja com armas secundárias adquiridas ao longo do jogo. O jogo irá ter eventos quick-time melhorados que requerem que o jogador complete várias acções no controlador numa sequência de tempo para assim derrotar inimigos e chefes mais fortes. O jogo também tem elementos de puzzles e plataformas. Em adição à jogabilidade similar, também tem um sistema de combate e de armas melhorado, novas mecânicas de jogabilidade e conteúdo transferível. Uma beta do multijogador decorreu entre 12 de Dezembro de 2012 e 21 de Janeiro de 2013
Baseado na mitologia grega e a decorrer na Grécia Antiga, o jogador controla o personagem Kratos que tenta cortar os laços com o Deus da Guerra, Ares, - que enganou Kratos levando-o a assassinar a sua família - ao derrotar as três Fúrias. Ascension é cronologicamente o primeiro capitulo da série, fazendo parte de uma saga em que a vingança é o tema central.
God of War: Ascension foi no geral bem recebido pela critica especializada conseguindo uma média de 80/100 no site Metacritic e de 80.11% no GameRankings. Os elogios dirigiram-se mais para os gráficos e para a jogabilidade enquanto que a história, por falta de ideias, foi a principal fonte de criticas. O multijogador, novo na série, teve uma recepção variada nas análises.

Jogabilidade

Um Jogador

O modo para um jogador irá ter um sistema de combate e de armas "renovado", "rápidos" mini-jogos e novos puzzles. A Sony mencionou "fluido, personagens com vida, efeitos de luz dinâmicos, e cenários de mundos em mudança". A história é "um pouco mais curta" que os jogos anteriores de God of War.
Na E3 2012, foi mostrada uma pequena demo do modo para um jogador com novas mecânicas de combate. Santa Monica desenvolveu o sistema de combate de modo a ser mais imersivo e poderoso com um novo sistema de corrente permitindo aos jogadores rodar os inimigos como uma bola de demolição, enquanto mantém o ataque das lâminas ao mesmo tempo, tanto no ar como no chão. O novo sistema de "armas mundiais" permite a Kratos roubar as armas aos inimigos e usá-las a seu favor. Os jogadores poderão agora com mais facilidade trocar de armas principais e sub-principais durante os combos.
Santa Monica também melhorou os eventos quick-time, substituindo algumas solicitações de botões por um sistema mais livre. Enquanto no mini-jogo, os jogadores têm de se focar quanto devem atacar e desviar baseados nas ações dos inimigos, ao invés da solicitação de botões.
A demo também mostrou a mecânica Life Cycle. Kratos pode usar esta habilidade para controlar o tempo em vários objectos para poder assim resolver enigmas e também para gelar os inimigos durante os combates. Novos inimigos também foram revelados como o Elephantaur e a besta maritima Charybdis.

Multijogador

The Desert of Lost Souls, um dos mapas multijogador: jogadores lutam entre si com o ciclope Polifemo ao fundo.
God of War: Ascension tem um modo de multijogador online até oito jogadores, com um pequeno elemento da história. Jogadores podem entrar em equipas de quatro jogadores ou sozinhos, e tentarão ter controlo do mapa para ganharem recompensas dos deuses, contudo os jogadores terão de primeiro vender a alma do seu campeão a uma das quatro entidades: Ares, Hades, Zeus ou Posidão. Cada Deus oferece um estilo e habilidades de combate únicas. Os jogadores também podem desbloquear poderes mágicos, novas armaduras e melhorar as que já possuem, relíquias e outros tesouros, à medida que vão ganhando pontos de experiência (XP) para aumentar o nível do seu Guerreiro. O estilo de ataque do jogador alinhado com o seu Deus é critico para o caminho que o seu Guerreiro irá seguir.
No modo Team Favor of the Gods, duas equipas de quatro jogadores tentam acumular um certo numero de pontos para chegar à vitória. Os pontos, conhecidos como "Favor", são obtidos através de mortes ou por outros métodos, como coleccionar tesouros. Quando os jogadores não estão no ataque, podem ajudar a sua equipa a acumular pontos capturando altares, coleccionando esferas vermelhas dos baús ou colocando armadilhas contra os jogadores adversários. Todos os mapas contêm poderes especiais, como as Botas de Hermes para maior velocidade, que fornecem uma breve vantagem. Também há o regular Favor of the Gods, com quatro jogadores e sem equipas.Adicionalmente, também haverá o modo Capture the Flag que usa os mapas maiores. Irá ser revelado um quarto modo. Cada mapa é baseado numa localização da série God of War (e.g. The Desert of Lost Souls de God of War e Forum of Hercules de God of War III).
Uma demonstração antecipada do modo Team Favor of the Gods no mapa The Desert of Lost Souls,mostra uma luta entre espartanos e troianos a favor dos deuses. O ciclope titã Polifemo ataca os guerreiros enquanto eles lutam para controlar pontos no mapa. As zonas contestadas contém engrenagens mecânicas que controlam ligações ao ciclope gigante. Depois de capturarem as múltiplas engrenagens que controlam as correntes de Polifemo e obterem um certo numero de pontos (Favores), os deuses oferecem à equipa vencedora a Lança de Olimpo, dando-lhes o poder necessário para derrotar o gigante. O modo oscila entre ataque e defesa, forçando a equipa que ataca a defender os territórios ganhos ao mesmo tempo que tenta derrotar Polifemo. Se a equipa que defende ganha de novo o controlo das áreas, Polifemo regressa à sua posição original e a Lança é perdida.

Sinopse

God of War: Ascension foca-se na história de Kratos na busca de redenção, devido aos seus pecados do passado ​​e no aumento da sua ira para se libertar do vinculo que o liga a Ares.O jogo decorre seis meses depois de Kratos ter assassinado a sua mulher e a filha.A Joystiq confirma que os jogadores "terão o Kratos mais humano de sempre", enquanto que o director Todd Papy diz que o jogo "dará às pessoas um olhar mais humano sobre Kratos, para os fãs poderem relacionar-se mais com ele e compreender algumas das coisas pelas quais ele passou quando era mais jovem."Papy também confirmou que Kratos terá as "Lâminas do Caos" e que a história terá lugar depois deste ter vendido a sua alma a Ares.
Durante a PAX 2012, o Estúdio de Santa Monica anunciou que as três Fúrias (que Kratos tem de derrotar para quebrar a ligação que tem com Ares) são as principais antagonistas do jogo. Megaera, uma das Fúrias, foi apresentada num novo video.

Previsão

A 1 de Fevereiro de 2013, Santa Monica mostrou os primeiros 30 minutos de God of War: Ascension à imprensa, a mesma demo lançada mais tarde a 26 de Fevereiro. O jogo começa com um filme narrado por Linda Hunt que conta a história em que antes da era dos Titãs e da governação pelos deuses do Olimpo, houve uma grande batalha entre os Primordiais, as criaturas que criaram a Terra, que durou uma eternidade. Dessa guerra, nasceram as Fúrias, as guardiãs da honra executoras da punição. Zeus não receava as Fúrias porque elas só procuravam a retribuição de quem se considerava culpado. O primeiro destes traidores foi Aegaeon, o Hecatônquiro. Aegaeon prometeu juramento a Zeus, mas traiu o Rei dos Deuses. As Fúrias capturaram-no e torturaram a criatura. Em vez de matarem Aegaeon, as Fúrias transformaram-no em pedra - fazendo dele uma prisão gigante para os malditos — um símbolo para todos aqueles que ousassem trair um Deus.
O jogo começa com Kratos aprisionado por ter quebrado o juramento feito ao Deus da Guerra, Ares. Megaera, uma das três Fúrias, aparece para oferecer a Kratos a sua punição diária. Enquanto Megaera tortura Kratos, ela acidentalmente destrói uma das correntes que prendem Kratos. Com o seu tronco livre, Kratos ataca e liberta as Lâminas do Caos, que as suas correias estavam a ser usadas para prender os braços de Kratos. Kratos persegue Megaera, lutando contra vários inimigos no processo. Eventualmente consegue apanha-la, e Megaera começa a acordar o Hecatônquiro. A prisão onde Kratos estava revela-se ser Aegaeon, em que os braços da criatura começam a ganhar vida e a atacar Kratos.

Personagens

O protagonista do jogo é Kratos (voz original de Terrence C. Carson), um guerreiro espartano que quebrou o seu juramento de sangue com Ares (voz de Steven Blum), Deus da Guerra. Outros personagens incluem Zeus (Corey Burton), Poseidom (Gideon Emery), Hades (Fred Tatasciore), a esposa de Kratos Lysandra (Jennifer Hale), o Guardador da Jura Orkos (Troy Baker), o Oráculo de Delphi, Aletheia (Adrienne Barbeau), Castor e Pólux (David W. Collins e Brad Grusnick), Hércules (Kevin Sorbo), Arquimedes (Simon Templeman), e as três Fúrias: Megera (Nika Futterman), Alecto (Jennifer Hale) e Tisífone (Debi Mae West).

Desenvolvimento

God of War
(Cronologia Fictícia)

Ascension
Chains of Olympus
God of War
Ghost of Sparta
Betrayal
God of War II
God of War III

John Hight, director do SCE Santa Monica Studio, alertou a Joystiq que "enquanto God of War III concluiu a trilogia, mas não é o fim da série", afirmando "que iremos ter muito cuidado com o que iremos fazer a seguir."[24]
Revelações que um novo capitulo da série God of War começaram no inicio de 2011. Em março de 2011, um CV pertencente a um animador apareceu na Internet referenciando "God of War 4 teste cinemático". No entanto, o animador em questão afirmou logo de seguida que não tinha nada a ver com a série da Sony. Em abril, a revista PSM3 ouviu de uma fonte que "trabalha muito perto com o universo de God of War" que um novo capitulo da série seria lançado por volta de setembro de 2012. Um mês depois os rumores foram reforçados pela Official PlayStation Magazine, reportando e também sugerindo que God of War 4 iria ter componente online.Por volta da mesma altura, um retalhista da Nova Zelandia listou God of War 4 para lançamento em 2012.
No inicio de 2012, o compositor Timothy Williams referiu-se a God of War 4 no seu CV como um dos projectos em que estava a trabalhar. Também David Thornfield, um animador do estúdio House of Moves, listou God of War 4 no seu "LinkedIn".
A 12 de abril de 2012 foi publicada uma imagem de promoção na página oficial da PlayStation no Facebook com o texto: "A Vingança trará Redenção?" levantando a especulação de que a imagem da Sony teria a ver com os rumores já antigos sobre um novo capitulo da série God of War; reforçado ainda mais essa ideia a aparência das letras "GOW" na URL completa da imagem, mais especificamente, "gowa_fb".
Um video oficial foi revelado a 19 de abril,mas no entanto a Amazon revelou-o um dia mais cedo, juntamente com a imagem da capa do jogo ainda em desenvolvimento.No filme narrado pela titã Gaia (voz de Linda Hunt), ela fala sobre a vida de Kratos no tempo antes de ele se ter tornado no "Fantasma de Esparta" quando não estava "ligado ao sangue". O video revelou que o nome do jogo é God of War: Ascension sugerindo que seria uma prequela da série.
A mais ambiciosa aventura de God of War até à data, God of War: Ascension leva-nos para onde tudo começou. Descobre a origem de Kratos, quando ele dá os primeiros passos na sua lendária busca de liberdade e vingança.
Descrição oficial da Sony.
A 30 de abril de 2013 foi confirmado que Ascension terá uma componente para multijogador. O director Todd Papy notou que o motor de God of War foi refeito para ter multijogador para oito jogadores, abrindo a porta a possibilidades nunca antes vistas na série. Cada personagem no multijogador é construído com base nas animações estabelecidas para Kratos, explicando por isso que não irá haver personagens femininas e também que estas "ficam estranhas com aqueles equipamentos" diz Papy. O director Papy confirmou que Kratos e outros deuses conhecidos não irão ser incluídos no multijogador como personagens jogáveis porque não queriam "Kratos vermelho, Kratos azul, Kratos amarelo...". A decisão da sua não inclusão "ajuda a balancear o jogo enquanto os jogadores lutam uns contra os outros."
Na conferência de imprensa da Sony durante a E3 em junho de 2012, foi confirmado que o lançamento do jogo na América do Norte seria a 12 de março de 2013. Uma demonstração do modo para um jogador (campanha) foi exibido, revelando novas mecânicas e sistemas de combate. A 4 de junho no PlayStation.Blog, Papy confirmou que God of War: Ascension poderá ser jogado em estereoscopia 3D: "estamos a criar o jogo de uma maneira inteligente para o 3D e não apenas uma experiência convertida." No entanto o 3D foi mais tarde retirado.Papy também confirmou uma Edição de Coleccionador, com uma estátua de 20cm de Kratos. Novas características do mapa multijogador foram mostradas num video durante a Gamescom 2012.
A 31 de Agosto durante a PAX 2012, o director Todd Papy, o designer principal Mark Simon, o designer de personagens Patrick Murphy e a escritora da série God of War, Marianne Krawczyk, hospedaram um painel de discussão sobre as origens God of War: Ascension e providenciar um "olhar nuca antes visto" na evolução de Kratos. A equipa criativa revelou um novo Chefe no jogo – Megaera – umas das três Fúrias, as principais antagonistas no jogo. Mark Simon realçou que o botão circulo mudou de função: em vez de se usar o botão para abrir cofres ou para activar os "eventos rápidos", agora o botão circulo irá ser usado em conjunto com combinações, permitindo a Kratos roubar armas dos inimigos e dar murros ou pontapés contra inimigos não armados. Todd Papy também revelou que a deusa Artemis foi considerada como uma personagem jogável, oferecendo várias opções de combate a Kratos. A personagem aparentemente teria sido meio-humana e meio-felina, com cabeço e tronco de mulher e pernas de leoa. Artemis acabou por ser retirada do jogo, apesar de Papy afirmar que gostaria de explorar a possibilidade de usar outros deuses no futuro.
A 22 de Outubro de 2012, foi mostrado um novo video do multijogador mostrando as habilidades e poderes dos jogadores que alinharem com Zeus.No Spike GameTrailers TV (GT TV) a 8 de Novembro foi revelado um novo video, desta vez a mostrar as habilidades e poderes dos jogadores se aliarem a Ares. GT TV também mostrou um novo mapa para o multijogador, o "Forum de Hércules" (de God of War III), um mapa de quatro jogadores com o personagem Hércules e o modo "Favor of the Gods". Todd Papy também anunciou que haverá mais informações relativas ao modo para um jogador depois do lançamento da beta. Um novo video da campanha foi lançado a 19 de Janeiro de 2013, juntamente com a noticia de que irá ser lançada em Fevereiro uma demo para um jogador diferente da mostrada durante a E3. Um video com o nome "From Ashes", que foi mostrado durante o Super Bowl XLVII, foi lançado a 1 de Fevereiro de 2013 com duas imagens do jogo.Juntamente com a demo lançada a 26 de Fevereiro de 2013, foi mostrado um novo video da história.

Beta Multijogador

Uma beta mundial do multijogador de God of War: Ascension foi anunciada na Gamescom 2012. Os subscritores do serviço PlayStation Plus (e outros escolhidos) tiveram acesso à beta em primeira mão, antes do lançamento público.Visitantes do painel de God of War na PAX 2012 receberam um voucher para um mês de subscrição na PlayStation Plus, que lhes deu acesso à beta. Os jogadores que experimentaram a experiência social "Rise of the Warrior" em GodofWar.com e que estavam na equipa de Esparta tiveram acesso exclusivo à beta uma semana antes, que começou a 12 de Dezembro (a equipa de Troia teve acesso a 17 de Dezembro). Adicionalmente, de 30 de Novembro a 7 de Dezembro, Santa Monica permitiu que jogadores da SCEE se inscrevessem para serem escolhidos aleatoriamente e assim terem acesso à beta.A 12 de Dezembro de 2012, juntamente com o video do multijogador "Evil Ways", Santa Monica anunciou que os subscritores do serviço PlayStation Plus tiveram acesso à beta a partir de 8 de Janeiro de 2013. A beta incluia os mapas Desert of Lost Souls (oito jogadores) e o Forum of Hercules (quatro jogadores),ambos com o modo Favor of the Gods. Também foi dado ao jogador a possibilidade de escolher entre favorecer Ares ou Zeus. A beta foi fechada a 21 de Janeiro de 2013.

Musica

God of War: Ascension - Original Soundtrack from the Video Game foi composta por Tyler Bates (compositor principal) e Timothy Williams.Foi lançada como conteúdo transferível pela Sony Computer Entertainment na compra de God of War: Ascension - Collector's Edition ou da Special Edition.
Lançamento
God of War: Ascension foi lançado a 12 de Março de 2013 na América do Norte, 13 de Março na Europa e nas regiões PAL,14 de Março na Austrália e Nova Zelândia e 15 de Março no Reino Unido e Irlanda.[7] Todos os exemplares de God of War: Ascension terão acesso antecipado à demonstração de The Last of Us da Naughty Dog. Na América do Norte, todas as cópias têm um código para descarregar as personagens Zeus e Isaac Clarke para o jogo PlayStation All-Stars Battle Royale. A 26 de Fevereiro de 2013 foi editada uma nova demo, "A Prisão dos Malditos", disponível na PlayStation Store para transferir. Os participantes de Rise of the Warrior que faziam parte da equipa de Esparta tiveram acesso antecipado à demo a 20 de Fevereiro. A demo inclui os primeiro 30 minutos do jogo.

Marketing

Conteúdo de God of War: Ascension – Collector's Edition.
Em junho de 2012 a SCE Santa Monica Studio anunciou God of War: Ascension - Collector's Edition para a América do Norte. O pacote contém uma estátua de Kratos de 20cm, uma caixa de aço, e conteúdo digital exclusivo disponível via PlayStation Network que inclui a banda sonora oficial do jogo, um tema dinâmico para a PS3, um conjunto de avatares PSN, dupla pontuação para o multijogador, e uma palavra passe para desbloquear futuros conteúdos sem custo extra. A 30 de Agosto de 2012, Santa Monica também anunciou a Collector's Edition para territórios da SCEE. A God of War: Ascension – Special Edition também foi anunciada e terá o mesmo preço que a edição normal. Inclui uma caixa de aço especial e o conteúdo digital disponível na Collector's Edition, excepto a palavra passe para os lançamentos futuros.
As pré-reservas para Collector's Edition começaram a 4 de junho. Alguns retalhistas estão também a oferecer o "Mythological Heroes Multiplayer DLC Pack" como bónus por ter reservado a Collectors' Edition.O "Mythological Heroes Multiplayer DLC Pack" inclui a armadura de Aquiles, Perseu, Orion e Odisseu para uso no multijogador. Juntamente com o pacote DLC, a GameStop está a oferecer como bónus de pré-reserva para usar no multijogador a lança e a armadura do Rei Leónidas, como foi retratado por Gerard Butler no filme 300 de 2007, e um poster de dois lados com 22x28 de God of War: Ascension.Por tempo limitado, todas as cópias de God of War: Ascension compradas na Best Buy incluem a arma Mjölnir (o martelo de Thor), inspirado na série de TV, Vikings.
Foi anunciado a 9 de outubro de 2012, que a demo revelada durante a E3 2012 será incluída com os primeiros exemplares de Total Recall: Director's Cut em Blu-ray e no pacote Blu-ray/DVD, que foi lançado a 18 de dezembro de 2012.
Anunciado a 31 de Janeiro de 2013 para a América do Norte, e disponível por tempo limitado será a edição God of War: Ascension - Legacy Bundle. O pacote inclui o jogo God of War: Ascension, a colecção God of War Saga (God of War, God of War II, God of War III, God of War: Chains of Olympus e God of War: Ghost of Sparta), um mês de subscrição na PlayStation Plus e uma PlayStation 3 vermelha. Para a Europa a Sony anunciou o pacote que inclui a edição especial de God of War: Ascension, um comando DualShock 3 personalizado e uma PlayStation 3 de cor branca. Em Portugal a pré-reserva de Ascension inclui 90 dias de subscrição de PlayStation Plus, o conteúdo da Special Edition e um código para descarregar o "Mythological Heroes Multiplayer DLC Pack".

Rise of the Warrior

Em Outubro de 2012 foi anunciado que os jogadores podem participar no "Rise of the Warrior" - uma nova experiência social em GodofWar.com. Nesta novela gráfica, desenhada por Christopher Shy, os jogadores "vivem [a sua] jornada do guerreiro" e "embarcam na busca pela redenção que o leva [jogadores] a tornar-se o próximo Campeão dos Deuses." Os jogadores podem escolher alinharem-se por Esparta ou por Troia e competem em desafios sociais. Inicialmente as equipas competiam para ganharem para o seu exército uma semana de acesso antecipado à beta (que começou a 12 de Dezembro), e 30 dias de PlayStation Plus, o qual foi ganho pelos Espartanos (os Troianos tiveram acesso à beta a 17 de Dezembro). Adicionalmente os jogadores receberam ainda conteúdo para desbloquearem na versão final do jogo, juntamente com armas e armaduras exclusivas para o multijogador para os jogadores que conseguiram a posição "Campeão dos Deuses". "Rise of the Warrior" conta uma história anterior à do jogo e continua até ao lançamento de God of War: Ascension. O desafio seguinte deu à equipa vencedora (Esparta) acesso antecipado à demo da campanha no dia 20 de Fevereiro de 2013. A demo ficou disponível para todos os utilizadores a 26 de Fevereiro na América do Norte e a 27 de Fevereiro na Europa.

Conteúdo transferível

Em adição ao conteúdo encontrado na Collector's Edition, nos bónus das pré-reservas e nos bónus do jogo social Rise of the Warrior, Ascension irá ter conteúdo transferível pós lançamento. Todos os mapas para o multijogador disponibilizados depois do lançamento serão gratuitos para os possuidores da palavra passe (Season Pass) disponível apenas na Collector's Edition.

Recepção


 

Resenha crítica
Publicação Nota
Destructoid 9/10
Digital Spy 4/5 starsStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg
Edge 7/10
Eurogamer 9/10
Game Informer 8/10
GameSpot 8/10
GamesRadar 3.5/5 starsStar full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg
GameTrailers 8.3/10
IGN 7.8/10
Joystiq 3.5/5 starsStar full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg
Official PlayStation Magazine 8/10
PlayStation LifeStyle 8.5/10
Polygon 7/10
The Telegraph 4/5 starsStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg
TechTudo 8/1
VideoGamer 7/10
Pontuação global
Publicação Nota média
Metacritic 80/100
GameRankings 80.11%
God of War: Ascension foi no geral bem recebido pela critica especializada conseguindo uma média de 80/100 no site Metacritic e de 80.13% no GameRankings. Os elogios dirigiram-se mais para os gráficos e para a jogabilidade enquanto que a história, por falta de ideias, foi a principal fonte de criticas. O multijogador, novo na série, teve uma recepção variada nas análises.
Stephen Totilo da Kotaku diz que a campanha do jogo está dividida em duas partes, a primeira parte aborrecida e a segunda que absorve por completo a primeira porque "altera e aperfeiçoa o combate da série num arsenal que se sente glorioso de empunhar." Também diz que o jogo tem como ponto forte o trabalho de câmara que é "maravilhoso" e que "a série continua a ser a rainha de todos os jogos com câmaras fixas. A cinematografia é surpreendente."
A Destructoid deu 9/10 afirmando "God of War nunca pareceu melhor e nunca jogou melhor que isto. Kratos nunca foi mais interessante e profundo que isto. Elevaram tanto a fasquia que não tenho ideia nenhuma de como é que vão conseguir fazer melhor." O critico elogiou as novas mecânicas de jogabilidade, e o motor de jogo melhorado "desde as texturas, as animações, a luz ultra-realista, existe um brilho e um polimento que corre durante todo o jogo e que faz deste a partida perfeita da PS3". Conclui a análise dizendo "Sony Santa Monica deve estar orgulhosa. Os fãs da série devem estar orgulhosos." Similarmente, Hollander Cooper da GamesRadar escreveu que "Kratos batalha contra alguns dos mais impressionantes inimigos com que já lutou", continuando "amplificado pelos visuais incríveis de Ascension, não são só apenas os melhores da série, mas um dos mais impressionantes da PlayStation 3". No entanto foi critico ao dizer que o jogo tem "falta de personalidade" é muito difícil nalgumas secções e que o multijogador é "imemorável". Anibal Gonçalves da Eurogamer deu 9/10 e tem uma opinião diferente do multijogador chamando-o "viciante" e um "compromisso agradavelmente diferente" já sobre a campanha diz que "apesar de ser um pouco mais do mesmo, traz um sistema de combate restruturado, puzzles inteligentes e visuais de topo".
A Game Informer diz que "Apesar das suas falhas, God of War: Ascension é um bom jogo. A acção é divertida, os gráficos são impressionantes, e os jogadores são constantemente puxados a partir de um momento de alta adrenalina para outro. Mas também é decepcionante. Os fãs estão acostumados a apostas cada vez maiores e a uma escala crescente que fazem Kratos atingir alturas divinas, mas Ascension prova que ele afinal é mortal."
A GameSpot deu 8/10 e diz que Ascension tem como pontos fortes o combate e os gráficos que dão um "impressionante sentido de escala, usada para grande efeito". Como pontos fracos refere o multijogador que tem "falta de originalidade e de modos de jogo".
Joystiq diz que a campanha faz "pouco para percebermos a história de Kratos" e que o multijogador é quando God Of War começa a "decair" e conclui dizendo que Ascension "é um automóvel a ser conduzindo ao sabor do espectáculo dos seus antecessores, sem nunca conseguir ultrapassá-los." A Polygon deu 7/10 e diz que o jogo está partido em duas partes e que juntas não ficam coesas. Do multijogador escreveu que "consegue fazer de God Of War um jogo cooperativo e competitivo mas não tem a profundidade de existir por si próprio". Já da campanha diz que é "derivada e sem uma confiança forte que fez da série uma peça de mostruário para jogos cinematográficos de acção." Anthony Severino da PlayStation LifeStyle tem a mesma opinião da história chamando-a "rotineira" mas diz que Ascension tem como pontos fortes o multijogador porque "trouxe longevidade e frescura à série", o combate, os puzzles e a duração da campanha. Diego Borges da TechTudo deu 8/10 e tem a mesma opinião da história dizendo que é "pouco convincente" mas diz que Ascension tem como pontos fortes a jogabilidade, os gráficos e o multijogador.
A VideoGamer diz que se "a campanha parece um pouco fraca, a componente multijogador mostra claramente que as prioridades do produtor estavam noutro lugar [...] inventivo, e uma adição surpreendentemente substancial, que tem mais ideias frescas num único mapa do que em toda a campanha para um jogador." Também refere que os gráficos de Ascension são "tão bonitos tanto quanto fica a brutalidade gratuita."
Alex Simmons da IGN diz que Ascension é o jogo mais fraco da série dizendo que a "história é para esquecer" e que se por vezes parece "inacabada" e que o multijogador "foi uma oportunidade desperdiçada", no entanto, diz que o jogo tem como pontos fortes a jogabilidade e que os gráficos têm uma "apresentação imaculada".
Uma certa secção do jogo com o nome "Teste de Arquimedes" foi considerada pelos críticos e por jogadores como exageradamente difícil e muito injusta. A GamesRadar diz que "[testa] a tua paciência, em vez da tua perícia--incluindo aquela que é sem duvidas a secção mais dificil de um jogo God of War, por todas as más razões". A IGN tem a mesma opinião e diz que "irá frustrar mesmo o melhor dos jogadores". A Game Informer diz que demorou "uma hora de mortes constantes na dificuldade normal antes de conseguir ultrapassar". Em resposta a Sony confirmou que pretende ajustar a dificuldade da missão e Todd Papy, director do jogo, confirmou que uma actualização já está a ser desenvolvida.

Controvérsia

Após algumas queixas, tanto da comunidade de jogadores como de alguns críticos, o estúdio Santa Mónica decidiu mudar o nome de um dos troféus do jogo numa futura actualização, de "Bros Before Hos" (inglês para: Manos Antes de Vadias) para "Bros Before Foes". O troféu, desbloqueado depois do protagonista Kratos matar uma das três Fúrias, foi considerado ofensivo e um exemplo de misoginia.



12/03/2013

Análise: God of War: Ascension

Claudio Prandoni (análise do multiplayer por Rodrigo Guerra)
Do UOL, em São Paulo
  • Pontos Positivos
  • Visual impressionante
  • Combate refinado
  • Puzzles engenhosos
  • Multiplayer bom
  • Pontos Negativos
  • Muito fácil
  • História fraca

Considerações

 
"God of War: Ascension" é prova da maturidade e incrível competência do estúdio Sony Santa Monica. A aventura retrô de Kratos alias gráficos absolutamente incríveis (alguns dos mais bonitos já vistos no PS3) com um sistema de combate dinâmico e envolvente - e para o público brasileiro ainda faz bonito com excelentes legendas e dublagem em português.

"Ascension" ainda traz de surpresa uma boa quantidade de quebra-cabeças elaborados para resolver pelo caminho que brilham ainda mais por conta de alguns dos equipamentos mais criativos da série.

Pena que o primor técnico venha ao custo de dificuldade e qualidade na história. Assim como os episódios anteriores, o jogo flui de forma primorosa, alternando exploração, enigmas e lutas com maestria, mas abre mão de combates mais complicados - dá para terminar o game sem usar o botão de defesa e o chefão final é um embate emocionante, mas fácil de vencer.

Por outro lado, o enredo carece daquele clima épico da trilogia original. Os duelos contra criaturas imensas ajudam a criar essa atmosfera, mas a história parece forçar demais algumas situações e não cumpre de forma competente a promessa de mostrar o lado mais humano de Kratos.

Já o modo multiplayer não ofende nem é essencial, mas consegue divertir, principalmente no modo cooperativo, que rende horas de desafio na medida para você e mais um amigo. Porém, há um sério problema de desequilíbrio nos modos competitivos, onde basta levar um combo bem dado para ser derrotado.

Introdução

O final de "God of War III" não deixou muito espaço para uma nova aventura de Kratos logo na sequência, mas isso não impediu os fãs do herói de clamarem por mais.

Assim, a Sony volta no tempo para contar uma história que antecede a trilogia original de "God of War" e mostrar o espartano Kratos enfrentando as Fúrias, um trio de irmãs dedicadas a fazer cumprir a vontade dos deuses do Olimpo.

A intensa aventura chega carregada de violência e monstros da mitologia grega e ainda promove a estreia de um modo multiplayer na série.

Pontos Positivos

  • Visual impressionante
  • Uma pessoa desavisada pode bater o olho em "God of War: Ascension" e achar que o PlayStation 4 já saiu: o game exibe alguns dos gráficos mais bonitos e incríveis da atual geração de consoles, com cenários colossais e efeitos de luz e texturas fora de série.

    O estúdio Sony Santa Monica mostra toda sua experiência e habilidade com a franquia ao criar ainda sequências de batalhas com ângulos dramáticos, cenários inteiros que se quebram (e reconstroem, graças a uma nova magia de Kratos) e lutas contra vários inimigos sem deixar cair um único quadro de animação.

    Para os grandes títulos exclusivos de PS3 que ainda vêm por aí, como "The Last of Us" e "Beyond", fica o duro desafio de ao menos se equiparar à genial qualidade gráfica deste "God of War".
  • Combate refinado
  • Desde o primeiro game a série "God of War" primou por um excelente sistema de luta e isso não é exceção. Para veteranos, é quase como andar de bicicleta: basta pressionar um pouco os botões quadrado e triângulo para lançar os arrasadores combos de sempre.

    Em "Ascension", porém, há uma boa dose de refino já que Kratos pode usar sua corrente para agarrar inimigos e jogá-los em outros adversários. Além disso, o espartanho também é capaz de pegar armas dos monstros e cenários, como espada, clava e lança, cada uma com golpes e estilos diferentes.

    Esses aprimoramentos vêm ao custo de menos equipamentos fixos para Kratos, substituídos principalmente por elementos que atribuem diferentes propriedades às tradicionais lâminas, como poder de fogo e eletricidade, mas isso não chega a ser um problema, pois evita de encher o jogador com opções e só usar duas ou três.
  • Puzzles engenhosos
  • Quebra-cabeças são presenças constantes em "God of War", mas nunca com a mesma complexidade vista em "Ascension". Claro, nenhum deles chega ao alto nível visto na série de puzzles "Professor Layton", mas o desafio está acima da média em relação ao que ajudamos Kratos a resolver em outros títulos.

    Muitos dos enigmas envolvem manipular cenários enormes, seja movendo caixas, puxando correntes ou, o mais bacana, usando dois poderes inéditos de Kratos.

    O primeiro é um medalhão que permite decompor e regenerar elementos do cenário, enquanto outro permite criar uma cópia do herói e, por exemplo, puxar uma corrente, deixar o clone segurando-a e aí seguir em frente.

    O par de bugigangas vale também para os combates - e são muito úteis! -, mas chamam mais atenção mesmo ao ajudarem na resolução de puzzles.
  • Multiplayer bom
  • Houve quem não acreditasse no modo multiplayer de “Ascension”, mas a pancadaria com os gladiadores do Olimpo é divertida - ainda que bem desequilibrada. São quatro modos: Team Favor of the Gods, Deathmatch, Capture The Flag e o Trial of the Gods. Eles são divididos em subcategorias dependendo da quantidade de jogadores.

    A primeira impressão é que o combate em nome dos deuses é um “Smash Bros.” com alguns objetivos específicos – seja acabar com os adversários, seja levar a bandeira inimiga para seu lado ou destruir as feras do cenário. Basta não levar a sério demais a competição aqui para se divertir bastante.

    O modo Trial of the Gods é o mais divertido e justo, pois você mais um amigo podem entrar em arenas para destruir o maior número de monstros possível. Aqui é exigido trabalho em equipe e coordenação, principalmente para destruir as feras mais poderosas, como a manticora ou o minotauro.

    Conforme seu guerreiro ganha experiência, novos poderes e habilidades são adicionados ao arsenal. Basta encontrar os equipamentos certos para seu estilo de jogo que você garantirá a sobrevivência na arena por alguns segundos a mais.

    Já nas disputas competitivas o que vale é a sorte: ser cercado por inimigos é sinônimo de morte certa. O problema é que o desequilíbrio, já sentido no teste beta, não foi corrigido. Seu guerreiro dificilmente conseguirá se salvar de uma combinação de um adversário e fica pior ainda quando se juntam dois ou mais guerreiros para destruir seu campeão.

    Não existe um poder ou habilidade de controle de multidões para se salvar ou ajudar aliados, ou seja, quem conseguir acertar o primeiro golpe sairá na vantagem. Mas é como dito anteriormente: basta não levar o multiplayer competitivo muito a sério para ter horas e horas de diversão.

Pontos Negativos

  • Muito fácil
  • "GoW: Ascension" oferece uma jornada de encher os olhos, com fases lindas e variadas e combates ferozes. Pena que isso tudo não acompanha a dificuldade ferrenha dos games anteriores.

    Claro, sempre é possível aumentar o nível de dificuldade, que faz os inimigos causarem mais dano a Kratos, mas não é esse o meu ponto: os combates em si estão mais simples. Por exemplo, jogadores mais experientes conseguirão terminar "Ascension" sem encostar no botão de defesa - só a esquiva já resolve.

    O combate final então causaria vergonha em Ares e Zeus, os complicadíssimos últimos chefões da trilogia original. Por um lado, a dificuldade mais suave pode ajudar a agradar novos fãs de Kratos, mas não deixa de ser um pouco decepcionante para os muitos veteranos da série. No final das contas, as cerca de oito horas de jogo passam mais rápido do que parecem, graças ao desafio suave.
  • História fraca
  • Como no intuito de justificar a existência de um novo "God of War", o estúdio da Sony em Santa Monica se esforçou para vender e reforçar a ideia de que "Ascension" exploraria um lado mais fraco e humano de Kratos, antes dele se tornar o temido deus da guerra.

    A tentativa acontece, mas é fraca. Lampejos do passado de Kratos aparecem em raríssimos momentos e nada explicam ou esclarecem. Além disso, toda a trama com as Fúrias é confusa e desnecessária. Tudo bem, não esperávamos um roteiro digno de Oscar ou coisa do tipo, mas suceder a trama absurdamente épica e o final incrível de "God of War III" se revelou uma tarefa hercúlea - para não dizer impossível.

    No final das contas, não é o tipo de coisa que afete o jogo em si, que continua com bonito visual e lutas excelentes, mas quem esperava conhecer um pouco mais do protagonista Kratos vai ficar na mão.

Redes Sociais - As heranças do Orkut

As heranças do Orkut  
Excesso de compartilhamento, aumento do número de spams e convites para jogos on-line irritam os usuários. Denúncias de crimes nesses sites passam de 3 milhões em sete anos

 
Publicação: Jornal Estado de Minas 11/04/2013 Caderno Inform@tica

 
O Orkut já não ocupa o primeiro lugar do ranking de redes sociais mais acessadas do Brasil, mas deixou heranças – nada agradáveis – para os usuários. Os spams, os convites para os jogos on-line e os comentários agressivos, assim como era na plataforma do Google, têm feito com que os participantes fiquem bastante irritados. O site Sweatband.com publicou um ranking com os compartilhamentos mais chatos da internet.

Em primeiro lugar, estão as pessoas que contam vantagens a respeito de suas dietas e exercícios físicos – sim, a saúde de uns pode causar o estresse de outros. Afinal, ninguém quer realmente saber quantos quilos você perdeu ou se bateu seu recorde e correu 20 quilômetros hoje de manhã. Depois, vêm aqueles menos preocupados em manter a forma e mais em mostrar exatamente as delícias que estão ingerindo. São os usuários que postam fotos de comida o tempo todo – famosas, principalmente, no Istagram.

Na terceira posição, estão as indiretas no status, como “Você não odeia quando as pessoas prometem fazer alguma coisa e depois te desapontam?” – que normalmente irritam todo mundo, menos o alvo. Ou mesmo as frases misteriosas que, basicamente, ninguém (exceto seu autor) entende. Por exemplo, “não acredito que isso aconteceu”.

Entretanto, esses compartilhamentos que enchem as páginas não são apenas inconvenientes (aliás, esse é o menor dos problemas). Eles podem ser perigosos. Somente a ONG Safernet Brasil recebeu e processou, em sete anos, 3.173.061 denúncias anônimas envolvendo 472.840 URLs distintas, a maior parte correspondendo a redes sociais. O Orkut é o líder em queixas, sendo o orkut.com.br o número um, seguido pelo orkut.com, na segunda posição. Os dois endereços somam mais de 329 mil reclamações, o que corresponde a 69% do total, no período avaliado, que vai de 2006 até 2012.

PROTEJA-SE Para Rodrigo Fragola, vice-presidente de tecnologia e inovação da Acker, empresa de segurança, as redes sociais refletem o mundo real. “O risco de ter dados roubados é o mesmo em todas as plataformas que visam relacionamento entre pessoas. Toda vez que há uma adesão massiva a alguma tecnologia, o risco aumenta. Desde que explodiu, o Facebook é o mais visado”, explica.

O Facebook, na terceira colocação, teve 15 mil denúncias (3%) e o Twitter, 8.107, representando apenas 1%. Com relação ao conteúdo desses crimes virtuais, a maior parte das acusações recebidas referentes ao Orkut envolvem indícios de pornografia infantil. Somam, no total, mais de 154 mil páginas denunciadas. Só em 2012 foram 6.326. Outros temas detectados (em todos os sites) são: intolerância religiosa, racismo, neonazismo, tráfico de pessoas, maus-tratos contra animais, xenofobia, apologia e incitação a crimes contra a vida e homofobia.

“No mundo virtual, é mais difícil saber com quem você está lidando. Há o problema dos perfis e empresas falsas. Tomar cuidado com o que se aceita, entre jogos e aplicativos, e clicar apenas em links confiáveis são maneiras de se proteger”, afirma Fragola.


CUIDADOS
» Desconfie das páginas das empresas
» Evite clicar em links para aplicativos dentro das redes sociais
» Adicione apenas quem realmente conhece
» Não publique informações que possam prejudicar você ou dizer muito sobre sua rotina
» Fique de olho nos seus filhos


A QUEDA DO C!
Foram 1.024 páginas de humor criadas por Mauricio Cid, 27 anos, que hoje mantém o blog Não salvo. Porém, a história dele no Orkut não teve um final feliz. Uma reportagem  sobre pedofilia, acabou mostrando uma das comunidades, que não tinha relação com o assunto. “Em seguida, o Orkut me mandou um e-mail dizendo que eu seria investigado pela PF. Apagaram todas as minhas contas”, lamenta. Para ele, os spams transformaram a rede em um “poço de vírus e golpes”.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Caso Marin X Romário - Novo Vídeo - Continuação da história


Marin: a nova gravação


A nova gravação postada no Youtube, com texto de quem a postou, é sobre o jantar organizado por José Maria Marin, no restuarante Gero do Rio, para amaciar seus eleitores às vésperas de sua confirmação como substituto de Ricardo Teixeira.
A maneira desrespeitosa com que Marin trata seus aliados deveria envergonhá-los, embora vergonha na cara não pareça ser o forte deles.
Tudo indica que o Osório a quem Marin se refere seja o diretor financeiro da CBF desde os tempos de Teixeira, a quem o atual presidente da CBF parece também criticar, de passagem, na gravação.
Seus modos e seu linguajar são típicos de gente como…, gente como…, gente como Marin…




Jose Maria Marin e seu esquema para eleger marco polo del nero. Jantar no Gero, Presidentes de Federacoes tratados como animais de estimacao. Submissos a Marin e Marco Polo. Eleicoes Forjadas.

Romário e Ivo Herzog vão à Confederação Brasileira de Futebol pedir saída de Marin

Abaixo-assinado pedindo a saída do presidente da Confederação tem 55 mil assinaturas


Reprodução/Facebook
Romário tem sido um dos maiores críticos as gestões de Ricardo Teixeira e José Maria Marin

O filho do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura em 1975, Ivo Herzog, entregou nesta segunda-feira uma cópia do abaixo-assinado com quase 55 mil assinaturas que pede a saída do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. Acompanhado dos deputados federais Romário (PSB-RJ) presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), presidente da Comissão de Cultura, Ivo Herzog protocolou a cópia do abaixoassinado e teve de deixá-la na recepção da sede da CBF, já que, segundo lhe foi dito, Marin não estava no prédio, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

"Recentemente descobri documentos que mostram a participação do senhor José Maria Marin durante o período do regime militar brasileiro", afirma Ivo no documento entregue à CBF e enviado às 27 federações estaduais de futebol e aos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. "Estão com as cópias nas mãos. Agora, ou vão se manifestar, ou vão ser coniventes", disse o filho de Herzog. Ele contou ter informações de que a Comissão Nacional da Verdade vai convocar Marin a depor sobre o caso. "E aí é importante que se diga: não será um convite, mas uma convocação. E ele será obrigado a comparecer", afirmou.

O abaixo-assinado foi feito por meio do site Avaaz e, segundo Ivo contou com a assinatura de nomes como Chico Buarque de Hollanda. O filho de Herzog chegou à sede da CBF às 15h08 e, minutos depois, já havia subido ao andar da entidade e protocolado a entrega da cópia, ao lado de Jandira e Romário. "É bom que o torcedor brasileiro saiba quem está no comando da entidade maior de futebol do País", disse o ex-atacante. Um grupo de quatro torcedores (com camisas de Vasco, Botafogo, Fluminense e Flamengo) fez um pequeno protesto em frente à sede da CBF e conversou com Ivo e os parlamentares.


ROMÁRIO ATIRA DE NOVO — e bate duro: “A eleição na CBF vai ser comprada”

O deputado Romário, o "Baixinho" tetracampeão mundial em 1994, em seu gabinete na Câmara (Alan Marques / Folhapress)

O deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ) fez duras críticas à cúpula da CBF e chamou o vice-presidente da entidade, Marco Polo del Nero, de chefe do “cartel” da entidade.
Também acusou os dirigentes da confederação de superfaturamento na compra de terreno para a nova sede da CBF e afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que a próxima eleição presidencial da CBF “vai ser comprada”.
No final do ano passado, Romário protocolou na Câmara o pedido de uma CPI da CBF. E, ao ser questionado se acredita não haver interesse do governo em investigar a entidade, ele respondeu:
– Estou aqui há pouco mais de dois anos e já pude reparar que não existe interesse do governo em abrir CPI nenhuma. Não me pergunte por quê. Com uma CPI do futebol, iniciada agora, o Brasil teria condições de chegar ao ano do Mundial limpo, de cara nova. Reina muita bagunça no nosso futebol. O estatuto da CBF, até onde eu sei, incentiva os investimentos nas bases, na formação de atletas femininas, tantas outras coisas. E não se vê isso.
O ex-jogador, campeão mundial pelo Brasil em 1994, destacou que “é tudo muito nebuloso na CBF” e, ao comentar o fato de que as eleições na entidade são marcadas por denúncias de compra de votos há décadas, soltou: “A próxima eleição (em 2014) vai ser comprada também. Torço e acredito que apareça algum candidato avulso, contrário aos métodos atuais e que possa incomodar os atuais dirigentes.”
Romário ainda apontou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-diretor de seleções da CBF, como um nome de sua preferência para assumir a CBF. Ele disse que o dirigente “tem seus defeitos e problemas, como todos nós, mas já deu provas de que é um ótimo administrador e botou o Corinthians no topo”. “Se ele se candidatasse à presidência da CBF, muito provavelmente teria meu apoio. Outro nome que também seria excelente é o Raí, um cara íntegro, inteligente, muito respeitado. O ideal seria uma chapa unindo eles dois.”
Chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira
Romário também disse que chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira no comando da CBF, embora o tenha criticado muito. “É impressionante a quantidade de coisas erradas na CBF a cada dia. O Teixeira, nos últimos dez anos, foi muito prejudicial à CBF, envolvido em muitos escândalos de corrupção. Mas, por outro lado, olhou muito para o futebol da seleção. Hoje, nós somos o 18.º no ranking da Fifa. É por isso que falo de saudades dele, mas só por isso.”
Sobre a possibilidade de Del Nero assumir a CBF, na eventualidade da saída de José Maria Marin, Romário fez sérias acusações ao dirigente: “Ele (Del Nero) é o pior dos três. É o cabeça do atual cartel que virou a CBF. É quem faz os negócios, as negociatas da entidade. É ele quem manipula os presidentes de federações, de clubes. Se chegar à presidência da CBF, vamos viver um inédito período de ditadura no nosso futebol.”
 
Romário disse defender o voto das federações e dos “mais de 200 clubes” filiados à CBF para eleger o presidente da entidade, e não apenas dos times que fazem parte da Série A do Brasileiro, conforme prevê o estatuto do organismo.
“Deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”
Romário admitiu estar descrente com a possibilidade de Marin ser afastado da presidência da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, após ter pedido para a Fifa tirá-lo destes cargos.
“Pedi, não obtive nenhum retorno nem vou obter. Quem dá as cartas do futebol não se interessa pelas minhas denúncias. Mas a população reconhece e cobra lisura e honestidade cada vez mais. O Marin tem de sair e deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”.
Superfaturamento
E prosseguiu: “Todo dia a gente sabe de uma novidade lá da CBF. Soube, por exemplo, que a CBF comprou um terreno na Barra da Tijuca para fazer a nova sede. Quem pagasse 9.500 reais por metro quadrado na área escolhida pela CBF já estaria pagando bem alto, segundo corretores. Pois bem, a CBF pagou 14.500 reais por metro quadrado. Superfaturamento de 25 milhões de reais na obra. Alguém questiona? Investiga? Não pode, é empresa privada. Mas não é bem assim. A CBF usa nosso hino, bandeira, símbolos, nossos atletas. Tem de responder por isso.”
“Compra” de vaga na Seleção não é inédita
Romário falou ainda que a prática de compra de vaga na seleção não é inédita, como o presidente do Sport, Luciano Bivar, revelou sobre o pagamento de propina na convocação do jogador Leomar em 2001.
“Tem, ou pelo menos já teve, a gente sabe disso, sempre soube, mas é coisa bem feita, não tem como provar. O pior de tudo está nas categorias de base da seleção e de alguns clubes. Ali é a caixa preta.”
Se é contra Marin na direção da CBF, Romário admitiu que aprovou a volta de Luiz Felipe Scolari ao comando da seleção. “Sempre fui a favor da volta dele, ainda mais com outro campeão do mundo, o Parreira. Os dois impõem respeito, segurança, passam confiança aos atletas. Mas eles têm de entender que o futebol hoje é diferente do jogado em 1994 (quando Parreira foi campeão) e em 2002 (ano do título conquistado por Scolari). É preciso modernizar, criar situações novas.”
E viu com naturalidade a derrota (para Inglaterra) e dois empates (Itália e Rússia) nos três primeiros amistosos de Felipão. “Jogos muito difíceis, escolheram bem os adversários, que vendem caro uma derrota. Tem de ser assim mesmo. A seleção está nas mãos de quem sabe.”
Estádios que vão virar elefantes brancos
Ao falar da preparação do Brasil para a Copa de 2014, Romário também foi crítico ao dizer que a competição vai consolidar quatro elefantes brancos: os estádios de Brasília, Manaus, Mato Grosso e Natal.
“Se não forem entregues para a iniciativa privada, infelizmente vai se caracterizar desperdício de dinheiro. E, mesmo com a iniciativa privada, é preciso fazer contratos que possam compensar o valor gasto.”
E disse ainda que o Maracanã “tinha de mudar de nome” após passar pela sua terceira reforma nos últimos 13 anos. “Perdeu o glamour, perdeu o charme. Está todo desfigurado. Nem dá vontade de entrar lá. Fora o gasto absurdo e desnecessário para a tal reforma.”

Jogos em dispositivos móveis - Os clássicos estão de volta

Os clássicos estão de volta  
Levantamento do Informátic@ mostra que pelo menos 50 jogos de sucesso das décadas de 1980 e de 1990 ganharam novas versões para smartphones e tablets. O Tamagotchi, o Snake, o Final fantasy e o Sonic fazem parte dessa gama
 

Publicação: Jornal Estado de Minas 28/03/2013 Caderno Inform@tica

Batizado de Tamagotchi L.i.f.e, o aplicativo reproduz a experiência que se tinha anteriormente. Na tela, é mostrado o bicho com os mesmos gráficos da primeira versão do brinquedo (Reprodução de internet)
Batizado de Tamagotchi L.i.f.e, o aplicativo reproduz a experiência que se tinha anteriormente. Na tela, é mostrado o bicho com os mesmos gráficos da primeira versão do brinquedo
 
Enquanto adultos, em 1996, tinham em mãos celulares de toques monofônicos e computadores com internet discada, grande parte das crianças só queria um pequeno brinquedo com um monstrinho dentro. O Tamagotchi, lançado naquele ano, virou febre ao permitir que o público infantil tivesse um bichinho de estimação virtual portátil. Hoje, mais de 16 anos depois, a criatura retorna, desta vez na forma de um aplicativo para Android, e se une a outros jogos clássicos que aportam na nova geração de aparelhos.

A proposta de relançar o Tamagotchi para plataformas móveis chamou a atenção, mas essa não é uma prática nova. Segundo levantamento do Informátic@, pelo menos 50 jogos de sucesso, entre pagos e gratuitos, foram lançados nas últimas décadas. Desde a popularização dos smartphones e dos tablets, as empresas perceberam a oportunidade de trazer de volta às mãos das pessoas games que fizeram muito sucesso.

Um dos exemplos mais recentes é a revitalização de Snake, popularmente conhecido como o jogo da cobrinha, que fez muito sucesso em celulares Nokia no fim da década de 1990. O Instituto Nokia de Tecnologia (INDT), em Manaus, lançou uma nova versão do game, chamada de Tile snake, para a plataforma Windows Phone, com design refeito e mecânica adaptada para os aparelhos mais modernos.

“Assim como ocorreu com muita gente, Snake foi meu primeiro contato com jogos de celular”, conta Thiago Bessa, desenvolvedor do INDT, que teve a ideia de repaginar o game clássico. Segundo ele, a oportunidade surgiu depois de ver pessoas em fóruns na internet questionando por que ainda não existia uma versão nova do game para smartphones e tablets. “Depois de pensar um pouco, vi que muitos tentaram, mas ninguém levava adiante. Como eu tinha condições de realizar esse projeto, fiz uma primeira versão e ela foi aprovada pelo INDT”, explica Bessa.

Para o desenvolvedor, a principal adaptação foi a jogabilidade. “Antes, controlava-se a cobrinha pelas teclas do celular, mas agora os smartphones não têm mais isso”, aponta Bessa. “Por isso, fizemos uma mudança para a tela sensível ao toque, que funcionou muito bem.”

Não foram apenas jogos de gráficos monocromáticos como Snake e o Tamagotchi que aproveitaram os aparelhos de última geração para retornar. Games clássicos como Final fantasy, Chrono trigger e Sonic também ganharam versões adaptadas para as plataformas iOS e Android – animando os saudosistas.

“Os jovens das décadas de 1980 e de 1990 que jogavam esses clássicos cresceram e hoje têm poder de compra e isso é um grande incentivo para as produtoras realizarem os relançamentos”, explica Saulo Camarotti, professor do curso de jogos digitais do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB) e sócio da desenvolvedora de games Behold Studios.

ALTERAÇÕES Segundo ele, relançar esses jogos não chega a ser um movimento arriscado para as empresas, por serem games de sucesso comprovado. “Alguns desses jogos sofrem alterações para se adaptar ao modelo de negócios dos smartphones e tablets”, ressalta Camarotti. É o caso da Capcom, que lançou aplicativo com grandes sucessos como Street fighter e Ghouls n’ghosts. Ele oferece apenas 10 partidas grátis e, depois, passa a pedir que o usuário compre fichas virtuais, se quiser jogar mais.

Mas Camarotti acredita que, apesar de eventuais mudanças, esses aplicativos têm capacidade de conquistar não apenas fãs de longa data, mas também a nova geração de jogadores. “Não importa se os gráficos são mais simples, eles funcionam porque têm boa mecânica e divertem.”



O NOVO TERROR DAS PROFESSORAS
Batizado de Tamagotchi L.i.f.e, o aplicativo reproduz a experiência que se tinha anteriormente. Na tela, é mostrado o bicho com os mesmos gráficos da primeira versão do brinquedo e com os mesmos três botões utilizados para cuidar das necessidades básicas dele: alimentação, banho e diversão. A nova versão do Tamagotchi, porém, não está disponível ainda na loja virtual do Google no Brasil. A Bandai, empresa responsável pelo jogo, já afirmou que uma versão do aplicativo para o sistema iOS está em desenvolvimento.
 
 
Dos pets aos rebanhos virtuais  
Com temáticas parecidas à do Tamagotchi, despontam na internet jogos que têm por objetivo cuidar de animais, desde simples monstrinhos a zoológicos inteiros. O Informátic@ selecionou os melhores


Natália Peixoto diz que o Farmville ajuda a relaxar após uma maratona de estudos:
Natália Peixoto diz que o Farmville ajuda a relaxar após uma maratona de estudos: "É uma válvula de escape, excelente para tirar o estresse"
 Ter um animal de estimação não é fácil. É preciso espaço, alimentá-lo, levar ao veterinário, além de dar atenção e carinho. Por isso, muitas pessoas nem cogitam ter um bichinho real em casa. Mas, na década de 1990, com os avanços dos games, surgiram opções virtuais para aqueles que gostariam de ter um pet. Um dos precursores foi o Tamagotchi. O brinquedo se assemelhava a um chaveiro com botões e um pequeno visor, que mostrava o pet virtual. Avisos sonoros indicavam quando era o momento certo para as atividades do dia a dia.

Augusto Berto, 22 anos, relembra a mania de sua infância. Quando criança, seu pai chegou a ter uma loja de brinquedos. E, em uma das viagens para compra de novos aparatos, trouxe um Tamagotchi, novidade da época. No começo, Augusto revela que não achava muita graça, mas, depois, passou a cuidar como se fosse um bicho real. “Toda hora ele apitava, então, comecei a carregá-lo no bolso. Assim, acabei criando um laço afetivo. Sentia que, se não cuidasse, realmente ele morreria.”

Do mesmo modo que Augusto, muitos adoraram o brinquedo e passaram a levá-lo a todos os lugares. A febre era tamanha que alguns colégios chegaram a proibir o uso do aparelho em sala de aula, pois diversos alunos deixavam de prestar atenção às lições para cuidar do bicho. “Eu perdi vários na mão de professores, mas, como meu pai era dono da loja de brinquedos, nem me importava muito e continuava levando o aparelho todos os dias”, conta Augusto.

A febre passou, mas o sucesso do Tamagotchi mostrou que o gosto por cuidar de animais podia ser mais bem aproveitado. Diversas empresas passaram, então, a produzir jogos com essa temática. O ápice chegou com a popularização da internet e, principalmente, das redes sociais. Diversos jogos voltados para essas plataformas são criados com o objetivo de dar ao internauta entretenimento e, até mesmo, um contato, mesmo que apenas virtual, com a natureza.

No Brasil, a primeira rede a apresentar jogos desse tipo foi o Orkut. O site chegou a ter mais de 40 milhões de usuários no país, em 2008, e o game Colheita feliz passou dos 20 milhões de adeptos, em 2010, segundo a Mentez, desenvolvedora do aplicativo. O jogo consiste em cuidar de uma fazenda, sendo preciso alimentar animais e cuidar de plantações. Tudo produzido pode ser vendido e os ganhos servem para a compra de novos itens.

A rede social mais acessada atualmente, o Facebook, também se tornou abrigo para centenas de games do tipo. Um dos sucessos é o Farmville, que apresenta objetivos e jogabilidade semelhantes ao Colheita feliz. Desenvolvido pela empresa Zynga, o jogo chegou a contar com mais de 60 milhões de participantes por todo o mundo em 2010.

AINDA É SUCESSO A enfermeira Natália Peixoto, 25 anos, recentemente, começou a jogar Farmville para “relaxar entre os estudos para concurso”. “Eu gosto de animais e plantas e o game serve como uma válvula de escape, excelente para tirar o estresse. É preciso apenas dedicar alguns minutos para cuidar dos animais e das plantas, de forma simples e sem competições”, revela a estudante, que passa de uma a duas horas, em média, jogando por dia.

Já a engenheira florestal Carmen Florêncio, 57 anos, jogou Farmville por mais de dois anos e confessa que a brincadeira beirava o vício. “Uma amiga minha não sabia bem inglês e pediu que eu a ajudasse em um game. Foi assim que comecei a jogar, em 2009. Depois de um ano, ficava cerca de quatro horas diárias na frente do PC, pois sentia necessidade de plantar, colher e fazer todas as tarefas. Depois, consegui diminuir essa vontade e parei de jogar para não atrapalhar outros afazeres.”

E o futuro dos bichos virtuais ainda parece promissor. Com os lançamentos de Farmville 2 e do aplicativo do Tamagotchi para smartphones, ambos no fim do ano passado, os animais, sejam domésticos ou de fazenda, na internet ou nos videogames, realistas ou pixelados, ainda terão muito espaço para se desenvolverem no mundo virtual.

HARVEST MOON Ainda na década de 1990, outro jogo fez sucesso pela possibilidade de cuidar de animais. Em 1997, a Nintendo lançou, para o console Super Nintendo, o Harvest moon, no qual o jogador recebe de herança uma fazenda e tem de administrá-la. Para isso, é preciso semear, plantar, alimentar os animais, vender os produtos e até mesmo se casar. O sucesso foi enorme e gerou diversas sequências para vários outros consoles, como o Playstation, o Game Boy e o Nintendo DS. Atualmente, há mais de 20 títulos da série, sendo o último para o Nintendo 3DS.


JOGOS DE GERENCIAMENTO
Games nos quais o jogador vive uma situação semelhante à realidade e que, normalmente, exigem uma frequência de jogo são chamados jogos de gerenciamento ou simulação. Hoje em dia, há centenas deles com essas características das mais diversas áreas, em que o jogador pode cuidar de fazendas, parques de diversão, times de futebol e até mesmo de cidades inteiras. Existem empresas que utilizam os títulos em processos seletivos, avaliações e treinamentos de funcionários.


VITRINE
Com a evolução de consoles e da internet, novos jogos deixaram animais virtuais cada vez mais realistas. Confira os melhores

Pou
O game para smartphones Pou simula um ser bem simples, sendo considerado o sucessor do famoso Tamagotchi. As funções, inclusive, são semelhantes. É preciso dar banho, alimentar o bicho e cuidar da saúde dele. Entre as novidades, a interação com amigos que também tenham o jogo, além de permitir personalizar o companheiro virtual com roupas e acessórios.
» Plataformas: Android ou iOS
» Desenvolvedora: Zakeh
» Preço: gratuito

Harvest Moon: a new beginning
Na última aventura lançada da série, o objetivo é reconstruir um vilarejo e atrair os moradores de volta para o local. Para isso, o jogador deve cuidar de plantações e animais, como vacas, ovelhas, galinhas, cachorros, além de outros bichos inéditos na série, como lhamas e iaques.
» Plataforma: Nintendo 3DS
» Desenvolvedora: Natsume Inc.
» Preço: R$ 155

EyePet & Friends
O jogo, que é sequência de Eyepet, permite criar até dois animais de estimação, que parecem uma mistura de macaco e cachorro. É possível escolher as roupas, alimentá-los e brincar com os bichinhos. Tudo com auxílio da câmera Playstation Eye, que capta os movimentos do jogador e o controle Playstation Move, criando uma espécie de realidade aumentada.
» Plataforma: Playstation 3
» Desenvolvedora: Sony Games
» Preço: R$ 119

Nintendogs + Friends
A série conta com três raças de cães que devem ser escolhidas antes de comprar o jogo. Pode-se escolher entre o golden retriever, o buldogue francês e o poodle. O jogo é feito para quem sonha em ter um cão ou um gato, mas não tem tempo ou espaço. É possível alimentar, dar banho, brincar e ensinar truques ao cachorro por meio dos controles e do microfone do console.
» Plataforma: Nintendo 3DS
» Desenvolvedora: Nintendo
» Preço: R$ 149,90

Farmville 2
Após o sucesso do jogo Farmville, a produtora Zynga lançou Farmville 2. A principal inovação está nos gráficos em 3D, mas os objetivos ainda são parecidos. O jogador deve cuidar de sua fazenda virtual, com animais e plantações, contando com a ajuda de outros usuários. O game conta com mais de 10 milhões de participantes no mundo.
» Plataforma: Facebook
» Desenvolvedora: Zynga
» Preço: gratuito

Wildlife Park 3
Quem sonhou em ter um zoológico cheio de animais selvagens pode realizar o desejo com esse jogo. Além de cuidar dos bichos, o jogador pode escolher os cenários, as plantas e as construções do espaço, além de administrar veterinários, zeladores e demais funcionários do parque. Ainda é possível completar missões diversificadas, como soltar animais selvagens no habitat natural, salvar espécies de extinção e ajudar zoos de outros locais do mundo virtual.
» Plataforma: PC
» Desenvolvedora: B-Alive
» Preço: R$ 44,90
 
 
O tabuleiro migrou para o smartphone


O game Banco Imobiliário para iOS: interação em tempo real  (Estrela/Divulgação)
O game Banco Imobiliário para iOS: interação em tempo real
 Outro tipo de jogo muito popular também chega aos aplicativos de celulares e tablets: os de tabuleiro. As fabricantes Estrela e Grow, duas das grandes empresas do ramo no Brasil, já lançaram versões móveis de grandes clássicos.

A Estrela chegou primeiro ao mercado virtual, em dezembro do ano passado, ao lançar quatro jogos: Banco imobiliário, Autorama, Cilada e Pula Macaco estão disponíveis não apenas nos sistemas Android e iOS, mas também no Facebook. Os dois primeiros são gratuitos, enquanto os outros são adquiridos por 2,5 mil estrelinhas, moeda virtual que a Estrela desenvolveu exclusivamente para suas plataformas digitais.

Já a Grow acaba de lançar o aplicativo Imagem & Ação Friends, que procura inserir o clássico jogo de tabuleiro no mundo dos games sociais. O game lembra bastante o bem-sucedido Draw something. Nele, os jogadores disputam partidas entre amigos e enviam ilustrações para que eles adivinhem o que foi desenhado. Esse foi o primeiro de quatro lançamentos que a Grow pretende fazer em 2013. O aplicativo, que também está disponível para iOS, Android e Facebook, ganhará ainda uma versão para aparelhos móveis equipados com o sistema Windows Phone.