Magazine Luiza

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Tendências para o novo ano (2014)

Tendências para o novo ano  
Com a chegada de 2014, a velha pergunta sobre o que vem por aí em eletrônicos e internet volta à tona. Veja, então, o que deve ocorrer e os destaques de 2013 em smartphones, tablets, notebooks e televisores


Silas Scalioni Publicação: 26/12/2013

 (Art: Valf)

É hora, portanto, de ouvir um especialista no assunto para ter pelo menos uma projeção tecnológica para o próximo ano. O professor associado do Departamento de Ciências da Computação da UFMG, Dorgival Guedes, acena para poucas novidades na área de tablets e smartphones, salientando, entretanto, que “obviamente algo diferente pode aparecer por aí.” Para ele, com a implantação das redes 4G, os novos modelos deverão embarcar mais o recurso. “Provavelmente, veremos uma especialização maior dos aparelhos, como vem ocorrendo com a Apple e a Samsung: lançamento de equipamentos maiores com telas de alta resolução e muitos recursos junto a outros menores, mas também com uma boa tela. Os tablets com telas menores estão ganhando popularidade e o custo mais baixo deve torná-los ainda mais procurados”, diz.

Computadores Também no mercado de notebooks, segundo ele, deveremos ver dois segmentos com mais movimento: os mais baratos, que vão incluir cada vez mais recursos para o usuário comum, e os ultrabooks, que estão ganhando espaço entre aqueles que precisam de mobilidade. “Recursos como touch screen e telas pivotantes (que transformam o notebook num tablet) devem ser as características mais chamativas.” Já o mercado de PCs de mesa vai ficar ainda menor devido à queda de preço dos notebooks, que apresenta boas vantagens para o usuário. “Mas há nichos onde essas máquinas não vão desaparecer, e isso deve levar a equipamentos com especificações mais especializadas, como para jogos, desenhos/projetos e trabalho de escritório. As telas devem crescer e vinte e poucas polegadas devem se tornar comuns. Acredito que deve aumentar a oferta de minidesktops, como o Mac Mini, computadores que ocupam pouco espaço, chamam pouco a atenção, mas oferecem uma experiência melhor que um notebook em termos de tela e teclado”, explica.

TVs  Já no segmento de TVs, uma integração cada vez maior com a internet deve marcar os mercado. “Diversos modelos já têm navegador, Skype, Facebook etc. embutidos, mas em geral o processador interno é muito lento para oferecer uma boa experiência. Isso deve mudar com a redução de custo de alguns processadores de melhor desempenho para sistemas embutidos”, acredita. Os sistemas de vídeo sob demanda (Netflix, Net Now etc.), segundo ele, devem também ficar mais populares, apesar de as coleções de vídeos disponíveis deixarem a desejar. Também os recursos de controle por gestos e de identificação pelo rosto, que já aparecem em TVs tops de linha, também devem se tornar mais comuns. “Talvez a novidade mais chamativa sejam mesmo as TVs 4K, com resoluções que chegam a ser quase quatro vezes superiores às das TVs HD atuais. A produção de material com essa resolução por aqui não deve demorar”, espera. Complementando, ele considera que a tecnologia LED é mesmo a vencedora, apesar do preço mais baixo do plasma, e ainda vai equipar as TVs por um bom tempo. “Os fabricantes continuam falando da tecnologia OLED, mas ela ainda não vai ter força no mercado. Quando realmente surgir, deverá ter impactos interessantes por conta das telas flexíveis que ela permite.”

Nesta edição do Informátic@ você vai ver ainda quais foram os cinco melhores lançamentos de 2013 em smartphones, tablets, computadores e TVs e como as redes sociais foram usadas de forma estratégica para mobilizar a população durante as manifestações de junho. Além disso, confira as tendências 2014 do direito digital. Depois do escândalo de espionagem dos Estados Unidos, revelado pelo ex- analista de inteligência americano Edward Snowden, propostas de governança na internet ganharão força.

As estrelas de 2013 
Conheça os cinco mais badalados produtos dos quatro principais mercados de eletrônicos de consumo em um ano repleto de lançamentos. 2014 promete muito mais



  O ano que termina foi marcado por uma grande concorrência, especialmente no segmento smartphones, com lançamentos realizados praticamente todos os meses. Nos celulares, as imagens ganharam atenção especial num ano em que a tecnologia 4G passou a fazer parte da vida brasileira. No segmento computadores portáteis, não resta dúvida de que ênfase maior recaiu sobre os mais ágeis e versáteis ultrabooks, além de o ano dar início à apresentação dos aparelhos híbridos. Na área de tablets, resolução maior de tela e aparelhos com quase os mesmos recursos de um desktop, só que com muita portabilidade e sem prejuízos de acesso à internet, se destacaram nos modelos. E no mercado de TVs, aparelhos inteligentes, carregando recursos 3D com mídias Blu-ray que funcionem em três dimensões e maior conectividade com a internet, se tornaram um desejo num ano em que a tecnologia 4K começou a ganhar espaço. Veja a seguir os cinco modelos de cada segmento que mais se destacaram:

SMARTPHONES

iPhone 5S

Top de linha da Apple, iPhone 5S chegou em novembro com tela retina de quatro polegadas (640p x 1.136p), processador A7 (64 bits), câmera de 8MP com dois flashes LED e com opções de 16GB, 32GB e 64GB de armazenamento. Com visual bem-arrojado, tornou-se uma das melhores alternativas, especialmente por contar como ótimo sistema operacional iOS. Mas os preços chegam a ser um abuso: em torno de R$ 2.800 (versão com 16GB); R$ 3.199 (32GB) e R$ 3.599 (64GB).

Galaxy S4
 (Samsung/Divulgação)

A Samsung ofereceu este ano um dos melhores aparelhos com Android. Foi lançado nos primeiros meses, dando armas aos concorrentes para ultrapassá-lo em alguns quesitos. Apesar disso, ele encanta com especificações de alto nível, como tela full HD de cinco polegadas, 2GB de RAM, câmera de 13MP traseira e opções de 16GB, 32GB e 64GB de memória, expansível com micro-SD de até 64GB. São dois modelos: um com processador octa-core de 1,2GHz e o outro com quad-core de 1,6GHz. O preço é a partir de R$ 2.399.

Lumia 1020

Para quem é fã de fotografia e ainda quer uma opção de fuga dos sistemas iOS e Android, o Lumia 1020 se tornou a melhor alternativa. O principal destaque da Nokia, roda  Windows Phone 8, tem um desenho bem-interessante e especificações que competem de frente com os demais. O modelo apresenta processador dual-core de 1,5GHz, 32GB de memória interna, 2GB de memória RAM, tela de 4,5 polegadas (1.280p x 720p) e uma câmera que supera às dos concorrente, com a incrível resolução de 41MP. Preço sugerido: R$ 2.399.

LG G2

A LG juntou em um smartphone o que tinha de melhor para conceber o LG G2, aparelho com tela grande de 5,2 polegadas (1,080p x 1.920p) com tecnologia True HD-IPS. Seu display é também um destaque. É equipado com sistema Android 4.2.2, processador quad-core de 2,3GHz, 2GB de memória RAM, 32GB de memória interna (há ainda a versão de 16GB), câmera de 13MP e botões na parte traseira do modelo em vez de na lateral, como é normal. O preço sugerido é de R$ 1.999 (versão de 32GB).

Moto X

Com tela de 4,7 polegadas (720p x 1.280p), 2GB de RAM, 32GB de memória interna (mas sem a possibilidade de expansão), câmera de 10MP com vídeos em alta definição, Android 4.2.2 e processador dual-core 1,7GHz, o Moto X tornou-se o modelo top da Motorola. As funcionalidades oferecidas são muitas, começando pelo LTE 4G, que permite a transferência de dados e excelente navegação na internet, além de conectividade Wi-fi e GPS. Tem ainda leitor multimídia, videoconferência e Bluetooth. Seu preço sugerido é de R$ 1.499.


NOTEBOOKS

MacBook Air de 13 polegadas

O modelo da Apple pode ser considerado no geral o melhor laptop. Com peso de apenas três quilos e espessura de 0,68 polegada, o aparelho se destaca por sua tela nítida, teclado sensível ao toque, touchpad superior e belo design. O OS Mountain Lion também é bem fácil de usar e oferece acessos a um centro de notificação, ao iCloud e ao Mac App Store. Sua bateria surpreende, durando cerca de 9,5 horas. O preço é a partir de R$ 4.599.

Ultrabook conversível Dell XPS 12
 (Dell/Divulgação)

Com tecnologia de tela rotativa, o Dell XPS 12 permite funcionamento tanto no formato de ultrabook quanto de tablet. O aparelho mais top é equipado com processador Intel Core de quarta geração, o que garante desempenho bem superior aos modelos da versão anterior, Windows, 4GB ou 8GB de memória e disco rígido de 128GB ou 256GB, além de placa de vídeo integrada Intel 4400HD. O preço sugerido no site da Dell é a partir de R$ 5.698.
Ultrabook Vaio Pro 13

O aparelho da Sony é um dos melhores compactos atualmente no mercado nacional, sendo bem leve (cerca de um um quilo), é muito rápido com seu processador i7 e a memória de 8GB não deixa nada a desejar. Além de tudo, é muito agradável de operar, com seu conjunto de teclado, touchpad e tela sensível ao toque, que respondem aos comandos com fidelidade. Tem tela com definição de 1.920p x 1.080p. O preço sugerido é que não ajuda: em torno de R$ 6 mil.

Asus Zenbook Touch U500VZ

O modelo da Asus é um ultrabook ultrafino com uma característica bem interessante: é oferecido com chip gráfico dedicado – um Nvidia GeForce GT 650M, que agrada em cheio a quem gosta de games no computador. Tem processador Intel Core i7, memória RAM de 8GB, tela multitoque de 15.6”, com resolução de 1.920p x 1.080p, sistema operacional Windows 8 e até 512GB de disco. O preço é também salgado: R$ 7.999.

Ultrabook IdeaPad Yoga

Não traz uma configuração de ponta, mas apresenta boa combinação de hardware, design, multiutilidade e desempenho. Foi o primeiro lançado no Brasil com o Windows 8 e trabalha em quatro modos: 360°padrão, em stand, no modo display e como tablet. Tem sistema operacional Windows 8, tela de 11 ou 13,3 polegadas HD, processador Intel Core i5 ou i7, placa de vídeo Intel Graphics 4000 HD e armazenamento SSD de 128GB. O preço sugerido é a partir de R$ 3.899.

TABLETS

Galaxy Tab 3 8.0

Com tela de oito polegadas e resolução HD de 1.280p x 800p, o Galaxy Tab 3, o tablet de tamanho intermediário da Samsung, oferece os melhores recursos no seu ágil sistema, baseado no Android 4.2 Jelly Bean. O aparelho tem memória interna de 16GB, podendo ser expandida para 48GB por meio de cartão micro-SD. Conta com processador dual-core de 1.5GHz, uma câmera traseira de 5MP e outra frontal de 1.3MP, Wi-fi, GPS, Bluetooth e conexão 3G. Preço: R$ 1.100.

Galaxy Note 8
 ( Samsung/Divulgação)

O Galaxy Note foi lançado no fim de 2011 e este ano ganhou duas versões maiores: de oito e 10.1 polegadas. O menor é o mais potente e o que merece maior destaque, oferecendo processador quad-core que roda a 1,6GHz e memória RAM de 2GB. Tem resolução de tela HD (1.280p x 800p) e vem com uma caneta stylus (S Pen) e diversos recursos de software, que permitem integrar agenda, notas e demais itens importantes no S Planner por meio da caneta. Tem ainda câmeras de 5MP e 1.3MP, Bluetooth 4.0 e conexão Wi-fi, além de conexão 3G. Seu preço é R$ 900.

iPad 4

A quarta geração do iPad é das melhores opções para quem quer muitos aplicativos em um sistema que pouco falha. O destaque é sua tela retina de 9,7 polegadas (2.048p x 1.536p). O processador A6X oferece o dobro de desempenho comparando-se com a versão anterior A5X. Roda o sistema iOS 7, tem câmera iSight traseira de 5MP e outra frontal já pronta para Facetime. Ébom, mas é o mais caro: os preços variam de R$ 1.700 a R$ 2.500 (de 16GB a 64GB).

iPad Mini

O outro tablet de destaque da Apple, o Mini, apresenta tudo de melhor do sistema operacional da Maçã, mas numa tela menor, de 7,9 polegadas. Tem corpo mais compacto e com bordas mais finas, que facilitam seu transporte e manuseio. Ponto negativo nos modelo já no Brasil é a tela, que não é de retina, o que faz com que sua resolução seja inferior. A câmera traseira é também de 5MP, que faz vídeos em HD, e a frontal tem 1.2MP. O preço varia de R$ 1.580 a R$ 1.650.

Asus Fonepad

O híbrido da Asus, que também fabrica o Nexus 7 tem design e acabamento bem parecido com o tablet da Google, porém sem os botões físicos. O maior destaque é sua função telefone, inexistente nos rivais, que permite usar o chip SIM também para fazer ligações. A tela é HD, com 1.280p x 800p. Tem câmeras de 3MP traseira e 1.2MP frontal e armazenamento interno de 16GB (expansível para 32GB). Pode ser encontrado nas lojas on-line por entre R$ 800 e R$ 900.

Televisores

Smart TV Samsung Série 7 3D Full HD
 (Samsung/Divulgação)

As Smart TVs Série 7 têm base de metal giratória, com três entradas HDMI e três entradas USB. Obedecem aos comandos de voz tanto para ligar quanto para abrir programação multimídia, que inclui integração com rede sociais. O modelo escolhido, de 40 polegadas, tem tela Slim LED com resolução de 1.920p x 1.080p. Com apenas 2,97cm de espessura, tem conexão Wi-fi e acompanha quatro óculos 3D. Os preços variam entre R$ 2.400 a R$ R$ 4.300, de acordo com o número de polegadas.

Smart TV LG Cinema 3D Full HD

Concorrente mais direto da Samsung, o melhor modelo da LG apresenta a vantagem de ter tela de 47 polegadas, também com resolução 1.920p x 1.080p. O aparelho também conta com conexão Wi-fi, quatro entradas HDMI, USB e aplicativos de redes sociais, como Facebook e Twitter. Nele pode-se nele assistir ao YouTube via widget que vem no seu programa. Os preços variam entre R$ 2.700 e R$ 4.300.

Smart TV Philips
Série 4000 Full HD 3

O modelo 3D da Philips mais simples e mais barato é uma boa escolha. Com 32 polegadas, tem tela com resolução de 1.920p x 1.080p com tecnologia Digital Crystal Clear, que garante maior nitidez. A frequência da televisão é de 120Hz. Ponto negativo do aparelho está na integração com a internet, pois basicamente só navega pelo YouTube, sem interatividade com Facebook ou Twitter. O preço apresenta pequena variação, entre R$ 1.200 e R$ 1.300.

Smart TV Sharp Aquos 3D Full HD

A aposta da Sharp em uma  TV mais robusta, com 46 polegadas e resolução de 1.920p x 1.080p, é boa opção. Além de funcionar em 3D, apresenta opção superwidescreen, para assistir a filmes como num cinema. Tem quatro entradas HDMI (nenhuma USB) e conexão Wi-fi, além de uma entrada Áudio PC e para fones de ouvido. É boa para games, mas peca por oferecer apenas um óculos 3D. Os preços também variam: de R$ 2.099 a R$ 2.499.

Internet TV Sony 3D Full HD

O modelo de 40 polegadas oferece integração com smartphones e tablets. O recurso Media Remote permite aos usuários com aparelhos Android ou iOS transformá-los em um controle remoto e compartilhar fotos, filmes e músicas do dispositivo móvel. Vem com o Motion Flow XR 480Hz, que possibilita a reprodução de quadros por segundo oito vezes mais, tem conexão Wi-fi, quatro entradas HDMI e uma entrada de fone de ouvido. Também falha ao oferecer só um óculos 3D. Os preços vão de R$ 2.250 a R$ 2.799.



Cinco tendências em marketing digital para 2014

23/12/2013 11:30 EM Marketing

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No Marketing Digital, fazer previsões sobre tendências é um desafio e tanto, pois a velocidade com que novas tecnologias surgem torna complexa a tarefa de prever qualquer movimento do mercado.  No entanto, algumas inovações mostraram que vieram para ficar, e a tendência é que sejam usadas fortemente em 2014.  É o caso das tecnologias de monitoramento e redes sociais.
Ao mesmo tempo, alguns movimentos internacionais começam a ter mais força no Brasil já que a infraestrutura da tecnologia necessária para decolarem está chegando ao País. Estamos falando de Programmatic Trading, Native Advertising e Self-Publishing, tecnologias que já estão sendo fortemente aplicadas nos Estados Unidos e deverão ter uma presença muito maior no mercado brasileiro no ano que vem. https://lh4.googleusercontent.com/ZFsjeO9sKF67eFz38MoecHN2LVuA3meqi-37BACtKwlqnxVBYTm09tC9b4gA13DzfF2-jkmF0gAvtllCp7uY64PV7QRxHOnx0KwZO8xafqtEt6MIr1ZAIrvBnw
Assim, considerando este trajeto, podemos dizer que teremos cinco macro tendências na área de Marketing Digital para Brasil no Novo Ano. São elas:
1) Programmatic Trading
Em 2014, os sistemas assumirão gradativamente o papel do profissional de mídia. Os algoritmos irão comprar e distribuir a campanha de marketing digital de acordo com a movimentação do público-alvo, melhorando a efetividade dos resultados e reduzindo os custos. Isto é o Programmatic Trading­ e já é uma realidade
2) Native Advertising
Native Advertising é uma metodologia para campanhas de marketing que baseia o desenvolvimento de campanhas num formato personalizado, de acordo com o contexto de navegação e de interesse do consumidor. Atualmente, já existem vários sistemas que monitoram o comportamento do cliente. Estes dados deverão ser utilizados com maior profundidade pelas agências de marketing digital para personalizar suas campanhas, de acordo com desejos e  necessidades do cliente potencial.
3) Self-Publishing
Estamos vivendo a era do "Self". Inicialmente, era somente o "Selfie" proporcionados pelo Instagram e Facebook, com a publicação de fotos sobre o "eu" e "minhas" ações no mundo. No entanto, o que está surgindo agora é a tecnologia que permite às pessoas serem seus próprios publishers.  Muitas empresas estão investindo em plataformas e aplicativos para que as pessoas escrevam seu proprio conteúdo e publiquem. É o caso do Apple iBooks Author, do Calibre E-Book, do clickz.com, do LibreOffice, dobr.blurb.com. Existe até uma rede social para composição colaborativa de e-books, o Widbook, que foi desenvolvida por brasileiros. A tendência é que em 2014 as pessoas passem a usar muito mais estes recursos, inclusive com certa enfase para troca de conhecimento colaborativo.
4) Monitoramento e BI (Business Intelligence)
Com a importância que as redes sociais assumiram na vida das pessoas no Brasil, em um País que está entre os maiores em números de usuários de Facebook e internet, o monitoramento será cada dia mais valorizado.  Por isso, a tendência é que as tecnologias de monitoramento tornem-se cada vez mais eficiente e passem a oferecer não só resultados de campanhas e lançamentos para o meio digital, como também, insights cada vez maiores sobre como personalizar o marketing digital e atender melhor os clientes.
5) Redes Sociais e SCRM (Social Customer Relationship Management)
As empresas parecem ter atingido um nível de maturidade sobre o poder das Redes Sociais e o seu potencial para melhorar a comunicação com o cliente, a comunicação interna e a colaboração entre funcionários dentro das empresas, valorizar o marketing e potencializar a comunicação de campanhas, entre outros. Em 2014, mais empresas utilizarão as informações das redes sociais para melhorar seus serviços e produtos, interagindo e produzindo conteúdos de forma colaborativa.
Artigo encaminhado por Caio Soldi, CEO da agência de planejamento digital CVS, agência associada da APADi (Associação Paulista das Agências Digitais) e é especialista em Marketing Digital



Previsões tecnológicas para 2014 

 
Final de ano, época onde fornecedores de tecnologia e analistas de indústria fazem previsões para os próximos doze meses. Mas creio que estejamos agora em uma fase de consolidação das agora cinco ondas tecnológicas, pois não podemos deixar de adicionar a Internet das Coisas às ondas da mobilidade, social business, cloud computing e Big Data. Estamos saindo das fases de curiosidade e provas de conceito para colocá-las em prática. Algumas estão mais consolidadas como cloud computing (praticamente se tornando mainstream) e outras, ainda mais distantes, como Big Data, mas em todas o ano será de crescente adoção.
imagemMas, gostaria aqui de concentrar atenção em quatro movimentos que me parecem extremamente importantes: o primeiro é continuada evolução da mobilidade e o fenômeno da consumerização, da qual iniciativas de BYOD, BYOA ou BYOC (leia-se Bring Your Own Device, App ou Cloud) são as partes mais visíveis. Outro é o inicio da curva de adoção de sistemas cognitivos, o terceiro será o impacto das impressoras 3D na sociedade. O quarto é o conceito de DevOps, que acelera o processo de criação de sistemas agrupando desenvolvimento e  operação.  
Comecemos pela mobilidade e consumerização. A mobilidade estará cada vez mais presente. Se pegarmos apenas um fabricante, a Apple, vemos que ela sozinha vende mais de 200 milhões de dispositivos móveis iPod, iPhone e iPad por ano, que é aproximadamente o mesmo numero de aparelhos de TV vendidos anualmente no mundo todo.
O processo de amadurecimento da mobilidade está começando a eliminar a distinção entre o que é uma app de negócios e uma app voltada para o consumidor final. No dia a dia, o uso de apps como WhatsApp, Vine, YouTube, Facebook, Twitter e outras estão fazendo parte das atividades profissionais. Talvez nas corporações, por politicas ainda restritivas o acesso seja limitado. Mas pensemos em profissionais liberais, como advogados e médicos. Seu dia a dia profissional e pessoal absolutamente não tem mais fronteiras. Eles usam o WhatsApp para enviar mensagens tanto para seus amigos como para seus pacientes/clientes. 
Esse movimento vai chegar com força nas empresas. No ambiente corporativo está cada vez mais difícil explicar (e convencer os usuários) porque as apps baixadas de lojas como AppStore ou Google Play são tão intuitivas e fáceis de usar, interagem com vídeos e intensificam as interações sociais, enquanto os sistemas internos são complicados, apresentam interfaces pouco amigáveis e exigem dias de treinamento e leitura de manuais. Indiscutivelmente que vivemos em um ambiente de intensa interação. Em 2002 cerca de 80% do desempenho dos funcionários dependiam deles mesmos. Hoje, cada funcionário interage com pelo menos dez outros para efetuar suas atividades e seu desempenho depende da eficiência do grau de conexão entre ele e seus pares, bem como entre ele e seus clientes. Cerca de 2/3 dos funcionários atuam de forma muito mais colaborativa que há três anos e esta tendência continua se acelerando. Vai ficar mais visível em 2014. Creio que as iniciativas BYOD/A/C serão cada vez mais disseminadas e mais estruturadas (sendo pauta importante das reuniões dos executivos C-level), e menos ad hoc como a maioria das que vimos acontecer. Outra tendência será a crescente liberalização do uso de plataformas sociais nas empresas, que terá cada vez menos relutantes e seu uso se intensificará. Ainda vão acontecer erros e muitas empresas provavelmente falharão em definir guidelines claros e consistentes, mas é um processo de aprendizado normal. O fato é que será (e já é) simplesmente impossível de impedir os usuários de usarem seus smartphones e tablets. A não ser que eles sejam confiscados ao entrarem na empresa. Mas, se estiverem em home office?
Também acredito que veremos mais e mais apps corporativas saindo da mera cópia de sites adaptados para telas menores, para sistemas que realmente exploram o potencial de recursos dos equipamentos móveis, criando o que chamamos de systems of engagement. Em todas as áreas isto já está acontecendo ou vai acontecer. Por exemplo, em saúde, criando apps que engajem o paciente em iniciativas de auto monitoração, com interação direta com os serviços e seus médicos. Ou em esportes, como o caso da Nike que, inclusive, fomenta a criação de um ecossistema baseado na sua plataforma, para desenvolvedores criem suas próprias aplicações.
Observo também que se TI ficar à parte ou tentar criar empecilhos, será simplesmente contornado. Hoje, em muitas empresas, cerca de 80% do budget que envolve tecnologia tem interferência direta ou está sob responsabilidade dos executivos das linhas de negócio. É o famoso “shadow IT” que vai crescer na mesma proporção de TI não responder aos anseios da organização.
O segundo movimento que deverá se acentuar em 2014 serão os sistemas cognitivos, que ainda são relativamente desconhecidos. Alguns ouviram falar do Watson da IBM, mas é importante considerar que eles se constituirão em uma nova categoria de sistemas, que combina tecnologias já existentes com algoritmos preditivos sofisticados, linguagem natural, e “machine-based learning”. Tem grande potencial em muitas indústrias e recentemente a IBM criou um programa mundial de incentivo à criação de novas aplicações cognitivas, com a proposta de formação de um ecossistema de desenvolvimento de novos negócios. Vale a pena visitar o website do Watson e analisar os casos já existentes como os da Fluid, MD Buyline e Welltok. Sistemas cognitivos não são ficção cientifica e podem trazer excelentes resultados de negócios. Recomendo ler o texto “Cognitive systems redefine business potential”. Quem sabe se daí não surgem novas e inovadoras aplicações? Creio que veremos algumas delas já em 2014, principalmente criadas nos EUA porque atualmente o Watson só entende inglês americano. Neste ano a curiosidade em torno do tema deve se acentuar e provavelmente veremos eventos e palestras pipocando no mundo todo e talvez até mesmo, quem sabe, um no Brasil...
E as impressoras 3D? Começaram orientadas à produção de protótipos e maquetes, mas começam a ser usadas para aplicações de negócio. A BMW utiliza impressoras 3D para produzir instrumentos especiais que ela precisa para fabricação de seus carros e que seriam muito caros, se produzidos na manufatura tradicional, de produção em série. As impressoras tendem a cair de preço e espera-se que o mercado mundial alcance 3 bilhões de dólares em 2016 e mais de 5 bilhões de dólares em 2020. Poderão produzir brinquedos em casa (risco de ruptura no setor de varejo de brinquedos?). Com impressoras em casa, muitos produtos vendidos pelas lojas virtuais (e-commerce) dispensarão a logística da entrega em casa dos produtos físicos e a trocarão pela permissão do cliente fazer download do modelo e imprimir o produto em casa. Varejistas poderão criar centros de impressão 3D para produzir produtos customizados e com isso romper a divisão entre manufatura e varejo. A logística será afetada de forma significativa e no futuro a produção de produtos baratos poderá sair de países onde  a mão de obra é barata para se concentrar nas impressoras caseiras ou centros de impressão em países desenvolvidos. O fator custo de mão de obra poderá ser bem menos importante. Interessante este projeto de uma impressora 3D que pode imprimir cópias de si mesma. Em resumo, o que teremos de realidade em impressoras 3D em 2014? Algumas empresas industriais as usando de forma mais intensa, mas ainda estarão distantes do uso diário nas nossas casas. Mas, com certeza o tema será bem mais discutido.

DevOps
Indiscutivelmente que o mundo está cada vez mais acelerado e dependente de software. Software está em todos os lugares.
Quando falamos em software, podemos analisar dois momentos importantes: a fase de desenvolvimento e testes e a fase de operação. Nos primórdios da computação, nos anos 50, o programador em um computador como o IBM 1401 escrevia o programa e ele mesmo o operava. Com o surgimento dos mainframes /360 e o aumento do número e complexidade das aplicações, começou-se a criar os CPDs (Centros de Processamento de Dados) que agrupavam estas máquinas, que ficavam em locais de acesso restrito. Os desenvolvedores ficavam fora, em um setor de desenvolvimento e entregavam aos operadores os sistemas e programas para eles operarem. Criou-se a divisão entre desenvolvimento e operação.
Com a evolução tecnológica e a adoção dos modelos cliente-servidor e web applications, a computação se disseminou muito rapidamente. A automação também criou o conceito de “lights out data center”, onde nem mesmo era necessário a presença de operadores. A profissão de operador de computador se extinguiu, como os datilógrafos e operadores de telex. Os operadores passaram a ser sysadmins (administradores de sistemas), pois os computadores praticamente operavam sozinhos. Já não havia fitas ou discos para trocar. Com o alto nível de automação proposto pelo modelo de computação em nuvem os data centers passaram a ser locais quase desertos. Um exemplo é um dos mega data centers do Facebook, com 45.000 m² que opera 24x7 com milhares de servidores em cloud e apenas 35 funcionários.
Com a crescente digitalização da sociedade, as empresas passaram a ter uma extrema dependência de seus sistemas. Um sistema fora do ar por algumas horas provoca danos que podem afetar o resultado anual de uma grande corporação como um banco, uma empresa aérea ou um varejista. Além disso, o cenário de negócios instável da sociedade moderna não comporta mais esperas por meses para ter um sistema operando. As janelas de oportunidade se estreitam cada vez mais. Isto significa que os sistemas devem ser construídos e entregues rapidamente e as inevitáveis correções e evoluções tendem a serem efetuadas continuamente, quase que em ritmos mensais, semanais ou ate mesmo diários.
Isto nos leva aos desenvolvedores. O novo cenário tecnológico, com múltiplas e diferentes tecnologias, é altamente desafiador. Uma aplicação tem que rodar com eficiência em um ambiente de nuvem e utilizar os diversos recursos disponibilizados em smartphones e tablets muito diferentes entre si.
imagemA própria arquitetura das aplicações tem que ser reengenheirada. De modelos monolíticos, altamente integrados e fechados em si mesmo, para um modelo de serviços, com pontos de contato com o mundo exterior através de um ecossistema de APIs. Na prática nenhuma aplicação é uma ilha isolada. Ela deve proporcionar experiências positivas para seus usuários e, portanto, deve ser desenhada para criar interfaces com as plataformas de mídia social para eles compartilharem suas ações. Outro exemplo são interfaces que permitam obter dados sobre a pegada digital deste usuário (Big Data) de modo a aumentar a amplitude de sua experiência, como identificando e agindo de acordo com o contexto em que o usuário está inserido a cada momento de suas interações com a aplicação.
Aí me parece que surge um conflito. De um lado o modelo organizacional que envolve o ciclo de vida dos sistemas é dividido em uma área que desenvolve e testa os aplicativos e outra que os opera. Existem processos e regras que criam barreiras entre eles e como resultado uma aplicação de uma correção em um sistema é lenta para os tempos atuais. As estruturas organizacionais foram desenhadas para os Data Centers cliente-servidor e mainframes, com os setores de desenvolvimento e operação estanques e isolados.
Por que não repensar esta organização? Porque não tornar operação parte integrante do processo de desenvolvimento? As aplicações desenhadas para o paradigma de cloud são baseadas em conceitos diferentes das desenhadas para cliente-servidor. Os recursos de resiliência e monitoração agora fazem parte da aplicação em si. Um exemplo é o caso da Netflix. Creio que os CIOs devem começar a usar estas empresas inovadoras como benchmarks para suas próprias organizações. O conceito por trás deste modelo é o DevOps.
Os processos de criação de sistemas sofrem profundas mudanças com o conceito de DevOps. As extensas e demoradas listas de requisitos funcionais, que tentavam ser as mais amplas possíveis, cedem lugar a um conceito baseado na proposta de “lean startup”, que propõe criar uma base funcional que opere de imediato com o que seja considerada a funcionalidade mais valiosa do aplicativo e depois, a partir desta primeira versão, adicione funcionalidades adicionais de forma contínua.
Além disso, ao invés de equipes de desenvolvimento, teste e operação separadas, os profissionais são agrupados em equipes em torno de serviços ou conjunto de serviços e funcionalidades. O resultado é que temos multidisciplinaridade com desenvolvedores e pessoal de operação trabalhando de forma integrada e colaborativa. Portanto DevOps representa uma ruptura na cultura tradicional de desenvolvimento e gestão do ciclo de vida das aplicações. Utiliza os conceitos já consagrados de “agile development” e adiciona as práticas de “lean startup”, criando um novo paradigma. É um processo colaborativo por excelência e demanda atividades em paralelo, e não apenas sequenciais como na maioria dos processos de desenvolvimento adotados hoje. É, no fundo, uma nova doutrina para criação de produtos de software.
E para 2014? Para mim este conceito vai começar a ser debatido com mais intensidade e aos poucos adotado pelas organizações. Ainda é visto como válido apenas para start-ups do mundo da Internet, mas pouco a pouco as empresas como bancos, varejos etc., vão admitir que o conceito é valido para elas também. Sugiro olhar a estratégia da IBM quanto a DevOps, e fazer o download grátis do livro “DevOps for Dummies” que, sem brincadeira, dá uma boa visão inicial do conceito.


Dez profissionais de TI mais demandados em 2014

Dinâmica do mercado exige talentos aptos a lidar com as novas tecnologias

Edileuza Soares 17 de dezembro de 2013 

O momento é propício para profissionais de TI que estão se preparando para dar um upgrade na carreira em 2014. A pressão para que as empresas invistam em tecnologias mais avançadas vai abrir oportunidade para especialistas que estejam em linha com as necessidades do mercado. Novos cargos devem ser criados e alguns talentos serão mais disputados, com perspectivas de valorização salarial.
Projeções de consultorias em RH como Michael Page, Hays, Randstad Technologies, Robert Half e CTPartner sinalizam que o mercado de trabalho na área de TI continuará aquecido no próximo ano. Pesquisas e guias de salários para 2014, divulgados por essas empresas, apontam aumento das contratações e das remunerações para talentos qualificados.
“Das 700 empresas que entrevistamos para o nosso guia salarial, 60% disseram que vão fazer contratações em 2014”, afirma Caroline Cadorin, gerente de TI na Hays.
Como resultado disso, alguns profissionais serão mais valorizados em 2014, especialmente em indústrias de web e serviços. O Guia de Salários da Robert Half revela que especialistas em ERP, por exemplo, poderão ser reajustados em até 44%.
Caroline aponta que profissionais com conhecimento de bancos de dados, redes móveis, infraestrutura, segurança da informação e desenvolvimento de software estarão entre os mais procurados para atender projetos como de Big Data e mobilidade.
Os mais assediados serão os experientes que conhecem bem tecnologia e estratégias de negócios. Alguns serão mais difíceis de serem encontrados como cientistas de dados, recurso escasso não só no Brasil.
Outras profissões ganharão mais destaque a partir do próximo ano como o Chief Digital Officer (CDO), que Marc Gaperino, sócio-diretor da CTPartners em Nova York, considera imprescindível na transformação digital dos negócios. O Chief Mobility Officer é outro que chegará para ajudar as empresas a colocar ordem nos projetos de BYOD (Bring your Own Device).
Capacitação de talentos
Como o déficit de mão de obra qualificada mantém-se alto no Brasil, encontrar o perfil adequado para a vaga certa permanecerá sendo um dos maiores desafios das companhias em 2014. Lucas Toledo, gerente da divisão de TI da consultoria Michael Page Brasil, aponta que continuarão fortes os investimentos no próximo ano em capacitação interna de mão de obra com programas de trainee e projetos de universidades corporativas.

Surge também no mercado local o trabalho de consultoria em RH, que prepara talentos de acordo com as necessidades dos clientes como é o caso da holandesa Randstad Technologies, que opera há um ano no Brasil. Frederico Costa, gerente regional no Brasil, explica que a empresa aplica um teste aos candidatos para avaliar o conhecimento deles em determinadas tecnologias.
Caso haja algum gap de conhecimento, ele é treinado e certificado como, por exemplo, em linguagem Java. Segundo o executivo, esse trabalho faz com que a Randastad seja mais assertiva na apresentação de talentos capacitados aos seus clientes e com maior chance de contratação.
Na opinião de Sandro Melo, professor e coordenador do curso de Redes de Computadores da BandTec, faculdade de TI ligada ao colégio Bandeirantes, os talentos de TI precisam reinventar-se constantemente.
Para ajudar os jovens talentos a se preparem para o mercado de trabalho, e os CIOs a contratarem melhor, Melo lista as dez principais competências que oferecem o mix de habilidades necessárias para suprir as novas exigências das empresas.
1. Cloud computing e virtualização
A computação em nuvem possui um modelo de infraestrutura de TI que provê recursos de modo mais fácil e econômico. Dessa forma, as empresas podem pensar em ter mais aplicações para aprimorar e alavancar negócios, o que, consequentemente, demanda que os profissionais de TI e os desenvolvedores de aplicativos tenham a habilidade de explorar os recursos da nuvem. 

O primeiro passo para pensar em nuvem é a virtualização. Todavia é possível ter um ambiente baseado em virtualização que não atenda todos os quesitos para ser classificado com uma infraestrutura de nuvem. 
Por isso, cada vez mais, o mercado requer profissionais que conheçam virtualização e que saibam trabalhar com o modelo novo de data center, desenhado para este fim. Apesar de muita tecnologia estar sendo virtualizada, ainda “falta gente com competência apurada nesse segmento”, constata o professor da BandTech.
2. Programação e desenvolvimento de aplicativos
“Saber programar é e sempre será um grande diferencial em qualquer função de TI”, afirma Melo.  Esta é uma habilidade importante, não só para quem atua com programação, mas também em outras áreas, como, por exemplo, o profissional de rede e banco de dados, em que o conhecimento de programação passa ser um diferencial para prover automação e escalabilidade.  

“As empresas querem funcionários que criem tecnologias com o objetivo de aprimorar processos por meio de programação e desenvolvimento de aplicações”, complementa.
3. Armazenamento de dados
Outra competência em alta. “As pessoas falam de computação em nuvem e se esquecem que esses arquivos têm que estar armazenados em algum lugar”, explica Melo. Por isso, há uma demanda crescente de profissionais com capacidade de criar, registrar, armazenar e gerenciar grande quantidade de estoque de dados.

4. BI
As empresas já aprenderam que inteligência de dados é algo relevante. Apesar de ser uma competência consolidada, as crescentes demandas motivam um campo fértil para expansão e também especialistas com domínio em BI.

5. Big Data
É preciso tratar dados não estruturados e torná-los úteis. Isso demanda profissionais com conhecimentos arrojados, que tenham boa base educacional nas áreas exatas, como cientistas de dados. Big Data é uma das principais prioridades para muitas empresas, mas precisa de pessoas certas para analisar a montanha de informação gerada todos os dias, principalmente a produzida pelas redes sociais. 

6. Mobilidade
Em um futuro próximo, as pessoas deixarão de comprar computadores e passarão a utilizar apenas dispositivos móveis. E conforme há o crescimento deste recurso, as empresas passam a precisar, cada vez mais, de profissionais que estejam aptos a lidar com as demandas relacionadas à proliferação de tais dispositivos.

 7. IPv6
A “Internet das Coisas” vai gerar um outro conceito computacional, por isso é necessário existir estrutura que permita isso. No entanto, infelizmente, o Brasil ainda é um dos países que pouco fizeram. Muito disso por conta da falta de profissionais capacitados em IPv6.

8. Segurança
Garantir segurança nos ambientes atuais está cada vez mais complexo. Por isso, o mercado tem procurado profissionais que tenham a capacidade não só de construir modelos de segurança, mas também de testá-los, além de serem capaz de atuar quando o problema ocorrer.

 9. Soft Skills
Além das competências técnicas listadas acima, cada vez mais as empresas têm reconhecido a importância dos fatores comportamentais no trabalho. Seja para o sucesso dos projetos e processos, ou ainda, para o próprio desenvolvimento profissional, competências globais em gestão têm tido o mesmo peso que os conhecimentos técnicos.

“O ideal é que um profissional tenha um bom equilíbrio entre os hard e os ‘soft skills”, comenta Melo.  Para trabalhar essas competências com seus alunos, a BandTec oferece aos estudantes o Programa H, que integra formação humanista aos cursos de TI oferecidos pela instituição.
10. Inglês
Falar inglês na área de TI é essencial. Muitas das tecnologias são desenvolvidas nesse idioma, por isso, assim como uma boa formação, o idioma faz parte das competências necessárias do profissional que escolhe atuar em TI.