Magazine Luiza

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Debate sobre Banco Central e os rumos da economia brasileira...

Não é porque o MP conclui que não há crime que é certeza de que não há. Se você que é contra a conclusão de crime da Dilma diz que quando ela é condenada como criminosa não há crime, o mesmo pode acontecer com uma conclusão do MP ao contrário, ou seja, o MP eventualmente pode concluir que não há, mas há. Para entender que há, é fundamental que você entenda a Lei de Responsabilidade Fiscal. Sem entendê-la, qualquer discussão sua neste tópico é puro achômetro de sua parte, apoiando ou condenando a Dilma. Dito isso, vamos aos demais pontos.

Objetivamente falando, a pedalada é um empréstimo, visto que foi feito um pagamento em nome de terceiro - o Tesouro Nacional - sem este ter pago pelo menos por um certo tempo por este pagamento. Pode-se dar o nome que quiser para isso, mas é empréstimo visto que a obrigação de pagar a conta por parte do Tesouro Nacional existe e, tanto existe, que o governo federal correu para pagá-la depois de encurralado. Não fosse empréstimo, para que pagar, não é mesmo?

Quando você diz que o banco público pagar com o Tesouro Nacional devendo não faz diferença, isso revela uma falta de entendimento do que isso pode causar. Mais ainda quando o Tesouro Nacional fica dizendo que não deve para maquiar a contabilidade, dizendo que sua saúde financeira é melhor do que a realidade. Esta maquiagem, até ser descoberta, abre a possibilidade do governo federal gastar o dinheiro que deve - principalmente enquanto diz que não deve - com outras coisas. Afinal, "não está devendo", não é mesmo? E, diferente do que você diz, R$ 55 bilhões é um caminhão de dinheiro que dá para fazer muita coisa. Pra começar, daria para duplicar o benefício do Bolsa Família no país inteiro e mais vários outros trocados.

Sobre a transparência, mesmo com a contabilidade aberta do BB, se o governo federal diz que não deve, é preciso tempo para se averiguar quem é que está dizendo a verdade. É preciso gente com qualificação - a exemplo do TCU - e tempo para concluir quem é que está mentindo e quem é que está agindo erradamente. Não é só porque há abertura de contas que a conclusão dos fatos é imediata. São questões complexas.

Outro aspecto que você não diz nas suas ponderações é por que é proibido pela LRF que o Tesouro Nacional e os governos de outras esferas peguem dinheiro emprestado dos bancos públicos que possuem. Se você não sabe por que, realmente fica fácil defender o que a Dilma fez. Esta restrição foi criada porque é um dos mecanismos tradicionais dos governos criarem dinheiro do nada, sem lastro. Afinal, sem maiores restrições, é fácil dar calote em si mesmo, criando dinheiro. A criação de dinheiro é a gasolina da inflação e é justamente este mecanismo uma das principais causas da hiperinflação que vivemos no final do século XX. Então, não é a toa que a lei prevê punição para isso.

Outro ponto incorreto que você diz é que as pedaladas não saíram do caixa dos bancos públicos. Claro que saíram! Afinal, eles fizeram repasses para os beneficiários dos programas do governo associados. Isso é tirar dinheiro do caixa do banco para passar para o bolso dos beneficiários. Sabe o que é pior? Como o governo mandou os bancos públicos fazerem isso, eles usaram dinheiro que nem é deles. Afinal de contas, bancos têm como caixa dinheiro de poupadores, que não é dos bancos. Você faz ideia do risco sistêmico que isso representa? Parece-me que não. Para entender um pouquinho do risco, basta que os poupadores entendam minimamente que os bancos nos quais confiaram estão queimando o dinheiro que eles depositaram sem amparo suficiente para repô-lo. Dá para imaginar a corrida aos caixas pra sacar a grana suada depositada ali. Ainda bem que o investidor não é tão informado assim na média.

Outro equívoco é confundir isso com alguém embolsando os R$ 55 bilhões. O ponto não é este. O ponto é o custo de oportunidade gerado para os bancos públicos obrigados a assumir compromissos sem lastro garantido, a liberdade que isso deu ao governo federal de usar esta verba maquiadamente como sua para outras coisas enquanto não foi descoberto, o risco sistêmico sob a forma de gasto do caixa dos bancos levando em conta ser dinheiro que não era deles, mas sim de poupadores e investidores, e o risco sistêmico inflacionário através da criação de dinheiro sem lastro. É isso que você e a vasta maioria dos defensores da Dilma não entendem.

Sobre a questão do valor da pedalada ser diferença entre taxas de juros, é outro equívoco. É dinheiro de repasse direto, seja do Plano Safra, seja do Bolsa Família, seja do Minha Casa Minha Vida, seja do PSI do BNDES, este último um caminhão de dinheiro para empresas de grande porte principalmente, só para refrescar a memória de que as pedaladas não foram só para "fins sociais". Não é, portanto, diferença entre taxas em hipótese alguma.

Outro equívoco nos seus pontos é misturar a pedalada com a dívida pública mediante emissão de títulos. A primeira, como expliquei, é criar dinheiro do nada. A segunda, por mais nefasta que você julgue, tem lastro e é 100% legal. Digo mais. Não sei se você é funcionário público, mas tem vários aqui nesta thread que eu sei. Aposto que boa parte deles não sabe que eles só têm o seu salário pago muito provavelmente porque esta dívida pública existe. Afinal, o governo faz esta dívida porque é ineficiente e gasta mais do que arrecada. Aí, ele preciso complementar sua receita gerando dívida. 


Mais um erro nos seus argumentos é dizer que há um favorecimento de outros bancos frente a o que o governo faz para o Banco do Brasil. Não sei se você acompanha os números, mas o Banco do Brasil é super lucrativo. Talvez não com a mesma eficiência de um Bradesco ou Itaú, mas ainda assim ele disputa receita e lucro cabeça a cabeça com estes dois. E, não, os títulos da dívida pública não são exclusividade dos bancos privados. Haja vista os fundos de investimento que Banco do Brasil, só citando-o como exemplo, oferece aos seus investidores tendo como papéis o quê? Títulos da dívida pública federal! Agora olha que interessante. Você pode achar que o governo então está pegando dinheiro emprestado do banco público violando a LRF. Não está porque, na verdade, o banco público é só um intermediador deste empréstimo que, no fim, é feito do seu investidor para o governo e não de si. Ah, este entendimento vale da mesma forma para qualquer banco 100% privado.


Ah, e diga-se de passagem, este Banco do Brasil tão “bonzinho”, para o qual parece que você torce bastante, é nada mais nada menos que sócio de quem? Do Bradesco numa das empresas que representou por vários anos um dos monopólios mais escorchantes que este Brasil já viu. Nada menos que a Cielo, que monopolizou por anos 100% da captura de cartões de crédito Visa de todo país.

Dito isso, é fundamental entender que quem gera esta dívida não é a iniciativa privada "malvada" ou os "bancos carniceiros". É o próprio governo que *decide* por si só emitir títulos. E aí, José, ele precisa fazer estes títulos serem atraentes para serem comprados, seja por empresas, seja por bancos, seja por mim ou seja por você. Como? Pagando juros sobre os títulos. Sim, juros! E o governo é tão ineficiente, mas tão ineficiente, que ele emite títulos para rolar as próprias dívidas mais antigas. Enfim, quer auditar a dívida pública? Comece auditando a incompetência governamental que depende da criação desta dívida para se sustentar! Isso sim é atacar a causa. Fazer o que você dá a entender é atacar o sintoma.

Outra crença completamente infundada que você põe no seu texto é a hipótese de que quem é defenestrado do poder é quem quer baixar a taxa de juros. A Dilma quis fazer isso de forma estúpida - aliás, não consigo entender como uma economista não entende bulhufas nenhuma de economia como ela. O problema é que baixar a SELIC barateia o crédito do mercado inteiro. Como muita gente e instituições passam a pegar dinheiro barato emprestado, passam a consumir muito mais. Só que os meios de produção brasileiros não têm eficiência nem escala suficiente para suprir esta demanda crescente de forma equilibrada, o que faz com que os preços dos produtos e serviço subam mais que o planejado. Resultado? Inflação fora de controle.

Por que os meios de produção não conseguem atender a esta demanda? Em boa parte por causa do custo Brasil que, em boa medida, advém dos impostos escorchantes cobrados por quem? Pelo governo. Olha o ator governo entrando novamente na causa dos problemas...

É fundamental entender a real relação de causa e efeito das coisas para concluir corretamente sobre o que é o problema de verdade. Se você acha que dá pra baixar a SELIC só porque se quer, be my guest... Isso mostra que você não sabe o que está falando e que você não entende alguns conceitos bem básicos de macroeconomia. Enfim, há razão técnica e econômica muito bem fundamentada para o Brasil ter uma das taxas básicas de juros mais altas do planeta. E nenhuma delas vem de uma conspiração de corporações para lucrar mais. Vem da incompetência governamental e das travas que o próprio estado brasileiro cria para sua economia, reduzindo a eficiência produtiva.

E não se preocupe em ficar sem comida. Isso não vai acontecer como na Venezuela porque, felizmente, a economia brasileira é bem maior e as instituições brasileiras são bem mais sólidas que as venezuelanas. Se por um acaso o financiamento governamental à agricultura reduzir, haverá um ajuste provavelmente nos preços, é bem verdade, mas pode ser que outras formas de compensação, mesmo do governo, sejam postas na mesa, a exemplo de desoneração do setor, só citando uma das possibilidades. Importação de similares mais baratos seria outra. O que seria ótimo e o que provavelmente aumentaria mais ainda a eficiência produtiva, gerando mais oferta e… reduzindo os preços de novo. E olha só, talvez o governo arrecade mais no final das contas com mais produção.

Enfim, Daniel. Vejo que você acredita em muita informação equivocada. Com todo respeito, é preciso se aprofundar mais em economia e em mercado financeiro para não afirmar coisas erradas. E aí sim, com base nisso, tecer seus julgamentos de forma mais fundamentada do que o que você mostrou aqui.

Um abraço.

1) OK, o MP concluir que não há crime realmente não é certeza de que não há. Mas no mínimo te desautoriza a utilizar as expressões "viola cristalinamente a lei ", " justifica com louvor ". E vamos lembrar de um princípio jurídico que éa expressão "In dubio pro reo"

2) Sim, eu entendo exatamente o papel da lei de responsabilidade fiscal na engrenagem do sistema da dívida.  Se que é uma lei complementar prevista no artigo 163 da constituição. Eu não entendo e questiono(parte do que questionei na última resposta tem haver com isso) é o porque o item V do artigo 163 está cortado. 
Talvez você possa me ajudar a entender para que eu possa tecer meus julgamentos de forma mais fundamentada.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#titulovicapituloii


Outra coisa que questiono é a sua precedência de importância  sobre o artigo 6 da constituição. porque a LRF é inviolável e o artigo 6 não estamos nem aí?! Aquela história: na crise, farinha pouca meu pirão primeiro. Não tem dinheiro para todos, concordamos ambos. Se vamos privilegiar o artigo 6 ao artigo 163 é uma decisão política. Decisão política se faz com voto popular. A Dilma ganhou fez sua escolha política que pode contrariar a minha visão ou a sua. para ter outra decisão política espere 4 anos e vote de novo.
Na minha visão, ao privatizar a Vale o FHC violou a constituição em seu artigo 20,

Art. 20. São bens da União:
(...)
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo; 

Decisão política. 
Esperamos 4 anos, votamos de novo e mudamos de ideia.
Essa é a vantagem da democracia. (ou era até semana passada). 

3) "Objetivamente falando, a pedalada é um empréstimo". Podemos substituir o "Objetivamente falando" por "achômetro"? Vou usar as  palavras do brilhante e atleticano advogado AAA em seu relatório:

"A LRF equipara operação de crédito a qualquer situação em que o banco passe a financiar, que gere um compromisso financeiro do ente perante a instituição financeira, sendo que, desse compromisso financeiro, haja o efeito de financiamento das contas públicas. É um conceito amplo. Não é, portanto, nem o conceito do Código Civil nem o conceito restrito da prática bancária. 

É um conceito diferente mesmo... é um meio empréstimo, tem algumas coisas que o empréstimo que nós conhecemos como empréstimo tem. Não tem outras.

Não tem a parte boa do empréstimo que é a hora que você vai no banco receber o dinheiro emprestado. 
Mas tem a parte ruim que é a hora de você pagar. Tem a outra parte ruim também: o diabo dos juros. 
Não tem uma parte que stressa muito, inclusive a galera de TI: o prazo. Não ter prazo e chamar de empréstimo preocupou muito o AAA, mas ele invocou a belíssima Clarice Lispector e deu um jeito:

"O fato de que o pagamento dos valores devidos pela União ao 
BB, a título de equalização de taxas de juros, ter tido seu prazo deixado em aberto é causa especial preocupação, ainda mais considerando que a aparente
liberalidade deu azo à expressiva elevação dos passivos da União junto ao Banco. Tal situação se assemelha, na esteira de Clarice Lispector, a uma indefinição que poderia se resolver qualquer dia, “do zero ao infinito”. Não
se trata, por notório, de uma situação de zelo pela responsabilidade fiscal."

O meu achômetro de que é uma farsa mal montada está pouco fundamentada em parte por aí...

Não era empréstimo de 1992 até outubro de 2015. assou a ser empréstimo para tirar aquela vaca de lá...
Assim como os créditos de suplementação deixou de ser motivo para derrubar presidenta(e) dois dias depois de derruba-la. 

E nem vermelhos eles podem ficar, porque alguém do gabinete pode querer agredir o cara de vermelho...

4) Eu sei que o BB faz as operações compromissadas também. O que eu disse é que olhando estritamente o lado do BB, não faria sentido ele deixar os títulos do governo para emprestar aos agricultores a juros menor. Isso é prejuízo ao BB e por isso tiraria a sua competitividade perante aos outros. E é essa a razão de ser do subsidio. O governo cobre o lucro a menor que o Banco do Brasil teve. É o primo pobre tendo que cortar 80 bilhões ajudando o primo rico que briga cabeça com cabeça Bradesco e Itaú em lucratividade. E tem que ajudar sim, se não cai.
     
 O atraso de repasse de juros subsidiados do plano Safra (que você tem que chamar de empréstimo para derrubar a anta ) não autorizou nenhum aumento de gasto de bolsa família... 
o gasto de 2015 foi de R$ 26,9 bilhões, um pouquinho maior que os R$ 26,6 bilhões de 2014, crescimento só vegetativo, está em www.contasabertas.com.br/website/arquivos/12421  (o que desmonta também a narrativa que em 2014 gastou de mais para ganhar eleição)
Se a dívida pública fosse 4 trilhões e 55 bilhões, ao invés de somente 4 Trilhões em nada mudaria o orçamento, autorização de gastos ou situação de governo... E pelo contrário não houve gastança em 2015, houve o maior contingenciamento da história do estado brasileiro desde Pedro II. E tinha a necessidade de cortar mais! Esses 55 bilhões que não entraram no caixa o governo, só não saíram, não ajudaram em nada a "malvada" presidenta ou o "governo carniceiro" a gastar mais. 

(Meu achômetro pensa que é passa por aí a queda da popularidade da Dilma para 9%. De um lado o discurso de gasto em excesso. de outro cortes e mais cortes chegando a 80bilhões. 
Levy, Katia Abreu e Kassab como ministros também ajudou..   )

Realmente não entendi o risco sistêmico que isso representa. A parte do agricultor é entre 7% e 9%. Pega 100.000 e paga ao fim o ano 108.000. Para mim é um lucro razoável que não leva a busca desenfreada a caixa eletrônicos. Num cenário não oligarquizado isso seria totalmente normal.  Alguns estrangeiros que não estão acostumados com isso podem achar que é um abuso!! Como pode um banco estatal explorar assim dos cidadãos que são seus donos?! Baixo risco e a lucratividade do BB comprova que esse subsídio é até abusivo (não era quando as taxas estavam em patamares menos insanos). 

E não é um erro eu dizer que no plano Safra não saiu dinheiro o BB. Eu estava falando do Plano Safra e não do resto da denuncia... E só disso eu já tinha dito muito... Minha casa minha vida, bolsa família é Caixa Econômica que é outro assunto... e se você me tranquilizou que nós não vamos passar fome sem esses subsídios vou te tranquilizar que não o governo não vai acabar com o sistema bancário dando 20 bilhões ao ano para quem precisa comer... O sistema bancário é mais forte do que isso...

5)Eu tenho certeza, como você também tem, que o governo gasta muito mal o nosso dinheiro... 
mas vamos por prioridades:
Se nós dividirmos o gasto governamental em rubricas, dividirmos pela população para saber o gasto per capta e comparamos com a média mundial, nós vamos perceber que TODOS os gasto per capta são abaixo da média mundial 

Gasto per-capita com educação: abaixo da média...
Gasto per-capita com saúde: abaixo da média...
Gasto per-capita com defesa: muito abaixo da média...
Gasto per-capita com ciência e tecnologia: muito abaixo da média...

Com exceção de 2 gastos. A previdência que é quase a média, já um pouco acima e um que é escandalosamente acima da média que são os danados juros,  580 Bilhões de reais de Juros! 
Somados com aqueles que você mencionou, não tem dinheiro para pagar e ai rolou dá 1Tri e 200bi. 
Quem eu vou chamar de carniceiro?
O Estado Brasileiro é gigante só na arrecadação. 
Vem um carniceiro e devora boa parte do arrecadado sobrando um tiquinho para ver o que dá para pagar aos professores...  O governo gasta mal o nosso dinheiro... gasta com as pessoas erradas...

6) Aí você me pede para não confundir causa e consequência. Mas sobre juros e dívida pública nós só podemos discutir as consequências, eu te falo uma ruim, você me fala uma pior e eu lacro com uma mais danosa de todas
(acabou com a soberania da vontade popular). 
Porque a causa do juros alto é a dívida alta, a causa da dívida alta só saberemos com a auditoria da dívida. 
Você vai chutar que  é a ineficiência do governo controlar os gastos eu vou chutar que são as operações compromissadas, os contratos de swap cambial, o anatocismo, porém nenhum de nós poderemos apostar as fichas em alguns desses motivos sem a auditoria. 

Não sou eu quem estou pedindo. 
É a constituição, essa mesma que você tanto defende no seu artigo 163 e eu defendo em seu artigo 6. 

Repito que me espanta a monstra pedalada de 30 anos.

E sem auditoria podemos só desconfiar ao ver o site da http://cadtm.org/
Ao ver as confissões do John Perkins: http://goo.gl/Fuduj2
Ao ver o caso Equador: http://goo.gl/1PUhdA
Ao acompanhar a plutocracia: http://plutocracia.com/

Ao acompanhar a história da Grécia, da Islândia, o filme Inside Job...

Tudo isso nos á uma desconfiança... uma grande pulga atras da orelha que os trinta anos de atraso a auditoria só faz aumentar...

O que causou essa dívida pública que de 94 para cá nós já pagamos 11Trilhões e ainda devemos 4trilhões? 

Eu escuto sobre a "dívida eterna" desde os anos 80, vinte anos antes desses comunistas gastadores de  impostos,  tão ineficiente, mas tão ineficiente, corruptos e que não entende nada de economia financeira, assumirem o poder!!...

O que será que causou isso? Fala para mim por favor para eu parar de confundir causa/consequência...

7) Excesso de moeda causa inflação. Os juros está nesse patamar para combater a inflação... Isso tudo é verdade lá nas apostilas da escola austríaca do Mises, local onde você se fundamenta e acredita em tantas informações para tecer seus julgamentos.  As teorias austríacas em nada refletem a economia brasileira.
Como assim Brasil não aquenta mais demanda? Nós temos inflação de demanda?! Tem muita gente com dinheiro no bolso atrás e mercadoria inexistente? Você disse que a economia brasileira é mais forte do que a da Venezuela e mais forte que as instituições brasileira... não aquenta o aumento de demanda? 

A CNI tem pouco tempo disse que a capacidade ociosa da nossa indústria é a maior em 15 anos.

http://www.portaldaindustria.com.br/cni/imprensa/2016/07/1,93421/ociosidade-na-industria-em-2016-sera-a-maior-em-15-anos.html

A conclusão apocalíptica do estado de Minas é que só vai haver investimento no setor produtivo depois de aumento de mais de 30% na demanda...


http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2016/07/02/internas_economia,779331/capacidade-de-producao-ociosa-freia-investimento.shtml 


O Brasil tem excesso de moeda?! Que doideira é essa? Nossa base monetária é 5% do PIB. Baixíssima. Economias não inflacionadas, saldáveis e comparadas à nossa tem base monetária entre 30% e 40%. Nosso país não emite moeda, mas emite dívida, da dívida paga o maior juros do mundo. Ter o título da dívida permite o banco emprestar 5 vezes o valor provocando bolha.   Nem eu nem o professor Francisco Inairo Gomes, quando dá uma aula sobre o pacto das elites, entende essa lógica... ( https://www.youtube.com/watch?v=Y6TEiL4PH0E ) 

(Está aqui: UniMérito - Assembleia Nacional Constituinte Popular e Ética - O Quarto Sistema do Mérito  )

Explica para nós aí a vantagem de emitir dívida ao invés de moeda... 
Eu estou falando vantagem na economia brasileira com 5% do PIB de base monetária, não adianta ir lá na apostila e ver escrito que mais moeda em circulação causa inflação...

Essa política de ataque à moeda nacional se repete em vários e vários outros países...
O Rodolfo se assusta muito com isso...

A nossa inflação atual de 10% é causada pela variação cambial(que afeta todos os preço de importados e/ou possuem insumos que nós importamos) e pelos preços controlados pelo governo; água, luz...

Inflação com essas causas não são afetadas com juros altos.
As consequências o juros alto é retração da economia pois desmotiva abrir qualquer empreendimento com taxa de retorno menor que o atual juros. E um, somente um, setor da economia, um oligopólio cartelizado. Aceito o carniceiro também.

7) Emissão de moeda sem lastro?! Aí você me pegou... nem sei qual é o lastro da moeda brasileira.
Sei que a mais de 70 anos os Estados Unidos acabou  unilateralmente com o acordo que obrigava o lastro do Dollar com o ouro. 
Sei também que o Enéas Carneiro propunha que o Nióbio por existir aqui em abundância, é um metal valioso porém sem uso de escala do tamanho das nossas reservas, então que ele seja explorado, estocado e usado como lastro de emissão de moeda...  E o comércio do metal seja regulado por nós. Não sei se é válido, mas seria um uso muito melhor que a atual exploração do Nióbio, sendo vendido quase que clandestinamente para Liechtenstein enriquecendo tucano e banqueiro carniceiro.
Sei que mais uma possibilidade é usar as reservas do pré-sal como lastro. Também é um uso melhor do que vender a preço de coca cola  para a Noruega cuidar dos aposentados deles.
Outra possibilidade é o Bancos do BRICS. Cria uma moeda nova para competir com o Euro e o Dollar emite moeda para o banco criado e lastreia a moeda por aí.
Enfim, n
ós temos uma realidade de abundância apesar o cenário de escassez. Riquezas reais e naturais para dar lastro à moeda nós temos de montão. 
O que não temos é soberania. 

8)
Competência e honestidade não é pré-requisito para a abertura de uma empresa, e nem é monopólio da iniciativa privada.
Incompetência e corrupção não é pré-requisito para entrar na vida pública e nem é monopólio dos nossos políticos.
Os Panamá papers, o SwissLeaks , a operação Zelotes, a CBF  são exemplos de corrupção na iniciativa privada.

9) Você não vai encontrar em mim defesa do que fez o governo Dilma na economia. Defendo a democracia que nos dá o direito da população para mudar de rumos de quatro em quatro anos. 

Itaú, Bradesco não competem com o Banco do Brasil somente nos lucros não, cometem na influência governamental.E eu estou muito velho para acreditar na boa intenção desse oligopólio cartelizado que você citou só um exemplo do que eles são capazes... Eu abomino essas parcerias Público/Privada seja BB-Bradesco, Cemig-Andrade Gutierres, Petrobrás-Odebresth, todas e qualquer uma!! Você usou a expressão "conspiração de corporações para lucrar mais",  eu uso apenas oligopólio cartelizado , que acaba dando na mesma e... continuo acreditando que ele existe. E o meu achômetro diz que isso, mais do que governo incompetente, é  principal causa o nosso cenário de escassez, apesar da realidade de abundância.   

Para fundamentar meu achometro  eu vou usar de novo o ministério público num seminário do Marcelo Moscogliat:
"
Mas, não é segredo, nem sempre o que é verdade na teoria é verdade na prática e os reguladores muitas vezes são capturados pelos regulados. Por sinal, conforme a ciência, a teoria prova-se na prática e, assim, deixa de ser mera teoria para ser reconhecida como realidade. A captura pode-se dar por inúmeros motivos; como por exemplo: expertise e capacidade científica (pesquisa) do 
regulado; capacidade financeira, organizacional, econômica ou tecnológica do regulado; acesso 
mais rápido a informações do mercado regulado; lobby organizado pelo regulado.
Na verdade, a captura é um fenômeno resultante da atividade econômica do cidadão ou da 
empresa e ela pode se dar em menor ou maior escala conforme o controle exercido pelas vítimas 
da captura do regulador, sejam elas consumidores de produtos ou serviços regulados ou empresas 
concorrentes à empresa autora da captura.
"

http://www.sinal.org.br/artigo192/Seminario_Sinal_e_Ipea/Artigo%20Dr%20Marcelo%20Moscogliato%20MPF.pdf

O professor Inairo Gomes chama isso de forma cômica de  COIS.A.
( https://www.youtube.com/watch?v=2SZacHSXtSE )

Ué, você não acredita nas histórias contadas para você pelos austríacos?
Eu acredito na história desse pernambucano... qual o problema?!
Apesar de achar que o sonho dele de mundo perfeito está muito distante...

De qualquer forma muito do que todos criticam sobre a política econômica do governo eu boto na conta da ação desta simbiose Governo com iniciativa privada com interesses oligárquicos.

É um grave erro do governante quando isso acontece. O que eu não sei se o governante erra por não querer, ou poder, por falta e força, de vontade, de moral, de inteligência ou de competência.
No caso da Dilma o meu achômetro diz  que é falta de força.
No caso do Lula acho que é falta de inteligência, se deslumbrou com o poder e perdeu-se.

Aliás esse artigo do Moscogliat fala do artigo 192 da constituição. Ontem eu disse não entender o porque o ítem V do artigo163 foi cortado. Eu também queria entender o artigo 192 que hoje o texto atual é assim:
O atual texto é assim:

Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, será regulado por leis complementares que disporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
I - (Revogado). 
II - (Revogado). 
III - (Revogado) 
a) (Revogado) 
b) (Revogado) 
IV - (Revogado) 
V -(Revogado) 
VI - (Revogado) 
VII - (Revogado) 
VIII - (Revogado) 
§ 1º- (Revogado)
§ 2º- (Revogado) 
§ 3º- (Revogado) 

Se você tiver para indicar sobre o assunto artigos, livros, sites, link, ou até explicação ou opinião própria para que eu enriqueça minha pesquisa eu agradeço...

outro abraço...

1) Não é porque o MP conclui que não há crime que deixa de haver de forma cristalina. O MP erra também e errou aqui na minha avaliação. Usar este argumento é como dizer que o fatiamento da votação do impeachment não viola a Constituição só porque o Lewandovski é do STF e julgou isso OK. No Brasil - não é exclusividade brasileira - juristas, juízes e profissionais do direito têm o péssimo hábito de aceitar violações claras da lei com a desculpa esfarrapada de que elas dão qualquer margem a qualquer interpretação. Não dão muitas vezes e é por isso que o país é uma zona. Enfim, com o MP se posicionando assim ou não, a violação da LRF por parte da Dilma é cristalina.

2) Por que o item V do artigo 163 foi cortado eu não sei dizer, mas posso dizer que esta lei não foi feita para fiscalizar instituições financeiras, mas sim prover as regras para viabilizar a fiscalização dos poderes executivos. Logo, no meu entendimento criar mecanismos nesta lei para fiscalizar instituições financeiras é misturar as bolas numa lei só. Claro, há outras leis com este propósito e sou partidário da fiscalização do sistema financeiro porque é um setor onde há e sempre haverá muita concentração de poder.

3) Você pode chamar do que quiser, mas a geração de crédito numa parte contra outra que fica em débito se chama empréstimo. Afinal, há o compromisso da parte devedora em cobrir o valor devido com a parte credora. Chamar isso de outra coisa é fugir do que a operação realmente é para salvaguardar pessoas que gerem mal o dinheiro público. Você deveria ser mais rigoroso com o que fazem com o seu e o meu dinheiro ao invés de ficar dando ouvidos a gente que tenta salvar presidentes, governadores e prefeitos na bacia das almas porque têm interesses escusos ou porque têm medinho de desvirtuar suas ideologias. A saúde das finanças públicas tem de vir acima disso tudo porque elas irem mal significa destruir a vida de milhões de cidadãos.

4) Aqui mais uma vez você revela que não entende do que está falando. O BB empresta via programas do governo porque aqui entra a parte dele que é do governo. Como ele é obrigado por lei a prover estas linhas de crédito (que são empréstimos, pra te lembrar que dar crédito é emprestar). Agora, o BB não tem prejuízo direto com este empréstimo porque a fonte dos recursos do empréstimo é o Tesouro Nacional e não recursos próprios ou de seus investidores. O prejuízo do BB aqui é o custo de oportunidade pelo fato dos agricultores saberem desta linha de crédito mais barata, o que os faz deixar de pegar linhas de crédito do próprio BB, que são mais caras. Aí você pode pensar “coitadinho do BB” que tem este custo de oportunidade. Só que este custo de oportunidade também existe para todos os outros bancos privados, já que os agricultores também poderiam pegar crédito mais caro lá e deixam de pegar por causa do financiamento a juros mais baixos do governo federal. O governo não repassa juros complementares. O governo repassa o montante a emprestar. E o governo atrasou estes repasses, gerando crédito do BB contra o Tesouro Nacional. Este crédito é dinheiro devido pelo Tesouro Nacional, ou seja, o BB emprestou dinheiro ao TN, quer você goste, quer não. Não tem achômetro. Achômetro é você tentar chamar isso de outra coisa.

O risco sistêmico nesta operação existe porque maquiar esta contabilidade permite ao governo dizer que tem um dinheiro que não tem porque ele diz que deve menos. Isso dá oportunidade de usar este dinheiro, que na verdade é devido, é outras coisas. Com isso, ele cria dinheiro. Criar dinheiro não precisa de emissão de papel. Basta você retirar o lastro de uma dívida, dizendo que ela não existe. Ou seja, o dinheiro que você tem na mão, em papel moeda ou em contas bancárias, é um dinheiro criado neste sentido.

O outro risco sistêmico é fazer os investidores saberem que seu banco está emprestando o seu dinheiro pra gente má pagadora. Isso pode levar a uma corrida de retirada dos investimentos, ameaçando o sistema bancário quando falamos de bancos do tamanho de um BB, CEF e afins.

Entendo que não tenho de explicar isso mais porque já deixei isso bem claro aqui. Na verdade, os dois parágrafos acima são uma repetição de algo que você já devia ter entendido da primeira vez que escrevi.

5) Os gastos per capita essenciais que você enumera e com os quais eu tendo a concordar poderiam ser maiores se os gastos com a dívida e com a previdência fossem mais controlados. Os gastos com a dívida atingem um patamar da ordem de 40% de todos os gastos públicos. O da previdência, que você diz ser “na média”, consome nada menos que quase 1/4 dos gastos públicos. É uma enormidade de dinheiro. E a conta da previdência não fecha, o que significa que as novas gerações vão pagar o pato em breve. Não estou defendendo a atual reforma previdenciária ou coisa do gênero, mas alguma reforma previdenciária terá de ser feita para estancar esta sangria.

6) De novo, a dívida é bem grande porque os governos *quiseram* emitir títulos em demasia para se autofinanciar. Não estou dizendo também que não vale a pena auditar a dívida, mas auditar só pensando que são bancos “carniceiros” sua causa é de um desconhecimento brutal de como a emissão de títulos funciona e por que eles acontecem. De novo, repetindo mais uma vez: o governo emite títulos para se financiar. Inclusive para rolar a própria dívida. Dizer que olhar o gasto governamental não vale a pena revela algo que provavelmente você não faria com o seu orçamento doméstico caso estivesse gastando mais do que arrecada.

Comparar o que é documentado no Inside Job com o que acontece no Brasil revela que você não entende o que está falando. A causa fundamental da crise de 2008 foi a bolha imobiliária norte-americana somada à ausência de fiscalização no setor. Não tem nada, mas nada a ver mesmo com o que é dívida brasileira. O derretimento da Islândia tem tudo a ver com a crise de 2008 porque o governo islandês investiu em fundos baseados em papeis de subprime do mercado imobiliário norte-americano. O derretimento da Grécia tem um pouco mais de similaridade com o Brasil no sentido de ser um problema ligado ao gasto público maior que o devido, mas num patamar que, ainda bem, estamos longe de atingir. De qualquer maneira, em grande parte o problema grego tem mais a ver com a previdência e benefícios dados aos cidadãos sem as devidas contrapartidas arrecadatórias. Ou seja, também é bem diferente da questão da dívida brasileira. De novo, você está associando coisas completamente sem sentido. Não adianta desconfiar se você não entende direito do que desconfia. Você vai acreditar em conspirações baratas.


7) Se o Brasil aguentasse um crescimento de demanda maior, a inflação não aumentaria. Simples assim. Este é outro conceito macroeconômico dos mais básicos que agora vejo que você não entende. É óbvio que um crescimento maior de demanda do que uma Venezuela aguentaria seria suportado pelo setor produtivo brasileiro, que é muito maior. Só que quando falamos de crescimentos maiores que estes, facilmente atingidos no Brasil só pelo barateamento de crédito, o setor produtivo não aguenta. Dizer “não aguenta” é realmente incorreto. Não tem o nível de investimento necessário para acompanhar o crescimento da demanda. Em parte porque há outros gastos que consomem seu potencial de investimento, a exemplo dos altos impostos.

Sobre a escola austríaca ou de qualquer lugar, o que interessa é as pessoas fazerem suas análises com base no que o conhecimento econômico estabelece como prática que funciona com base no que já foi testado mundo afora e mesmo no Brasil. Dizer que algo que uma escolha econômica não serve para o Brasil significa uma de duas coisas: ou a escola está realmente errada, ou o Brasil é de outro planeta, com seres humanos diferentes do resto dos outros seres humanos de outros países porque se comportam muito diferente. Dizer que o Brasil é uma jabuticaba em tudo - é em algumas searas, ok - não é correto. A teoria macroeconômica aplica-se perfeitamente ao Brasil e ao resto do mundo. E se você não vê mais inflação de 3 dígitos, só para começar, é porque a boa e velha teoria macroeconômica foi aplicada e bem aplicada no Brasil desde a década de 1990.

Sobre a capacidade ociosa da indústria, ela está sim maior no presente não porque foi feita pra suportar uma demanda que a indústria está louca que aconteça pra vender mais. Está ociosa porque a crise fez com que a demanda caísse! Se esta capacidade produtiva nominal for atingida, ok, a demanda correspondente adicional que ela atenderia provavelmente não geraria inflação. Mas patamares acima disso gerariam porque não há incentivos o bastante para o setor produtivo produzir mais se a demanda cresce porque em parte o custo de produção é elevado e as margens adicionais para o negócio frustrantes.

Sobre o excesso de moeda, mais uma vez você usa um argumento que revela como você não sabe o que diz. Moeda disponível não é só papel moeda e moedinhas de metal. Inclui todo o montante investido não circulante e o potencial crédito fácil de ser obtido. Estes montantes são muito maiores que o montante total de moeda circulante pra valer.

Sobre a bolha de empréstimo dos bancos, mais uma vez você usa argumentos soltos no ar para afirmar coisas que realmente não entende. Existem mecanismos de controle criados pelo Banco Central para evitar isso sob a forma de depósitos compulsórios que todos os bancos são obrigados a fazer para garantir lastro dos empréstimos que fazem, inclusive evitando que eles criem dinheiro do nada, o que alimentaria a inflação.

Não entender o que é emissão de dívida comparando-a com emissão de moeda revela outra falta de compreensão bem básica sua sobre macroeconomia. Se emitir moeda fosse equivalente a emitir títulos de dívida, não fazer só o primeiro e fazer o segundo seria de uma estupidez sem tamanho. Estude, Daniel, para entender por que estes mecanismos são usados. O governo poderia emitir montanhas de moeda para pagar suas dívidas, mas no momento em que emitisse estas moedas, elas não valeriam o valor que deveriam valer pra pagar a dívida porque a oferta grande de moeda a desvalorizaria imediatamente. Ele poderia até emitir na surdina e pagar do dia para a noite seus credores, mas isso seria um golpe no mercado inteiro porque assim que os credores do governo dessem seus títulos por quitados, eles descobririam que o dinheiro que têm na mão valeria muito menos que os títulos que deixaram quitar. Caramba, não entender isso e ficar argumentando a este respeito, perdoe-me, é básico demais.

Portanto, não é que é vantagem emitir títulos de dívida. É que o governo É OBRIGADO a usar isso para se financiar porque não arrecada o suficiente pra bancar seus próprios gastos. Gastos estes que incluem o pagamento de juros da dívida feita no passado - sim, são devidos - e mesmo o pagamento de amortizações, que é pagar pra valer parte da dívida, basicamente as dos títulos que vencem.

Sobre as causas da inflação atual, sim, em parte foi por causa do câmbio e em boa medida pelos preços controlados pelo governo. O que você não enxerga é a relação disso com a taxa de juros. Ambos os motivos que você menciona são inibidores do setor produtivo. Se você abaixa os juros barateando demais o crédito, mais gente vai ter dinheiro na mão, inclusive dinheiro que não é seu sob a forma de empréstimos, pra consumir. Só que o setor produtivo está inibido por causa dos altos custos dos seus insumos. O que ele vai fazer? Produzir mais? Nem tanto. Vai ficar quietinho até os custos dos seus insumos baixarem para patamares mais insanos e vai explorar a oportunidade de mercado com a maior demanda aumentando suas margens. Isso são preços mais altos, o que gera inflação. Logo, é fundamental restringir o crédito mediante juros mais elevados para conter a inflação. O que seria saudável aqui é reduzir os custos destes insumos para compensar produzir mais com margens mais elevadas, mas com o preço final ao consumidor sem aumentar.

8) Sobre emissão de moeda com lastro, o lastro não precisa ser um item tangível como ouro. Pode e nos dias de hoje é, o que as pessoas julgam que a moeda vale. Pode e é o dinheiro que aparece mediante um crédito dado, tendo por trás o lastro da obrigação de pagamento desta dívida. Não entender isso revela que você não entende mais um conceito básico de economia. Não precisa de lastro tangível. Precisa é de boa governança com elementos que viabilizam o equilíbrio econômico. Até existe uma possibilidade mais sofisticada, a exemplo da proposta do Bitcoin, mas isso é algo que ainda precisa amadurecer mais. E isso não tem absolutamente nada a ver com ter ou não soberania.


9) Não disse que competência e honestidade são requisitos para abrir uma empresa - infelizmente, diga-se de passagem - nem incompetência e corrupção são pré-requisitos para entrar na vida pública - ainda bem. O que é fato é que o estado participando ativamente de setores produtivos é porta mais aberta para corrupção e incompetência porque há menos obrigação com o bom desempenho - não tem dono ou o dono é difuso - e, pelo fato do dinheiro público ser visto como “de ninguém”, mecanismos de controle geralmente são mais frouxos, o que aumenta a probabilidade de corrupção. Só isso. E você pode até discordar disso, mas antes dá uma olhadinha no caminhão de evidências que corroboram o que eu digo.

10) O clientelismo entre estado e poucas grandes empresas “escolhidas a dedo” é uma das maiores pragas deste país. Sim, forma um oligopólio dos mais doentios. Concordamos em parte. Discordo de você de que a causa não está também no estado. Lula e Dilma - não é exclusividade deles pra deixar claro - fomentaram a criação de “campeões nacionais”, vendendo a balela de que isso faria um “Brasil grande”. Bullshit total. Isso só engordou gatos pingados escolhidos a dedo em troca de benesses para os caixas dos partidos e, pelo visto, alguns imóveis como mimos - e se quiser dizer que o Lula não é caso, basta olhar para Dirceu. Que benefício isso trouxe para o país? Nada. Pior, reforçou monopólios nacionais dando uma banana para quem interessa, o consumidor sob a forma de cidadão.

11) Este é por minha conta pra concluir. Pensamos muito diferente, mas vejo que você tem muitos conceitos equivocados sobre macroeconomia, o mercado financeiro, o mercado em geral e a governança das finanças públicas funcionam. E pra entender disso direito, é obrigatório se despir de ideologias e preparar o estômago para aceitar fatos que desmentem crenças profundas que talvez você possa ter. É duro, mas o mundo não funciona como a gente gosta. Ele só funciona e funciona a nossa revelia.



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Apesar das diferenças existem vários pontos que já está pacificado entre nós...
Algumas coisas que você disse e eu concordo e vice-versa...
É a magia do diálogo.

"sou partidário da fiscalização do sistema financeiro porque é um setor onde há e sempre haverá muita concentração de poder."
-Pacificado.

"A saúde das finanças públicas tem de vir acima disso tudo porque elas irem mal significa destruir a vida de milhões de cidadãos."
-Pacificado.

"Os gastos per capita essenciais que você enumera e com os quais eu tendo a concordar poderiam ser maiores se os gastos com a dívida e com a previdência fossem mais controlados. Os gastos com a dívida atingem um patamar da ordem de 40% de todos os gastos públicos. O da previdência, que você diz ser “na média”, consome nada menos que quase 1/4 dos gastos públicos. É uma enormidade de dinheiro."

-Está pacificado, e marcado para discutir a previdência depois...

"Não estou dizendo também que não vale a pena auditar a dívida"
-Pacificado.

"É o próprio governo que *decide* por si só emitir títulos. "
-Pacificado.


"Sobre a capacidade ociosa da indústria, ela está sim maior no presente não porque foi feita pra suportar uma demanda que a indústria está louca que aconteça pra vender mais. Está ociosa porque a crise fez com que a demanda caísse! Se esta capacidade produtiva nominal for atingida, ok, a demanda correspondente adicional que ela atenderia provavelmente não geraria inflação."
-Pacificado.

"Sobre as causas da inflação atual, sim, em parte foi por causa do câmbio e em boa medida pelos preços controlados pelo governo. "
-Pacificado.

"Ambos os motivos que você menciona são inibidores do setor produtivo. "
-Pacificado.

"Não disse que competência e honestidade são requisitos para abrir uma empresa - infelizmente, diga-se de passagem - nem incompetência e corrupção são pré-requisitos para entrar na vida pública - ainda bem. O que é fato é que o estado participando ativamente de setores produtivos é porta mais aberta para corrupção e incompetência porque há menos obrigação com o bom desempenho - não tem dono ou o dono é difuso - e, pelo fato do dinheiro público ser visto como “de ninguém”, "
-Pacificado.

"O clientelismo entre estado e poucas grandes empresas “escolhidas a dedo” é uma das maiores pragas deste país. Sim, forma um oligopólio dos mais doentios. "
-Pacificado.


Tem mais alguns detalhes que não vamos nos pacificar e não haverá pacificação sem intervenção externa. Você considera como empréstimo pois toda obrigação a pagar, portanto atrasos está no meio, portanto enquadra-se na proibição da LRF. Eu não considero atrasos como atrasos que merecem cobrança e não impeachment.


Vamos debater então o que é possível ainda... Começando já com a parte que deu polêmica, por eu ter misturado emissão de moeda, com emissão de dívida e ter feito uma meleca total...

Primeiro eu tenho que dizer que foi você que colocou colocou na história o assunto de emitir dinheiro do nada e falou que o governo emite dívida porque quer.


Aí eu falei da base monetária, misturando as duas coisas: Moeda emitida e Dívida pública.
Porque eu falei isso? Viajei na maionese? Não. Você questiona a minha pergunta como se essas duas coisas diferentes  nunca se relacionasse uma com a outra em nenhuma das esquina na teoria da macroeconomia.

Tem um conceito na macroeconomia chamado base monetária expandida que é quando você pega o total de moeda emitida chama de A; o total de depósitos compulsórios, que você citou, chama de B e a dívida pública e chama de C.
A+B+C dá o que? Isso! Base monetária expandida(o BCB chama de base monetária ampliada).
Isso tá na apostila, você citou isso no seu texto, não fui eu quem inventei, não tenho essa criatividade toda. Tanto eu, quanto você, como o Adriano Benayon, a galera do Mises, o presidente do BCB e o FMI sabemos disso. Não estou querendo te ensinar não, eu estou explicando assim de forma básica para o Rodolfo poder acompanhar o raciocínio... 

Então eu quero eu sair da teoria da apostila e ver o caso brasileiro. Foi essa a questão que formulei. 
O que fazer? Vamos lá, atenção no serviço:  vai no site do BCB - Banco Central do Brasil: http://www.bcb.gov.br/  
Entra nesse link aqui: 
http://www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/indeco.asp (Indicadores econômicos consolidados). 
Vai no Capítulo II - Moeda e crédito
Ítem II.6 - Base monetária ampliada - Saldos em final de período
 Isso... baixa a planilha. 

Vamos estudar o caso brasileiro. Está vendo aí?! Ano 2015 que é o caso que estamos estudando.
Primeira coluna Base monetária (o A da nossa conta). 
Começamos o ano com 238 525  e terminamos com 255 289. (A escala é milhões de reais)
A segunda coluna são os Depósitos compulsórios (o B da nossa conta). 
A terceira coluna é "Títulos do Tesouro Nacional" pomposo nome dado pelo BCB mas que é mais conhecido por nós povão que temos calos nas mãos como Dívida Pública.

Começamos o ano com 3 038 018  e terminamos com 3 586 586.
(Tá bom, é o grosso da dívida pública, tem mais uns penduricalhos, estados e municípios, se o Rodolfo quiser mais detalhes olhe aqui:
IV.15 - Títulos públicos federais - Posição de carteira  )

Quem emite dívida? Já está pacificado entre nós que o governo emite porque quer.
Quem emite moeda?

Tem o artigo 164 da constituição federal que é assim ô:

Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo Banco Central.  
 
§ 1º - É vedado ao Banco Central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.  
 
§ 2º - O Banco Central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.

Essa a análise para ser feita. Esse o debate que propus. Qual é a "falta de compreensão bem básica sobre macroeconomia"? Porque você acha que é um absurdo, um impropério, questionar que a nossa base monetária é quase 100%  formada de títulos de dívida pública e nós pagamentos para ter base monetária circulando? Porque é isso: Nós pagamos imposto, desses impostos saem hoje por volta de 14,5% por ano por quase toda a base monetária que circula no país. Ou eu estou entendendo errado? Que aula do Mises que eu perdi?!..

Antes de começar o debate coloco outra afirmação feita pelo Benayon: 

In Memorian: Adriano Benayon


"Por lei, o BACEN está subordinado ao governo federal. Portanto, os governantes que se têm sucedido, deveriam explicar por que o BACEN age em favor da finança dos concentradores privados estrangeiros e locais e, em detrimento da economia e da sociedade. "

Pergunta: E a proposta no Senado para dar autonomia ao Banco Central? 
Qual o benefício para o povo brasileiro sobre essa proposta?! O povo escolhe o presidente e ele ficará nas mãos do BCB independente? Independente de que? do povo que são os donos do BCB?!

Outra pergunta: 
Se é verdade a sua afirmação de que o governo aumenta a dívida pública para se financiar; se é verdade que o governo se endivida devidos aos gastos muito altos maiores que suas receitas e portanto a solução do problema é se virar e gastar menos, (isso é: gerou divida porque executou gastos) diga: Qual foram os gastos executados que geraram esse saldo de 550 bilhões em 2015?
(Isso é o aumento real líquido, já está descontada a rolagem da dívida e sua amortização).
A dívida aumentou em um mísero ano 550Bilhões de reais, onde foi aplicado esse valor todo?
Isso é 5x o orçamento da saúde! Qual o gasto exagerado que deve ser cortado que levou a esse aumento de endividamento?
O governo se endivida para colocar dinheiro em qual setor da macroeconomia?!
Ou não é verdade que a dívida vem dos grandes gastos o governo?

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Vamos pegar o exemplo que você deu e ser menos radical: ao invés de imprimir moeda para pagar a dívida inteira, vamos supor que de um dia para o outro emite–se moeda para saldar somente as operações compromissadas com os bancos, que é o caso que eu estava reclamando.
(Se você me garantir que quem deu essa ideia foi a Dilma eu esqueço a parte de defender a democracia e engrosso o coro fora Dilma!)
(E tem também a parte do compulsório remunerado. Caramba, sô! Ou é compulsório ou é remunerado. No transito quando existe uma lei obrigatória todos tem que cumprir, não cumpriu leva multa! Com os bancos a conversa é outra: Tem uma obrigação, cumpriu então é remunerado! Mas isso é outro assunto menor...)

Isso não é 4 trilhões, é só 1Trilhão, para pegarmos só o período que estamos analisando no final de 2015 era 913 280 Milhões (para o Rodolfo consultar é o ítem IV.29 - Dívida líquida e bruta do Governo Geral) e lógico fechasse essa torneirinha  (expressão típica do gomismo); usando as palavras do BCB operações compromissadas é:

"Operações de mercado aberto (OMA) são operações de compra e venda, de forma
definitiva ou compromissada (“operações compromissadas”), de títulos no mercado
secundário. Essas operações são realizadas por bancos centrais para fins de implementação
de política monetária. No Brasil, as OMA são o principal instrumento
utilizado pelo BCB para regular a disponibilidade e o custo das reservas bancárias, de
forma a manter a taxa básica de juros (taxa Selic) em níveis compatíveis com a meta
estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Nas suas OMA, o BCB utiliza
exclusivamente títulos públicos federais custodiados no Sistema Especial de
Liquidação e de Custódia (Selic)."

Usando minhas palavras é uma palhaçada: Títulos da dívida pública emitida pelo governo que não é feito nada com ele a não ser ficar pagando juros para os bancos e assim remunerando suas sobras de caixa.

Mas vamos lá, emitido papel moeda e pago toda as operações compromissadas.
O que aconteceria no dia seguinte?

Com a  base monetária ampliada? Nada. Aumentei o A em 1 Trilhão, diminui o C em 1 Trilhão então A+B+C ficou na mesma. Portanto consequência no valor da moeda devido a essa operação?  Nenhuma.
Quem vai sentir diferença? Dois entes: O Tesouro nacional e os bancos.

O tesouro nacional que paga 14.5% por ano sobre C e terá despesa a menor de: 132 Bilhões no fim de um ano. 
(Viu como sou bacana? Te ajudei a formular a resposta da "outra pergunta" que propus para debate. )

Ah... mais aí seria muito papel moeda em circulação:
Ué?! Aumenta o B! Porque não?! Quem não deixa? E aumenta o não remunerado! Quero ver!!

E os bancos que amanhecerão o dia com moeda em caixa que nada dão lucro e eles terão que dar destino a essa grana toda. O que um banco faz com dinheiro em caixa? Empresta... 
Mas como eu não tô afim de pagar 144% de juros no cartão de  crédito e nem você está a fim de pagar 121% de juros no cheque especial eles terão duas alternativas  (três na verdade). Ou eles deixam o dinheiro mofando em caixa, ou diminuem o spreads bancário  (para o Rodolfo entender é a diferença entre a Selic e o juros pago pelo consumidor final, está no BCB é o Item II.18 - Operações de crédito do sistema financeiro - Resumo).
A terceira alternativa seria investir no setor produtivo como o Bradesco faz com a Vale por exemplo.

Quem toma a decisão favorável aos bancos e contra o interesse do tesouro nacional? (é aí que entra a soberania nacional). Até que alguém me dê uma explicação mais plausível, eu estou aceitando aquela afirmação do Benayon   que coloquei no início(Além de não ser louco ele trabalhava lá dentro como consultor na Câmara e no Senado)...   Meu achômetro, para meu desespero e angustia, chega a conclusão de que o Tesouro nacional paga por ano 132Bilhões para manter o spread bancário alto e garantirem lucro mínimo para banco privado com dinheiro público. Claro que essa é uma conclusão rasa de um nego cheio de ideologia titica na cabeça e que tem que entender mais de macroeconomia.

A procura de algum anjo que me tire das trevas me traga luz e eu largue mão de ficar angustiado devido a uma ignorância a toa...

 Diminuindo o spread bancário diminui o valor do juros para o mercado em geral, aumenta a demanda e aumenta a inflação.

Calma!! A relação não é tão direta assim, pelo menos no caso específico brasileiro: primeiro porque já está pacificado entre nós que existe uma possibilidade de aumento de demanda suportável pela economia brasileira sem aumento de custo/investimento, sem pressão inflacionária que a CNI calculou como 30% da demanda... Pode ser mais ou menos dependendo do setor...

E outra: diminuindo o juros você melhora também as condições de empreender. Você aumenta a oferta também. Olhando para o  Item II.18 - Operações de crédito do sistema financeiro - Resumo, vemos que está bem equilibrado as Operações de crédito do sistema financeiro entre pessoas físicas/jurídicas. Está certo que não dá para fazer uma relação 1<=>1 entre a oferta/demanda, tem muito nego esperto que tira CNPJ para pegar empréstimos e se financiar-se a si mesmo e muito nego burro que tira empréstimo pessoal para investir na empresa... Mas compensando um pelo outro existe também um crescimento da oferta. Quem dá o equilíbrio entre os dois crescimentos? O entrechoque das forças do acaso no mercado livre...  O Governo pode monitorar e utilizar BNDS, BB e Caixa para  financiar algum setor que a pressão inflacionária for maior. É um dos motivos de existirem bancos públicos,

Outra coisa que controla a inflação é a possibilidade de entrar no (br.strawberrynet.com) e comprar da china maquiagens melhores do que as vendidas aqui pela metade do preço, chega em 10 dias... Minha cunhada adora.

(É claro que isso atrapalha a industria nacional, porque a concorrência com a China devido os seus custos fixos de produção sendo diluídos quando entra a escala que eles trabalham, (os custos fixos por unidade caem a décimo de centavos)  nem se retiramos toda a alta carga tributária sobre as empresas nacionais iremos suprir o ganho competitivo que a escala Chinesa dá a eles... A vida é dura!  Mas,se por acaso o BRICS passar a funcionar poderemos empreender de olho na mesma escala monumental que diluem os custos fixos)

E que fique claro: eu não defendo emitir dinheiro para pagar dívida, não! Quero auditoria como previsto na constituição, seja mantida toda e qualquer dívida feita para financiar agricultor e mande para cadeia todos aqueles estorquitas,  propineiros que nos transformam em colônias em pleno século XXI.

Aí, como diria o Zé Geraldo, me chega um cidadão, me diz que seria "golpe" com o mercado pagar com uma moeda que " elas não valeriam o valor que deveriam valer pra pagar a dívida " ?!?!

Caracas! Eu preciso de um estômago novo.
O cara tá preocupado com o golpe que o "mercado" pode levar...
O Rodolfo ficou preocupado com o "vejo que você não entende", mas esta dor doeu mais forte, por que que eu deixei o norte, eu me pus a me dizer...

 Calma... Respira... Olha o anti-ácido....

1) Já foram pagos 11 Trilhões de 94 para cá. Faltam ainda 4Trilhões. Quanto mais precisa ser entregue para que eu nós possamos chamar de valor justo, para não ser golpe no "mercado" e seja pago essa dívida que teve sua primeira grande explosão nos dois últimos anos de ditadura militar?! 

2) Em qual página da apostila macroeconômica está escrito que ao pagar um título da divida antecipadamente você deve pagar com ágio, que chegou até 70%, a desculpa foi a indenização pela expectativa frustada de lucro futuro.  Isso é o que?

3) Na CPI da dívida pública e na auditoria do Equador, descobriu-se que que a dívida original dos anos 80, iria prescrever porque foram feitas na jurisprudência de Nova York e eram tratados da mesma forma que é tratado um direito autoral. Você pode faturar com o direito autoral por 20 anos, depois não mais, patente vencida você não ganha mais... Assim era um empréstimo. Você tem 20 anos para lucrar juros com um empréstimo. Depois prescreve-se(prescrevia). No Equador foi mostrado o acordo para que a dívida pública continuasse transformando a nação em colônia.

4) E a correção monetária existente na amortização da dívida que é uma trapaça gigantesca?! Usa um índice IGP-M de expectativa de inflação que é muito maior que a inflação do país e isso significa embutir taxa de juros(ganho real no empréstimo) na correção financeira. Isso é crime, que no Japão dá pena de morte(igual ao Grampo do Sérgio Moro que se fosse nos EUA daria pena de morte)...  
E o povo ficam aí batendo palma para esses caras que ficam extorquindo o país!...

5)E os contratos de Swap Cambial então?!... Esse é outro que leva metade do meu estômago...
O Estado garantindo para os amigos do mercado ou que o dollar não vai cair, ou não vai subir. É uma aposta. Subiu eu pago para um tipo de contrato. Desceu eu pago para outro tipo de contrato.
E o Estado não acerta uma! que estado azarado este, sô!
Mais de uma centena de bilhões de reais nessa brincadeira...

E nós aqui derrubando presidente por causa de atraso na equalização da taxa de juros com o Banco do Brasil....

Nas apostilas está escrito que divida pública é uma forma de financiar o estado.
No Brasil esse mecanismo está sendo usado com o objetivo inverso: o de retirar dinheiro do estado. Nós somos o país maior exportador de impostos da terra.
Pode ignorar esse comentário...
Não precisa me dá um sabão falando que é um absurdo, não existe exportação de capital, não existe exportação de impostos, que divida pública é um meio de  aporte de investimento e não o contrário e que isso é só mais uma confusão desse moço que atrapalha-se conceitos básicos de macroeconomia...
Eu sei disso...

É só uma licença poética que desde os anos 90 escuta um texto premonitório dizendo que é uma triste vocação da nossa elite burra que se empanturra de biscoito fino; Triste sina da América Latina, não escaparemos do vexame... E não caberemos todos em Miami...

O Brasil não está em outro planeta, nem fora das regras da geo-política mundial. É por isso mesmo que o Inside Job tem haver com nossa crise. O mercado imobiliário americano foi só o buraquinho que abriu e estourou a bolha, mas o problema foi a bolha! Foram os derivativos, sobre derivativos, sobre derivativos... isso sim que é inventar dinheiro do nada. Foi quando começamos a esquecer que dinheiro seria um título que representa uma certa riqueza, existente, palpável e ela passou a ser um título que representa uma coisa não palpável, não tangível, uma opinião da  standard & poor's.
É fruto de um mercado financeiro desregulamentado que fiscaliza a si próprio e avalia a si próprio funciona a base de propina e que quando explodiu foi atras do tão falido e envenenado governo, achou guarida nos EUA, mas na Islândia, transparentemente foi feito uma pergunta num plebiscito popular para saber se seria aceitos que fossem retirados do orçamento público a salvação do buraco deixado pelo estouro da bolha. O povo disse um retumbante não e os banqueiros foram presos.

http://www.carosamigos.com.br/index.php/economia/5562-islandia-ja-prendeu-26-banqueiros-e-financistas-por-crise-de-2008

http://www.viomundo.com.br/politica/islandia-o-pais-que-disse-nao-aos-banqueiros.html

Lá nos Estados Unidos chamaram o salvamento dos bancos de pré-privatização. Gostei do nome... Antes de serem entreguem de novo a mãos privadas eles tem que ser estatizados, condição necessária para depois privatizar... Portanto pré-privatização...
É igual a Ligth aqui... O FHC privatiza... Aí o Aécio estatiza...
É uma novi-lingua danada... Oh George Orwell, Sô!!

E quando falei da Grécia não estava dizendo no que colocou a Grécia nesse buraco, e sim o que ela tornou-se a partir de 2010. A forma que o "mercado" chegou para socorrer a Grécia, depositando em Luxemburgo parte dos papéis podres escancarados em 2008 e teriam que ser dado destino, encontraram na Grécia a vítima perfeita ( http://goo.gl/23eU5o )

O exemplo do Equador não é a forma que eles conduzem a economia, é a auditoria de sua dívida que reduziu a pó seus débitos; e em um decisão de assumir parte da culpa de seus governo anteriores o Rafael Correa propôs 30% do valor de face de seus títulos. Proposta essa aceita por 95% dos detentores dos títulos. Os outros 5% não vieram cobrar até hoje... Liberou recursos que todo ano iam para os juros da dívida e triplicou os investimentos em educação, saúde e infra-estrutura.
É isso que deve ser escondido. 
E que o Jonh Perkins ( http://goo.gl/Fuduj2 ) confessa que foi feito em vários países latinos, asiáticos e europeus.

Um dia... um belo dia... algum Rafael Correa vai tirar esses banqueiros da gestão governamental deles mesmo.









Especial: É tudo um assunto só!

Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, proprina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado,  o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...




A dívida pública brasileira - Quem quer conversar sobre isso?


Escândalo da Petrobrás! Só tem ladrão! O valor de suas ações caíram 60%!! Onde está a verdade?

A revolução será digitalizada (Sobre o Panamá Papers)

O tempo passa... O tempo voa... E a memória do brasileiro continua uma m#rd*

As empresas da Lava-jato = Os Verdadeiros proprietários do Brasil = Os Verdadeiros proprietários da mídia.

Desastre na Barragem Bento Rodrigues <=> Privatização da Vale do Rio Doce <=> Exploração do Nióbio

Sobre o mensalão: Eu tenho uma dúvida!

Trechos do Livro "Confissões de um Assassino Econômico" de John Perkins 

Meias verdades (Democratização da mídia)

Spotniks, o caso Equador e a história de Rafael Correa.

O caso grego: O fogo grego moderno que pode nos dar esperanças contra a ilegítima, odiosa, ilegal, inconstitucional e insustentável classe financeira.


A PLS 204/2016, junto com a PEC 241-2016 vai nos transformar em Grécia e você aí preocupado com Cunha e Dilma?!

Uma visão liberal sobre as grandes manifestações pelo país. (Os Oligopólios cartelizados)


Depoimento do Lula: "Nunca antes nesse país..." (O país da piada pronta)
(Relata "A Privataria Tucana", a Delação Premiada de Delcidio do Amaral e o depoimento coercitivo do Lula para a Polícia Federal)


Seminário Nacional - Não queremos nada radical: somente o que está na constituição.

Seminário de Pauta 2015 da CSB - É tudo um assunto só...

UniMérito - Assembleia Nacional Constituinte Popular e Ética - O Quarto Sistema do Mérito 

Jogos de poder - Tutorial montado pelo Justificando, os ex-Advogados Ativistas
MCC : Movimento Cidadão Comum - Cañotus - IAS: Instituto Aaron Swartz


As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar

As aventuras de uma premiada brasileira! (Episódio 2016: Contra o veto da Dilma!)

A mídia é o 4° ou o 1° poder da república? (Caso Panair, CPI Times-Life)

O Mercado de notícias - Filme/Projeto do gaúcho Jorge Furtado

Quem inventou o Brasil: Livro/Projeto de Franklin Martins (O ex-guerrilheiro ouve música)

Eugênio Aragão: Carta aberta a Rodrigo Janot (o caminho que o Ministério público vem trilhando)

Luiz Flávio Gomes e sua "Cleptocracia"

Comentários políticos com Bob Fernandes.

Ricardo Boechat - Talvez seja ele o 14 que eu estou procurando...



PPPPPPPPP - Parceria Público/Privada entre Pilantras Poderosos para a Pilhagem do Patrimônio Público

Pedaladas Fiscais - O que são? Onde elas vivem? Vão provocar o impeachment da Dilma?

Como o PT blindou o PSDB e se tornou alvo da PF e do MPF - É tudo um assunto só!

InterVozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

Ajuste Fiscal - Trabalhadores são chamados a pagar a conta mais uma vez


Resposta ao "Em defesa do PT"

Melhores imagens do dia "Feliz sem Globo" (#felizsemglobo)



Desastre em Mariana/MG - Diferenças na narrativa.

Quanto Vale a vida?!


Questões de opinião:

Eduardo Cunha - Como o Brasil chegou a esse ponto?




Sobre a Ditadura Militar e o Golpe de 64:

Dossiê Jango - Faz você lembrar de alguma coisa?

Comissão Nacional da Verdade - A história sendo escrita (pela primeira vez) por completo.

Sobre o caso HSBC (SwissLeaks):

Acompanhando o Caso HSBC I - Saiu a listagem mais esperadas: Os Políticos que estão nos arquivos.

Acompanhando o Caso HSBC II - Com a palavra os primeiros jornalistas que puseram as mãos na listagem.

Acompanhando o Caso HSBC III - Explicações da COAF, Receita federal e Banco Central.

Acompanhando o Caso HSBC V - Defina: O que é um paraíso fiscal? Eles estão ligados a que países?

Acompanhando o Caso HSBC VI - Pausa para avisar aos bandidos: "Estamos atrás de vocês!"... 

Acompanhando o Caso HSBC VII - Crime de evasão de divisa será a saída para a Punição e a repatriação dos recursos

Acompanhando o Caso HSBC VIII - Explicações do presidente do banco HSBC no Brasil

Acompanhando o Caso HSBC IX  - A CPI sangra de morte e está agonizando...

Acompanhando o Caso HSBC X - Hervé Falciani desnuda "Modus-Operandis" da Lavagem de dinheiro da corrupção.





Sobre o caso Operação Zelotes (CARF):

Acompanhando a Operação Zelotes!

Acompanhando a Operação Zelotes II - Globo (RBS) e Dantas empacam as investigações! Entrevista com o procurador Frederico Paiva.

Acompanhando a Operação Zelotes IV (CPI do CARF) - Apresentação da Polícia Federal, Explicação do Presidente do CARF e a denuncia do Ministério Público.

Acompanhando a Operação Zelotes V (CPI do CARF) - Vamos inverter a lógica das investigações?

Acompanhando a Operação Zelotes VI (CPI do CARF) - Silêncio, erro da polícia e acusado inocente depõe na 5ª reunião da CPI do CARF.

Acompanhando a Operação Zelotes VII (CPI do CARF) - Vamos começar a comparar as reportagens das revistas com as investigações...

Acompanhando a Operação Zelotes VIII (CPI do CARF) - Tem futebol no CARF também!...

Acompanhando a Operação Zelotes IX (CPI do CARF): R$1,4 Trilhões + R$0,6 Trilhões = R$2,0Trilhões. Sabe do que eu estou falando?

Acompanhando a Operação Zelotes X (CPI do CARF): No meio do silêncio, dois tucanos batem bico...

Acompanhando a Operação Zelotes XII (CPI do CARF): Nem tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser...

Acompanhando a Operação Zelotes XIII (CPI do CARF): APS fica calado. Meigan Sack fala um pouquinho. O Estadão está um passo a frente da comissão? 

Acompanhando a Operação Zelotes XIV (CPI do CARF): Para de tumultuar, Estadão!

Acompanhando a Operação Zelotes XV (CPI do CARF): Juliano? Que Juliano que é esse? E esse Tio?

Acompanhando a Operação Zelotes XVI (CPI do CARF): Senhoras e senhores, Que comece o espetáculo!! ("Operação filhos de Odin")

Acompanhando a Operação Zelotes XVII (CPI do CARF): Trechos interessantes dos documentos sigilosos e vazados.

Acompanhando a Operação Zelotes XVIII (CPI do CARF): Esboço do relatório final - Ainda terão mais sugestões...

Acompanhando a Operação Zelotes XIX (CPI do CARF II): Melancólico fim da CPI do CARF. Início da CPI do CARF II

Acompanhando a Operação Zelotes XX (CPI do CARF II):Vamos poupar nossos empregos


Sobre CBF/Globo/Corrupção no futebol/Acompanhando a CPI do Futebol:

KKK Lembra daquele desenho da motinha?! Kajuru, Kfouri, Kalil:
Eu te disse! Eu te disse! Mas eu te disse! Eu te disse! K K K

A prisão do Marin: FBI, DARF, GLOBO, CBF, PIG, MPF, PF... império Global da CBF... A sonegação do PIG... É Tudo um assunto só!!

Revolução no futebol brasileiro? O Fim da era Ricardo Teixeira. 

Videos com e sobre José Maria Marin - Caso José Maria MarinX Romário X Juca Kfouri (conta anonima do Justic Just ) 

Do apagão do futebol ao apagão da política: o Sistema é o mesmo


Acompanhando a CPI do Futebol - Será lúdico... mas espero que seja sério...

Acompanhando a CPI do Futebol II - As investigações anteriores valerão!

Acompanhando a CPI do Futebol III - Está escancarado: É tudo um assunto só!

Acompanhando a CPI do Futebol IV - Proposta do nobre senador: Que tal ficarmos só no futebol e esquecermos esse negócio de lavagem de dinheiro?!

Acompanhando a CPI do Futebol VII - Uma questão de opinião: Ligas ou federações?!

Acompanhando a CPI do Futebol VIII - Eurico Miranda declara: "A modernização e a profissionalização é algo terrível"!

Acompanhando a CPI do Futebol IX - Os presidentes de federações fazem sua defesa em meio ao nascimento da Liga...

Acompanhando a CPI do Futebol X - A primeira Liga começa hoje... um natimorto...

Acompanhando a CPI do Futebol XI - Os Panamá Papers - Os dribles do Romário - CPI II na Câmara. Vai que dá Zebra...

Acompanhando a CPI do Futebol XII - Uma visão liberal sobre a CBF!

Acompanhando a CPI do Futebol XIII - O J. Awilla está doido! (Santa inocência!)



Acompanhando o Governo Michel Temer

Acompanhando o Governo Michel Temer I