Magazine Luiza

sexta-feira, 6 de março de 2015

Vamos sair para as ruas no dia 15/03

Primeiro recebi um e-mail me pedindo para acordar, que existem políticos descompromissados com a nação e me pedindo para sair as ruas dia 15/03.

Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, 14º e 15º salários etc.) dos poderes da República.

Depois recebi uma mensagem do WhatsApp de um sargento Militar dizendo os ricos que corremos de uma intervenção militar e me pedindo para sair as ruas dia 15/03.

Urgente: áudio revela possibilidade de golpe militar em favor da esquerda e guerra civil no Brasil!

Depois recebi um SMS de uma loja de produtos esportivos, que meses antes eu preenchi um cadastro para participar de um sorteio e a mensagem dizia:
"Daniel! Vamos às RUAS! A ESPORTE PONTO COM quer vestir o Brasil neste dia 15/03! Até 14/03, COMPRE qualquer CAMISA do BRASIL e GANHE outra igual!"

Caracas!! Até propaganda de camisa está me cooptando para sair e protestar nesse dia 15.

Depois um convite para sair no dia 15/03 para comemorar o título da libertadores do Galo em 2013, mais o bi-campeonato do brasileiro do Cruzeiro(2013-2014) e o mundial do Corinthians(2012).

Como não sou massa de manobra, não gosto de ouvir falar que vivo uma "vida de gado", então aqui o que eu acho sobre esses chamamentos todos: 




Alerta de golpe militar no Brasil circula no WhatsApp

Áudio que se espalhou pelo WhatsApp avisa a todos que o Brasil está prestes a sofrer um golpe militar! Mas será que isso é verdade mesmo?
No começo de março de 2014, um alerta em áudio começou a ser compartilhado através do WhatsApp e deixou muita gente preocupada. No alerta, um sargento aconselha a todos que não saiam de suas casas nas próximas horas, pois há fortes indícios de um Golpe de Estado se instalando no país!
Será que essa história é real?
Áudio se espalha no WhatsApp sobre um iminente golpe de estado! Será verdade?
Áudio se espalha no WhatsApp sobre um iminente golpe de estado! Será verdade?

Verdadeiro ou falso?

Apesar do áudio estar causando preocupação em muitos, tudo não passa de mais um boato da web. Não há nenhuma prova de que esses alertas sejam reais!
Os áudios (são várias versões do mesmo boato, com diferentes vozes. Alguns são anônimos!) não citam fontes e tampouco dão alguma prova daquilo que estão falando. Como alguns se apresentam como sargentos, muitas pessoas acabam acreditando sem questionar.
Além disso, misturam um monte de frases que se contradizem (como um dos “sargentos” que diz que o Brasil sofrerá um “golpe de esquerda” e também um “golpe de direita”. Alguém pode explicar o que isso significa?).

Boato recorrente

Essa não é a primeira vez que áudios sobre um possível golpe militar circulam no Brasil. O vídeo abaixo, por exemplo, foi publicado no YouTube em fevereiro de 2015 e é uma conversa que teria “vazado” entre os militares sobre uma intervenção militar prestes a acontecer (mas que não aconteceu ainda):

Além desses, outros boatos já circulavam em 2013 dizendo que o Brasil seria comandado “em breve” pelos militares. Em junho de 2013, o blog Nerd Pai já explicava que um novo Golpe Militar seria quase impossível de acontecer aqui no nosso país.
Outros blogs espalharam o boato sobre o Golpe iminente em 2013 (que não aconteceu).
Igualmente falso era o texto afirmando que, caso o PT fosse reeleito para a Presidência da Repúblicaos 38 Generais iriam se juntar para tomar o país!
Em janeiro de 2014, o site Folha Política publicou um artigo de uma entrevista dada por um General que afirmava que o Brasil estava prestes a sofrer um Golpe de Estado. Parece que alguém estava enganado nessa também!
Diante a onda de boatos, os três Chefes das Forças Armadas do Brasil responderam à imprensa, onde disseram que não há nenhuma verdade nessa história de Golpe Militar.
Aí, muita gente diz: “Ah! Mas se eles fossem tomar o poder mesmo, é lógico que não iam falar, né?
É nesse ponto que queremos chegar. Um Golpe de Estado, para ser bem-sucedido, precisa ser planejado em segredo (como aconteceu em 1964). E se corre em segredo, como é que esse pessoal que espalha esses alertas pelo WhatsApp saberiam dessas informações?
Em setembro de 2014, por exemplo, um documento “oficial” do Quartel General de Brasília começou a ser compartilhado nas redes sociais falando sobre uma intervenção militar que ocorreria uma semana depois. É claro que não houve nenhum Golpe de Estado na ocasião e o texto (cheio de erros de português) se provou ser uma farsa!

Impeachment de Dilma é improvável

A correspondente Alessandra Corrêa, publicou o resultado de uma consulta a rede BBC fez com vários cientistas políticos sobre as reais chances da atual presidente do Brasil sofrer um impeachment e tudo indica que as chances dela deixar o cargo antes do término do mandato são nulas, pois – dentre outros motivos – ainda não há nenhuma evidência de envolvimento de Dilma nos escândalos da Petrobrás e, além disso, o PT tem o apoio do Congresso Nacional, o que dificulta a possibilidade de impeachment.
Resumindo essa história, quem inventa esses boatos se apoia em uma série de falácias como, por exemplo, o apelo à autoridade (quem faz essas afirmações sempre tenta se passar por alguém que possui alta patente militar, para tentar dar mais credibilidade ao assunto). Alem disso, esses boateiros nunca dão informações verificáveis como, por exemplo, alguma fonte confiável (é sempre na base do “ouvi falar”).

Conclusão

Não há (por enquanto) nenhum Golpe de Estado em andamento no país. Se estivermos a beira de uma intervenção militar, acredite, seremos os últimos a saber!   




38 Generais Em Pé de Guerra



Brasil
Brasil

POSTAGEM ORIGINAL DO BLOG "AMIGOS DA DIREITA" MEU COMENTÁRIO:- PORQUE ESPERAR A ELEIÇÃO??? etaperneta Postado por um militar aposentado, “Povo brasileiro, não votem no PT, são 38 Generais que se negam a se subordinar ao Ministério da Defesa, e em caso de ser eleito qualquer que seja o candidato petista, não chegará sequer a comemorar a vitória, não aceitamos e nem correremos o risco de que o Brasil adote um sistema de governo Bolivariano”. Alertam ainda para que o povo retome nas mãos o direito e o dever democrático agindo contra o STF, mensaleiros e o Planalto. Pode não parecer nada 38 pessoas, mas são 38 generais que comandam as Forças Armadas e que segundo o post vão agir em caso de reeleição ou eleição de qualquer que seja o candidato petista. Caso o povo não se manifeste e acabe com as falcatruas, no Executivo e no Judiciário eles entrarão em ação. Destituirão Presidente e Ministros do STF assim como efetuarão as prisões de todos os ladrões do erário público que continuam impunes e não condenados e presos como manda a lei. Obs: Onde estava esse post, fui o único a votar, ler e comentar, a menos que esteja postado em outros lugares além de onde vi, quem postou foi um militar aposentado e o post ficou no ar por exatamente uma semana, após isso foi deletado. Estou repassando a mensagem e tudo que falei acima estava nesse post, nada adicionei. Aurélio às 19:07 Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Orkut Marcadores: Exército Brasileiro, Politica nacional


O panelaço da barriga cheia e do ódio

Juca Kfouri

Nós, brasileiros, somos capazes de sonegar meio trilhão de reais de Imposto de Renda só no ano passado. 
Como somos capazes de vender e comprar DVDs piratas, cuspir no chão, desrespeitar o sinal vermelho, andar pelo acostamento e, ainda por cima, votar no Collor, no Maluf, no Newtão Cardoso, na Roseana, no Marconi Perillo ou no Palocci. 
 O panelaço nas varandas gourmet de ontem não foi contra a corrupção. 
 Foi contra o incômodo que a elite branca sente ao disputar espaço com esta gente diferenciada que anda frequentando aeroportos, congestionando o trânsito e disputando vaga na universidade. 
 Elite branca que não se assume como tal, embora seja elite e branca. 
 Como eu sou. 
 Elite branca, termo criado pelo conservador Cláudio Lembo, que dela faz parte, não nega, mas enxerga. 
 Como Luís Carlos Bresser Pereira, fundador do PSDB e ex-ministro de FHC, que disse:
“Um fenômeno novo na realidade brasileira é o ódio político, o espírito golpista dos ricos contra os pobres. 
O pacto nacional popular articulado pelo PT desmoronou no governo Dilma e a burguesia voltou a se unificar. 
Surgiu um fenômeno nunca visto antes no Brasil, um ódio coletivo da classe alta, dos ricos, a um partido e a um presidente. 
Não é preocupação ou medo. É ódio. 
Decorre do fato de se ter, pela primeira vez, um governo de centro-esquerda que se conservou de esquerda, que fez compromissos, mas não se entregou. 
Continuou defendendo os pobres contra os ricos. 
O governo revelou uma preferência forte e clara pelos trabalhadores e pelos pobres. 
Nos dois últimos anos da Dilma, a luta de classes voltou com força. 
Não por parte dos trabalhadores, mas por parte da burguesia insatisfeita. 
Quando os liberais e os ricos perderam a eleição não aceitaram isso e, antidemocraticamente, continuaram de armas em punho. 
E de repente, voltávamos ao udenismo e ao golpismo.”
Nada diferente do que pensa o empresário também tucano Ricardo Semler, que ri quando lhe dizem que os escândalos do mensalão e da Petrobras demonstram que jamais se roubou tanto no país. 
“Santa hipocrisia”, disse ele. “Já se roubou muito mais, apenas não era publicado, não ia parar nas redes sociais”.
Sejamos francos: tão legítimo como protestar contra o governo é a falta de senso do ridículo de quem bate panelas de barriga cheia, mesmo sob o risco de riscar as de teflon, como bem observou o jornalista Leonardo Sakamoto.
Ou a falta de educação, ao chamar uma mulher de “vaca” em quaisquer dias do ano ou no Dia Internacional da Mulher, repetindo a cafajestagem do jogo de abertura da Copa do Mundo.
Aliás, como bem lembrou o artista plástico Fábio Tremonte: “Nem todo mundo que mora em bairro rico participou do panelaço. Muitos não sabiam onde ficava a cozinha”.
Já na zona leste, em São Paulo, não houve panelaço, nem se ouviu o pronunciamento da presidenta, porque faltava luz na região, como tem faltado água, graças aos bom serviços da Eletropaulo e da Sabesp.
Dilma Rousseff, gostemos ou não, foi democraticamente eleita em outubro passado.
Que as vozes de Bresser Pereira e Semler prevaleçam sobre as dos Bolsonaros é o mínimo que se pode esperar de quem queira, verdadeiramente, um país mais justo e fraterno.
E sem corrupção, é claro!



Cronograma do golpe que se segue para 2014.


É gente. Estamos prestes a viver e presenciar um iminente golpe de Estado para o ano que se avizinha. Ou 2014, para ser mais preciso. E que golpe será esse? Bem, aí depende da ideologia do idio... da pessoa.

Se for um direitardado direitista, o idio... a pessoa dirá que o Foro de São Paulo, os comunistas, os socialistas, os petralhas, os ateus, o PT, o PSTU, o PCdoB, o PCB, o PCO, o PSOL, as FARCs, o PCC, a Ação Libertadora Nacional, os sindicatos, o Movimento Passe Livre, o Cesare Batistti, o MST, toda esquerda brasileira e demais esquerdopatas farão um golpe comunista em 2014.

Já se o idio... a pessoa for um esquerdiota esquerdista, dirá que o Instituto Millenium, azelite, a burguesia, os militares, os liberais, os neoliberais, os libertários, os militares de pijama, o PSDB, o DEM, a UDN, a TFP, a Opus Dei, a Montfort, a marcha com Deus e pela Família os sedevacantistas, os Integralistas, a Imprensa Golpista™, toda a direita brasileira e demais reaças farão um golpe militar de direita em 2014.

Quanto a mim? Bem, prefiro ficar olhando os dois lados do puteiro se debatendo e se batendo (e de preferência, que se matem), e vendo que não só os blogs políticos são uma bosta como os politizados e politiCUzinhos de Internet são um bando de retardados e débeis mentais.

Tô certo? Claro que eu tô. Como sempre.
Texto revisado e revisitado.




http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150227_brasilianistas_dilma_mdb_ac

5 razões pelas quais impeachment de Dilma é improvável, segundo brasilianistas

  • 2 março 2015


Dilma (AFP)
Falta de interesse da oposição e de provas de envolvimento de Dilma no escândalo da Petrobras são alguns dos motivos apontados pelos especialistas

A série de problemas enfrentados pela presidente Dilma Rousseff neste início de segundo mandato já foi indicada por alguns como sinal de ameaça ao seu governo.
Na semana passada, um blog publicado no site do jornal britânico Financial Timeslistou 10 motivos para acreditar que Dilma poderia sofrer impeachment, entre eles as investigações de corrupção na Petrobras, a economia em baixa, a crise no abastecimento de água e energia e o menor apoio no Congresso.
No entanto, para cientistas políticos consultados pela BBC Brasil, esse não é um cenário realista e, apesar dos problemas, no momento não há razão para considerar a possibilidade de que Dilma não termine seu mandato.
Abaixo, cinco motivos pelos quais os brasilianistas consideram improvável um processo de impeachment no Brasil:

1 – Até o momento, não há base para impeachment

Para os analistas entrevistados pela BBC Brasil, apesar dos graves problemas enfrentados pelo governo, não está claro qual seria a base para um processo de impeachment.
"Há tensões dentro do governo, tensão entre Lula (o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) e Dilma, entre o PT e (o novo ministro da Fazenda) Joaquim Levy. A polarização no Brasil está ficando muito forte, entre o PT e a oposição, entre o Congresso e a presidente", enumera Peter Hakim, presidente emérito do instituto de análise política Inter-American Dialogue, em Washington.
"Mas a pergunta que eu tenho é como o processo de impeachment seria iniciado, qual seria a base para impeachment", questiona.


Dilma (AFP)
Para analistas, um fator importante é não haver evidências de envolvimento de Dilma no escândalo da Petrobras

Segundo Hakim, até o momento não parece haver nada que possa desencadear um processo de impeachment. Ele ressalta que acusações de "incompetência", por si só, não são motivo para impeachment.
O cientista político Riordan Roett, diretor do programa de estudos da América Latina da Universidade Johns Hopkins, em Washington, lembra que nos Estados Unidos a ameaça de impeachment também costuma ser mencionada com frequência.
"O impeachment nunca está fora de questão. Os conservadores do Tea Party estão sempre falando em impeachment no Congresso americano, mas obviamente isso não vai acontecer", compara.
"(No caso do Brasil) penso que é muito cedo para sequer pensar sobre a possibilidade de um processo sério de impeachment."

2 – Não há evidências de envolvimento de Dilma no escândalo da Petrobras

O escândalo de corrupção na Petrobras, que já provocou o rebaixamento da nota da empresa pela agência de classificação de risco Moody's, é considerado por Hakim o principal problema enfrentado por Dilma no momento.
Mas ele e outros analistas ressaltam que nada indica que a presidente – que esteve à frente do Conselho de Administração da empresa entre 2003 e 2010 – tenha tido algum tipo de envolvimento ou soubesse dos casos de corrupção.
"Até o momento, não há evidência de que Dilma seja culpada de nada além de má administração (no caso da Petrobras)", diz o cientista político Matthew Taylor, pesquisador do Brazil Institute, órgão do Woodrow Wilson Center e professor da American University, em Washington.
Taylor observa que, assim como no escândalo do Mensalão muitos dos membros mais céticos da oposição diziam na época que o então presidente Lula deveria saber do que ocorria, no caso da Petrobras é possível que muitos digam o mesmo de Dilma, que seus laços com a empresa eram tão estreitos que ela deveria saber do esquema de corrupção.
"Mas em uma grande organização como essa, é bem plausível que ela simplesmente não tenha investigado mais profundamente o que poderia estar ocorrendo", afirma.
"Até agora não há qualquer sugestão nos documentos que se conhece de que Dilma seja culpada de qualquer comportamento criminoso", diz Taylor.

3 – A oposição não tem interesse em um processo de impeachment

Segundo os analistas ouvidos pela BBC Brasil, a oposição não teria condições e nem tem interesse em levar adiante um processo de impeachment.
"Não acho que o PSDB teria muito a ganhar. Além disso, precisaria do apoio do PMDB e de outros partidos na coalizão do governo. E, francamente, nenhum desses partidos gostaria de ver Dilma sofrendo um impeachment", afirma Taylor.
"Eles têm muito a ganhar com uma Dilma enfraquecida", observa. "Talvez seja melhor para a oposição simplesmente deixar Dilma mergulhada na crise e deixar que ela tome as difíceis medidas de austeridade e ser responsabilizada por elas."

4 – Apoio no Congresso

Dilma enfrenta dificuldades em sua relação com o Congresso e com a própria base aliada, em um momento em que o PT e o PMDB, apesar de terem as maiores bancadas, perderam cadeiras nas últimas eleições, que também foram marcadas por uma maior fragmentação do Congresso.
"Uma das questões cruciais para Dilma é lutar contra a oposição que há no Congresso ao plano de ajuste fiscal. Mas ela está em uma posição enfraquecida, porque não é popular, o PT tem menos membros no Congresso, há mais partidos pequenos", enumera Roett.
Apesar das dificuldades, os analistas ressaltam que a estrutura de apoio de Dilma é muito mais forte do que a do ex-presidente Fernando Collor de Mello, alvo de impeachment em 1992.
"Collor estava implementando políticas que eram de certa maneira radicais, que iam contra a maioria dos eleitores, e estava fazendo isso em um contexto em que seu partido tinha menos de 3% do Congresso", diz Taylor

5 – Dificuldades em toda a América Latina



Apesar de graves, os atuais problemas não são exclusividade do Brasil; muitos países da América Latina também enfretam escândalos

A avaliação dos analistas é de que, apesar de graves, os atuais problemas não são exclusividade do Brasil. Muitos países da América Latina também enfrentam um período de escândalos e economia em queda.
"Não é como se o Brasil estivesse sozinho", observa Hakim.
Ele cita os casos de México, Venezuela, Peru, Chile e Argentina, onde os presidentes também atravessam um momento de fraca popularidade.
"Se no Brasil a inflação chega a 7,3% nos últimos 12 meses, na Argentina está em torno de 40%, e na Venezuela perto de 70%", diz Hakim.
"A confiança do investidor está em baixa em toda a América Latina."

Exagero

Para Hakim, há um certo exagero quando se fala na possibilidade de impeachment de Dilma.
"Ninguém falava em impeachment de Fernando Henrique Cardoso por causa da crise do apagão. Ninguém falava em impeachment de Lula por causa do Mensalão", lembra.
O analista reconhece que Dilma está enfrentando problemas em várias frentes, mas afirma que esses problemas não são incomuns em governos com a economia em baixa.
"Lembra quando todos falavam que o Brasil era um foguete em direção à lua, que ninguém segurava o Brasil? Aquilo foi dramaticamente exagerado. Agora, o suposto desastre enfrentado pelo Brasil também está sendo exagerado. Pode estar prestes a enfrentar um pouco de turbulência, mas não se compara à situação da Argentina ou da Venezuela", afirma Hakim.
Taylor diz que o escândalo da Petrobras o deixa "cautelosamente otimista".
"Quando se pensa no Brasil e nas experiências da América Latina, em quantos outros países você prenderia alguns dos mais importantes empresários e consideraria a possibilidade de prender alguns dos mais importantes políticos? E, mesmo eu não achando um cenário realista, a própria contemplação de impeachment de uma maneira válida institucionalmente. Isso tudo aponta para a força da democracia brasileira, não fraqueza."

As manifestações programadas para o próximo dia 15 são parte do plano golpista da burguesia estúpida contra a democracia brasileira

Manoel L. Bezerra Rocha ,Especial para Opinião Pública
Está programada para o próximo dia 15 uma manifestação, que promete tomar as ruas do país, sob o pretexto e ser um “protesto contra a corrupção”, contra o aumento da gasolina, contra a inflação, etc. Não é verdade! Esses não são os objetivos almejados. A manifestação está sendo organizada pelo PSDB, o partido entreguista, contrários aos interesses nacionais e o mais corrupto do país, empenhando-se na sanha nefasta de desestabilizar a política da atual presidente, enfraquecer a democracia, aplicar um golpe político, favorecendo os interesses dos financistas internacionais e, de mediato, retomar o seu projeto de poder político – considerando que pelas vias democráticas das regras eleitorais não foi possível. O resultado das eleições do ano passado não foi aceito por esse partido e por uma parte considerável da burguesia brasileira. Logo após as eleições, tentou-se a anulação de seu resultado, sob o pretexto de uma eventual “fraude eleitoral”. Esse intento foi reproduzido e reverberado nas redes sociais pela elite tupiniquim, imbecil, patética e anacrônica. Não conseguiram, pois, com essa tática, estar-se-iam a afrontar não apenas os eleitores, mas, com muito mais acinte, as instituições democráticas, como a Justiça Eleitoral. Dado ao malogro dessa investida, recorrem, agora, à tentativa descarada e indisfarçável do golpe político visando o defenestramento da presidente Dilma Rousseff. Esse ato está sendo meticulosamente orquestrado. Primeiro, tomam por base que a grande maioria dos eleitores que elegeram a presidente seja formada por pessoas pobres, de baixa consciência política e, portanto, facilmente adestrável, caso o golpe de fato ocorra. Segundo, o Congresso Nacional, capitaneado pelo PMDB, pavimenta o terreno para o desferimento e sustentação política, considerando que o PMDB e o PSDB, juntos, formam a maioria absoluta nas duas Casas (Câmara e Senado). O silêncio ensurdecedor do vice-presidente Michel Temer, beneficiário pessoal e político em caso de impeachment de Dilma Rousseff, reforça essa assertiva. Para essa finalidade, visando a perpetração do golpe, duas providências principais e imediatas devem ser empreendidas: uma no âmbito político – de composição entre partidos; outra, no campo da mobilização social. No âmbito político, a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, uma obsessão idealizada e levada adiante pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ferrenho opositor do governo Dilma. Esse indivíduo é o mesmo que é citado em diversos casos de corrupção, inclusive de ter recebido propina de empreiteiras que prestam serviços para a Petrobras, conforme declarações do delator da operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef. Os trabalhos dessa CPI serão conduzidos e controlados por esses dois partidos. O deputado Eduardo Cunha, em manobra para atender aos interesses do PSDB, criou quatro sub-relatorias, com a finalidade de enfraquecer o poder do Relator principal, a cargo do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). O Relator pretendia incluir nas investigações da CPI o período em que Fernando Henrique Cardoso foi presidente, tomando por base o depoimento do ex-gerente da Petrobras, Pedro Berusco que, em sua delação premiada, afirmou à Polícia Federal que começou a receber propina entre 1997 e 1998, período em que FHC era presidente da República. A pavimentação do golpe político no âmbito social vem ocorrendo através da arregimentação e adestramento da população, com o discurso massivo, construído pelos partidos de oposição, de “combate à corrupção”, aumento dos preços dos combustíveis, melhorias nos transportes públicos, discursos atraentes ao público leigo, como forma de ganhar a simpatia das pessoas menos esclarecidas e, assim, ganhar maior número de adeptos aos protestos. Nessa finalidade, os principais veículos de comunicação e as mídias sociais desempenham papel estrategicamente relevante, promovendo uma verdadeira campanha de ódio e de desinformação com a construção de uma pauta midiática empenhada em fulminar a reputação e a estabilidade política da presidente da República. A esses dois campos de atuação dos golpistas há que se mencionar um outro “front”: o aliciamento da simpatia das Forças Armadas no processo de transição entre a deposição da presidente Dilma e a efetivação do novo governo. Eis, então, o chamado “Manifesto dos Generais”, um aceno de alguns segmentos dos militares. Não por acaso, recrudesce, tanto nas mídias sociais quanto em manifestações públicas, timidamente ou infiltradas, deplorável apelo à volta do Regime Militar. Nesse processo seletivo e orquestrado de manipulação da opinião pública, a imprensa golpista e re-trógrada, especula, com matérias hipotéticas e ilações inescrupulosas, sobre “possível envolvimento ou culpa” em atos de corrupção envolvendo políticos próximos ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma; por outro lado, conforme mensagens de e-mail entre diretores de jornalismo da Rede Globo, tornadas públicas nas redes sociais e repercutindo inclusive no Congresso, a imprensa se esforça em omitir e a ocultar o envolvimento direto e demonstrável de políticos de oposição em atos de corrupção, enfaticamente, de partidos políticos como o PSDB, PPS e PMDB. No campo social, infelizmente, o terreno é propício e fértil para a implementação do golpe, em razão das características peculiares da sociedade burguesa brasileira. É uma sociedade mesquinha, hipócrita, estulta e que abomina qualquer ideia de política social inclusiva, por indisfarçável ódio às classes sociais menos favorecidas economicamente e por sua atávica herança cultural escravocrata. Para essa sociedade deve continuar prevalecendo o abismo social a separar e distinguir ricos e pobres, exploradores e explorados. O Brasil deve continuar sendo um caricato atraso civilizatório e o contato com a “civilização”, com a cultura, com o desenvolvimento, com a qualidade de vida, deve permanecer circunscrito a uma elite de privilegiados, no âmbito de seus condomínios fechados ou em suas viagens turísticas aos países civilizados. Essa elite, tão abominável e sórdida, não se constrange em fazer parte da corrupção e a eleger representantes corruptos, desde que pertençam à sua casta. Eu sempre lanço um desafio, na esperança de ser contrariado e, infelizmente, nunca fui desmentido: mostrem-me um milionário brasileiro, inclusive e principalmente aqui em Goiás, que não tenha a sua fortuna sido originada de alguma maracutaia, de falcatrua ou do terreno da imoralidade – direta ou indiretamente. É essa elite cínica e corrupta que contrata com o poder público, que promove fraude em licitação, que invade área pública, que dilapida a Previdência, que obtém financiamento dos bancos estatais e dão o calote, que sonega impostos, que promove apropriação indébita com as contribuições sociais de seus empregados, que ocupa cargos públicos e desvia recursos, que paga ou que recebe propina, que superfatura preços em negócios com o poder público, que elege bancadas parlamentares para representarem seus interesses como a bancada BBB (Bíblica, Boi e Bala). É essa elite corrupta, corruptora, violenta, criminosa em diversos sentidos, que cínica e hipocritamente, vocifera “contra a corrupção”, a favor da pena de morte, da prisão perpétua e todo o rigorismo penal contra os criminosos pobres. Ela não é contra a violência, ela é contra a concorrência criminal. Em recente entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o economista Bresser-Pereira, ministro dos governos José Sarney e FHC, avalia que o ódio da burguesia ao PT decorre do fato de o governo defender os pobres. E mesmo ele tendo feito parte do governo PSDB de FHC, resolveu apoiar a ree- leição de Dilma Rousseff por conhecer e saber que o projeto político de Aécio Neves e do PSDB é contrá-rio aos interesses nacionais. De fato, é indisfarçável como essa elite burra vitupera contra programas de inclusão social como o “Bolsa-Família”. Diz ser contra a corrupção mas é, endemicamente, corrupta e corruptora. Desde que o corrupto pertença à sua casta, tudo bem. A corrupção demonstrada, envolvendo políticos do PSDB, como o Cartel do Metrô, em São Paulo, o helicóptero abarrotado com cocaína do Aécio Neves, o recebimento de propina das de empreiteiras, a falta d’água e a violência desenfreada e sinistra em São Paulo, nada disso importa, tanto que Ge-    raldo Alckmin foi reeleito ainda no primeiro turno. Quando o ex-técnico da CIA (Agência de Inteligência Americana) Eduard Snowden, divulgou documentos secretos do go-      verno estadunidense, foi revelado que José Serra (senador, PSDB-SP) teve uma reunião secreta na Embaixada dos Estados Unidos, onde comprometeu-se, caso ele voltasse ao poder, que a Petrobras teria a sua produção voltada aos interesses daquele país. “Deixem esses caras comigo”, teria dito ele ao Embaixador norte-americano. Aqui em Goiás, o governador foi citado em diversos casos de envolvimento em irre- gularidades, os índices da criminalidade violenta são estarrecedores, as instituições são corroídas e combalidas, a violência policial é aberrante, o caos na saúde pública é desumano, cruel e injustificável. Todavia, foi ree- leito para o quarto mandato. Em junho de 2013 todos esses políticos foram alvos de críticas nos protestos de rua, quando milhares de pessoas pediram o fim da corrupção, melhoria no transporte público, saneamento, habitação e qualidade de vida. Entretanto, nas eleições seguintes, essas mesmas pessoas elegeram e reelegeram os velhos nomes da política, os mesmos ultrapassados, corruptos, retrógrados, esses agentes pútridos viciados em corroerem as possibilidades de uma ideia política ética, voltada às suas reais finalidades. Repito: o mal que assola o Brasil, esse país que não é nação, é essa sociedade estúpida e hipócrita. É essa burguesia, essencialmente corrupta e nociva à ideia de sociedade civilizada, que pro- move a demonstração de que aquilo que é ruim pode ser ainda pior. Desta vez ela está empenhada na mobilização e viabilização do golpe político contra a maioria do povo e a democracia no Brasil.