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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Child of Eden - Experiência sensorial

CHILD OF EDEN » Experiência sensorial  
Game traz a união da estrutura clássica em jogos de tiro e direção de arte moderna. Musicalidade e efeitos de iluminação contribuem para completa imersão na narrativa
Publicação: Estado de Minas 27/10/2011 Caderno de informática

 (Umbisoft/Divulgação)

Na história recente dos videogames, pouca coisa provocou tanto alarde quanto a criação dos controles com sensor de movimento. A Nintendo deu o pontapé inicial e foi seguida de perto pela Sony e pela Microsoft. Passada a euforia, restou aos jogadores a sensação de desapontamento e tempo perdido. O recurso ainda parecia um penduricalho utilizado para alavancar as vendas, e a sensação de “imersão na tela” ainda soava como conversa para boi dormir.

Cinco anos depois, ainda são poucos os jogos que fazem justiça à nova tecnologia. É o caso de Child of Eden, lançado pela Ubisoft para Xbox 360 e com versão para Playstation 3 prevista para chegar às lojas este mês. Criado pelo japonês Tetsuya Mizuguchi (famoso por jogos como Lumines e Rev), o game apresenta uma história simples embalada em complexas imagens.

A única personagem, Lumi, é o primeiro ser humano nascido em uma estação espacial, em 2019. Lumi morre sem realizar seu maior sonho – conhecer de perto o planeta – e tem suas memórias armazenadas no Eden, uma espécie de HD virtual que contém o conhecimento do mundo. Anos depois, cientistas decidem recriar o subconsciente da garota para que ela possa vivenciar o que foi armazenado sobre a Terra. No entanto, a experiência é atacada por um vírus e o jogador precisa entrar em ação para limpar os arquivos e salvar a consciência de Lumi.

A cada arquivo, uma sequência de luzes, cores e formas é projetada na tela, e o jogador utiliza uma de suas armas para destruir os corrompidos. Embora seja possível jogar com o controle físico, é no Kinect que Child of Eden revela todo o seu potencial. Com a mão direita apontada para a tela, o jogador controla um laser que trava sua mira nos inimigos; com a esquerda, uma metralhadora de tiros rápidos. Ao jogar as duas mãos para o alto, aciona uma bomba de euforia que liquida os inimigos na tela. E pronto. Três comandos, simples assim.

BELEZA NO DETALHE  
Dito assim, parece um jogo de tiro sobre trilhos, similar a Starfox e outros do gênero. Mas basta um contato de poucos segundos para notar o abismo que separa a última criação de Mizuguchi dos outros títulos do mercado – incluindo o antecessor Rez. O ambiente de cada arquivo troca a riqueza de objetos e cenários por projeções lineares com foco nas cores e na iluminação da tela. Animais translúcidos, bolas de energia e outras formas “orgânicas” se misturam a engrenagens e placas metálicas, e a destruição progressiva dos inimigos aumenta o ritmo da ação e a intensidade das luzes.
Mas nem só de belas imagens é feito Child of Eden. A estrutura de som tem início na trilha composta pela banda Genki Rockets, presente em outros games como Lumines e No more heroes. E não para por aí. Cada tiro disparado pelo jogador é acompanhado por notas musicais, e o ruído da destruição dos inimigos ingressa na melodia também de modo harmônico. Junte tudo isso à movimentação de braços exigida pelo Kinect, e a impressão é de estar comandando uma orquestra de luzes e brilhos na tela da televisão.

Entre tantos sons e movimentos, seria fácil esquecer do enredo Para isso, flashes de Lumi entram em cena ao fim de cada fase. Em agonia, a protagonista busca os olhos do jogador e pede socorro, recompensando em seguida com clipes musicais – a personagem é também vocalista da Genki Rockets. A cada saraivada de inimigos, alguns segundos de descanso permitem ao jogador contemplar as formas geradas na tela, enquanto se prepara para o próximo desafio. O balanço entre narrativa e ação garante uma jogabilidade menos cansativa.

Com uma arquitetura tão promissora, é decepcionante (embora, compreensível) a curta duração do game. As seis fases podem ser percorridas em pouco mais de uma hora, restando ao jogador retornar aos mesmos percursos em busca de melhores pontuações. Por menos enjoativos que sejam os cenários, e por mais que a vontade imediata seja refazer todo o trajeto no próximo nível de dificuldade, fica a sensação de que poderia ter outros arquivos, outras criaturas e, até mesmo, um enredo mais extenso.

Mesmo tendo sido lançado há pouco mais de um mês, Child of Eden parece mais um teaser do que uma obra completa. Ou, vendo de outro modo, uma aula de imersão e sinestesia para as demais produtoras de games. Talvez  algumas sigam o exemplo e passem a justificar o investimento em Kinects, Moves e outras bugigangas.


» Produção
Ubisoft
» Desenvolvimento
Q? Entertainment
» Plataforma
Xbox 360 e Playstation 3
» Número de jogadores
1 (single-player)

» Preço

R$ 179,90

Classificação indicativa livre

Avaliação
Jogabilidade *****
Entretenimento *****
Gráficos *****
Som *****
Child of Eden
Child of Eden.jpeg
European cover art
Developer(s) Q Entertainment
Publisher(s) Ubisoft
Designer(s) Tetsuya Mizuguchi
Platform(s) Xbox 360, PlayStation 3
Release date(s) Xbox 360
  • EU June 17, 2011
  • JP October 6, 2011
PlayStation 3
  • NA September 27, 2011[3]
  • AUS September 29, 2011
  • EU September 30, 2011
  • JP October 6, 2011
Genre(s) Rail shooter, Music game
Rating(s)
 


Publicação Site baixakijogos Por Durval Ramos em 05/07/2011 - 17:28:

Uma obra de arte sinestésica

Do mesmo criador de Rez e Lumines, Tetsuya Mizuguchi, Child of Eden é um jogo de tiro on-rails que promete oferecer uma viagem ao luminoso, colorido, melodioso e, acima de tudo, psicodélico mundo de Eden.
O enredo da aventura coloca o jogador na missão de resgatar uma mulher, Limi, que está presa em Eden, um mundo virtual equivalente à internet no futuro. O problema é que esse mundo está infectado por um vírus, sendo que durante sua jornada será necessário purificar todos os Archives ("arquivos" no lugar de fases) de Eden.
O jogador recebe três tipos de armas: o tiro comum, a metralhadora e o que os desenvolvedores chamam de "Happy Bomb", ou "Bomba Feliz". Além da opção de utilizar os controles comuns das plataformas, a versão para Xbox 360 oferece a possibilidade de aproveitar o periférico Kinect para amplificar a sensação de ser o regente de uma orquestra.
A sensação de ser o maestro vem da natureza do game, que adota design inspirado na vida, na Terra, no universo e no oceano. O jogo conta com diversas estruturas com formas delirantes, junto com criaturas do mar como anêmonas, águas-vivas e até baleias, tudo em neon.
Cada objeto purificado por disparos demonstra um efeito visual e sonoro único. Assim, seus tiros constroem uma melodia do estilo musical eletrônico, acompanhado por uma voz feminina, enquanto explosões de brilhos, cores e formas surgem na tela.



Lumi, do italiano, luz. Pode até parecer algo inútil, mas essa pequena informação tem muito a dizer sobre Child of Eden, novo game da Q Entertainment a chegar ao Xbox 360. Isso porque a única personagem do título traz em seu nome toda a essência do jogo: a iluminação. Como é possível conferir nas imagens divulgadas antes do lançamento, toda a experiência gira em torno dessas luzes multicoloridas que dão um show na tela da TV e nos levam a uma viagem totalmente psicodélica.
Embora nada daquilo pareça fazer sentido, a nova produção de Tetsuya Mizuguchi é completamente coesa e, por incrível que pareça, imersiva. Fazendo jus a seus trabalhos anteriores, Mizuguchi ousa novamente e aposta em um universo conceitual em tempos de gráficos ultrarrealistas. O resultado, embora estranho e confuso à primeira vista, é um dos melhores jogos para o Kinect. Child of Eden é, sem sombra de dúvidas, a confirmação de que video game também é arte.
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Viagem lisérgica pelo mundo dos computadores
Para conseguir tirar o máximo proveito da viagem proporcionada pelo título, é preciso compreender a história na qual a explosão de cores está inserida. Como dito anteriormente, a única personagem existente em Child of Eden é Lumi, um menina que nasceu em 2019 em uma estação espacial e cujo maior sonho é conhecer as belezas da Terra. Durante toda sua vida, ela expressa seus sentimentos em forma de canções ao povo do planeta.
Após sua morte, suas memórias foram armazenadas em arquivos digitais, ajudando a humanidade a construir o chamado Eden. Essa evolução da internet possui todo o conhecimento do mundo e as sensações da Terra, fazendo com que aqueles que, como Lumi, nunca conheceram este mundo possam ter uma ideia de como é nosso universo.

Como forma de agradecer a menina que permitiu esse progresso, cientistas do século XXIII recriaram seu subconsciente dentro do Eden, permitindo que ela contemple tudo aquilo que ela sonhou em vida. No entanto, os arquivos do Projeto Lumi são atacados por um vírus e a garota se perde dentro do ambiente virtual, que é totalmente desconfigurado.
É a partir somente dessa proposta – apresentada de modo fantástico em uma das aberturas mais bonitas dos games – que Child of Eden tem início. Viajando entre os arquivos corrompidos do projeto de recriação humana, somos convidados a conhecer a visão de Lumi sobre nosso planeta, assim como seus sentimentos por nós que aqui vivemos.

Aprovado

Sinestesia completa
Um jogo é, acima de tudo, uma manifestação luminosa ocorrida na TV. Ainda que a atual geração tenha conseguido fazer com que esses pontos de luz se transformem em reproduções realistas da forma humana, ainda são pequenos brilhos na tela que nos permitem enxergar esse novo mundo à nossa frente. Contudo, em Child of Eden, a utilização desse elemento é feita de um modo completamente diferente.
O título vai totalmente na contramão dessa tendência de transformar video games em filmes e volta à essência daquilo que transformou os jogos em um estilo novo de entretenimento: o uso de luzes para criar um mundo abstrato e ao mesmo tempo coerente. No caso do Projeto Lumi, as infinitas cores e formas que surgem são recriações dos sentimentos da garota que sonhava em visitar a Terra, o que faz com que a experiência visual do título seja simplesmente fantástica.
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O grande ponto é que não se trata de gráfico. Quase não existem elementos tridimensionais ou que necessitem de um trabalho cuidadoso para saciar o desejo dos usuários apaixonados por realismo. Tudo gira em torno da direção de arte e na forma com que isso vai atingir e envolver o jogador. Sob essa ótica, é inegável que Child of Eden é simplesmente perfeito, pois é capaz de criar sensações diferentes sem usar nenhuma palavra, apenas expondo efeitos luminosos em movimento.
Cada fase possui uma temática diferenciada e com elementos únicos, indo desde as belezas do mundo à criação das máquinas. Como a repetição de recursos e desafios é mínima, cada nível avançado se torna uma nova etapa dessa viagem e com espetáculos únicos a serem contemplados. É impossível ficar indiferente às células que se dividem para se transformarem em uma baleia e, por fim, em uma fênix.
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É claro que a viagem não faria sentido algum se ela não fosse sinestésica, ou seja, não envolvesse outros sentidos na experiência. É por isso que a trilha sonora do jogo é tão importante, pois ela é o canal que liga a pessoa em frente à TV ao universo de Eden.
Todas as canções apresentadas são melodias enviadas por Lumi às pessoas da Terra. Não coincidentemente, a personagem é também a única “integrante” do grupo Genki Rockets, do qual o produtor Tetsuya Mizuguchi faz parte. É a partir dessas músicas que as cores e formas dançam e fazem com que outros elementos surjam.
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Mais do que isso, os próprios efeitos sonoros causados pelo jogador interferem na trilha apresentada. Atacar inimigos adiciona novos acordes ao canto de Lumi, variando de acordo com o momento em que isso ocorre. Som de piano surge quando certos vírus são apagados, enquanto batidas mais agitadas são ouvidas quando os chefes são atingidos por seus disparos. Nenhuma ação sai sem uma reação em Child of Eden.
Mergulho sensorial
Se a TV é responsável por explorar a visão e a audição do jogador nessa experiência sensorial, o Kinect aprofunda isso e adiciona o tato como outro recurso utilizável na jornada para salvar o Projeto Lumi. Trata-se do melhor uso do acessório até agora.
Com o auxílio do aparelho, o jogador realmente mergulha em Eden e tem a sensação de que faz parte daquele universo. Além disso, a resposta do periférico é muito boa e consegue ser ainda mais eficiente do que o joystick tradicional. Isso porque cada mão corresponde a uma arma: a direita é um laser que trava a mira em vários inimigos simultaneamente para eliminá-los de uma só vez, enquanto a esquerda funciona como uma espécie de metralhadora. A jogabilidade é semelhante à de Rez, ou seja, um shooter cujo objetivo é eliminar tudo o que surgir na sua frente.

A troca entre esses equipamentos é muito simples, bastando que você levante o braço correspondente ao tipo de disparo para que o sensor identifique o que deve ser feito. Além disso, ao erguer os dois membros acima de sua cabeça, você dispara o Euphoria, um golpe especial que elimina todos os vírus existentes na tela.
Ainda que seja possível usar o controle clássico, ele não possui o mesmo charme, além de tornar tudo muito mais simples. Por mais que isso não prejudique o jogo, boa parte da experiência de imersão se perde quando o Kinect é posto de lado.

Reprovado

A viagem é, na verdade, um passeio
Embora Child of Eden seja um jogo fantástico, isso não significa que ele é perfeito. Seu principal problema é a curta duração da campanha, já que as cinco fases existentes podem ser concluídas em poucas horas de jogo.
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Para maquiar isso, o estúdio adicionou alguns elementos que visam estender a jogatina, mas que não são tão eficazes assim. A mais irritante delas é a falta de checkpoints nas fases, o que obriga o jogador a retornar pela fase inteira caso falhe em algum momento. Como os estágios são longos, pode ser frustrante ter de refazer todo o trajeto por causa de um erro bobo.
Além disso, faltam alguns modos extras que ampliem a vida útil do título. Sem um modo multiplayer ou desafios extras, tudo o que resta após resgatar Lumi é voltar aos arquivos anteriores para obter uma melhor pontuação. Em um país em que lançamentos custam R$ 199, essa é uma questão que deve ser muito bem avaliada.

Vale a pena?

Estranho, psicodélico e encantador. Esse é Child of Eden, um dos melhores títulos lançados neste ano e, sem dúvidas, o melhor jogo para o Kinect até o momento. Com uma proposta ousada e completamente fora do usual, o game provoca sensações diferentes no jogador e o leva a um mergulho quase lisérgico no universo digital de Eden.
Com uma direção artística impressionante e uma trama simples e envolvente, a produção mantém a excentricidade de seu criador e mostra que uma boa história nem sempre é uma grande epopeia, mas uma obra de arte construída com pouquíssimas palavras. Child of Eden é a prova de que você não precisa entender o enredo, mas apenas senti-lo – e o resto é pura imaginação.
Lembramos que a nota final não é uma média das demais.


Publicação TechTudo em 27/01/2011 18h37 - Atualizado em 14/07/2011 07h05 por César Crivelo

Preview: Child of Eden é uma experiência onírica

A descrição do conceito de seu projeto é uma poesia de 40 páginas, a última fase é a combinação de momentos de felicidades de jogadores, e a sua jogabilidade é uma mistura onírica de luz, som, movimento, cores e texturas. Child of Eden é muito mais do que “um título alternativo de Playstation Move e Kinect para jogadores hardcores”, é uma experiência multissensorial incrível.

O que é Child of Eden?
Child of Eden usa a mecânica simples de jogos de tiro de travar o alvo e disparar, e inova em camadas complexas de som, cor e imagens interrelacionadas. Neste game, você está preso dentro de um cyberespaço, lutando para salvar um universo digital do ataque de um vírus irracional. Child of Eden é muito mais complexo do que seus controles simples sugerem, é um jogo focado no orgânico e vivo, na mais profunda exploração da memória humana. Confira o conceito por trás do jogo no trailer abaixo:
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Sua história é de uma cantora imaginária chamada ‘Lumi’. Ela nasceu no espaço em 2019 e está sempre observando a Terra, e pode ver o planeta por meio da mídia, nunca tendo uma experiência pessoal. Então, após a sua morte, cerca de 200 anos depois, alguns cientistas tentam recriar sua consciência em um mundo virtual. Eden é o que definiríamos de ‘internet do futuro’: em que há relatos sobre a Terra para as pessoas nascidas no espaço, e está organizada em diferentes “Arquivos” (que são os estágios do jogo) que tentam explicar o que é ser humano, como a sua história, sua cultura e suas relações inter e intrapessoais.
Children of Eden (Foto: Divulgação)Children of Eden (Foto: Divulgação)

Esses cientistas estão tentando reconstruir a Lumi neste Eden, mas um vírus consegue se infiltrar. Child of Eden conta a a tentativa de eliminar o vírus enquanto você passa pelos Arquivos. Quando o vírus é eliminado, a consciência, as memórias e a personalidade da Lumi reaparecem, fazendo-a cantar e, assim, alterando as cores e os ritmos do mundo de Eden. O lema de Child of Eden é “Esperança e Felicidade”, e esta mensagem é passada de forma tão intensa que os jogadores não encontrarão dificuldade em se envolverem nestes ideais.
Como surgiu a idéia para o jogo?
“No começo da produção escrevi um memorando”, explica Tetsuya Mizuguchi, diretor do projeto. “É um poesia, e tem 40 páginas. Qual a essência visual e emocional, e qual a história? Decidi isso quase no início. Todos na Q Entertainment leram o poema, e partimos daí.”
O foco de Mizuguchi passa por todos os níveis de explorações oníricas das preocupações humanas, com fases construídas sobre os mais diversos temas, desde a beleza, a evolução e até uma interpretação da paixão de forma inesperada. “Esta construção e mais espiritual e emocional; alguns elementos estão em perfeita sincronia, como som e imagem. Finalmente podemos usar vídeos para criar texturas em movimento, e podemos fazê-las se moverem de acordo com a música”, comenta o diretor do jogo. Veja abaixo um vídeo de pessoas apreciando o jogo:


Um mundo é uma construção de neon com contornos brilhantes e corredores estreitos, com uma bateria eletrônica como trilha sonora. Em um determinado momento, encontra-se um ambiente com pétalas de flores mortais feitas por fibra óptica enquanto acontece uma luta contra um chefe que parece um origami armado com equipamento de som. O Arquivo Beauty o coloca em uma corrida sobre encostas congeladas repletas de árvores de vidro, enquanto o Arquivo Evolution o manda para as profundezes aquáticas, em que medusas plásticas nadam pelas cadeias de DNA.
A Q Entertainment está transformando os conceitos de cada Arquivo em uma experiência audiovisual coerente. Os desenvolvedores criam os designs baseados na trilha sonora, ou mesmo também nas palavras-chave que foram dadas a cada Arquivo. Para o Arquivo Evolution, por exemplo, eles colocaram em ação organismos vivos mudando à medida que se progride. Além disso, há vários temas que emergem naturalmente ao longo de todo o jogo. Imagens da Terra serão mostradas em diversos momentos, além de cenas da história humana surgindo a todo momento.
Children of Eden (Foto: Divulgação)Children of Eden (Foto: Divulgação)
Kinect e Move: Experiência mais intensa
Junto com o foco artístico, há também uma nova forma de controlar o jogo. Felizmente, jogando com o Kinect (do XBox 360) ou com o Move (do Playstation 3), Child of Eden é uma experiência interessante. A mira flutuante é muito sensível quando controlada com um movimento da mão, e é possível selecionar alvos tanto com o movimento das duas mãos quanto por uma sequência de botões.
Quando um grande número de alvos é selecionado, tiros são disparados com um rápido movimento dos dedos ou acionando o gatilho do controle. Bater palmas ou um movimento brusco para trás faz com que o modo de tiro automático e de tiro manual se alternem. Os especiais são ativados ao levantar ambas as mãos ou agitar freneticamente o Move.
Child of Eden é um jogo de tiro surpreendentemente estratégico: o chefe do Arquivo Matrix, por exemplo, exige usar o tiro automático para acabar com um escudo de cubos voadores antes de poder mirar no centro brilhante que deve ser destruído com os tiros carregados.
Children of Eden (Foto: Divulgação)Children of Eden (Foto: Divulgação)

Apesar de todos os efeitos visuais e sonoros, Child of Eden é um jogo de tiro tipicamente estratégico. O chefe do Arquivo Matrix, por exemplo, exige um tiro automático para acabar com um escudo de cubos voadores antes de poder mirar no centro brilhante que deve ser destruído com os tiros carregados. “Tem inimigos que podem ser destruídos apenas com uma ou outra arma”, comenta o designer de fases Kengo Kobayashi. “Você precisa balancear isso e mudar constantemente. Isso nos permite adicionar, também na forma como as armas afetam os inimigos, a sinestesia que as pessoas esperam de nossos jogos. Cada arma dá a você uma resposta audiovisual diferente. À medida que purifica as coisas, a iluminação muda, suas armas criam reações diferentes e você verá mais da Lumi emergindo.”
Jogo também é feito pelos usuários
Journey é o último Arquivo. Todas as memórias da Lumi estão presentes. Quando você elimina o vírus do Arquivo, sua memória retorna, e entra em sintonia com a de todo mundo. Para tornar este Arquivo especial, a Q Entertainment usou a Tokyo Game Show para anunciar o “Projeto Journey”, um site que ofereceu a oportunidade aos fãs de enviar fotos de suas memórias mais preciosas da Terra para serem colocadas na última fase: uma mistura do jogo e de seu público.
Children of Eden (Foto: Divulgação)Children of Eden (Foto: Divulgação)
Em meio a inúmeros campos de batalha, tiros competições online, um dos maiores detaques da E3 do ano passado foi o próprio Child of Eden. A exploração que a Q Entertainment promete sobre as emoções humanas será algo mais imaginativo (e até mais humano) que qualquer título que está no mercado.
Não será apenas uma reflexão sobre as emoções humanas, mas uma experiência sinestésica que envolverá o jogador por completo: sua visão, para admirar a beleza do game; seus ouvidos, para apreciar a sincronia do som com o gráfico; e sua locomoção, para salvar o Eden do vírus e encontrar a felicidade humana.

Site Oficial: http://child-of-eden.uk.ubi.com/