Magazine Luiza

terça-feira, 8 de março de 2016

Depoimento do Lula: "Nunca antes nesse país..." (O país da piada pronta)

Constituição?!?! Você não acha que está pedindo demais não?!?!
Está na constituição que saúde e educação é direito de todos...
Está na constituição que no prazo de um ano após sua promulgação a dívida pública deveria ser auditada...
Está na constituição, o Art. 220. § 5º: Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
Eu não li a constituição toda, mas deve ter em algum lugar falando que...
É proibido qualquer brasileiro vender palestras no mesmo preço do Bill Clinton... quer ver.... está aqui... no.... parágrafo.... Ah... depois eu acho...
Está na constituição que o que está em regime confidencial deve ser vazado desde que seja para o bem do público alvo... Aqui... parágrafo... Sei lá...
E que uma ou outra praia pública poderá ser privatizada desde que seu dono seja algum ser Marinho...


"Mas nós, vibramos em outra frequência
Sabemos que não é bem assim...

Mas nós, dançamos no silêncio
Choramos no carnaval 
Não vemos graça nas gracinhas da Tv
Morremos de rir no horário eleitoral."
                       (Humberto Gessinger)




=================ATÊNÇÃO===============================


Devido ao Ministro Teori Zavascki ter tirado o sigilo e liberado a delação premiada na íntegra do Delcídio do Amaral e da Justiça do Paraná ter liberado a íntegra do Depoimento de Lula na Polícia Federal, informo que o conteúdo da análise desse post será alterada em breve. 

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José Simão, esculhambador geral da republica, colunista de humor politico da folha que não poupa nenhum espectro ideológico, imortalizou a expressão: "Brasil, o país da piada pronta".

Eu comecei esse post com uma piada, que fui eu quem montou da forma que está, mas me baseei em fatos reais:

A primeira parte (os três itens que realmente estão na constituição mas não estão na realidade brasileira), tirei essa ideia no seminário "A corrupção e o sistema da dívida" acontecido em outubro de 2015, já postei sobre ele (Seminário Nacional - Não queremos nada radical: somente o que está na constituição.).

A segunda metade da piada, (os três itens que não estão na constituição porém estão presentes na realidade brasileira) foram baseados nos fatos que serão narrados nesse post.

Para melhor entendimento de qual país nós vivemos, eu irei explicitamente avisar que não é piada, quando existir uma realidade que parece piada grifando o texto em azul, e avisarei explicitamente quando eu fizer uma piada que for parecida com a realidade grifando o texto em vermelho.

Comecei a escrever esse post no final do ano passado, quando o Delcidio do Amaral foi flagrado em gravação secreta e se tornou o primeiro senado da república preso em pleno mandado depois da redemocratização do país em 1985. Queria ficar mais tempo pesquisando, mas devido ao protestos marcados para o dia 13, resolvi soltar agora...
(se pesquisando aparecer melhores informações atualizarei depois...)

Escolhi o título do post ano passado, fazendo referência à famosa frase do Lula.
Mas não imaginei na época que o depoimento coercitivo do Lula faria parte dessa história.

Vamos à linha temporal:

No dia 25/11/2015 surgiu o áudio bomba do Delcídio do Amaral conversando com o filho do Cerveró, propondo a ele fuga do pais sem delatar o que tem a delatar.

Nesse mesmo dia o Senador PTista fez história ao ser preso em pleno mandato ( O STF considerou uma prisão em flagrante, única opção possível para que isso ocorra), sendo o primeiro senador preso no exercício do mandato desde a redemocratização do país em 1985.

Junto com o histórico senador, foi preso também um banqueiro: André Esteves do Banco BTG Pactual.A acusação é que Esteves iria pagar um mensalão(Ops, mensalão não) um salário (hummm... salário não, salário é para quem trabalha), uns repasses mensais(quer saber, escolha o nome disso você!) para Cerveró de 50mil entre troca de não envolver seu nome na Delação Premiada. (Isso foi uma piada).

No dia 18/12/2015 O Banqueiro foi liberado, com algumas restrições de liberdade, mas sem tornozeleira eletrônica. Ficou preso 24 dias. Seria injustiça minha falar que ele sumiu dos noticiários, já que essa reportagem dO gLobo diz que André Esteves, do BTG Pactual, arquiteta seu retorno ao mercado. Para tentar provar que Lava-Jato errou, ex-banqueiro estuda processo com advogados
(Isso, meus amigos, não é piada)
 Como será que ele vai provar sua inocência, hein?!

O Senador ficou preso 85 dias saindo no dia 19/02/2016.

No dia 03/03/2016, o Brasil parou para ler a revista IstoÉ, que foi as bancas um dia mais cedo do que o habitual para não perder o furo: estava com a delação premiada que o Delcidio Amaral fez durante a prisão, ainda não homologada pois o Juiz do STF, O motivo da não homologação é que Teori Zavascki não aceitou a condição de confidencialidade por seis meses, tempo que o Senador achou suficiente para se defender no Senado e não perder seu mandato. (Isso, meus amigos, não é piada)

O Teori Zavascki não aceitou a condição de confidencialidade e nem a revista IstoÉ, que publicou uma reportagem sobre a delação, mostrando os fatos principais, não dava para ser na íntegra pois tinha mais de 400 páginas.

Entre o dia 03 e 04, na madrugada isso foi postado no Twitter, pelo editor da Época(organizações Globo): Essa realidade que utilizei para fazer a piada sobre a constituição.


(
O editor-chefe da revista Época, da Editora Globo, Diego Escosteguy, sabia da operação da Polícia Federal horas antes de ela ser deflagrada, na manhã de sexta-feira 04/03/2016. Batizada de Aletheia, a 24ª fase da Operação Lava Jato tem como principal alvo o ex-presidente Lula e sua família, além do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.
“Quase duas da manhã. Poucas horas para um amanhecer que tem tudo para ser especial, cheio de paz e amor”, publicou Escosteguy no Twitter às 1h49 desta madrugada. “Vamos observar com atenção as próximas horas. Elas não serão fáceis. Notícias concretas assim que possível…”, escreveu logo depois, às 1h53.
Depois disso, as mensagens publicadas pelo jornalista, ainda antes da operação, foram de provocações e deboche contra Lula. “Relaxem: vocês podem dormir com a consciência tranquila. Deixem a insônia para quem não tem opção”. Às 6h29, ele publicou: “Bum”. O Blog da Cidadania, de Eduardo Guimarães, já havia anunciado o vazamento desta fase da operação.
)

No dia 04/03/2016 as seis da manhã o ex-Presidente Lula foi levado coercitivamente para a polícia Federal para colher depoimento.

Em sua coletiva sobre a nova operação da polícia federal(coloquei a íntegra da coletiva mais abaixo), os policiais informam que uma coisa nada tem haver com a outra, portanto foi uma coincidência que os fatos tenham acontecidos em dias consecutivos. (Isso, meus amigos, não é piada)

No Brasil inteiro houve a expectativa de que ele não sairia do depoimento livre. Eu mesmo imaginei que antes do dia 13, ele não sairia.( Dia 13 tem mais uma passeata com o objetivo de pedir a cabeça da Dilma em praça publica,er... Quero dizer... Pedir o impeachment da Dilma). (Isso foi uma piada!)

Depois de três horas de depoimento ele saiu, foi para a sede do PT e deu aquela entrevista do início do post onde ele misturou piadas com realidades.
Uma das realidades é ele dizendo que pôs o preço de sua palestras baseada no preço das palestras do Bill Clinton, fato esse que eu usei na piada sobre a constituição. Está aí uma realidade que é piada pronta. É tão engraçada que metade da população brasileira acha que é uma piada inventada por alguém. É tão fora da realidade que a Polícia Federal, o ministério público e a Justiça do Paraná acreditam que seja piada e estão investigando para saber se é realidade. Parece tanto uma piada que metade da população ri da sua cara quando você conta isso. E faz parte do inquérito da polícia federal que poderá levar o Lula para a cadeia e que o Lula mandou alguém, não sei quem, enfiar no cú(não é piada, mas não sei qual processo e nem qual cú). Linguajar xulo que até parece que o Lula estava naquela platéia no maracanã que viraram-se para a Dilma e a mandaram tomar no cú (Isso foi uma piada).  Esse assunto é tão enroscado, investigado pelo Ministério público, pela polícia, pela justiça, que quem sou eu para colocar essa parte em azul ou vermelho, vai ficar assim, listrado em azul e vermelho igual ao uniforme do Barcelona

(Isso é uma piada)
O que?! Não! Não estou falando que o uniforme do Barcelona é uma piada, o texto listado em azul e vermelho igual a camisa do Barcelona é uma piada... Usar o Neymar lá dentro do uniforme, sim é intencional e também uma piada ... A transferência do Neymar foi uma realidade que virou piada. Aff!! Já vi que esse post vai ser longo....

No domingo seguinte, dia 06/0/2015 os  jornalistas independentes da Mídia Ninja invadiram a tal praia pública que foi privatizada por seres marinhos para fazer uma farofada, num protesto bem humorado para mostrar uma realidade triste, porém gozada que também utilizei na piada sobre a constituição...



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Aqui termina a linha temporal que analisarei nesse post.
No final vou colocar a matéria inteira da IstoÉ, o áudio completo que foi mostrado a todos que resultou na prisão do Delcídio do Amaral, a Coletiva completa da Polícia federal, o livro "A privataria Tucana", uma entrevista sobre o livro do seu autor, algumas reportagens sobre o(s) caso(s).
E não venha falar que estou defendendo o PT, tenho inúmeras cíticas a esse partido, onde reuni tudo nesse post(sim, meus posts são enormes!): Resposta ao "Em defesa do PT"

Quero aqui entender o Brasil, com a complexidade que existe no Brasil, sem encobrir ou ignorar ninguém, sem paixonites ao Lula/PT/Dilma, sem interferência da narrativa dos donos da praia em Paraty...

Vamos analisar as diferenças entre o áudio gravado escondido do Delcídio com a delação que a IstoÉ disse que ele fez.

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Na gravação escondida:

DELCÍDIO
Bom, outra coisa. Com relação ao nosso amigo lá, de São Paulo, a única coisa,
o momento que a gente tá vivendo é um momento que a gente tem que ter muito cuidado
nas coisas, eu fui falar com ele na semana passada, o Diogo te falou né. É, eu tive com ele ...
aquele
 anexo que o Nestor. Queria, eu queria fazer uma pergunta pra vocês, o seguinte.
Aquele anexo do Nestor que que eu conheço.
(...)

Bom, aí eu cheguei lá, sentei com o André, falei ó André eu tô com o pessoal
 é, eu já conversei com a turma,  já falei com o Edson, vou conversar com o Bernardo, é, eu acho que é importante agora a gente encaminhar definitivamente aquilo que nós conversamos. É, você mesmo me procurou, né, até pra (distoriar) que ele me procurou, ele tava preocupado, né, especialmente com relação aquela operação (...) dos postos, né.

É, aí e eu procurei o Edson, agente entende que você tava e nós também nos distanciamos quando vocês deram o sinal também, nós Ficamos de longe até em função do que tava acontecendo lá, e o próprio as próprias ações do Nestor e nós procuramos respeitar, por isso que nós distanciamos, né,
por que nesse momento quem... A Pedido de vocês....
Quem tem a temperatura das coisas melhor que isso, são
vocês. Ele disse:
não,Delcídio, não tem problema nenhum, oh, eu tô interessado, eu preciso resolver isso, oh, o meu banco é enorme se eu tiver problema com o meu banco eu tô fudido, só para (distoriar) vai que você não conhece essa estória, oh eu quero ajudar, quero atender o advogado, quero atender a família, ajudo, sou companheiro, pá pá. E a conversa fluiu bem.
A única coisa que eu achei estranho foi o seguinte: é no meio da, por que banqueiro vocês conhecem,
vocês sabem como é que banqueiro é foda, né. Ele quer ajuda, ele quer apoio, ele dá apoio, mas ele chora as pitangas e
vai criando, onde ele puder enganchar, ele engancha. Ele trouxe um paper, aquele paper....
(...) É, do Nestor. Mas com anotações que suponho tem a ver com as do Nestor. Vocês
chegaram a ter acesso algum documento assim?
(...) Pois é, então ou alguém reproduziu isso.


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Pausa, abre parenteses.

O professor, jornalista e blogueiro Marcelo Auler, suspeita que esse "Alguém que reproduziu isso" Seja o Youssef, (http://www.marceloauler.com.br/lava-jato-advinhem-quem-estava-na-cela-com-cervero/)

Fim da Pausa, fecha parenteses.
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(...)
Aí... ele pegou. Porque eu não tinha. Não tinha falado nada que eu tinha o documento.
Num falei nada. Dentro daquilo que nós combinamos. Num falei porra nenhuma.
Aí ele falou olha, Delcidio ta aqui ó. Aí ele pegou e viu lá no (embandeiramento) Você disse
que não ia falar. Ai porque eu peguei... dei uma desviada né. Eu sabia há muito tempo...
(...)
coloque na situação... Ele pegou porque.... Vocês conhecem o André Esteves ou não?
EDSON: Não
DELCÍDIO: André tem 43 anos.
BERNARDO: É novo.
DELCÍDIO: É um puta de um gênio cara. Você conversa com ele é uma máquina, uma
locomotiva o cara. Aí ele oh Delcídio, porra! Porque que eu me veio a isso. Como ele
chegou a isso eu não sei te dizer. Não sei. Fiquei na minha e eu fingi surpresa: 
Porra André, você conseguiu como? E aí ele mostrou o paper e com anotações. Então por exemplo
aí ele foi virando as páginas e eu fui vendo No paper que você me mandou tem lá por
exemplo: o Jorge Lúcio, Jader e Renan. Aí tem uma anotação que eu suponho que é do Nestor
e bota assim (Del)  no caso, então supostamente, corrigir. Depois…

(...)
Então Bernardo o que que eu vou fazer: eu amanhã tô indo a São Paulo já
vou conversar com ele e nós....Você semana que vem não tá aqui né? Como que eu falo
com você? Não. Eu eu vou fazer o seguinte da conversa amanhã eu acordei com você pra
você tabelar com ele. E em princípio Bernardo, é São Paulo
(...)
Eu combinei com eles o seguinte e aí também pra mim é mais seguro. Porque pô
bicho do jeito que tá esse troço pelo menos (acordo em casa) na cabeça dele eu não sou eu
tenho relação com ele o bicho quando você tá indo ele já foi e voltou umas dez vezes. Ele
fala assim pô você ta vendendo os caras. Não ganho porra nenhuma e ai pô a operação que
ele tá fazendo é pra ele. Ele pode pensar assim. Por isso que é importante que ele veja vocês.
Ele...
EDSON: Ele tem que sentir
DELCIDIO: tem que sentir. Então porque que eu vou fazer. Eu amanhã vou lá vou explicar
pra ele isso o que está acontecendo à luz aí do que vocês me contaram.


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Isso era o que queria-se corrigir, evitar estar na delação premiada com a mesada que seria pago pelo André Esteves(no início ele fala " Com relação ao nosso amigo lá, de São Paulo", e no final ele fala: "eu amanhã tô indo a São Paulo já vou conversar com ele e nós"). 
Pelo menos na versão gravação escondida. 
Já na versão Delação premiada vazada pela IstoÉ a história é outra:

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Delação premiada não homologada, mas vazada na IstoÉ:

Lula mandou pagar Cerveró
Um dos relatos mais explosivos feitos pelo senador Delcídio do Amaral à operação Lava Jato está no anexo 2. O senador revela aos procuradores que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou o esquema do pagamento de uma mesada a Cerveró para tentar evitar sua delação premiada. Foi por intermediar esses pagamentos que Delcídio acabou na cadeia. Lula não queria que o ex-diretor da Petrobras mencionasse o esquema do pecuarista José Carlos Bumlai na compra de sondas superfaturadas feitas pela estatal.

“Lula pediu expressamente a Delcídio do Amaral para ajudar o Bumlai porque supostamente ele estaria implicado nas delações de Fernando Soares e Nestor Cerveró. No caso, Delcídio intermediaria o pagamento de valores à família de Cerveró com recursos fornecidos por Bumlai. Delcídio explicou a Lula que com José Carlos Bumlai seria difícil falar, mas que conversaria com o filho, Maurício Bumlai, com quem mantinha uma boa relação. Delcidio, vendo a oportunidade de ajudar a família de Nestor, aceitou intermediar a operação. 
A primeira remessa de R$ 50.000,00 foi entregue pelo próprio Delcidio do Amaral em mãos do advogado Edson Ribeiro, após receber a quantia de Mauricio Bumlai, em um almoço na churrascaria Rodeio do Iguatemi, em 22/05/2015 (em anexo existe base documental para isso). As entregas de valores à família de Nestor Cerveró se repetiram em outras oportunidades. Nessas outras oportunidades quem fez a entrega foi o assessor Diogo Ferreira (em anexo existe base documental disso). O total recebido pela família de Nestor foi de R$ 250.000,00. O próprio Bernardo (filho de Nestor Cerveró) recebeu em espécie do Diogo. 
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Hummmmmm....
Então foi assim que o André Esteves resolveu provar sua inocência?!
Ele fará delação premiada ou está no roll do Daniel Dantas: 
que é poderoso demais para ser preso.
(Isto foi uma piada! Quem sou eu para falar mal do banqueiro que é "um puta dum gênio, cara! Uma máquina! Uma locomotiva...) 

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Falando sério, vamos ver quem é o tal André Esteves, o gênio de 43 anos...


Quem é André Esteves, o banqueiro preso pela PF

Dono do BTG Pactual é o 13º mais rico do Brasil, com fortuna estimada em US$ 2,5 bilhões 

André Esteves, preso nesta quarta-feira 25 pela Polícia Federal, sob acusação de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato ao lado do senador Delcídio do Amaral, é um dos executivos do mercado financeiro mais influentes do Brasil.
Dono de uma fortuna estimada em 2,5 bilhões de dólares, Esteves é o 628º homem mais rico do mundo e 13º do Brasil segundo a revista Forbes. Sua carreira teve início no então banco Pactual, em 1989. Quatro anos depois ele já era sócio do banco e, em 2002, assumiu a presidência da instituição financeira.
Em 2006, Esteves, que detinha cerca de um terço do Pactual, coordenou a venda do banco para o suíço UBS. No ano seguinte, Esteves assumiu a chefia da divisão global de fundos de renda fixa do UBS, mas em 2008 deixou a instituição suíça para fundar a BTG, uma firma de investimentos. Em 2009, anunciou a recompra do Pactual e a fusão das duas companhias, dando origem ao BTG Pactual.
Durante a formação da instituição financeira que comanda, considerada um investimento audacioso e brilhante, Esteves ganhou destaque na imprensa brasileira por seu perfil considerado arrojado. Foi capa de revistas como Época, ExameÉpoca Negócios e IstoÉ Dinheiro, que em dezembro passado o descreveu como “defensor ferrenho da meritocracia” e o escolheu “empreendedor do ano nas finanças”. Em 2011 e 2012, em eleição organizada por CartaCapital na qual votam empresários brasileiros, figurou na lista de executivos mais admirados do País.

capas-revistas
O banqueiro foi capa das principais revistas de economia do Brasil
Em 2013, Esteves se viu envolvido em uma polêmica relacionada ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Após o casamento com a ex-modelo Letícia Weber, em outubro daquele ano, o tucano fez sua viagem de lua de mel para Nova York. As passagens aéreas e a reserva de três noites no mundialmente famoso Waldorf Astoria, hotel cinco estrelas da metrópole norte-americana, foram pagas pelo BTG Pactual.
Segundo o jornal O Globo, que noticiou o fato, as passagens e estadia eram cortesia por um convite feito pelo BTG Pactual para Aécio fazer uma palestra nos Estados Unidos.
Esteves é, também, próximo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem costumava visitar no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, quando este esteve doente.
Nos governos do PT, Esteves fez ao menos dois importantes negócios com a Petrobras. Em 2011, o BTG liderou a formação da Sete Brasil, que tem participação do Santander e de diversos fundos de pensão públicos, como Petros, Funcef e Previ. A empresa, dedicada a negócios na área de petróleo e gás, em especial na área do pré-sal, está envolvida em diversos dos desvios investigados na Operação Lava Jato.
Em 2013, Esteves se tornou sócio da Petrobras por meio do BTG em um outro empreendimento. Seu banco comprou metade das operações da Petrobras Oil & Gas na África por 1,5 bilhão de dólares.
No início de 2015, Esteves apareceu na Lava Jato, que investiga a estatal petrolífera brasileira. Em sua delação premiada, o doleiro Alberto Youssef disse ter intermediado e pagado propina em um negócio entre a Derivados do Brasil e a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. A Derivados do Brasil teria participação de Esteves, que negou ter contato com Youssef ou ter participado de qualquer irregularidades.
Essa era a operação que, temia Esteves, Cerveró podia delatar. Por isso, segundo a tese do Ministério Público Federal, o banqueiro teria se unido a Delcídio do Amaral (PT-MS) para tentar comprar o silêncio do delator.


Antes da prisão dos dois, algumas notícias:


Abril/2012:
Em 2008 foi criado o BTG, por André Esteves - seu controlador -, Pérsio Arida (ex-presidente do Banco Central do Brasil) e um grupo de sócios do Banco Pactual.

O pedido de companhia abertou ocorreu logo após a companhia ter vendido 18,65% de seu capital, por um montante de US$ 1,8 bilhão para um consórcio com fundos estrangeiros. Em dezembro de 2010 a família Agnelli e J.C. Flowers, participantes de um consórcio pagou US$ 1,8 bilhão por uma fatia de quase 19% do banco, avaliados naquela transação em aproximadamente US$ 10 bilhões.

Setembro/2012:
O executivo é descrito ainda pela publicação como criador de uma potência latino-americana, capaz de desafiar os rivais americanos e europeus.

"Esteves está liderando uma mudança de um universo dominado por Wall Street, conforme acumula influência na maior economia emergente depois da China", afirma a publicação.


Junho/2013:

Junho/2014:
"Em conversa com o Deutsche, CEO do BTG afirmou que as eleições podem ter um ponto de virada e que, com queda de Dilma, qualquer outro governo seria mais amigável ao mercado."

Fevereiro/2015:


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Tem mais notícia, mas o roteiro é o seguinte:
Montou um banco com o Persio Arida,
Começou a fazer negócios muitos deles no exterior...
Fez negócios com o Eike Batista, voando alto e depois caindo...
Foi padrinho do casamento do Aécio Neves, pagando sua lua de mel em hotel...
Antes das eleições afirmou que Dilma perder as eleições é melhor para o mercado...
Envolveu-se na Sete Brasil...
E foi denunciado na Lava Jato.


1 - Delcídio do Amaral foi diretor de gás da Petrobras nos anos 90, durante o governo FHC, e seu sub-diretor era Nestor Cerveró.
2 - Delcídio do Amaral conheceu Fernando Baiano, acusado de ser o operador da corrupção na Petrobras, justamente no período em que exercia diretoria da Petrobras, no governo FHC.
3 - Na época, Delcídio do Amaral era filiado ao PSDB de FHC.
4 - Delcídio do Amaral foi preso com o banqueiro André Esteves.
5 - André Esteves é sócio do Banco Pactual.
6 - André Esteves também é amigo pessoal e padrinho de casamento de Aécio Neves, senador pelo PSDB de FHC.
7 - André Esteves é sócio de Pérsio Arida no Banco Pactual.
8 - Pérsio Arida também é sócio do banqueiro Daniel Dantas no Banco Opportunity.
9 - Pérsio Arida é 'economista guru' do PSDB de FHC.
10 - Pérsio Arida foi presidente do Banco Central ao longo do Governo FHC.
11 - Pérsio Arida foi marido de Elena Landau.
12 - Elena Landau foi consultora do Banco Opportunity.
13 - Elena Landau também foi "diretora de desestatização" do BNDES ao longo do governo FHC, tendo sido a executiva responsável pelas privatizações.
14 - Com financiamento do BNDES de Elena Landau, em 1997, no governo FHC, o Banco Opportunity de Pérsio Arida adquiriu a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
15 - A Cemig de Daniel Dantas é uma das financiadoras do dito Mensalão Tucano, que teria sido criado para a reeleição do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, do PSDB de FHC.
16 - O dito Mensalão Tucano teve como operador o publicitário Marcos Valério (lembram dele?), e sabe quem está entre os acusados de ser beneficiário deste esquema de corrupção? Rá! Delcídio do Amaral.

Está claro para vocês o desenrolar dos acontecimentos recentes ou querem que eu desenhe o fato óbvio de que o caso de corrupção que está sendo investigado na Lava-Jato não começou em 2003 e não se encerra na Petrobras!?

Para não misturar (muito) os assuntos, o envolvimento de Daniel Dantas/Marcos Valério no mensalão já foi tratado aqui: Sobre o mensalão: Eu tenho uma dúvida!
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Beleza, vamos parar de pegar no pé desse(s)  banqueiro(s) e vamos para outro trecho da gravação escondida que decretou a prisão desses dois:

Todo mundo já assistiu filmes de terror? Tipo "O Chamado",  "Mama", "A mulher de preto"? Ou até de uma certa forma "O sexto sentido"?
Sem querer estragar a surpresa dos filmes, mas normalmente os fantasmas assombram os vivos por um motivo: tiveram uma "morte mal morrida". Quando a morte é mal morrida  o fantasma do morto volta para aterrorizar os vivos...

Esse caso traz um fantasma mal morrido que apavora a vida política brasileira desde os anos 90.
A CPI do Banestado foi assassinada no meio das investigações  e até hoje traz novidades para nós...

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Áudio que motivou a prisão do Delcídio e André Esteves.

DELCIDIO: E ce vê como é que ele é como é que ele é matreiro. A delação quando ele conta
quando ele me conheceu quando eu era diretor e o Nestor era gerente que ele foi apresentado
a mim por um amigo. Ele poupou ao Gregorio Marin Preciado.
EDSON: Ahhhhhh
DELCIDIO:E as conversas que nós ouvimos é que numa dessas reuniões que ocorreram eu
não sei com relação a qual desses projetos houve uma reunião dessa na Espanha que os caras
já rastrearam quem tava nessa reunião e existia um espanhol nessa reunião que eles não souberam
identificar quem era. Bingo!
EDSON: Gregório
01:00:14 DELCIDIO: Ou seja o Fernando tá na frente das coisas mas atrás quem organiza é o Gregório
Marin. O Serra me convidou para almoçar outro dia e ele rodeando no almoço rodeando rodeando que ele é cunhado do Serra
BERNARDO: José Serra
DELCIDIO: E uma das coisas que eles levantaram, houve uma reunião na Espanha, eu não
sei se sobre sonda sobre, se sobre Pasadena, mas houve uma reunião na Espanha. Existia
um espanhol na reunião que não foi identificado. É o Gregório... É o Gregório... Não sei se,
o Nestor conheceu o Gregório
BERNARDO: Não sei, esse nome eu nunca ouvi falar.
DELCIDIO: ... mas o Nestor conheceu, porque quando o Fernando entrou na Petrobras ele
conta, o contrato que o seu pai assinou com a (Union Fenosa) que foi um contrato, né, bem
feito, pra gestão... de usinas termoelétricas, ele conta tudo isso aí. Até que eles queriam entrar
até na (Termorio). Aí eu achei, quando eu vi aquele...
EDSON: Paulo não deixou. o Fernando entrar na (Termorio).
DELCIDIO: Quem não deixou?
EDSON: Paulo Roberto
DELCIDIO: Paulo Roberto? É, mas ele fala que, não, mas ele fala que...
EDSON: ... na época... hoje?
DELCIDIO: É. Não mas aí ele disse... que... eu tinha uma inclinação pra botar os espanhóis
pela experiência que os espanhóis... tinham é mas que aí houve uma decisão superior... que
ele não diz quem, quem é...
EDSON: Ah, mas isso aí já é 2006...
DELCIDIO: Não, isso é dois mil e... dois mil e...
EDSON: Três e quatro.
DELCIDIO: Não isso é...no, no dois mil... dois mil.
EDSON: Ah logo no início
DELCIDIO: É... quando ele entrou, quando ele conheceu a Petrobras.
EDSON: Ah, tá.
DELCIDIO: Aí ele fala que houve uma decisão que tirou os espanhóis em cima da (TERMORIO) e botou um fundo.

EDSON: Isso.
01:02:10 DELCIDIO: Um fundo americano. Que é de quem? Do Paulo (Dote), que tava associado ao
Paulo (Dote). Ou seja, ele conta a história... Ele conta certinho a história e tal, mas diz que
não houve nada e papapá, papapá. Mas que ele entendia que a minha preferência era com os
espanhóis, mas aí veio uma ordem de cima pra colocar o tal pessoal da... Porque o Paulo tinha
uma operação forte dentro da Petrobras. Sempre foi. Hoje não sei se tem, mas antes tinha.
EDSON: Parou.
DELCIDIO: É... Mas o, o, o... Então, e outra coisa que me chamou a atenção naquele material
que você mandou, quando o Nestor fala como ele separa os quinze milhões, eu não tô
na relação. Só tá embaixo dizendo assim: que ele doou um milhão e meio.
EDSON: (Dois) e meio.
BERNARDO: Pra campanha.
EDSON: Isso é o que deixou o pessoal puto do MP.
BERNARDO: É.
EDSON: Tava querendo proteger (...)
DELCIDIO: E o que me intrigou é o seguinte: é que, quando veio o assunto... do Fernando...
o Jornal Nacional botou uma matéria dizendo que eu teria tido uma participação em Pasadena
de um milhão e meio... Só que na delação do Fernando não tem isso.
01:03:27 BERNARDO: Ah, na do Fernando não tem isso?
DELCIDIO: Não tem.
EDSON: E a do Nestor quando ele cita você é contraditório.
DELCIDIO: É contraditório.
EDSON: Porque se doou
DELCIDIO: Não, porque você pega os quinze milhões e vê como é que foi separado Moreira
(...) não sei o que é lá, papapá, e separa. Porque pelo o que ele tá dizendo lá em Pasadena
não tinha política. Era uma operação interna mesmo. Aí, só embaixo que ele coloca assim:
não recebi os dois milhões e meio... Doei um milhão e meio para o Delcidio. (...) doou
EDSON: ...até tá grifado embaixo
DELCIDIO: doou... Doou em que condição? Como é que foi?
EDSON: Aí foi perguntado a ele. (...) disse: o Delcidio sabia da ilegalidade? Não.
BERNARDO: Isso foi na primeira reunião.
EDSON: Cê tava lá?... ... E o pessoal ficou puto da vida dizendo que ele tava protegendo
você, mas que não tinha problema que tinha muita coisa contra ele depois.
BERNARDO: Não, isso eu não me lembro.
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E agora? Que Gregorio Marin Preciado, que o Fernando (o Fernando Baiano, sabe?!) "tá na frente das coisas mas atrás quem organiza é o Gregório". Quem é esse sujeito?



Tem uma biografia dele já lançada pelo Jornalista Amaury Junior, chamado "A privataria tucana", basicamente narra como o Gregorio Marin Preciado está na vida pública/policial desde o caso do Banestado (Putz! Sempre esse caso!), onde ele era cliente da já famosa lavanderia "Beacon Hill".
Enquanto suas empresas no Brasil estavam afundadas em dívidas públicas, as contas do exterior estavam gordas e alimentando as contas de tesoureiros tucanos. E como prêmio o Preciado conseguiu empréstimos (mesmo com empresas sem crédito) para levar três empresas elétricas brasileiras nas privatizações: A Coelba, da Bahia; a Cosern, do Rio Grande do Norte; e a Celpe, de Pernambuco.

Eu já postei esse livro quando o Amaury Junior participou da CPI do Futebol, e a privataria tucana bateu no futebol... aqui: Acompanhando a CPI do Futebol III - Está escancarado: É tudo um assunto só!

Mas se você não gosta de futebol, como esse post já está grande mesmo, e não me custa nada vou postar de novo aqui inteiro... e pegar alguns trechos que fala do Preciado...
No Post sobre a CPI eu prometi fazer um Post dedicado à privataria tucana...
Posso usar esse para cumprir a promessa. Apesar disso não ser uma piada...



Trechos:
(...)
" empresário Gregório Marín  Preciado que, mesmo na bancarrota, conseguiu participar do leilão
das estatais e arrematar empresas públicas! "
(...)
"este livro pretende desnudar as muitas e imaginativas maneiras de ganhar dinheiro que se sucederam. Entre elas, os processos de internação de valores de origem suspeita. São operações realizadas pelo clã Serra — sua filha Verônica Serra, seu genro Alexandre Bourgeois, seu primo político Gregório Marín Preciado, seus muitos sócios, seus amigos e seus colaboradores. E outros tucanos de altos poleiros. Em muitos casos, são transações envolvendo empresas brasileiras e empresas offshore no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, escoradas no anonimato. "
(...)
"Sete anos passados da operação, o relatório inédito da CPMI do Banestado, entregue à 23ª. Vara Cível da Justiça de São Paulo, no processo de danos morais movido por Ricardo Sérgio de Oliveira
contra o autor e a revista IstoÉ, traz consigo algumas revelações. Entre elas, a evidência de que o empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio e primo de José Serra, era cliente do escritório da Beacon Hill. Mais do que isso: ali, Preciado efetuou pagamentos ao ex-tesoureiro de Serra e de FHC.
O relatório da CPMI descortina uma situação interessante: no período de 1998 a 2002, o primo de Serra depositou US$ 2,5 milhões por meio da Beacon Hill na conta da empresa Franton Interprise,
aquela mesma operada por Ricardo Sérgio, em NovaYork. É o que consta dos extratos oiciais da Beacon Hill, obtidos pela CPMI.
A papelada evidencia ainda que o ex-caixa de campanha do PSDB valeu-se mais de uma vez da offshore uruguaia Rigler, operada pelos doleiros Gabriel Levy e Clark Setton — ligados ao também 
doleiro Dario Messer — para receber a grana no exterior. Descobriu-se também que, além da Beacon Hill, Preciado usou a lavanderia do MTB Bank para enviar dinheiro para Ricardo Sérgio no 
exterior. Por meio da subconta Kundo, operada por Messer, no período de março de 1998 a maio de 2005, o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil no período FHC recebeu cinco repasses 
que totalizaram US$ 345.955,00. Casado com a prima de Serra, Vicência Talán Marín, Preciado 
foi também sócio do ex-candidato tucano à Presidência da República em um terreno na capital paulista. Curiosamente, a Franton, acima citada, é a mesma empresa que recebeu os US$ 410 mil da 
Ininity Trading, do empresário Carlos Jereissati, do grupo La Fonte e principal nome do consórcio Telemar, que arrematou a Tele Norte Leste durante o período das privatizações. Vale lembrar que a 
Franton também foi beneiciada com depósitos da Consultatum Corp, offshore aberta por Ricardo Sérgio e seu sócio Ronaldo de Souza nas Ilhas Virgens Britânicas. 
Impressiona também que Preciado tenha favorecido o ex-caixa de seu parente com soma tão vultosa. Ocorre que, enquanto Preciado fazia inchar o saldo das contas de Ricardo Sérgio, suas próprias 
empresas viviam em dificuldades, com vários títulos protestados na praça. Além disso, o primo de Serra estava inscrito na relação de grandes devedores do Banco do Brasil."
(...)
Conforme os documentos, a exemplo do que ocorria no MTB, Ricardo Sérgio recebia os recursos de Preciado por intermédio das operações a cabo. O empresário espanhol depositava a grana na 
subconta da Rigler, aberta pelos doleiros de Messer no JP Morgan Chase, que se encarregava de entregar toda a bolada no escritório da Franton. Mais audacioso, Preciado inovou nessas operações de repasse de recurso. Em vez de entregar toda a bolada em espécie aos doleiros, o primo de Serra solicitava que uma casa de câmbio espanhola — a Caja de Ahorros Y Pensiones, de Barcelona — depositasse os valores por meio da rede telemática (a internet dos bancos) na conta da Rigler, em Nova York. Em seguida, os doleiros transferiam idêntico montante para a conta da Franton no 
Citibank, em Nova York. Além da “Caja de Ahorros”, Preciado lançou mão de uma conta 
no banco suíço UBS, de Zurique — casualmente o mesmo usado na lavagem do dinheiro da Máia dos Fiscais do Rio de Janeiro — para enviar os recursos ao exterior. Ao contrário das operações do 
MTB Bank, armazenadas em mídias eletrônicas, as transações da Beacon Hill estão detalhadas em farta documentação em papel, apreendida pela promotoria distrital nova-iorquina. 
No jargão dos especialistas em rastrear dinheiro sujo, a Beacon Hill movimentava uma conta de “segunda camada”, que era alimentada por contas abertas por doleiros, em nome de offshores, na 
agência do Banestado, em Nova York. As investigações apontam que a megalavanderia do banco estatal paranaense transferiu a bolada de US$ 24 bilhões para a conta Beacon Hill. Ao pousar nas 
contas do escritório, a grana era distribuída pelas subcontas. Por meio das operações a cabo, as subcontas se encarregavam de trazer para o país ou remeter aos paraísos iscais toda a bolada que anteriormente havia seguido para o Banestado de Nova York. "
(...)
"A trajetória do empresário espanhol naturalizado brasileiro Gregório Marín Preciado, 67 anos, é um exemplo de como laços de família funcionam como chaves para abrir muitas portas, escancarar novas oportunidades e levar vantagem sem fazer muita força. Desde que passou a integrar o clã dos Serra, os horizontes do primo Preciado expandiram -se consideravelmente. Casado com uma prima em primeiro grau do ex -governador de São Paulo, Preciado arrebatou vantagens bancárias distantes das que arrebatariam mortais comuns, brasileiros ou espanhóis. Ou você, leitor, obteria, munido somente de sua integridade e seus belos olhos, um abatimento de seu débito com o Banco do Brasil de R$ 448 milhões para irrisórios R$ 4,1 milhões?30 Uma redução amiga de 109 vezes o valor da pendência, decididamente, não é para qualquer bico. Mas para bico de tucano, com certeza é... 
A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou 
o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo -se como base a cotação cambial do 
período de aproximadamente R$ 3,20 por um dólar. O caso foi revelado em 2002 pelo jornalista 
Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo.
"
"A chave mágica gira pela primeira vez para o contraparente de José Serra em 1983. Catapultado pelo apoio do poderoso primo, Preciado toma assento no Conselho de Administração do Banco do
Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público estadual. O governador era Franco Montoro e Serra, seu secretário de planejamento. Os tucanos ainda não eram tucanos e abrigavam -se no ninho
do PMDB, de onde logo bateriam asas, acusando a velha legenda de antro de fisiologismo, pecha que a história, essa matrona sarcástica, cobraria do próprio PSDB um pouco adiante. O primo
de Serra permanecerá no Conselho de 1983 a 1987. Mas é com os cofres do Banco do Brasil que o primo do peito irá se encontrar. Em agosto de 1993, Preciado toma um empréstimo equivalente
a US$ 2,5 milhões na agência Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo (SP). O financiamento, em nome das empresas Gremafer Comercial e Importadora Ltda. e Aceto Vidros e Cristais Ltda.31 que,
na época, tinham vários títulos protestados na praça, demora a ser liberado. Quando ocorre a liberação, as duas empresas de Preciado, atoladas em dívidas, não conseguem pagá -lo. No ano seguinte, acontece a primeira renegociação. Mas não é honrada. Apenas a Aceto paga uma
parcela — referente a outubro de 1994 — do seu débito. Corre o ano de 1994 e Preciado está mordendo a lona. Já deve aproximadamente R$ 20 milhões, que não pode pagar ao Banco do
Brasil. Mas pode doar, por meio das endividadas Gremafer e Aceto, a bolada de R$ 87.442,82 para a campanha do primo Serra ao Senado. O BB ajuda a bancar as investidas empresariais de Preciado
e este ajuda a bancar a candidatura do primo. O depósito consta da prestação de contas do candidato à Justiça Eleitoral. O tempo passa e o banco público não vê a cor do seu dinheiro. Enquanto isso, a Gremafer vende R$ 1,7 milhão em imóveis. Mesmo 31 Gremafer Comercial e Importadora Ltda., de São Bernardo do Campo (SP), e Aceto Vidros e Cristais Ltda., de São Paulo (SP). A Gremafer trabalhava com a importação de ferramentas. assim, por bizarro que possa parecer, Preciado emplaca um segundo empréstimo no BB. Em novembro de 1995 — com FHC presidente e Serra senador — o inadimplente Preciado extrai não apenas um financiamento de montante ainda superior ao primeiro: US$ 2,8 milhões. De lambuja, uma nova e camarada renegociação permitiu -lhe abater R$ 17 milhões do passivo anterior! Aliás, depois disso, a Gremafer vendeu mais R$ 2,2 milhões em imóveis.
Para o BB rumariam apenas R$ 160 mil."
(...)
"Devendo milhões ao Banco do Brasil, com suas empresas arruinadas ou à beira da bancarrota, Gregório Marín Preciado é uma carta fora do baralho. Certo? Nada disso. Acontece que o empreendedor, primo e sócio de Serra, não é homem de se intimidar com pouca coisa. Quando se abriu a porteira dourada dos grandes negócios das privatizações na Era FHC, Preciado, num estalar de dedos, transmutou -se em player global para jogar o jogo pesado da privataria. E foi às compras. Representante da empresa Iberdrola, da Espanha, montou o consórcio Guaraniana, que adquiriu três estatais de energia elétrica: a Coelba, da Bahia; a Cosern, do Rio Grande do Norte; e a Celpe, de Pernambuco. Parece mágica, mas não é. É algo bem mais soturno, movido não pela mão invisível do mercado, mas pela mão onipresente do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira que, no exercício desmesurado do seu cargo, obrigou o Banco do Brasil e a Previ, a caixa de previdência dos funcionários do BB, dois lugares onde dava as cartas e jogava de mão, a entrar na dança de Preciado. Seu poder chegou a tal exacerbação, que o BB associou -se a uma empresa representada por um notório e contumaz devedor do banco. Ricardo Sérgio operava diretamente no BB, atuando na Previ por intermédio do diretor, João Bosco Madeiro da Costa. Ex -assessor de
Ricardo Sérgio no banco, Madeiro da Costa desfrutava de tal intimidade com o ex -chefe, que os dois se tratavam por “boneca”. Foi Ricardo Sérgio quem indicou Madeiro da Costa para a Previ, que
cumpriu ielmente as ordens recebidas. E a Previ realizou um negócio fabuloso, digno de constar em um manual da estupidez negocial. Na composição do consórcio, a Previ entrou com 49% do seu capital, cabendo à Iberdrola, 39%; e ao BB, 12%. Na hora do desembolso, tocou à Iberdrola participar com R$ 1,6 bilhão; e o banco público, com R$ 500 milhões. E a Previ? Bem, a Previ depositou R$ 2 bilhões, de forma que entrou com a maior de todas as somas e, mesmo
assim, não detinha o controle acionário do empreendimento.
Pagou para o sócio comandar! Um case emblemático de como o dinheiro público pode servir de alavanca para alienar patrimônio público em favor de interesses privados. "
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Mas vamos ouvir os dois lados, não é mesmo?!
E aí Serra, o que você responde sobre essas acusações do Amaury Junior?



Não meus amigos, ele não fez uma piada!
Ok... É lixo...
Mas do lixo conseguimos retirar reciclagens... E o produto reciclado serve para o consumo.

(Isso foi uma piada... 
meio sem graça, mas uma piadinhazinha.... 
O que?! Tem outra melhor?! Então conte!!)

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Gregório Preciado, um novo foco para a Lava Jato?

Ligado à propina paga por Pasadena, ex-sócio de José Serra surge mais uma vez nas investigações; agora, no áudio que levou petista para a cadeia 


Um desdobramento das gravações que colocaram na cadeia o senador petista Delcídio do Amaral (MS) e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, pode abrir uma nova frente de ação para a força-tarefa da Operação Lava Jato.
Na semana passada, foi tornado público depoimento do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, no qual ele cita a empresa Iberbras como receptora de parte da propina de 15 milhões de dólares que viabilizou a venda da refinaria de Pasadena, nos EUA, da belga Astra Oil para a Petrobras.
Como mostrou CartaCapital, a Iberbras leva ao nome de Gregório Marin Preciado, um espanhol radicado no Brasil e investigado na CPI do Banespa.
A companhia está registrada no nome da filha e do genro de Preciado, que vem a ser casado com a prima do senador José Serra (PSDB-SP), de quem foi sócio e doador de campanhas. Segundo Fernando Baiano, a empresa do "primo" de Serra ficou com um valor entre 500 mil e 700 mil dólares por ter direcionado parte da propina de Pasadena.
Preciado pode ser, entretanto, mais que um operador a ter auxiliado a negociata de Fernando Baiano. Ele pode ser o comandante dos negócios geridos por Baiano.
Na gravação em que ajuda a planejar a fuga do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, Delcídio do Amaral também fala sobre Preciado. Segundo ele, Fernando Baiano estaria, nos depoimentos feitos no âmbito da delação premiada assinada com os procuradores, "protegendo" Preciado.

"A delação quando ele conta quando ele me conheceu quando eu era diretor e o Nestor era gerente que ele foi apresentado a mim por um amigo. Ele poupou ao Gregório", diz Delcídio.

No governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Delcídio do Amaral foi diretor da Petrobras, cargo superior ao de Nestor Cerveró, que viria a assumir a diretoria da área Internacional da estatal no governo Lula (PT), sob indicação de Delcídio.
Na sequência do diálogo, do qual participam Edson Ribeiro, advogado de Cerveró, e Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, Delcídio cita uma reunião na Espanha investigada pelo MPF.

Segundo o petista, a força-tarefa conseguiu rastrear os participantes da reunião, menos um espanhol, que seria Preciado. "Ou seja o Fernando tá na frente das coisas mas atrás quem organiza é o Gregório Marin", afirma Delcídio no áudio, acrescentando que teria almoçado recentemente com Serra e com o próprio Preciado


Ex-sócio de José Serra é citado na Lava Jato

Investigação aponta que Gregório Preciado teria recebido propina 

José Serra
Gregório Marin Preciado é casado com uma prima do senador José Serra (foto) e é apontado como operador do esquema e beneficiário de propinas
A vigésima fase da Operação Lava Jato colocou nos holofotes um novo personagem próximo a políticos do PSDB. A investigação mostra que os repasses de 15 milhões de dólares em propina da empresa belga Astra Oil para a venda da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, à Petrobras foram feitos por meio de um contrato de consultoria com uma companhia chamada Iberbras.
A partir da Iberbras, surge o nome de: Gregório Marin Preciado. Casado com uma prima do senador José Serra, do PSDB, ele é apontado pelo Ministério Público Federal como um outro operador do esquema e beneficiário de propinas.
De acordo com a Procuradoria, Baiano firmou um contrato entre a Iberbras e sua empresa, a Three Lions, para repassar dinheiro sujo a Preciado. A petição não dá mais detalhes por qual razão Preciado recebeu o dinheiro e porque a empresa era usada para a intermediação de propinas.
Preciado e Serra se conhecem de longa data. Ele foi membro do Conselho de Administração do extinto Banespa de 1983 a 1987, quando Serra foi secretário de Planejamento, e teve um terreno em sociedade com o senador em São Paulo.  Preciado foi alvo das CPI do Banespa por conta de supostas operações irregulares no banco.
Ele chegou a ser investigado por conta de uma dívida com o Banco do Brasil que teria sido reduzida em 73 milhões de reais, por meio de interferência de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do banco e tesoureiro do PSDB.  Preciado também fez doações de campanha a Serra, em 1994, para sua candidatura ao Senado.
Baiano conta que iniciou seus negócios na Petrobras ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso, por volta do ano 2000. Nesse momento, conheceu o então diretor de energia, o atual senador Delcídio do Amaral (PT-MS), na época próximo ao PSDB.
Ele conta que já nessa época havia percebido a interferência política nas nomeações da estatal. Segundo ele, já no início do governo Lula, Cerveró teria dito que seria nomeado como diretor da estatal por meio de indicação de Delcídio, então senador pelo PT.
Segundo ele, as negociações políticas se iniciam em 2006, quando foi chamado por Cerveró para uma reunião. Neste encontro teria sido dito pelo diretor da estatal que em uma reunião com Delcídio e Silas Rondeau, então Ministro de Minas e Energia, foi acertado a necessidade de se contribuir para as campanhas dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Delcídio do Amaral, e Jáder Barbalho (PMDB-PA). Cerca de seis milhões de dólares teriam sido pago aos políticos por conta de um contrato dos navios sondas intermediado por Baiano. Os parlamentares negam as acusações. 
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Debates e entrevistas sobres A privataria Tucana - Amaury Jr

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Ok, e na reportagem da IstoÉ, o que fala da família do Serra?!
Bom, li e reli, não vi nada... você viu?!
Sobre família de alguém tem da família do Lula, será que serve? (Não é piada, mas fui irônico)

Ele falou que :
"Lula pressiona CPI do CARF para proteger a família
Delcidio afirmou aos procuradores da Lava Jato que, como líder do governo, foi pressionado por Lula para que Mauro Marcondes e Cristina Mautoni não fossem depor na CPI que apura a venda de Medidas Provisórias. Ele revelou que o ex-presidente temia que o casal pudesse implicar seus filhos no escândalo."

CPI do CARF? Filho do Lula?!
Se eu dizer para você que a CPI do CARF não apura venda de medidas provisórias você vai me chamar de que? De doido, de desinformado?
A CPI do CARF  foi aberta apurar suspeitas de manipulação de julgamentos de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. Ao todo, 74 julgamentos realizados entre 2005 e 2013 estão sendo analisados. Juntos, eles somam R$ 19,6 bilhões que deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos. A principal suspeita é que parte dos débitos lançados e cobrados pela Receita Federal foi cancelada de forma indevida, com base nos julgamentos manipulados.
O filho do Lula ou a empresa do filho do Lula não passa nem perto disso...
Ele entrou no caso devido a uma reportagem do Estadão publicada somente para tumultuar a CPI, criar uma cortina de fumaça e ocultar os verdadeiros criminosos.
E isso, meus amigos, infelizmente  não é piada.

Mas para quem acompanha o Especial: É tudo um assunto só isso não é novidade.
Escrevi até agora 18 posts acompanhando a Operação Zelotes, os dois primeiros antes da CPI ser aberta, e ainda estou devendo um sobre o encerramento da CPI...
Nesses 18 posts o filho do Lula só foi aparecer no 13° com a reportagem do Estadão. No final desse post eu listo todas as outras postagens do Especial: É tudo um assunto só. Quem quiser estudar e acompanhar o caso inteiro pode acompanhar...

O que melhor explica essa interferência do Estadão no caso é esse:

Acompanhando a Operação Zelotes XVI (CPI do CARF): Senhoras e senhores, Que comece o espetáculo!! ("Operação filhos de Odin")

E esse aqui é o primeiro que cita o Filho do Lula:

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Agora você pode me perguntar: se tudo isso que você está relatando aconteceu, como eu não sei nada disso?!
Para responder essa pergunta vou começar com um ex-delegado da polícia federal que estou em débito com ele (Para essa série de posts ficar completo preciso fazer um sobre a Satiagraha) e com essa introdução entra a preocupação com os caminhos atuais e o destino da Lava-Jato.
Devido a irregularidades muito menores a Satiagraha foi enterrada.
E eu não gostaria que a Lava-Jato seja enterrada e vire um fantasma mal morrido.
Como tornou-se um fantasma mal morrido o  Banestado.
Como tornou-se um fantasma mal morrido a Satiagraha.



Devo ainda um post sobre a Satiagraha, mas se você não conhece o caso (e acredite, na minha roda de amigos/colegas de trabalho poucos conhecem) aceite o seguinte: a Satiagraha começou a morrer quando surgiu uma matéria de jornal(ou revista) que noticiou que houve uma escuta telefônica grampeando um juiz do STF(Gilmar Mendes). Anos depois o delegado que estava a frente das investigações foi exonerado do cargo por permitir que jornalistas tivessem acesso ao sigilo das investigações...

E é isso que está havendo na Lava-Jato. O Twite do Delegado Protógenes faz referencia à presença da Globo junto com a PF na operação Lava-Jato, o editor da Época(organizaçoes Globo) sabia da operação a 1h da manhã e estava com insônia... vai ver que é remorso por estar cometendo um crime... (Não é piada, mas fui irônico)

Isso pode acabar com a operação Lava-Jato, porém, só vai  ser utilizada se a operação atingir algum protegido... (Não é piada, mas apenas uma especulação)
  
Aí é que entra a parte mídia oligárquica e cartelizada da história...e é por isso que a piada sobre a constituição termina com a história da praia privatizada pela família Marinho. É por isso que os jornalistas da Mídia Ninja acampou na praia privatizada em Paraty. A casa na praia deserta, negociada em lavanderia de dinheiro em paraísos fiscais, não é o pior crime da Lava-Jato, não é o pior crime cometido pelas organizações Globo. É apenas um símbolo...

É um símbolo de que a lava jato quer limpar o Brasil de uma parte dos corruptos, podendo ficar com o restante... 


Vamos entender:

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O condomínio Solaris pode ter sido o Riocentro da Lava Jato

Luis Nassif
A operação descobriu um elefante - a Mossack Fonseca - e agora não sabe como escondê-lo para não comprometer os Marinho.

Está ficando cada vez mais interessante o jogo da Lava Jato.
As novas peças do tabuleiro mostram uma reviravolta no chamado modus operandi da Lava Jato, uma inversão total da estratégia original, de cobrir a operação com o manto do legalismo e da isenção.
Fato 1 – na semana passada, a decisão “inadvertida” de Sérgio Moro de vazar informações sobre um inquérito supostamente sigiloso sobre o sítio de Atibaia.
Fato 2 – no rastro da porteira aberta, procuradores e delegados vazam para a revista Veja a relevante informação sobre as caixas de bebida de Lula, transportadas de Brasília para o sitio em Atibaia. Ou seja, uma armação que coloca em risco a imagem de isenção da Lava Jato e que resulta em um factoide que despertou reação indignada até de juristas inicialmente a favor da operação, como Walter Maierovitch, um ícone na luta contra o crime organizado, por meramente ser uma invasão da vida privada de Lula.
Fato 3 – O procurador Carlos Fernando dos Santos, o mais imprudente dos procuradores da Lava Jato, em entrevista ao Estadão escancara o viés partidário da operação. “A Força Tarefa Lava Jato ainda pretende demonstrar além de qualquer dúvida razoável que todo esse esquema se originou dentro das altas esferas do Governo Federal”.
Se acha assim, que investigue. Qual a razão para sair apregoando suspeitas?
O bordão anterior de que “a Lava Jato investiga fatos, e não pessoas” é substituído por insinuações graves contra as “altas esferas do Governo Federal”, modo pouco sutil de se referir a Lula.
Qual a razão desse açodamento? O que teria ocorrido internamente na Lava Jato, para essa mudança no modus operandi?
Há uma articulação nítida entre três operações: a Lava Jato, a Zelotes e a do Ministério Público Estadual de São Paulo. As três visam pegar Lula.
Ao mesmo tempo, aparentemente houve alguma perda de controle da Lava Jato sobre seus vazadores, que se comportam como os “radicais, porém sinceros” do regime militar, expondo questões altamente delicadas no modo de atuação de Moro e seus rapazes.

O caso Solaris

O pepino começou com o caso Solaris, o edifício que tem o tal tríplex que pretendem atribuir a Lula.
Na investigação sobre o Bancoop, o MPE de São Paulo já tinha levantado o fato de alguns apartamentos do edifício estarem em nome de uma lavanderia, a Murray Holding LLC.
A Lava Jato julgou que estaria ali a pista para pegar Lula já que os apartamentos não vendidos do Solaris teoricamente deveriam ser de propriedade da OAS. Mesmo já estando sob investigação do MPE, a Lava Jato se apropriou do tema e tratou de adubar o terreno com a parceria com veículos, especialmente da Globo.
Acompanhem a cronologia para entender o pepino que a Lava Jato arrumou para si própria:
27/01/2016 – a Lava Jato vaza para a revista Época (das Organizações Globo) a informação de que vários apartamentos estavam em nome da Murray Holding, empresa da holding panamenha Mossack Fonseca. No dia 22 de janeiro, dizia a matéria, a Polícia Federal captou uma conversa telefônica entre Carolina Auada e seu pai Ademir Auada, representante da Mossack no qual ele diz estar picando papéis. Segundo a revista, a queima de arquivos começou depois que a reportagem tentou entrevistar uma ex-funcionária da Bancoop, Nelci Warken, que teria transferido imóveis para a Murray (http://glo.bo/1TfPals).
27/01/2016 – chegam à Superintendência da Polícia Federal Ricardo Honório Neto, Renata Pereira Brito, com prisão temporária decretada. Outras pessoas ligadas à Mossack não tinham sido encontradas. Segundo a PF, Renata Brito seria funcionária de confiança da Mossack no Brasil. E Nelci Warken apresentada como responsável por um tríplex no Condomínio Solaris. A 22a Operação da Lava Jato mobilizou 80 policiais. Segundo o G1, das Organizações Globo, entre os crimes investigados estão corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro”. (http://glo.bo/1VcuJ87)
28/01/2016 – o Globo traz uma excelente reportagem mostrando as ligações da Mossack com ditadores e delatores. Segundo a reportagem, a Mossack é acusada de financiar ações de terrorismo e corrupção no Oriente Médio e na África. Na relação de prioridades das polícias mundiais, o crime de terrorismo ocupa o primeiro lugar. The Economist tratou a empresa como “líder impressionantemente discreto da indústria de finanças de fachada do mundo”. Era uma “fábrica de offshores à disposição de empresários e agentes públicos interessados em ocultar bens no exterior”. Na lista de clientes havia o ditador sírio Bashar Al-Assad, o líbio Muammar Gaddafi, o presidente do Zimbabwe Robert Mugabe e três figuras centrais da Lava Jato, Renato Duque, Pedro Barusco e Mário Goes.
28/01/2016 – No mesmo dia, o DCM publica uma matéria sobre a casa da família Marinho em Parati (http://bit.ly/1TfQ0yy). Recupera uma reportagem da Bloomberg de 8 de março de 2012 (http://bloom.bg/242ZsdF). A reportagem narra os crimes ambientais da família Marinho.
Duas declarações chamaram a atenção dos repórteres da Bloomberg:
Da fiscal do CMBio Graziela Moraes Barros: “Muitas pessoas dizem que os Marinhos mandam no Brasil. A casa de praia mostra que a família certamente pensa que está acima da lei”.
De Fernando Amorim Lavieri, procurador que passou três anos batalhando contra os crimes ambientais na região: “Os brasileiros ricos conseguem tudo”.
A reportagem pretendia apenas expor os crimes ambientais dos Marinho. Mas abriu uma caixa de Pandora, como se verá a seguir.
29/01/2016 – A revista Época publica matéria alentada dando mais foco nos negócios nebulosos da Murray. O título já mostrava qual o alvo perseguido: “Nova fase da Lava Jato mira na OAS, mas pode acertar Lula - MP diz que todos os apartamentos do condomínio onde ex-presidente tem tríplex reservado serão investigados” (http://glo.bo/1TfPals).
Segundo a revista, “o foco na Mossack é outro passo grande dado pela Lava Jato. Criada em 1977 no Panamá, a Mossack Fonseca tem representações em mais de 40 países. É famosa pela criação e administração de offshores, frequentemente usadas como empresas de fachada. O cumprimento do mandado de busca na sede brasileira da Mossack só se encerrou na quinta-feira – peritos viraram a madrugada para baixar e-mails e documentos armazenados em serviços de arquivos virtuais, pelo servidor central da empresa. A coleta de provas no local foi igualmente proveitosa. Além das centenas de offshores nas mensagens e documentos eletrônicos, os policiais arrecadaram papéis com o nome de clientes, cópias de passaportes, comprovantes de endereço e nomes da offshore criada. Um pacote completo. As apreensões devem motivar algumas centenas de inquéritos e levar a Operação Lava Jato para um gigantesco canal de lavagem de dinheiro. A apreensão poderá gerar filhotes por anos”. Como diriam os garimpeiros, a Lava Jato “bamburrou” – isto é, descobriu uma verdadeira mina de ouro para suas investigações.
31/01/2016 – O Estadão reforça as informações sobre a Mossack Fonseca, informando que autoridades norte-americanas investigam a Mossack por conta de dois argentinos acusados de desviar dinheiros de estatais argentinas nos governos Nestor e Cristina Kirchner. Naquele dia, Moro renovou a prisão temporária de Nelci mas libertou Ricardo Honório Neto e Renata Pereira Brito,
De repente, a Mossack some do noticiário, que passa a ser invadido por notícias de pedalinho, barcos de 4 mil reais.
Uma pesquisa nos sistemas de busca da FolhaEstadão e Globo mostra que as últimas menções à Murray e à Mossack são de 1o de fevereiro.
04/02/2016 – O Edifício Solaris sai completamente do foco da Lava Jato. A Polícia Federal solicita ao juiz Moro para ampliar as investigações do IPL (Inquérito Policial) que investiga a suposta ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro da OAS. A solicitação de ampliar o escopo para outras empresas revelava que havia acontecido algo novo, que fez a Lava Jato abandonar o tríplex para se concentrar no sítio em Atibaia.
05/02/2016 – Moro manda libertar a publicitária Nelsi Warken e o empresário Ademir Auada, que havia sido detido sob suspeita de estar destruindo documentos. A justificativa de Moro é surpreendente: "Apesar do contexto de falsificação, ocultação e destruição de provas, (...) na qual um dos investigados foi surpreendido, em cognição sumária, destruindo quantidade significativa de provas, a aparente mudança de comportamento dos investigados não autoriza juízo de que a investigação e a instrução remanescem em risco", escreveu ele ao justificar a soltura (http://bit.ly/2430pmr). Ora, a possibilidade de queima de arquivos e de atrapalhar as investigações foram o mote para a manutenção de todas as prisões preventivas. Como abre mão desse argumento justamente para um sujeito flagrado eliminando documentos? E aceita a tese da "aparente mudança de comportamento dos investigados" para liberta-lo.
A justificativa colide com informações da própria Lava Jato repassadas à revista Época: “Clientes da panamenha Mossack Fonseca vão ser investigados para averiguar se faziam parte do esquema de corrupção na Petrobras ou se cometeram outros crimes. (...) A empresa panamenha Mossack Fonseca também foi alvo de buscas, porque foi ela quem criou a offshore Murray. Mas representantes da Mossack Fonseca atrapalharam os policiais e deletaram arquivos guardados na nuvem da empresa”.
Á luz das informações divulgadas até então, não havia lógica na decisão de Moro.
09/02/2016 – No dia 4 Moro autorizou a PF a ampliar a investigação do sítio em Atibaia, que deveria ser sigilosa. No dia 9 o próprio Moro liberou “inadvertidamente” a informação e os dados do novo inquérito.
11/02/2016 - Excepcional reportagem de Renan Antunes de Oliveira para o DCM (http://bit.ly/1U0KQHk), onde pela primeira vez levanta o nome da Agropecuária Veines, proprietária legal da mansão e da praia dos Marinho.
12/02/2016 – reportagem de Helena Sthephanowitz, no RBA (Rede Brasil Atual), que pega a dica da Veine e informa que a mansão dos Marinho, em Paraty, é de propriedade de uma offshore, a Vaincre LLC, controlada pela mesma Murray Holdings LLC, a empresa dona dos apartamentos em Guarujá (http://bit.ly/1SoRhEw) e que pertence à Mossack Fonseca.
13/02/2016 – o Viomundo, do Luiz Carlos Azenha, completa a informação com um levantamento minucioso das ligações da Mossack Fonseca com a mansão dos Marinho em Paraty (http://bit.ly/1SoRnMA).
Era a peça que faltava para entender esses movimentos erráticos da Lava Jato. Aparentemente foi para impedir que viessem à tona os atropelos dos Marinho com a Mossack Fonseca.
O procurador Carlos Fernando e seus colegas, os delegados federais e o juiz Sérgio Moro trocaram a possibilidade de desvendar o submundo da lavagem de dinheiro no país pelos móveis que a OAS comprou para o sítio de Atibaia. Pois, como enfatiza o procurador, a Lava Jato não investiga pessoas, mas fatos.
Em recente entrevista ao Globo, o procurador Carlos Fernando desabafou: “Sempre soubemos que a longo prazo as elites vão  se compor de maneira a reduzir os prejuízos que tiveram com essas operações”. O desfecho do caso Mossack Fonseca é um belo CQD (Como Queríamos Demonstrar).
Como não existe nada perfeito, assim como no caso do Riocentro a Lava Jato liberou seus radicais para explodir petardos em Guarujá. Por açodamento, explodiram em Paraty.
No Riocentro, o coronel Job conseguiu montar um inquérito isentando a todos.
Em tempo de redes sociais, impossível.

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E no meio disso tudo tem as redes sociais...
E aparece um discurso, não sei se fazendo piada ou falando sério, de que o PT não é um partido, é um projeto de poder que usa o aparelhamento do estado para roubar e sair impune...

Isso é piada: ou é sério?

Que danado de aparelhamento do estado esse que não está funcionando?! Fala sério: a cúpula inteira do PT foi presa devido a uma teoria chamado "domínio do fato", nunca antes nesse país utilizado para prender ninguém. Um desses presos recebeu um mandato de prisão estando preso. O histórico Senador que foi preso no exercício do mandato, coisa que nunca antes no país aconteceu(depois da redemocratização em 1985), o crime cometido foi obstrução de investigação. Dois tesoureiros foram presos, o crime cometido foi receber doações das empresas ligadas à Lava-jato(antigamente chamadas de empreiteiras). Dois marqueteiros também, um deles trabalha em outros países e tal ato pode até decidir eleição de outros países! O ex-presidente PTsta é levado a um depoimento de forma coercitiva para responder sobre uma medida provisória transformada em lei pelos Senadores e deputados federais para levar o desenvolvimento para áreas não desenvolvidas do país. E respondeu as perguntas só por causa de uma matéria inventada para ser cortina de fumaça e encobrir crimes de sonegação perante à opinião pública!

Pergunto a você que fez a piadinha do aparelhamento do estado com cara de sério: quem mais do PT que está faltando ser preso/investigado/colhido o depoimento coercitivamente?

E vamos para o lado azul da força:

O tesoureiro tucano que agiu junto com o espanhol morreu sem ser investigado. O outro tesoureiro foi pego na swissleaks escondendo dinheiro no exterior (como se chama isso? Caixa 3?), o mundo inteiro viu e aqui nós fingimos que não estamos vendo... E pegou doações das mesmas empreiteiras ligadas à Lava-jato.
O cara que seria o ministro da economia se o PSDB ganhasse também está entre os escondedores de dinheiro mostrado no SwissLeaks.... 
Um senador que foi acusado por um livro com 100 páginas de documentos, de ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, ele se defende chamando a publicação de lixo, fica por isso mesmo e ele está livre para legislar no senado colocando as regras de exploração de petróleo de interesses da Chevron!! 
O outro Senador mineiro quase carioca, foi acusado de levar 1/3 do dinheiro desviado em Furnas, foi chamado de o cobrador de propina mais chato do país e sabe o que acontece? Ele se candidata a presidente!( E quase ganha! Foi por pouco!) 
No governo paulista existem denuncias de cartel na construção de metrô, desvio de recurso para merenda de criancinhas...
O ex-presidente foi acusado de incentivar duas vezes o aborto em sua amante( aborto ainda é crime no Brasil, não é não?!), usa uma empresa que explora serviço público para enviar dinheiro ao exterior e sustentar o filho que conseguiu ficar vivo da relação, possui apartamento que o seu salário não pode pagar, cometeu na minha opinião o maior crime lesa pátria do país ( a privatização da Vale) e não é coercitivamente levado a depor... Nem convidado!

Protegendo  essa gente temos um órgão de imprensa que sonega impostos(e ainda pede ajuda/doações ao público para pagar parte dos impostos não sonegados) lava dinheiro em paraísos fiscais, tem um de seus sócios preso pelo FBI e devolveu R$575Milhões de dinheiro corrupto, a mulher do dono tem contas secretas na Suíça. Privatizou uma praia comprando um triplex utilizando uma empresa off-Shore lavadora de dinheiro. A justiça após descobrir essa empresa off-shores poderia pegar vários e vários lavadores de dinheiro no exterior. A justiça desistiu para não chegar a eles, portanto é um órgão que obstrui a investigação de crimes.

E aí... Me vem um cidadão e me diz:



Isso é uma piada.
Estamos no país da piada pronta.

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E se você chegou até aqui, acabaram as piadas, no final vou colocar a matéria na íntegra da IstoÉ, o áudio completo que levou um senado em mandato para cadeia coisa que nunca antes nesse país tinha acontecido, a de gravação do áudio, algumas opiniões sobre o ocorrido...

Comecei com um verso do músico e escrito gaúcho Humberto Gessinger.....
vou terminar com outro:

" Hoje estamos a perigo
  Hoje estamos separados, divididos...
  Mas um dia (um belo dia)
  Nós seremos a maioria"
                                Humberto Gessinger 


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Delação premiada na íntegra



A Justiça Federal no Paraná liberou dia 14/03/2016, no sistema processual, a transcrição do depoimento prestado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Polícia Federal (PF) no último dia 4, no Aeroporto de Congonhas (SP). Lula foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento na 24ª fase da Operação Lava Jato, denominada Aletheia, que investiga se Lula recebeu vantagens indevidas de empreiteiras. No depoimento, o ex-presidente foi questionado sobre o apartamento triplex no Guarujá (SP).



Entrevista no Roda Vida no dia 16/05/2016 - Após sua cassação.


Integra da Matéria da IstoÉ 03/03/2016

A delação de Delcídio

Revelações do senador à força-tarefa da Lava Jato, obtidas por ISTOÉ, complicam de vez a situação da presidente Dilma e comprometem Lula

Débora Bergamasco, de Curitiba
Pouco antes de deixar a prisão, no dia 19 de fevereiro, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fez um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. ISTOÉ teve acesso às revelações feitas pelo senador. Ocupam cerca de 400 páginas e formam o mais explosivo relato até agora revelado sobre o maior esquema de corrupção no Brasil – e outros escândalos que abalaram a República, como o mensalão. 
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Com extraordinária riqueza de detalhes, o senador descreveu a ação decisiva da presidente Dilma Rousseff para manter na estatal os diretores comprometidos com o esquema do Petrolão e demonstrou que, do Palácio do Planalto, a presidente usou seu poder para evitar a punição de corruptos e corruptores, nomeando para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) um ministro que se comprometeu a votar pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato. 
O senador Delcídio também afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha pleno conhecimento do propinoduto instalado na Petrobras e agiu direta e pessoalmente para barrar as investigações - inclusive sendo o mandante do pagamento de dinheiro para tentar comprar o silêncio de testemunhas. O relato de Delcídio é devastador e complica de vez Dilma e Lula, pois trata-se de uma narrativa de quem não só testemunhou e esteve presente nas reuniões em que decisões nada republicanas foram tomadas, como participou ativamente de ilegalidades ali combinadas –a mando de Dilma e Lula, segundo ele. 
Nos próximos dias, o ministro Teori Zavascki decidirá se homologa ou não a delação. O acordo só não foi sacramentado até agora por conta de uma cláusula de confidencialidade de seis meses exigida por Delcídio. Apesar de avalizada por procuradores da Lava Jato, a condição imposta pelo petista não foi aceita por Zavascki, que devolveu o processo à Procuradoria-Geral da República e concedeu um prazo até a próxima semana para exclusão da exigência. Para o senador, os seis meses eram o tempo necessário para ele conseguir escapar de um processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. Agora, seus planos parecem comprometidos. 
As preocupações de Delcídio fazem sentido. Sobretudo porque suas revelações implicaram colegas de Senado, deputados, até da oposição, e têm potencial para apressar o processo de impeachment de Dilma no Congresso. O que ele revelou sobre a presidente é gravíssimo. Segundo Delcídio, Dilma tentou por três ocasiões interferir na Lava Jato, com a ajuda do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação”, afirmou Delcídio na delação. 
A terceira investida da presidente contou com o envolvimento pessoal do senador petista. No primeiro anexo da delação, Delcídio disse que, diante do fracasso das duas manobras anteriores, uma das quais a famosa reunião em Portugal com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, “a solução” passava pela nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o STJ. “Tal nomeação seria relevante para o governo”, pois o nomeado cuidaria dos “habeas corpus e recursos da Lava Jato no STJ”. Na semana da definição da estratégia, Delcídio contou que esteve com Dilma no Palácio da Alvorada para uma conversa privada. 
Os dois conversavam enquanto caminhavam pelos jardins do Alvorada, quando Dilma solicitou que Delcídio, na condição de líder do governo, “conversasse como o desembargador Marcelo Navarro, a fim de que ele confirmasse o compromisso de soltura de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo”, da Andrade Gutierrez. Conforme acertado com a presidente, Delcídio se encontrou com Navarro “no próprio Palácio do Planalto, no andar térreo, em uma pequena sala de espera”, o que, segundo o senador, pode ser atestado pelas câmeras de segurança. Na reunião, de acordo com Delcídio, Navarro “ratificou seu compromisso, alegando inclusive que o dr. Falcão (presidente do STJ, Francisco Falcão) já o havia alertado sobre o assunto”. 
O acerto foi cumprido à risca. Em recente julgamento dos habeas corpus impetrados no STJ, Navarro, na condição de relator, votou pela soltura dos dois executivos. O problema, para o governo, é que o relator foi voto vencido. No placar: 4x1 pela manutenção da prisão.
A ação de uma presidente da República no sentido de nomear de um ministro para um tribunal superior em troca do seu compromisso de votar pela soltura de presos envolvidos num esquema de corrupção é inacreditável pela ousadia e presunção da impunidade. E joga por terra todo seu discurso de “liberdade de atuação da Lava Jato”, repetido como um mantra na campanha eleitoral. Só essa atitude tem potencial para ensejar um novo processo de impeachment contra ela por crime de responsabilidade. 
Segundo juristas ouvidos por ISTOÉ, a lei 1.079 que define os crimes de responsabilidade diz no artigo nono, itens 6 e 7, que atenta contra a probidade administrativa – e é passível de perda de mandato – usar de suborno ou qualquer outra forma de corrupção para levar um funcionário público a proceder ilegalmente ou agir de forma incompatível com a dignidade, a honra e o decoro. O que também poderá trazer problemas para Dilma é o trecho da delação de Delcídio a respeito da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, considerada um dos negócios mais desastrosos da Petrobras e que foi firmado em 2006 com um superfaturamento de US$ 792 milhões, quando Dilma presidia o Conselho de Administração da estatal. 
A versão da presidente era de que ela e os conselheiros do colegiado não tinham conhecimento de cláusulas desfavoráveis a Petrobras, mas Delcídio no anexo 17 da delação é taxativo: “Dilma tinha pleno conhecimento de todo o processo de aquisição da refinaria”. “A aquisição foi feita com conhecimento de todos. Sem exceção”, reforçou o senador. Não seria a primeira vez que Delcídio desmentiria Dilma na delação. No anexo 03, o senador garante que ela teve participação efetiva na nomeação de Nestor Cerveró para a diretoria da BR Distribuidora, contrariando o que ela havia afirmado anteriormente. 
No relato aos procuradores, Delcídio disse que “tem conhecimento desta ingerência (de Dilma), tendo em vista que, no dia da aprovação pelo Conselho, estava na Bahia e recebeu ligações de Dilma”. Ex-diretor internacional da Petrobras, Cerveró foi preso em janeiro de 2015, acusado de receber propina em contratos da estatal com empreiteiras. Até então, a indicação de Cerveró era atribuída a Lula e José Eduardo Dutra, ex-presidente da BR Distribuidora, falecido no ano passado. Mas segundo Delcídio, a atuação de Dilma foi “decisiva”. A presidente ligou para ele duas vezes. 
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Teor explosivo: Depoimento prestado no STF por Delcídio do Amaral (PT-MS) aguarda a homologação. 
Na parte inferior, o termo de acordo e os principais tópicos da delação  
Na primeira, a presidente telefonou “perguntando se o Nestor já havia sido convidado para ocupar a diretoria financeira da BR Distribuidora”. “Depois, ligou novamente, confirmando a nomeação de Nestor para o referido cargo”, o que se concretizou no dia 3 de março de 2008. Cerveró foi o pivô da prisão de Delcídio. Em 25 de novembro do ano passado, pela primeira vez desde 1985, o Supremo mandava prender um senador no exercício do mandato. Um dos motivos apontados pelo ministro Teori Zavascki foi a oferta de uma mesada de R$ 50 mil para que Cerveró não celebrasse um acordo de delação premiada. 
Na delação, Delcídio não só forneceu detalhes do pagamento como fez uma revelação bombástica: disse que o mandante dos pagamentos à família Cerveró foi o ex-presidente Lula. O senador petista trata do tema no anexo 02 da delação. Segundo Delcídio, Lula pediu “expressamente” para que ele ajudasse o amigo e pecuarista José Carlos Bumlai, porque ele estaria implicado nas delações de Fernando Baiano e Nestor Cerveró. Bumlai, segundo o senador, gozava de “total intimidade” e exercia o papel de “consigliere” da família Lula – expressão usada pela máfia italiana e consagrada no filme “O Poderoso Chefão” para designar o conselheiro que detinha uma posição de liderança e representava o chefe em reuniões importantes. 
A transcrição da delação pelos procuradores diz no que consistia a ajuda exigida por Lula a Bumlai: “No caso, Delcídio intermediaria o pagamento de valores à família de Cerveró”. Na conversa com o ex-presidente, de acordo com outro trecho da delação, Delcídio diz que “aceitou intermediar a operação”, mas lhe explicou que “com José Carlos Bumlai seria difícil falar, mas que conversaria com o filho, Maurício Bumlai, com quem mantinha boa relação”. O acerto foi sacramentado. Depois de receber a quantia de Maurício Bumlai, a primeira remessa de R$ 50 mil foi entregue em mãos pelo próprio Delcídio ao advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, também preso pela Lava Jato. 
Os repasses de dinheiro se repetiram em outras oportunidades, de acordo com Delcídio, por meio do assessor Diogo Ferreira. O total recebido foi de R$ 250 mil. Para os procuradores que tomaram o depoimento de Delcídio, a revelação é de extrema gravidade e pode justificar a prisão do ex-presidente Lula. Integrantes da Lava Jato elaboram o seguinte raciocínio: se o que embasou a detenção de Delcídio, preventivamente, foi a tentativa do senador de obstruir as investigações, atestada pela descoberta do pagamento a Cerveró, o mesmo se aplicaria a Lula, o mandante de toda a artimanha.
Não seria a primeira vez que, durante a delação aos integrantes da Lava Jato, Delcídio envolveria Lula na compra do silêncio de testemunhas. De acordo com o senador, Lula e o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci, em meados de 2006, articularam o pagamento a Marcos Valério para que ele se calasse sobre o mensalão. O dinheiro, um total de R$ 220 milhões destinados a sanar uma dívida, segundo Delcídio, foi prometido por Paulo Okamotto. Aos procuradores, o senador relatou uma conversa com Lula em que ele o alerta: “Acabei de sair do gabinete daquele que o senhor enviou a Belo Horizonte (Okamotto). Corra, Presidente, senão as coisas ficarão piores do que já estão”. 
Na sequência, Palocci ligou para Delcídio dizendo que o Lula estava “injuriado” em razão do teor da conversa, mas que ele (Palocci), a partir daquele momento, “estaria assumindo a responsabilidade pelo pagamento da dívida”. Valério, de acordo com o senador petista, não recebeu a quantia integral pretendida. De todo o modo, diz o trecho da delação, “a história mostrou a contrapartida: Marcos Valério silenciou”. Ainda sobre o mensalão, Delcídio – ex-presidente da CPI dos Correios – disse ter testemunhado na madrugada do dia 5 de abril de 2006 as “tratativas ilícitas para retirada do relatório (final da CPI) dos nomes de Lula e do filho Fábio Luís Lula da Silva em um acordão com a oposição”. Assim, segundo o anexo 21 da delação, Lula se salvou do impeachment. 
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Implicações: Juiz Sérgio Moro ganha novos elementos contra Lula
O senador ainda lembrou aos procuradores uma frase do ex-ministro José Dirceu: “Pode checar quem ia à Granja do Torto aos domingos. Te garanto que não era eu”. Sem dúvida, afirmou Delcídio, tratava-se de uma referência a Delúbio Soares e Marcos Valério. Hoje, de acordo com Delcídio, um dos temas que “mais aflige” o ex-presidente Lula é a CPI do Carf. O colegiado apura a compra de MPs durante o governo do petista para favorecer montadoras e o envolvimento do seu filho, Luis Claudio, no esquema. Segundo o senador petista, “por várias vezes Lula solicitou a ele que agisse para evitar a convocação do casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni para depor”. 
O consultor Mauro Marcondes, amigo de Lula desde os tempos do ABC, e sua mulher foram presos na Operação Zelotes, da PF, acusado de intermediar a compra de MPs. Documentos integrantes da Operação mostram que a LFT, uma empresa de marketing esportivo pertencente a Luis Claudio Lula da Silva, recebeu R$ 1,5 milhão na mesma época em que lobistas foram remunerados por empresas interessadas na renovação da medida provisória. Afirmou Delcídio aos procuradores da Lava Jato: “Lula estava preocupado com as implicações à sua própria família, especialmente os filhos Fábio Luís e Luis Cláudio”, fato confirmado a ele por Maurício Bumlai. 
Outra CPI, desta vez a dos Bingos (encerrada em 2006), segundo Delcídio, teria agido para proteger a presidente Dilma. A declaração vem no bojo de uma revelação que compromete a campanha da presidente em 2010. No anexo 29 da delação, o senador petista afirmou que “uma das maiores operações de caixa 2 para a campanha de Dilma em 2010 foi feita através do empresário Adir Assad”, condenado no fim de 2015 por ser um dos operadores do esquema do Petrolão. 
“Orientados pelo tesoureiro de campanha de Dilma, José Di Filippi, os empresários faziam contratos de serviços com as empresas de Assad, que repassava recursos para as campanhas eleitorais”. De acordo com Delcídio, o encerramento prematuro e sem relatório final da CPI dos Bingos deveu-se exclusivamente a esse fato. “Quando o governo percebeu que as várias quebras de sigilo levariam à campanha Dilma 2010, determinaram o encerramento dos trabalhos”, afirmou. Parte dos depoimentos de Delcídio foi tomado dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. 
Segundo informou à ISTOÉ um dos procuradores responsáveis pelo acordo de delação, para que Delcídio conseguisse deixar a carceragem, em Brasília, sem ser notado, foi montada uma verdadeira operação de guerra envolvendo dezenas de policiais. Desde o início das tratativas a preocupação maior de Delcídio foi justamente com o vazamento prematuro do acordo. Por isso, as insistentes negativas de seus advogados. Até livrar sua pele no Senado, ele preferia o sigilo. Com o novo cenário, de altíssima octanagem, Brasília estremece. Pior para Delcídio. Melhor para os fatos.
Dilma interferiu na lava jato
No anexo 01 da delação, o senador Delcídio do Amaral revela que em três ocasiões a presidente Dilma Rousseff, no exercício do mandato, e o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tentaram interferir na Lava Jato. Nomeação do ministro Marcelo Navarro para o STJ fez parte de acordo para soltura de executivos presos.
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1 – A Primeira Investida do Planalto
A despeito dos discursos do governo com relação à sua isenção nos rumos da operação Lava jato, é indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de tentar promover a soltura de réus presos no curso da referida operação. Faz parte dessa articulação o advogado Sigmaringa Seixas, figura influente quando se trata, no governo, de indicações para os tribunais superiores. Nas conversas com José Eduardo Cardozo, Dilma se refere a Sigmaringa como ‘the old man’.
A primeira investida do Planalto para tentar alterar os rumos da Lava Jato salta aos olhos pela ousadia: o encontro realizado em 07/07/2015 (18 dias após a prisão de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo) entre Dilma, José Eduardo e o presidente do STF, Ricardo Levandowski, numa escala em Porto (Portugal) para supostamente falar sobre o reajuste de verbas do Poder Judiciário. A razão apontada pela Presidência é absolutamente injustificável... ...A razão principal do encontro, em verdade, foi a mudança nos rumos da Lava Jato. Contudo, a reunião foi uma fracasso, em função do posicionamento retilíneo do ministro Lavandowski, ao afirmar que não se envolveria.
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2- A Segunda Investida do Planalto
Em virtude da falta de êxito na primeira investida, mudou-se a estratégia, que se voltou, então, para o STJ, José Eduardo esteve em Florianópolis em agenda institucional... ... A ideia era indicar para uma das vagas no STJ o presidente do TJ de Santa Catarina, Nelson Schaefer. Em contrapartida, o ministro convocado, Dr. Trisotto, votaria pela libertação dos acusados Marcelo Odebrecht e Otavio Azevedo. A investida foi em vão porque Trisotto se negou a assumir tal responsabilidade espúria. Mais um fracasso de José Eduardo em conseguir uma nomeação”.
3- Terceira Investida do Planalto
Após os dois fracassos anteriores, rapidamente desenhou-se uma nova solução que passava pela nomeação de Marcelo Navarro, desembargador do TRF da 5ª Região, muito ligado ao ministro e presidente do STJ, Dr. Francisco Falcão. Tal nomeação seria relevante para o governo, pois o nomeado entraria na vaga detentora de prevenção para o julgamento de todos os Habeas Corpus e recursos da Lava Jato no STJ. Na semana da definição da nova estratégia, Delcídio do Amaral esteve com a presidente Dilma no Palácio da Alvorada para uma conversa privada. Conversaram enquanto caminhavam pelos jardins do Palácio e Dilma solicitou que Delcídio conversasse com o desembargador Marcelo Navarro a fim de que ele confirmasse o compromisso de soltura de Marcelo e de Otavio... 
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... Conforme o combinado, Delcídio do Amaral se encontrou com o desembargador Marcelo Navarrro no próprio Palácio do Planalto, no andar térreo, em uma pequena sala de espera, o que poderá ser atestado pelas câmeras do Palácio. Nessa reunião, muito rápida pela gravidade do tema, o Dr. Marcelo ratificou seu compromisso, alegando inclusive que o Dr. Falcão já o havia alertado sobre o assunto. Dito e feito. A sabatina do Dr. Marcelo pelo senado e correspondente aprovação ocorreram em tempo recorde. Em recente julgamento dos habeas Corpus impetrados no STJ, confirmando o compromisso assumido, o Dr. Marcelo Navarro, na condição de relator, votou favoravelmente pela soltura dos dois executivos (Marcelo e Otavio). Entretanto, obteve um revés de 4X1 contra seu posicionamento, vez que as prisões foram mantidas pelos outros ministros da 5ª turma do STJ.”
Dilma sabia de tudo do acerto de Pasadena
O senador conta que como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma Rousseff, sabia que por trás da compra da Refinaria de Pasadena havia um esquema de superfaturamento para desviar recursos da estatal. Ela poderia ter barrado as negociações, mas os contratos foram aprovados pelo Conselho de Administração em tempo recorde e a Petrobras teve um prejuízo de US$ 792 milhões, como foi comprovado pela Lava Jato e pelo TCU.
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“Dilma Rousseff, como então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, tinha pleno conhecimento de todo o processo de aquisição da Refinaria de Pasadena e de tudo o que esse encerrava. A alegação de Dilma de que ignorava o expediente habitualmente utilizado em contratos desse tipo, alegando desconhecimento de cláusula como put option, absolutamente convencional, é, no mínimo, questionável. Da mesma forma, discutir um revamp de refinaria que nunca ocorreu, é inadmissível. A tramitação do processo de aquisição de Pasadena durou um dia entre a reunião da Diretoria Executiva e o Conselho de Administração. Delcídio esclarece que a aquisição de Pasadena foi feita com o conhecimento de todos. Sem exceção”.
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Dilma queria Cerveró na Petrobrás
O senador revela como, em 2008, Dilma Rousseff atuou de forma decisiva para que Nestor Cerveró fosse mantido na direção da Petrobras. Na ocasião, Cerveró perdeu o cargo de diretor Internacional por pressão do PMDB, mas Dilma conseguiu coloca-lo na Diretoria Financeira da BR Distribuidora.
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“Diferentemente do que afirmou Dilma Rousseff em outras oportunidades, a indicação de Nestor Cerveró para a Diretoria Financeira da BR Distribuidora contou efetivamente com a sua participação. Delcídio do Amaral tem conhecimento dessa ingerência tendo em vista que, no dia da aprovação pelo Conselho, estava na Bahia e recebeu ligações de Dilma... 
...Não é correta a informação de que a Diretoria Financeira da BR Distribuidora tenha sido produto de entendimento exclusivo de Lula e Dutra (José Eduardo). Dilma Rousseff teve atuação decisiva, comprovada através das ligações mencionadas, quando da sua chegada ao Rio de Janeiro para a reunião do Conselho de Administração da Petrobras. Dilma Rousseff ligou para Delcídio perguntando se o Nestor já havia sido convidado para ocupar a Diretoria Financeira da BR Distribuidora. Depois, ligou novamente confirmando a nomeação de Nestor para o referido cargo, o que restou concretizado na segunda-feira, 03/03/2008, quando da posse de Nestor na BR Distribuidora e de Jorge Zelada na área internacional da Petrobras”.
CPI dos bingos protegeu Dilma
No anexo 29 da delação premiada, o senador Delcídio do Amaral descreve aos membros da Lava Jato uma operação de caixa dois na campanha de Dilma em 2010 feita pelo doleiro Adir Assad. Segundo Delcidio, o esquema seria descoberto pela CPI dos Bingos, mas o governo usou a base de apoio no Congresso para barrar a investigação dos parlamentares.
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“Uma das maiores operações de caixa dois da campanha de Dilma em 2010 foi feita através de Adir Assad. Orientados pelo tesoureiro da campanha, José Filippi, os empresários faziam contratos de serviços com as empresas de Assad, que repassava os recursos para as campanhas eleitorais. Esse expediente foi largamente utilizado e o encerramento prematuro e sem relatório final da CPI dos Bingos deveu-se exclusivamente a esse fato. Quando o governo percebeu que as várias quebras de sigilo levariam à campanha de Dilma, determinou o encerramento imediato dos trabalhos”.
Lula mandou pagar Cerveró
Um dos relatos mais explosivos feitos pelo senador Delcídio do Amaral à operação Lava Jato está no anexo 2. O senador revela aos procuradores que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou o esquema do pagamento de uma mesada a Cerveró para tentar evitar sua delação premiada. Foi por intermediar esses pagamentos que Delcídio acabou na cadeia. Lula não queria que o ex-diretor da Petrobras mencionasse o esquema do pecuarista José Carlos Bumlai na compra de sondas superfaturadas feitas pela estatal.
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“Lula pediu expressamente a Delcídio do Amaral para ajudar o Bumlai porque supostamente ele estaria implicado nas delações de Fernando Soares e Nestor Cerveró. No caso, Delcídio intermediaria o pagamento de valores à família de Cerveró com recursos fornecidos por Bumlai. Delcídio explicou a Lula que com José Carlos Bumlai seria difícil falar, mas que conversaria com o filho, Maurício Bumlai, com quem mantinha uma boa relação. Delcidio, vendo a oportunidade de ajudar a família de Nestor, aceitou intermediar a operação. 
A primeira remessa de R$ 50.000,00 foi entregue pelo próprio Delcidio do Amaral em mãos do advogado Edson Ribeiro, após receber a quantia de Mauricio Bumlai, em um almoço na churrascaria Rodeio do Iguatemi, em 22/05/2015 (em anexo existe base documental para isso). As entregas de valores à família de Nestor Cerveró se repetiram em outras oportunidades. Nessas outras oportunidades quem fez a entrega foi o assessor Diogo Ferreira (em anexo existe base documental disso). O total recebido pela família de Nestor foi de R$ 250.000,00. O próprio Bernardo (filho de Nestor Cerveró) recebeu em espécie do Diogo. 
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Lula comprou o silêncio de Marcos Valério
O ex-presidente cedeu às chantagens do publicitário Marcos Valério que exigiu R$ 220 milhões para se calar na CPI dos Correios sobre os meandros do Mensalão. Em seu depoimento, Delcídio afirma que ele e Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula) tentaram negociar o pagamento, mas que foi o ex-ministro Antônio Palocci quem assumiu essa tarefa.
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“Em 14/02/2006 foi conversado sobre o pagamento de uma dívida prometida por Paulo Okamotto em Belo Horizonte, a fim de que Marcos Valério silenciasse em relação às questões do mensalão. Nos dois dias seguintes, Delcidio do Amaral se reuniu sucessivamente: primeiro com Paulo Okamoto, a fim de que ele cumprisse com o prometido em Belo Horizonte (de acordo com Marcos Valério o valor seria de R$ 220 milhões); segundo com o ex-presidente Lula, sendo que na conversa Delcidio disse expressamente ao presidente: ‘acabei de sair do gabinete daquele que o senhor enviou à Belo Horizonte. Corra presidente, senão as coisas ficarão piores do que já estão’.
No dia seguinte, Delcidio recebeu uma ligação do então ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, na qual este disse: ‘parece que sua reunião com o Lula foi muito boa, né?’. A resposta de Delcidio foi a seguinte: ‘não sei se foi boa para ele’. Na sequência, o ministro da Fazenda, Palocci, ligou para Delcidio dizendo que Lula estava ‘injuriado’ com ele em razão do teor da conversa. Contudo, Palocci disse que estaria, a partir daquele momento, assumindo a responsabilidade pelo pagamento da dívida. Marcos Valério recebeu, mas não a quantia integral pretendida. De todo modo, a história mostrou a contrapartida: Marcos Valério silenciou.” 
“Exclusão de Lula e Lulinha da CPI dos correios evitou o impeachment”
No anexo 21 da delação, Delcídio relata a forte atuação de Lula e aliados sobre os parlamentares da CPI dos Correios. O senador, que presidiu a CPI, afirma que a votação do relatório que poupou o ex-presidente foi duvidosa.
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“Lula se salvou de um impeachment com a exclusão de seu nome e de seu filho Fábio Lula da Silva (o Lulinha) na madrugada do dia 05/04/2006 do relatório final da CPI dos Correios, que foi aprovado em votação polêmica e duvidosa naquele mesmo dia”.
Lula pressiona CPI do CARF para proteger a família
Delcidio afirmou aos procuradores da Lava Jato que, como líder do governo, foi pressionado por Lula para que Mauro Marcondes e Cristina Mautoni não fossem depor na CPI que apura a venda de Medidas Provisórias. Ele revelou que o ex-presidente temia que o casal pudesse implicar seus filhos no escândalo.
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“Delcidio do Amaral tem conhecimento de que um dos temas que mais aflige o presidente Lula é a CPI do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). A preocupação do ex- presidente foi elevada especialmente quando da convocação de Mauro Marcondes e sua esposa Cristina Mautoni. Por várias vezes o próprio Lula solicitou a Delcidio que agisse para evitar a convocação do casal para depor perante a CPI. Lula alegava que estava muito preocupado com eles.
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 Mas, em verdade, Lula estava preocupado com implicações à sua própria família, especialmente com os filhos Fábio Luiz Lula da Silva e Luiz Claudio Lula da Silva. Esse fato foi confirmado a Delcídio por Maurício Bumlai, que conhece muito bem a relação dos familiares de Lula com a casal. Em resposta a insistência de Lula, Delcídio, como líder do governo no Senado, mobilizou a base do governo para derrubar os requerimentos de convocação do casal na reunião ocorrida em 05/11/2015, onde logrou êxito”.
Bumlai é o consigliere da família Lula
No anexo 6 de sua delação premiada, Delcidio descreve as relações de Bumlai com o ex-presidente e sua família. Fala sobre os negócios escusos envolvendo o pecuarista e a Petrobras e cita as obras no sítio de Atibaia.
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“Ao contrário do que afirma o ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai goza de total intimidade com ele, representando de certa maneira o papel de ‘consigliere’ da família Lula.... 
De todas as ações ilícitas de Bumlai, uma das mais relevantes é a aquisição/operação, pela Petrobras, da sonda Vitória 10.000, cujos desdobramentos políticos e financeiros são muito maiores do que os divulgados. O negócio foi feito com a finalidade de quitar uma dívida de Bumlai com o Banco Schahim, divida essa de R$ 12 milhões. O contrato girou em torno de US$ 16 milhões... A realidade é que o contrato não só quitou a dívida de Bumlai como pagou dívidas da campanha presidencial de Lula em 2006...
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Bumlai foi o principal responsável pela implementação do Instituto Lula, disponibilizando de todo o aparato logístico e financeiro. Foi também a pessoa que ficou responsável, em um primeiro momento, pelas obras do sítio de Atibaia, do ex-presidente Lula. Delcidio tem conhecimento de que Bumlai já tinha contratado arquiteto e engenheiro para a realização das obras, o que foi abortadopor Léo Pinheiro, outro grande amigo do presidente, que pessoalmente se dispôs a fazer o serviço através da OAS em um curto espaço de tempo”.
Pedágio na CPI da Petrobras
Delcído diz que os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rego (PMDB-PB) e os deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR) cobravam de empreiteiros para não serem convocados na CPI da Petrobras.
“Delcidio do Amaral sabe de ilicitudes envolvendo o desfecho da CPI que apurava os crimes no âmbito da Petrobras. A CPI obrigava Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa a jantarem todas as segundas-feiras em Brasília. O objetivo desses jantares era evitar que os empresários fossem convocados para depor na CPI. Os senadores Gim Argello, Vital do Rego e os deputados Marco Maia e Francischini cobravam pedágio para não convocar e evitar maiores investigações contra Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa.” 
Créditos das fotos nesta matéria: Gilberto Tadday; Antônio Cruz/Agência Brasil; Ichiro Guerra; Marcos Oliveira/Agência Senado; Rodrigues Pozzebom/Agência Brasilfotos: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo; Juca Varella/Estadão Conteúdo; Márcio Fernandes/ 

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24 Fase Lava Jato - Aletheia - Coletiva de Imprensa

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Para  ouvir os dois lados... a coletiva de Dilma sobre a operação e a delação premiada não homologada.


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O Ex-Ministro da justiça contando o seu "relacionamento " com o Delcídio do Amaral,
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Opiniões e comentários sobre os fatos:



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Marcelo Freixo discursa sendo contra o Lula porém contra a Operação Policial coercitiva para o seu depoimento na polícia federal.



Saia da Matrix(Professor gaúcho):


Depois de ler isso tudo, poderá ouvir melhor o que essa galera está falando:










Veja a transcrição. Muito importante. Cita RENAN CALHEIROS e Michel TEMER.
Participam dos diálogos quatro pessoas
O Senador DELCÍDIO AMARAL, o seu chefe de gabinete DIOGO FERREIRA, além de BERNARDO CERVERÓ e EDSON RIBEIRO, respectivamente filho e advogado de Nestor Cerveró.
TEMPO DIÁLOGO
00:00:00 (INÍCIO DA GRAVAÇÃO)




00:00:11 BERNARDO – (…) Já vai.
00:00:46 BERNARDO – (…) E aí.
00:00:49 DELCIDIO – Pô, na verdade (vozes sobrepostas) aqui desse lado aqui (vozes sobrepostas), Vocês só gostam desse lado aqui é.
BERNARDO – É a primeira vez que eu, como é que tá. / EDSON – Meio.
00:01:00 BERNARDO – A votação é hoje lá né? / EDSON – Da repatriação.
DELCIDIO – Da repatriação é.  / BERNARDO – (…..)
DELCIDIO – O problema rapaz … é, hoje eu tava com minha agenda toda organizadinha só a partir das 13:00 horas.
BERNARDO – Ah.
DELCIDIO – Ai tá, pra acabar de complicar ainda mais o jogo aparece o Eduardo Paes, com Pedro Paulo, é, com Romário,
EDSON – Rss.  /   DELCIDIO – e com Ferraço  / EDSON – ué, fizeram acordo né?
DELCIDIO Diz o Eduardo que fez.
EDSON – tranquilo.  / EDSON – tinha conta realmente do Romário.
BERNARDO – tinha essa conta?
DELCIDIO – E em função disso fizeram acordo.
EDSON – seu amigo, então (Toc, Toc), foi 1 / 50 comprado (Toc, Toc), (vozes sobrepostas) Ahhhh.
EDSON – tira porque senão você vai preso. (Toc,TocToc)
00:02:00 DELCIDIO – o que eu achei estranho, ele ter chegado (Vozes Sobrepostas) o que você, Romario o que você tá fazendo aqui, … não, não vim tô acompanhando o Eduardo,
EDSON – Esquisito
DELCIDIO – Esquisito pra caramba
EDSON – essa é informação que me deram
DELCIDIO – Aí o, aí o, o Eduardo falou assim: não Delcidio, porque o Eduardo tenho intimidade, o Eduardo foi companheirão meu aqui, principalmente na CPI dos Correios, ele foi meu braço direito aqui … ai disse não Delcidio eu chamei aqui o Romário, na frente do Romário. Chamei o Romário, ó, nos acertamos uma aliança o Romário apoiar o Pedro Paulo é isso que ele tá falando. Mas tem esse motivo
EDSON – foi o que eles disseram… quem pode melhor apurar é você.
DELCIDIO – porque, porque bicho, não é possível, hoje quando eles chegarem, ué o que vocês tão fazendo aqui … juntos. Aí o Eduardo explicou, diz que fizeram uma composição juntos.
EDSON – Apoiar o Pedro Paulo.
00:03:00 DELCIDIO – e aí eu fui tirar uma foto com ele né que ele (…) porra aí tirar uma fotografia com todo mundo com a mão assim… uma em cima da outra.
EDSON – Rss
DELCIDIO – Eu não entendi mais nada.
EDSON – Loucura né. É isso aí
DELCIDIO – Bernardo como é que você ta?
BERNARDO – tô bem, hoje a minha filha foi lá no…em Curitiba.
DELCIDIO – foi visitar o.
BERNARDO – foi visitar
DELCIDIO – o avô.
BERNARDO – é, ai foi com minha mulher, tava falando com ela agora no, no , mas parece 2 / 50 que foi bom.
DELCIDIO – foi bom.
BERNARDO – foi bom
DELCIDIO – ele tem paixão por ela
BERNARDO – é
DELCIDIO – e sua mãe como é que ta?
BERNARDO – e tava um ano já sem ver.
DELCIDIO – tava um ano sem ver.
BERNARDO – porque ele foi pra Inglaterra… a Anita tava viajando, ai ficou lá um mês e meio, voltou já foi direto para Curitiba, deve ter quase um ano, porra nessa idade só cada, cada semana é uma novidade né
DELCIDIO- com quantos anos que ela tá?
BERNARDO – é, vai fazer nove 28 de novembro.
00:04:00 DELCIDIO – puta que pariu rapaz, eu vi ela pequenininha,
BERNARDO – ela é demais.
DELCIDIO – tá com 9 anos já?
BERNARDO – quebra tudo, ai tem um grupinho no whatsapp pra, a minha, a tia dela fala que ela é sargitariana não vai mudar, é assim mesmo, chega no restaurante derruba tudo, quebra copo ai ela falou, em vez de brigar com ela tira uma foto me manda que ai você se acalma, rsss, é engraçado.
DELCIDIO – e, e ela tá hoje lá?
BERNARDO – tá hoje lá. Já, já tá voltando já
DELCIDIO – já tão voltando já! E ele deve
ter ficado feliz né?
BERNARDO – ele tá, ele deve ser transferido amanhã pro, pro complexo medico penal, que ai é onde tá o resto do pessoal e ai não sei porque, não sei se tem outra operação pra vir, mas me falaram que ele vai ser transferido a Alessi a advogada de lá … e tamo levando.
DELCIDIO – ele tá sendo transferido pra, pro presídio 00:05:00 BERNARDO – é ele tá na Policia Federal, e deve ir amanhã pro complexo médico penal.
DELCIDIO – será que vai vir outra operação? 3 / 50
BERNARDO – a gente especulou que, que corre o risco EDSON – eu acho que dessa vez vem uns 50 ai preso… eu acho que é possível que venha pessoal de nível de gerência, operadores, doleiros deve ser isso.
DELCIDIO – agora nessa operação?
EDSON – É
DELCIDIO – José Carlos Bumlai? / EDSON – Bumlai…..eu acho. Bumlai
BERNARDO – é porque o Fernando fala do Bumlai. / EDSON – O Moreira essa turma toda vai.
BERNARDO – A gente tava naquela assim, de, de, ainda tentamos fazer o acordo, ainda tem essa possibilidade, mas a gente segurou muito a informação…é eles estão com a gente não sabe se, se, eles até comentaram isso pra advogada que por ser funcionário publico a diretoria eles queriam ferrar mesmo.
00:06:09 DELCIDIO – eles falaram isso?
BERNARDO – falaram isso…é… e ai a gente , a gente calculou que o pior dos cenários ele fica…
EDSON – 3 anos.
BERNARDO – 3 anos , mais 3 anos.
EDSON – mais 3 anos.
BERNARDO – E eles estão acenando com 2 anos de, de, mais 2 anos fechado dentro dum acordo de delação… e aí…
EDSON – pra não aceitar.
BERNARDO – para não aceitar.
DELCIDIO – não, claro isso é pra não aceitar, isso não tem nenhum sentido, isso não tem nenhum sentido…agora é o Fernando pegou o material que o Nestor tinha feito?
EDSON – é isso ai , é isso ai.
DELCIDIO – é brincadeira um negocio desse.
EDSON – é isso ai
DIOGO – quase um ctrl c, crtl v.
EDSON – exatamente isso.
4 / 50
00:07:00 DELCIDIO – o Nestor sabe disso? / BERNARDO – Sabe, sabe… tá meio puto. / DELCIDIO – como, Mas como rapaz….
BERNARDO – mas também tem coisa, tem, a gente não sabe, a gente tentou, o advogado Sergio Riera se atravessou na estória, quando a negociação ficou difícil e ai numa de ajudar fez essa, essa (….) essa sacanagem.
EDSON – fez essa sacanagem pra ajudar o Fernando.
BERNARDO – é
DELCIDIO – bicho, fazer isso com Nestor.
EDSON – olha só, não que ele tenha feito, havia acordo entre o Nestor e ele… Nestor, ele, Duque e Zelada…faria os 4… e aí o Duque saiu na frente…deixou todo mundo pra trás…entendeu, aí ficou a expectativa, ai não foi aceita a do Duque não foi isso, ai o Fernando foi e não aceitaram a do Nestor tava indo e o (Fernando) dizia o seguinte, quem pode ficar preocupado é o Nestor …só que deixaram pra trás o Nestor, e foi aceitada a do Musa, então o quer dizer, hoje como é que tá a situação de prova… Fernando não pode aceitar (companhia) de ninguém.
00:08:25 DELCIDIO – Eu tive….nos tivemos acesso a … delação do Fernando.
BERNARDO – (Vozes sobrepostas) já integral.(Vozes sobrepostas)…
DELCIDIO- Ó, eu peguei supostamente, eu não vi porque são várias ….
BERNARDO – Ham, Ham
EDSON – são 9. 8 ou 9
BERNARDO – são 13…..16
EDSON – são 16
BERNARDO – ah, tá, então é isso.é…que tinha, começou como 9…
00:09:02 EDSON – é que o Sergio me falou que era 8
ou 9…assuntos.
DIOGO – são 16, (Vozes sobrepostas) … são 16 termos né (Vozes sobrepostas)
DELCIDIO – é mas nós conseguimos, nós conseguimos a do Fernando, nós conseguimos 5 / 50 aquilo que dizia respeito a mim. EDSON – a você olha só, eu não tenho que confirmar, só quem poderia confirmar alguma coisa é Nestor, perfeito, a partir de agora é impossível uma proposta dessa louca, dois anos isso é loucura, é a mesma coisa que tá preso, ele preso mais um ano resolve
DELCIDIO – não, nós temos que tirar o Nestor Edson.
EDSON – não, eu preciso tirar o Nestor daqui.
DELCIDIO- nos precisamos tirar ele.
00:09:47 EDSON – esse HC tá pronto pra isso, o Duque também tá esperando agora…
BERNARDO – (Vozes sobrepostas) é tá 40
dias na… (Vozes sobrepostas)
EDSON – os dois devem ser julgados juntos é o que eu acredito.
DIOGO – 45.
BERNARDO – tá esperando o parecer (Vozes sobrepostas)
00:10:01 DIOGO – 45 o Duque o Nestor ta 30 e…31 eu acho
EDSON: O Nestor ta menos. Não sei se chega a tudo isto não. É eu não lembro…
DELCÍDIO: Mais este é o HC do STF?
EDSON: STF ok
DIOGO Esperando a manifestação da PGR
EDSON: Esse é o melhor. O próprio Teori quando negou disse que tinha o embasamento
bom
DIOGO: Negou querendo…
DELCÍDIO: Querendo querendo aceitar…
EDSON: É, Deferir…
EDSON: Então foi bom, a gente tá aguardando isto, (…) to aguardando sair da Procuradoria pra vir aqui, com o parecer do (Geraldo Prado), conversar com todo mundo, fazer aquela média…
DELCÍDIO: Agora Edson, (hum), eu acho que isto, esta estratégia nós temos que seguir pra tirar de qualquer maneira, temos que tirar não só ele quanto o Renato, por que não tem, 6 / 50 não tem (santo)
00:10:53 EDSON: O que vai acontecer ele saindo vai vir uma nova denúncia e o Moro vai decretar uma nova prisão preventiva, tá certo, então eu vou abrir o jogo aqui, é sair e ir embora, ele não fica aqui…
BERNARDO: É, a gente considera essa opção / DIOGO: Eu acho que tem que ser
DELCÍDIO: É, eu acho que… / EDSON: E aí lá eu aguardo a nova denúncia e faço um puta discurso político, entendeu, de tortura e tudo mais…
DELCÍDIO: E aí ele iria pra Espanha. / EDSON: Sim.
DELCÍDIO: Hum… Ele tem dupla cidadania, não teria problema nenhum
EDSON: Aí que tá, não é bem assim, você não pode ser extraditado, mas você pode cumprir pena.
DELCÍDIO: Lá?  /  EDSON: Lá
EDSON: Então a gente vai ter que bater nessa condenação dizendo que ela contraria tudo, tudo sobre direito, entendeu, criar um caso, um fato político, levar isto até pra corte interamericana, essa é a idéia, mantém ele lá a coisa ameniza pra ele, pelo menos por um tempo, até ver o que o Moro vai fazer
00:12:05 DIOGO: Aquela alternativa de transferi-lo pro Rio não tá (…)
EDSON: Eles tão negando de todas maneiras, eu entro com o pedido eles negam.
DELCÍDIO: Não (…) / EDSON: Não, não, eles tão ganhando tempo pra ver se tem uma nova denúncia, se o nosso argumento ajuda além desse, o que que ele tá fazendo lá?
DELCÍDIO: O que que ele tá fazendo lá? / EDSON: E o despacho diz: expectativa de uma nova ação penal, porra isso não existe.
BERNARDO: É, isto que a gente ficou preocupado, a questão do Evoque…
7 / 50
EDSON: Vamos aguardar, estão aguardando uma nova ação, pra justificar a prisão dele.
DELCÍDIO: Mas o que é esse Evoque? / EDSON: Nada!
BERNARDO: Não, é porque eles usam isso no decreto pra negar, dizendo que vem outro, outra denúncia…
EDSON: Tem Passadena que tem Evoque
BERNARDO: Que foi o dinheiro, é carro [ sobreposição de falas ]
EDSON: É o carro que o Fernando teria comprado do Nestor, mas não é isto que tá na delação, ele teria ajudado na aquisição, indicando uma agência e só.
00:13:02 DELCÍDIO: Mas nessa, neste , (…) nós temos que imprimir isto aí…
EDSON: Tem, tem / DIOGO: Tem na, no dois, no dois…
DELCÍDIO: No dois? / DIOGO: a gente acabou olhando com mais ênfase o…
EDSON: O Sérgio me garantiu que tem isso,ele teria dito que houve uma indicação apenas
DIOGO: Hum hum!
EDSON: Tanto que o dinheiro, o dinheiro foi colocado na agência por uma pessoa da própria agência, não foi nem a família, nem ninguém.
DIOGO: Entendi! / EDSON: Nem de Fernando não. / DELCÍDIO: Foi o cara da agência…
EDSON: Foi o cara da agência que mandou o funcionário foi lá e botou o dinheiro, então, se aparecer filmagem, tudo mais, tá tranquilo.
DELCÍDIO: Entendi. / EDSON: Pode ficar tranquilo, não tem risco.
00:13:40 DELCÍDIO: Agora, agora, Edson e Bernardo, é eu acho que nós temos que centrar fogo no STF agora, eu conversei com o Teori, conversei com o Toffoli, pedi pro Toffoli conversar com o Gilmar, o Michel conversou com o Gilmar também, porque o Michel tá muito preocupado com o Zelada , e eu vou conversar com 8 / 50 o Gilmar também.
EDSON: Tá. / DELCÍDIO: Por que, o Gilmar ele oscila muito, uma hora ele tá bem, outra hora ele tá ruim e eu sou um dos poucos caras…
EDSON: Quem seria a melhor pessoa pra falar com ele, Renan, ou Sarney…
DELCÍDIO: Quem?
EDSON: Falar com o Gilmar
DELCÍDIO: Com o Gilmar, não eu acho que o Renan conversaria bem com ele.
EDSON: Eu também acho, o Renan, é preocupante a situação do Renan.
DELCÍDIO: Eu acho que, mas por que, tem mais coisas do Renan? Não tem…
EDSON: Não, mas o…, acho que o Fernando fala nele, não fala?
DELCÍDIO: Fala, mas fala remetendo ao Nestor.
EDSON: A é, também? Então tudo bem.
DELCÍDIO: Como também fala do Jader, remetendo ao Nestor.
EDSON: Então tudo bem. Escolheu o Fernando
00:15:01 DELCÍDIO: Agora, então nós temos que centrar fogo agora pra resolver isto…
EDSON: Mas então seria bom ver Renan olha só…
DELCÍDIO: Não eu vou falar com ele…
DIOGO: Hoje tem reunião de líderes
DELCÍDIO: Eu falo com o Renan hoje.
EDSON: Tá bom.
00:15:12 DELCÍDIO: Hoje eu falo, porque acho que o foco é o seguinte, tirar, agora a hora que ele sair tem que ir embora mesmo.
BERNARDO: É, eu já até pensei, a gente tava pensando em ir pela Venezuela, mas acho que… deve se sair, sai com tornozeleira, tem que tirar a tornozeleira e entrar, acho que o melhor jeito seria um barco… É, mais porque aí chega na Espanha, pelo menos você não passa
por imigração na Espanha. De barco, de barco
9 / 50
você deve ter como chegar…
EDSON: Cara é muito longe.
DELCÍDIO: Pois é, mas a idéia é sair de onde
de lá?
BERNARDO: Não, da Venezuela, ou da…
EDSON: É muito longe.
DELCÍDIO: Não, não…..
BERNARDO: Não, mas o pessoal faz cara, eu
tenho um amigo que trouxe um veleiro agora
de…
EDSON: Não, tudo bem, (vai matar o teu ve-
lho).
BERNARDO: É … mas não sei, acho que…
EDSON: [risos] … Pô, ficar preso (…)
BERNARDO: Pegar um veleiro bom…
00:15:59 DELCÍDIO: Não mas a saída pra ele melhor,
é a saída pelo Paraguai…
BERNARDO: Mercosul…
EDSON: Mercosul, porque o pessoal tem con-
venções no Mercosul, a informação é muito rá-
pida.
DELCÍDIO: É?
EDSON: É
EDSON: E ao inverso… seria melhor, porque
ele tá no Paraná, atravessa o Paraguai…
DELCÍDIO: A fronteira seca…
EDSON: (…) Entendeu, e vai embora, eu já
levei muita gente por ali, mas tem convênio,
quando você sai com o passaporte, mesmo…
DELCÍDIO: Eles trocam…
EDSON: (…) Rápido, Venezuela não tá no
Mercosul, então a informação é mais demora-
da, um pouco mais demorada, então quanto
mais você dificultar, melhor.
00:16:39 DELCÍDIO: Mas ele tando com tornozeleira
como é que ele deslocaria?
BERNARDO: Não, aí tem que tirar a tornoze-
leira, vai apitar e já tira na hora que tiver, ou a
gente conseguir alguém que…
EDSON: Isto a gente vai ter que examinar.
10 / 50
BERNARDO: É…
EDSON: Por que a minha expectativa é que o
Moro faça uma nova preventiva, se bem que
não existe motivo nenhum
DIOGO: É isto que eu tô pensando.
BERNARDO: Mas isto não impediu ele no
passado…
00:17:04 EDSON: O ideal seria, ele sai, deixa (com a
lei), tranquilo, se o Moro vier com uma nova
preventiva, sem motivo nenhum, a gente faz
até uma reclamação no Supremo, entendeu…
DELCÍDIO: Eu acho que a gente…
EDSON: Tecnicamente o ideal é não fugir
agora.
DELCÍDIO: Edson, a gente tem que fazer o
possível pro Nestor ter tranquilidade aqui.
EDSON: É.
DELCÍDIO: Até por questões de caráter fami-
liar…
BERNARDO: É, a gente já evitou dele…
EDSON: se o Supremo solta, não vai ter ne-
nhum elemento, o grande problema é que os
processos estão correndo rápido, né [soprepo-
sição de falas]…
DELCÍDIO: Você acha que eles estão tentan-
do encaminhar pra terminar isto ou não?
EDSON: Sim.
DELCÍDIO: A idéia, impressão de vocês é
esta?
EDSON: Tá correndo, então já vai julgar segunda instância agora do Nestor, as sondas, aí eu tenho recurso especial extraordinário que não tem efeito suspensivo, então meu medo qual é? Que o tribunal julgue e determine a prisão, entendeu, e aí eu vou ter que entrar com outro HC pra enviar (…), embora eu tenha…
DELCÍDIO: Que tribunal que julga?
EDSON: TRF 4, Porto Alegre, esse é meu medo, entendeu…
DELCÍDIO: TRF 4 (…)
00:18:20 EDSON: E aí se determinar a prisão meu amigo, vai dividir (…), eu vou ter que entrar com 11 / 50
outro HC, e aí tem recurso especial e extraordinário me dá o efeito suspensivo, mas enquanto isto corre outro tormento pro teu pai, então eu vou analisar muito bem esta questão, esses dias agora, a gente vê horário, tudo certinho, o que que dá pra fazer, até um avião particular, embora pra lá, talvez seja o ideal, entendeu…
BERNARDO: É…
EDSON: Não sei o custo disso, vou apurar tudo isso eu tenho amigos que tem empresa de taxi aéreo, de aviação, entendeu, ver com eles qual o custo disto, a gente bota no avião e vai embora.
DIOGO: Mas estes de pequeno porte eles cruzam?
EDSON: vai até… Hã…
DIOGO: Estes de pequeno porte eles cruzam?
00:19:05 BERNARDO: Deve parar na Madeira, alguma coisa assim
EDSON: Depende, se você pegar um…
DELCÍDIO: Não, depende do avião.
EDSON: Citation
DELCÍDIO: Não, não Citation tem que parar no meio…, tem que pegar um Falcon 50, alguma coisa assim…
DIOGO: Mas pára na Venezuela…
DELCÍDIO: Aí vai direto, vai embora…
EDSON: Se for direto ótimo.
DELCÍDIO: Desce na Espanha
DIOGO: Sai daqui já desce lá
DELCÍDIO: Falcon 50, o cara sai daqui e vai direto até lá…
EDSON: Vai Vai. Eu quero viajar contigo com aviões (…) a empresa é a Rico linhas aéreas, é de um amigo meu, sou advogado dele há trinta e tantos anos… só que eu sei que eles quebraram lá em Manaus, não sei se eles estão operando em algum lugar.
DELCÍDIO: A Rico eu voei com eles quando ainda tava na Shell, era uma empresa deste tamaninho assim.
DIOGO: Como era o nome deste homem?
12 / 50
00:19:45 EDSON: Era o dono, Munur Yutsever, era conhecido como Mickey, o dono, e os filhos hoje é o Átila e o Metin, e tem o tio que é o Omar, Omar Yutsever, é, Átila Yutsever.
DELCÍDIO: Eu andava direto na época que nós estávamos abrindo uma mina de bauxita pela (Biliton) lá em.
EDSON: Qual o ano?
DELCÍDIO: Isto foi mil novecentos… acho que noventa e um, e nós tínhamos eles eles.
EDSON: Tava em Manaus?
00:20:22 DELCÍDIO: É, a base era Manaus, mas eles atendiam a gente, que a nossa base era Santarém e e e
EDSON: Eles tinham muito bandeirantes. / DELCÍDIO: É é nós voávamos com bandeirantes
EDSON: DC3 Bandeirantes
DELCÍDIO: Rico Táxi Aéreo, isso mesmo …
mas aí existe hoje ainda.
EDSON: Até pouco tempo caíram dois aviões dele, Manaus eu não sei se eles fecharam, não sei o que aconteceu, hoje eu tô afastado desde algum tempo.
00:20:48 DELCÍDIO: Bom agora Edson, só para a gente resumir esta questão jurídica, então já tá com o HC aqui viu. E é basicamente ele e o Duque juntos né.
EDSON: Isso. / DIOGO: Na mesma situação ó. / 00:21:02 DELCÍDIO: O STJ, ontem eu conversei com o Zé Eduardo muito possivelmente o Marcelo na Turma vai sair.
EDSON: Acredito. / BERNARDO: Quando aquele dia ele já (…) agora é a qualquer momento. [vozes sobrepostas]
DIOGO: A decisão, a decisão foi muito, a decisão que negou pro Dantas, né, foi muito … sem nada né, literalmente assim deixa jogar pra turma.
DELCÍDIO: Pois é, jogar pra turma pra turma julgar né. Isso acho que é bom. 13 / 50
EDSON: É. Eu tô com aquele outro HC que tá na mão do Fachin./ DELCÍDIO: Tá com, tá com o Fachin?
EDSON: Tá.
[vozes sobrepostas]
DELCÍDIO: Ah é você me falou (…) / EDSON: Que é pra anular (…) / DELCÍDIO: Conversar com Fachin.
00:21:39  EDSON: Se a gente anula aquilo, a situação de todos tá resolvido por que aí eu vou anular em cadeia, eu anulo a dele, Paulo Roberto, anulo a do Fernando Baiano. [vozes sobrepostas]
EDSON: A do Fernando Baiano eu anulo.
DIOGO: É pra anular a delação premiada.
EDSON: Eu peço aí, aí, oh só. [vozes sobrepostas]/ EDSON: Paulo Roberto, por que, por que foi homologada pelo Supremo, aí eu consigo anular a do Ricardo Pessoa, enquanto Supremo também eu peço suspensão e anulo aquela porcaria também em situação idêntica. Consigo anular a do Fernando Baiano, a do Barusco e a do Júlio Camargo. Pô cara!
DELCÍDIO: E tá com o Fachin? Eu tô precisando fazer uma visita pra ele lá hein!
EDSON: Essa é a melhor por que acaba a operação. Por que se na decisão disser que não anula apenas [vozes sobrepostas]
DIOGO: É a 130 a 106? / EDSON: eu tenho aqui, eu tenho aqui (…) espaços, por que se isso aqui for anulado e se a decisão disser a partir [vozes sobrepostas].
DELCÍDIO: Você quer atender? / EDSON: Não, é mensagem, mas a partir da anulação tudo resta nulo, tudo.
00:23:02 DELCÍDIO: Isso tá com o Fachin? / EDSON: E o bom, a nossa tese é cível, e ele é civilista.


DIOGO: Exatamente. / EDSON: Isso foi a melhor coisa que aconteceu (…) foi pô, Fachin (…) [vozes sobrepostas]
BERNARDO: O problema é ele, ele, tem a possibilidade de ele redistribuir uma porra assim?
EDSON: Não! / BERNARDO: Não! / DIOGO: Não, não, acho que não! / EDSON: É ele. Não tem jeito!
00:23:25 DELCÍDIO: Diogo, nós precisamos, nós precisamos marcar isso logo com o Fachin, viu!
DIOGO: Hum rum! / DELCÍDIO: Fala com o Tarcisio lá. DIOGO: Tá!
DELCÍDIO: Pra ver se eu faço uma visita pro Fachin.
EDSON: Esse todo mundo devia cair em cima e pedir por que resolve tudo
DELCÍDIO: Esse mata tudo… Quer dizer sobre o ponto de vista jurídico em função do HC só tá faltando o Gilmar.
DIOGO: Han rã!
DELCÍDIO: E eu vou essa idéia do Edson é boa, e eu vou falar com Renan também … é, é, e na verdade tá tá Renato e e EDSON: Isto, são os dois
DELCÍDIO: E Nestor está na mesma, na mesma, (…) / EDSON: E aí vai servir para Zelada também
que é igual [vozes sobrepostas]
DELCÍDIO: E outra é falar com Tarcísio para marcar um café meu com Fachin … é importante isso.
EDSON: Nesse o Zelada vai junto. Ele vai dar extensão pro Zelada.
00:24:12 DELCÍDIO: Aí puxa… Bom, depois, havendo a soltura aí são outros quinhentos que tem que
avaliar. // EDSON: Isso aí.
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BERNARDO: Sim, a gente a gente operacionaliza rapidamente e a gente só vai precisar do…
EDSON: Eu preciso mantê-lo aqui por enquanto, mas eu quero examinar analisar muito calmo essa situação do TRF, questão de tempo.
BERNARDO: É, acho que vai depender muito do resultado desse HC, por que até [vozes sobrepostas] sim (…)
EDSON: Só depende do HC.
BERNARDO: Não, do do Fachin, por que aí (…) é sinal que a coisa aí ele (…) teria mais motivo pra ficar.
EDSON: Ah, sim!
BERNARDO: Se se se começar a anulação. / 00:24:55 EDSON: Tudo anulado não tem porque fugir porra. Não vai dar nada pra ninguém… Bom, então é … Eu não falei com Kakay, eu falei por alto com Kakay. Eu encontrei com ele num restaurante no Leblon, ele até me pediu uma cópia desse HC, eu não mandei a cópia pra ele, tá, eu esperei falar com vocês pra saber se falo ou não falo com ele … por que eu tenho medo.
DELCÍDIO: Ele vai usar esse HC. / EDSON: Vai. / DELCÍDIO: E vai dizer que é dele.
EDSON: Pra mim não tem problema, olha só. / DELCÍDIO: O importante é resolver, né.
EDSON: Se resolver. / DELCÍDIO: É mas, não sei se. / EDSON: Eu não sei se ele atrapalha ou se ajuda.
DELCÍDIO: É é o problema é esse, porque o Kakay pelo estilo que ele tem é complicado.
EDSON: É, é. / DELCÍDIO: Eu não sei. / EDSON: Ele vai dizer, porra, a minha avaliação dele é a seguinte: ele pode querer derrubar esse pra aproveitar o corpo desse e fazer um outro.
DELCÍDIO: E fazer um outro e dizer que é dele. 16 / 50 / EDSON: Exatamente. Ele abrir o estilo dele.
DELCÍDIO: Ele é muito complicado. / EDSON: É, é vaidade pura ali. / DELCÍDIO: É um cara difícil de você.
EDSON: Éu sei  / 00:25:55 DELCÍDIO: Bom, outra coisa. Com relação ao nosso amigo lá, de São Paulo, a única coisa, o momento que a gente tá vivendo é um momento que a gente tem que ter muito cuidado nas coisas, eu fui falar com ele na semana passada, o Diogo te falou né. É, eu tive com ele … aquele … anexo que o Nestor. Queria, eu que ria fazer uma pergunta pra vocês, o seguinte. Aquele anexo do Nestor que que eu conheço.
BERNARDO: Pela Época. / DELCÍDIO: Pela… não / DIOGO: Por vocês mesmo / BERNARDO: Ah, tá!
DELCÍDIO: É, é, o o material que o próprio Edson encaminhou pra mim. / BERNARDO: Sim, sim!
DELCÍDIO: Edson, eu achei estranhíssimo porque o da Época foi calcado naquele
00:26:46 BERNARDO: É, mas (…) [vozes sobrepostas] a gente não sabe por que se já tinha o Musa falando, se já tinha o Riera fornecendo informação por que tem coisa ali que a gente não tinha.
DELCÍDIO: Não tinha. / BERNARDO: Não tinha conhecimento. Não tinha, não tinha passado pelo Ministério Públi-
co.
DELCÍDIO: Entendi. / BERNARDO: E não sei se eles botaram na conta do meu pai essa estória em função das
informações que ele já tinha.
DELCÍDIO: A matéria eles botam na conta de quem eles querem.
EDSON: Tudo. / BERNARDO: É exatamente.
00:27:14 DELCÍDIO: Bom, aí eu cheguei lá, sentei com o André, falei ó André eu tô com o pessoal… é, eu já conversei com a turma, … já falei com o Edson, vou conversar com o Bernardo,
é, eu acho que é importante agora a gente encaminhar definitivamente aquilo que nós conversamos. É, você mesmo me procurou, né, até pra (distoriar) que ele me procurou, ele tava preocupado, né, especialmente com relação aquela operação (…) dos postos, né.
BERNARDO: Sim. / DELCÍDIO: É, aí e eu procurei o Edson, a gente entende que você tava e nós também nos distanciamos quando vocês deram o sinal também, nós.
BERNARDO: Sim. / DELCÍDIO: Ficamos de longe até em função do que tava acontecendo lá, e o próprio as próprias ações do Nestor e nós procuramos respeitar, por isso que nós distanciamos, né, por que nesse momento quem.
EDSON: É, foi até pedido do Bernardo. / 00:28:24 DELCÍDIO: Pedido de vocês. Quem tem a temperatura das coisas melhor que isso, são vocês. Ele disse não Delcídio, não tem problema nenhum, oh, eu tô interessado, eu preciso resolver isso, oh, o meu banco é enorme se eu  tiver problema com o meu banco eu tô fudido, só para (distoriar) vai que você não conhece essa estória, oh eu quero ajudar, quero atender o advogado, quero atender a família, ajudo, sou companheiro, pá pá. E a conversa fluiu bem. A única coisa que eu achei estranho foi o seguinte: é no meio da, por que banqueiro vocês conhecem, vocês sabem como é que banqueiro é foda, né. Ele quer ajuda, ele quer apoio, ele dá apoio, mas ele chora as pitangas e vai criando, onde ele puder enganchar, ele engancha. Ele trouxe um paper, aquele paper.
EDSON: Hum!  / DELCÍDIO: É, do Nestor. Mas com anotações que suponho tem a ver com as do Nestor. Vocês chegaram a ter acesso algum documento assim?
EDSON: Eu não, você viu? / BERNARDO: Ele fazia mas ficava com ele na cela.
DELCÍDIO: Pois é, então ou alguém reproduziu isso.
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BERNARDO: Esse, esse que é o lance… o que foi vazado a gente acha que pode ter sido vazado ali de dentro, Youssef na cela com ele, uma coisa assim.
DELCÍDIO: Por que aí. / BERNARDO: Mas, não sei. / 00:29:53 DELCÍDIO: Ele complementa
DIOGO: Até mesmo o que a gente tem, ele vem complementando. / DELCÍDIO: E ele vem complementando. En-
tão vou dar um exemplo. 00:30:02 EDSON: Olha só… O que eu tenho é o original porque a Alessi me passou e passou pra vocês.  / DELCÍDIO: Pois é, mas esse, tem anotações a
mão.
EDSON: Tinha umas anotaçõezinhas do Nestor (…) num tem jeito
DELCÍDIO: Aí… ele pegou. Porque eu não tinha. Não tinha falado nada que eu tinha o documento. Num falei nada. Dentro daquilo que nós combinamos. Num falei porra nenhuma. Aí ele falou olha, Delcidio ta aqui ó. Aí ele pegou e viu lá no (embandeiramento) Você disse que não ia falar. Ai porque eu peguei… dei uma desviada né. Eu sabia há muito tempo…
00:30:56 BERNARDO: Mas eu não sei porque tem
uma versão que ficou a Alessi. Eu até tenho
um e-mail com Edson falando isso, que é a
versão que a gente apresentou para os procura-
dores. São tópicos e tem muita coisa que não
vai.
DELCÍDIO: Não mas esse que ele tava é
igual a esse do Edson
DIOGO: Era de 44 (páginas)
BERNARDO: Eu falei (…) não vamo tirar. A
gente tira.
EDSON: … Foi aquele caderno que a Alessi
me entregou e eu entreguei pra quem? Pra
você ou pro Riera? Pra você…
BERNARDO: Pro Riera.
EDSON: Direto. Então é o mesmo
BERNARDO: Pode ter sido.
EDSON: Então quer dizer… Foi esse que foi
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entregue à Procuradoria?
BERNARDO: Não
EDSON: Não foi?
BERNARDO: Não.
EDSON: É menos?
BERNARDO: É menos.
00:31:38 DELCÍDIO: Essa tese do Bernardo pode ter
acontecido que tiraram de lá da cela.
BERNARDO: Sim. Só pode.
EDSON: De qualquer maneira…
BERNARDO: Porque o Fernando… (Vozes
Sobrepostas)
00:31:50 EDSON: Só pra colocar. O que que eu combi-
nei com o Nestor que ele negaria tudo com re-
lação a você e tudo com relação ao (…). Tudo.
Não é isso?
BERNARDO: Sim
EDSON: Tá acertado isso. Então não vai ter.
Não tendo delação, ficaria acertado isso. Não
tendo delação. Tá? E se houvesse delação, ele
também excluiria. Não é isto?
DELCÍDIO: É isso.
EDSON: É isto.
DELCÍDIO: Bom, aí mas porque que eu to fa-
lando isso.
EDSON: Porque aí não tem nada assinado.
BERNARDO: É, basicamente isso.
00:32:29 EDSON: Não e mais existe um termo de con-
fidencialidade que mesmo que tenha a letra do
Nestor… um grafotécnico… o grafotécnico só
pode ser feito no original… Depois desse termo
se o MP fizer ele tá ocorrendo em crime. Ele tá
vedado. Então valor probatório nenhum. Isso
vira prova nula.
DELCÍDIO: Mas Édson, entendo… coloque
na situação… Ele pegou porque…. Vocês co-
nhecem o André Esteves ou não?
EDSON: Não
DELCÍDIO: André tem 43 anos.
BERNARDO: É novo.
00:33:03 DELCÍDIO: É um puta de um gênio cara.
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Você conversa com ele é uma máquina, uma
locomotiva o cara. Aí ele oh Delcídio, porra!
porque que eu… me veio a isso… Como ele
chegou a isso eu não sei te dizer. Não sei. …
fiquei na minha… e eu fingi surpresa. Porra
André, você conseguiu como? E aí ele mostrou
o paper e com anotações. Então por exemplo…
aí ele foi virando as páginas e eu fui vendo…
No paper que você me mandou tem lá por
exemplo: o Jorge Lúcio, Jader e Renan. Aí tem
uma anotação que eu suponho que é do Nestor
e bota assim (Del)… no caso, então suposta-
mente, corrigir. Depois…
BERNARDO: Eu saberia… saberia identificar
a letra dele né…
DIOGO: É pois é, eu não tenho…
DELCÍDIO: Eu não podia nem pedir isso
BERNARDO: Não, o que? Tem o que? Essas
anotações?
DELCÍDIO: Não, mas você tem essa anota-
ção?
EDSON: Eu tenho e você conhece.
BERNARDO: Isso já foi mexido
00:34:19 DELCÍDIO: Não, não, não… Mas esse docu-
mento o Edson é o documento padrão. (não é
digitado)
EDSON: Vamos ver se é isso aqui…
DIOGO: Quer beber alguma coisa ou não?
DELCÍDIO: Não, não, não.
DELCÍDIO: Eu preciso comer, senão eu des-
maio. Eu to tomando…
BERNARDO: A gente almoçou cedo
DELCÍDIO: Eu to tomando uma medicação
que se eu não comer é foda.
DELCÍDIO: É é um que é digitado mas com
anotações
EDSON: to. Não? Então vamos ver outra.
Essa é sua?
BERNARDO: uhum
EDSON: Essa é sua também?
BERNARDO: não
EDSON: Não?
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EDSON: É do teu pai?
BERNARDO: É
EDSON: É?
BERNARDO: Acho que é
EDSON: (Quem) queria.
BERNARDO: Não é do Collor
EDSON: Pera aí, vamos lá… Vamos buscar
mais…
BERNARDO: Mas e aí?
DELCÍDIO: Aí, por exemplo, no tópico da
Dilma…
EDSON: E aqui…
DELCÍDIO: Ele complementa…
EDSON: Olha aqui.
00:36:13 DELCÍDIO: Então ele bota assim, a Dilma sabia de todos os movimentos de Passadena.
EDSON: E esse aqui?
EDSON: Como quem… depois aqui embaixo..
EDSON: É teu?
BERNARDO: É. Isso é meu.
DIOGO: Deixa eu ver.
DELCÍDIO: Esse aqui é…
DIOGO: É dele.
EDSON: Não, mas não é essa daquei não. É
uma letra, é uma letra corrida
DELCÍDIO: letra de forma eu guardaria
DELCÍDIO: Ah ah, eu presumo…
EDSON: Isso é tudo maravilhoso. (Se fudendo) é ótimo.
DELCÍDIO: Não, mas não é essa letra de forma não é não.
BERNARDO: Mas é o que você falou. Isso tá
com confidencialidade e e e não foi essa tanto
que tá minha (…)
EDSON: É, Essa é dele
BERNARDO: É dele. É dele
EDSON: Estudou com o Collor
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00:37:44 DELCÍDIO: Eu só sei o seguinte. Vamos lá. Ele num. Ele é… É uma letra por extenso.
EDSON: Não escreve por letra de forma não?
BERNARDO: Não, escreve por extenso ele.
DELCÍDIO: Mas o Edson, pra gente liberar
só a… só a… Mas o que, o que me chamou
atenção foi aquele documento digitado mas
com anotações
EDSON: Esse tem anotações também, agora…
né?
BERNARDO: Pode ter sido na cela
DELCÍDIO: Aí por exemplo, no caso da Dil-
ma, ele disse: A Dilma sabia de tudo de Passa-
dena. Ela me cobrava diretamente. “Pa Pa Pa”
Fiz várias reuniões
EDSON: Fez (duas)
DELCÍDIO: Não entendi
BERNARDO: Quer dizer é sigla né?
(Vozes Sobrepostas)
00:38:57 DELCÍDIO: Bicho eu não sei. Eu sempre tive
uma letra por extenso. E é uma cópia não é as-
sim azul. É preto.
EDSON: Mas é cópia. Isso é cópia então. / DELCÍDIO: Aí ele fala da Dilma. Dizendo que: a Dilma acompanhava tudo de perto. Pa-
papa Papapa Papapa…
EDSON: Esse tal de “donguinho” Essa letra é dele?
BERNARDO: Essa letra é minha mas éeeeh, porque ele me corrigiu… Isso aí nem sei quem é.
EDSON: Isso aí…
DELCÍDIO: É, é, é, mas isso… pois é, mas isso você já tinha me perguntado. Mas não é essa letra não.
EDSON: Não essa letra é dele.
DELCÍDIO: Não é essa letra não. Tenho certeza que não é.
EDSON: Ver se eu acho aqui porque porra tem que tá aqui
00:39:47 DELCÍDIO: Edson, talvez seja uma anotação  / dele que ele tenha guardado lá. É a única razão
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BERNARDO: Sim! Ele ficou com muito papel, muito caderno, muita…
EDSON: Só se tem gente pegando coisa dele lá
BERNARDO: Não, mas isso a gente já sabia desse risco. A gente tentou evitar
00:40:03 EDSON: Tem nada aqui não só tem essa.
BERNARDO: Mas agora, é.. não serve como prova.
DELCÍDIO: Eu vou tentar arrumar, eu vou tentar vê se consigo arrumar.
EDSON: Uma cópia. / DELCÍDIO: Uma cópia. / EDSON: Isso.
BERNARDO:  Porque de repente, dos Procuradores né…não sei..
DELCÍDIO: É estranho.  / BERNARDO: Estranho.
00:40:20 DELCÍDIO: Mas aí, eu comecei a ver, e eu achei, eu comecei, quando eu fui vendo, aí ele viu, viu BTG e tal não sei o que. É.. eu falei porra Delcídio, não fala nada. Olha eu desconheço, eu vou checar direitinho, o advogado dele tá fora, né. É.. eu eu não tenho falado com… até citei o teu nome, perdoe-me Bernardo citei o teu nome. O…
BERNARDO: Eu entrei nesse processo mais para o final, nas primeiras reuniões eu tava. Falei não, eu preciso ajudar aqui pra conduzir até porque a gente passou a conversar. Mas…
00:41:03 DELCÍDIO: Bom, mas aí eu comecei a ver… é…é.. e ele folheando, aí eu olhava, lia, fingia que tava lendo, né. Eu já tinha visto, já tinha me dado, tinha mandado. Mas aí, e comecei a ver as anotações e eu peguei todas elas e aí eu fui olhando página por página as anotações, né. Tem várias anotações. É, tem várias anotações e o que me chamou atenção que eu achei que poderia ser, é… é… é… a letra do Nestor, na última página dá uma olhada…na última página. tem assim ó, é… acordo 2005 Suíça.
BERNARDO: Hurum. / 00:42:03 DELCÍDIO: Aí, ele bota assim ALSTOM.
BERNARDO: Hum! /
DELCÍDIO: Aí ele diz, aí ele bota assim… / EDSON: Acho que não tá apresentado não.
BERNARDO: Oi? Não. Isso foi… / DELCÍDIO: Mas ta trás. Eu vi porque tá escrito.
00:42:15 BERNARDO: Não, não foi. Com certeza não foi. O problema é que eles jogaram esse verde…
DELCÍDIO: Mas ele anotar…
BERNARDO: Naquela primeira reunião que eu tive… [vozes sobrepostas]
EDSON: O MP, foi até o (….) que me contou. Eles falaram isso aí, sobre a Suíça né, jogando
verde.
BERNARDO: É, tanto é que naquela primeira reunião.
00:42:34 EDSON: E até eu tinha falado para o teu pai, sobre esse assunto, não falo porque eles não podem usar esse documento, que o Procurador de lá entregou, que eu sabia que tinha entregue oficiosamente. Eles não têm isso  oficialmente, eles não podem usar isso em hipótese alguma.
DELCÍDIO: Tá lá assim, acordo de 2010, aí ele bota lá um troço assim, eu não lembro o nome agora, porque porra rapaz! Eu levei um…Você imagina, você vai conversar com o cara, de repente o cara me aparece com uma porra daquela, quer dizer, como é que esse cara conseguiu? E com as anotações, aí ele diz assim, ele cita o nome Guimarães operador Delcídio E se..se fosse, que vantagem eu teria de falar para vocês que eu não…
BERNARDO: Sim.
DELCÍDIO: Mas aí eu vi o troço, inclusive o cara mesmo, o André falou assim ó, mas eu tenho uma anotação tua aqui, olha aqui ó, ele me mostrou na última parte. Inclusive, é aquele caderno né, que ele…aquele material que você mandou… onde aparece esse comentário… a mão, né. E eu fiquei quieto.
EDSON: Porque pode ter sido alguma anotação que você tenha feito na hora da reunião, tá.
DELCÍDIO: Não, mas não é. É a mesma…
EDSON: Tá, você tava anotando alguma coisa lá?
00:43:54 DELCÍDIO: Não, mas não é. É a mesma letra das outras folhas. É a mesma letra, por extenso (…) mesma letra. Bom, para resumir a ópera, eu disse a ele, eu disse não eu vou conversar com eles até para saber o que que é que está acontecendo. Porque rapaz…você.. é igual, você entrar… vai jogar contra um time o cara faz 5×0 em você em 10 minutos.
BERNARDO: Alemanha.
DELCÍDIO: Puta que o pariu, né! Aí, aí eu disse olha você me dá um tempo que eu vou olhar isso, mas ó.. André pô! O advogado do Nestor é um cara sério, um cara que tem tem história, e tal, família do Nestor, eu conheço a família desde… O Bernardo, por exemplo, conheço desde pequeno e foi assim. Mas agora, eu acho que eu já, eu acho que essa tese tua alguém…
BERNARDO: os caras não tinham uma escuta em cima da.. da cela?
DELCÍDIO: Alguém pegou isso aí e deve ter reproduzido. Agora quem fez isso é que a gente não sabe.
00:45:03 EDSON: É o japonês. Se for alguém é o japonês.
DIOGO: É o japonês bonzinho. / DELCÍDIO: O japonês bonzinho? / EDSON: É. Ele vende as informações para as revistas.
BERNARDO: É, é. / DELCÍDIO: É. Aquele cara é o cara da carceragem ele que controla a carceragem.
BERNARDO: Sim, sim.
DELCÍDIO: Bom, é para gente deixar é… é…claro as coisas, bom…é, eu fiquei de falar… eu disse a ele que eu fiquei de falar com vocês essa semana, que a gente já tinha…o Diogo já tinha combinado com vocês. Eu to indo amanhã para São Paulo. Vou conversar e já vou combinar um papo nosso lá.
EDSON: Tá! O que eu queria que você ouvisse do próprio Bernardo. Com esse acordo, isso foi feito, falado por mim e pelo Bernardo amanhã… ok? Tá certo…
BERNARDO: O que? / EDSON: De que não haverá ninguém para pedir mais nada pro Delcídio, nem (…)
BERNARDO: É, a hora é essa sim porque… / EDSON: Valeu?
BERNARDO: Os caras deram esse, esse… 00:46:00 DELCÍDIO: Agora a única coisa, Bernardo,
sabe que, que é…é que eu fiquei… porque rapaz, eu tava falando com o Diogo. Rapaz! Eu levei um choque, eu cheguei quando o cara vem, ele deixou… ele conversou comigo, mas pera aí que eu quero te mostrar uma coisa…e me aparece com aquele negócio.
EDSON: Tudo bem olha só… / DELCÍDIO: Só que aí… / EDSON: Poderia ter sido até muito mais.
DELCÍDIO: Ter anotado. [vozes sobrepostas] / BERNARDO: É mas…[vozes sobrepostas]
EDSON: [vozes sobrepostas] aí não pode ser usado… agora mas isso numa revista.
DELCÍDIO: É uma merda, entendeu? E mexe com a cabeça…
BERNARDO: Isso não tá na Época né? [vozes sobrepostas]
EDSON: Não, não.
BERNARDO: Para você vê né. [vozes sobrepostas] já é outro…parece que já é outra versão..
DELCÍDIO: Deve ser outra versão. E na cabeça deles..pô.. ele…
EDSON: Só quem pode tá passando isso, Sérgio Riera
BERNARDO: Mas eu já cortei… / EDSON: Milton e Youssef. / DELCÍDIO: Quem que é Milton?
BERNARDO: É o japonês. / EDSON: E o Youssef, só os dois. [vozes sobrepostas] O Sérgio, porque o Sérgio traiu…
00:47:06 BERNARDO: Sim. Ele fez o jogo do MP, assinou. Tá..tá
EDSON: Fernando
BERNARDO: Fernando tá solto, Fernando… / EDSON: (…) o Youssef, em cada delação que ele faz ele melhora a situação dele lá dentro.
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DIOGO: Ele saí na semana que vem? / DELCÍDIO: Quem? / BERNARDO: Fernando Baiano.
DELCÍDIO: Ah, ele já sai semana que vem? / BERNARDO: Semana que vem.
DIOGO: Eu pensava que era no fim do mês. / BERNARDO: Não.
00:47:30 DELCÍDIO: Não sei se é impressão de vocês, porque, por exemplo, aquilo que ele fala a meu respeito ele sempre cita o Nestor, tem alguma validade isso?
EDSON: Nada.
DIOGO: Não?
EDSON: Só se o Nestor (…)
BERNARDO: Eu não vi a delação, não. 00:47:44 EDSON: Não, mas hoje eu conversei com o Sérgio na praia, eu sentei com ele lá num barzinho na praia e ele me disse, né. Até para tranquilizar…eu falei olha só, to dependendo desse assunto….acho que eu te falei isso…
DELCÍDIO: Tu me falou…
EDSON: Eu to dependendo desse assunto (…) O que que tá lá? Ele disse ó fica tranquilo, que ele realmente falou, mas ele coloca o Nestor para confirmar, se o Nestor não confirmar, ele não era funcionário, ele não deu dinheiro, (…) então… Se não tem a confirmação, não tem nada. Foi o que ele me disse, eu não li nada dele lá. Mas segundo o Serjão, tudo ficou para o Nestor confirmar.
DELCÍDIO: Não, é bom a gente mandar tudo. Mandar o… Pede para o Edson.
EDSON: Eu não tenho. Ele tá nos enrolando, porra! há muito tempo.
BERNARDO: É, ontem eu sentei com ele…
EDSON: A mim, ao Nélio a todo mundo. Ele não entrega nada para ninguém.
00:48:36 BERNARDO: Ele falou que ia abrir… porque eu falei eu porra, vem cá, a gente ajudou. O Fernando diz que é amigo do meu pai, aí ele tá…usou os anexos como…
DELCÍDIO: Isso é uma vergonha! É uma vergonha o que ele fez! Bicho! Para as oportunidades que o Nestor deu, porra! Pro, 28 / 50 pro, pro…Fernando
EDSON: Fernando. // DELCÍDIO: Fernando fazer uma calhordice dessa, uma… uma canalhice dessas.
00:49:03 EDSON: É ele segurou para o Eduardo. Não botou o nome do Eduardo.
DELCÍDIO: Inclusive no texto tem diálogos dele com o Eduardo com relação a outras pessoas. Que impede né (….)
BERNARDO: Caiu meu Ipad aqui (…)
[Ruídos]
DELCÍDIO: (…) Mas esse é apple?  // BERNARDO: É. É o Ipad. É…é.
DELCÍDIO: Então é… assim… é… tudo isso é inacreditável.


00:49:41 EDSON: Quero dá uma olhadinha nisso, para passar para teu pai.
00:49:55 DELCIDIO: E ele relata coisas, assim, tipo, é que eu liguei pro Nestor junto com o Silas. Se o próprio Nestor viesse imediatamente aqui a Brasília para uma reunião com o Jader, com não sei quem…eu reuni… você sabe que eu já levantei minha agenda inteira. Eu tenho a me lhor secretária do Senado disparado, não tem ninguém melhor que minha secretária. A minha secretária faz umas (…) diária de tudo que eu faço, de ligação que eu fiz de com quem que eu converso ela sabe tudo, tudo, nem minha mulher sabe onde é que eu ando como a Genilce sabe. O período que ele fala eu não tive contato com esse pessoal.
EDSON: Maravilha! Maravilha
DELCIDIO: Hoje eu chequei com a Genilce antes de vir para cá, não tem um telefonema, não tem uma agenda.
EDSON: (Genilce, geral) ou Gerusa é?
DELCIDIO: Na CPI dos Correios
DIOGO: Ele não era Senador. No período que falam das reuniões prévias né de 2006
EDSON: Não era Senador? / DIOGO: Não, estava licenciado / DELCIDIO: Eu não era senador.
DIOGO: Nem em Brasilia ele tava.
29 / 50
00:50:53 DELCIDIO: Mas não tinha nenhum. Nós checamos ligação checamos tudo. Olha que exagero, quanto eu recebia, se eu ia jantar em algum lugar com quem, que ela anota tudo.
EDSON: fica confirmada a minha tese. A pessoa quando vai pra delação sendo torturada fala a verdade
00:51:11 DELCIDIO: E conta uns troços. Pra vcs terem uma idéia o Silas veio me procurar na semana seguinte a matéria da Globo. O Silas chegou pra mim e falou Delcídio com todo respeito eu saí da casa do Sarney agora porque o Silas é (…). Aí ele disse assim Delcídio eu fui lá no Sarney e disse pro presidente Sarney o seguinte: porra falar que eu me reuni com o Jader ou com Renan tudo bem, mas com o Delcídio? O único cara que eu teria intimidade pra falar determinadas coisas é com o Delcídio porque eu conheço o Delcidio desde 1988 e nunca o Delcidio eu mesmo ministro teve a ousadia de me pedir qualquer coisa. Aí fala que ele ia viajar e tava apavorado dele ser preso e eu falei Silas se manda vai viajar com tua família esqueça dessa porra aqui qualquer coisa deixa suas coordenadas eu te aviso. Mas ele mesmo foi lá vc me desculpa Delcidio porque porra eu acabei de sair da casa do presidente Sarney mas um troço completamente fora de esquadro mas nós checamos tudo levantamos tudo. Hoje inclusive antes de vir para cá eu peguei com a Genilce vi lá o resumo todo né desde que eu tomei posse como Senador com quem que eu falei e tal não tem. Esse período que ele cita que é 2006 e 2007, nada.
EDSON: Ótimo 
DELCIDIO: Pra não dizer que não tem nada tem uma ligação do Jader pra mim eu acho que dezembro de 2006 e depois duas ou três ligações em no segundo trimestre de 2007
EDSON: O que eu posso fazer, a única coisa que eu posso fazer (…)
DIOGO: Considerando que são dois senadores se falando né
BERNARDO: Se falando…rs
00:53:15 EDSON: O que tenho feito e você pode utilizar quando sai alguma reportagem dessa eu vou pra imprensa faço uma nota eles não publicam aí eu boto no meu facebook então você 30 / 50 pode usar isso Mato Grosso.
DELCIDIO: Você acha que eu ia chamar pra falar com um pastor que não sabe falar / EDSON: Mas o que vier daqui pra frente esse é o procedimento eu tenho negado tudo e vou continuar negando
BERNARDO: Mas, mas ele… / DELCIDIO: Isso é importante
(…)
DELCIDIO: Então Bernardo o que que eu vou fazer: eu amanhã tô indo a São Paulo já vou conversar com ele e nós….Você semana que vem não tá aqui né? Como que eu falo com você? Não. Eu eu vou fazer o seguinte da conversa amanhã eu acordei com você pra você tabelar com ele. E em princípio Bernardo, é São Paulo 00:54:24 BERNARDO: Eu fiquei muito preocupado porque o Edson ele comentou que por duas vezes foi revistado no…. aí eu falei foi até um dos motivos que eu falei então é melhor a gente não se encontrar porque os caras estão em cima.
DELCIDIO: Eu combinei com eles o seguinte e aí também pra mim é mais seguro. Porque pô bicho do jeito que tá esse troço pelo menos (acordo em casa) na cabeça dele eu não sou eu tenho relação com ele o bicho quando você tá indo ele já foi e voltou umas dez vezes. Ele fala assim pô você ta vendendo os caras. Não ganho porra nenhuma e ai pô a operação que ele tá fazendo é pra ele. Ele pode pensar assim. Por isso que é importante que ele veja vocês. Ele…
EDSON: Ele tem que sentir  / DELCIDIO: tem que sentir. Então porque que eu vou fazer. Eu amanhã vou lá vou explicar pra ele isso o que está acontecendo à luz aí do que vocês me contaram.
EDSON: É bom o senhor ir também. Não é só advogado, porque porra advogado as pessoas ficam em dúvida.
00:55:36 BERNARDO: Mas…não sei como colocar  isso assim. Mas a gente precisa a gente ainda tem a possibilidade de fazer um acordo. E dessas informações serem usadas. Então a gente precisa desse posicionamento claro nesse momento assim.  / DELCIDIO: Claro. Claro   / BERNARDO: Isso foi indicação do meu pai. Falou ó é a hora deles me ajudarem
DELCIDIO: Claro. Pô mas nós sempre andamos juntos   / BERNARDO: Tô falando do do…só que assim claro que tá no papel. Tá na mão do meu pai assim. Ele que se retirou das negociações.
EDSON: Papel você não (inaudível)  / BERNARDO: É não isso não serve pra nada
00:56:13 DELCIDIO: Agora o que eu levei um susto é que de alguma maneira o cara manteve isso
BERNARDO: Isso é foda o cara realmente não tem
DELCIDIO: Já já a gente ajustar as coisas lá
EDSON: Porque pode ser informação da Alstom
DELCIDIO: E tava lá atrás tava na última página virada na parte em branco
EDSON: Isso eu não vi. Mas… 
00:56:40 BERNARDO: Isso foi aquela estória que no final você falou. Que no final eles jogaram. A gente sabe que vocês fizeram que você fez acordo com a Procuradoria que é um acordo de confidencialidade mas que em off o tal do procurador suíço
DELCIDIO: Mas ele chegou a fazer algum acordo com aquele procurador suíço?
EDSON: Foi fez. Pagou
DELCIDIO: Mas a título de que ele fez?  / EDSON: Pagou. Pra não ser processado.
BERNARDO: Pra não ser processado lá.  / DELCIDIO: Ah por causa de depósito em conta?
EDSON: Todo dinheiro que tava lá na Suíça ficou pra Procuradoria da Suíça. Então ele foi processado e o assunto morreu aí.
DELCIDIO: Pois é. E esse dinheiro era o dinheiro da Alstom? Ah foi por isso que ele fez o acordo? Entendi. Ele nunca me falou isso
EDSON: Ele, o Moreira  / DELCIDIO: Ele diz lá Nestor, Moreira, tem mais uns nomes que não me lembro. Que porra de (…) Fiquei na minha quieto. Porque também eu não podia…Falei não eu vou checar isso, vou tirar a limpo isso
EDSON: Não pode ser usado  / 00:57:48 BERNARDO: Agora o Fernando não falou dele? O Baiano. Do André?
DELCIDIO: Não aí é que tá. Eu não consegui.
EDSON: Não dos poços, eu acho que ele deve ter falado da África. Dos poços não. O acordo deixa eu falar aqui. Havia um acordo do Fernando com o teu pai que era para não se falar nisso. Até porque o Fernando tinha uma participação a empresa do Fernando tinha uma participação nisso.
DELCIDIO: Bernardo é o seguinte. Porque que nós pegamos a nossa parte. Nós conseguimos a duras penas arrumar aquilo que ele faz referência a mim.
BERNARDO: Sim  / DELCIDIO: E os outros a gente pegou um ou dois né. Tem vários mas não todos.
BERNARDO: Um, dois, três, quatro…seis  // DELCIDIO: É o que fala do Bumlai, do Lula, que é basicamente o roteiro. Foi o roteiro que ele pegou. É eu não sei questão de África. Isso eu não sei. África eu não sei.
EDSON: Eu não sei se ele falou sobre isso. Eu sei que ele fez um acordo com o teu pai para não falar sobre assunto porque era de uma empresa espanhola que se não me engano era dele também.
BERNARDO: Sim  / EDSON: Isso aí ele não confessou, ficou fora.  / BERNARDO: É pelo que eu sei meu pai não recebeu nada dessa estória
EDSON: Não  / DELCIDIO: E ce vê como é que ele é como é que ele é matreiro. A delação quando ele conta quando ele me conheceu quando eu era diretor e o Nestor era gerente que ele foi apresentado a mim por um amigo. Ele poupou ao Gregorio Marin Preciado.
EDSON: Ahhhhhh  / DELCIDIO:E as conversas que nós ouvimos é que numa dessas reuniões que ocorreram eu não sei com relação a qual desses projetos houve uma reunião dessa na Espanha que os caras já rastrearam quem tava nessa reunião e existia um espanhol nessa reunião que eles não souberam identificar quem era. Bingo!
EDSON: Gregório  / 01:00:14 DELCIDIO: Ou seja o Fernando tá na frente das coisas mas atrás quem organiza é o Gregório Marin. O Serra me convidou para almoçar outro dia e ele rodeando no almoço rodeando rodeando que ele é cunhado do Serra  / 
01:00:32 BERNARDO: José Serra
DELCIDIO: E uma das coisas que eles levantaram, houve uma reunião na Espanha, eu não sei se sobre sonda sobre, se sobre Pasadena, mas houve uma reunião na Espanha. Existia um espanhol na reunião que não foi identifica É o Gregório… É o Gregório… Não sei se, o Nestor conheceu o Gregório.
BERNARDO: Não sei, esse nome eu nunca ouvi falar.  / DELCIDIO: … mas o Nestor conheceu, porque quando o Fernando entrou na Petrobras ele conta, o contrato que o seu pai assinou com a (Union Fenosa) que foi um contrato, né, bem feito, pra gestão… de usinas termoelétricas, ele conta tudo isso aí. Até que eles queriam entrar até na (Termorio). Aí eu achei, quando eu vi aquele…
01:01:07
EDSON: Paulo não deixou. o Fernando entrar na (Termorio). // DELCIDIO: Quem não deixou?
EDSON: Paulo Roberto / DELCIDIO: Paulo Roberto? É, mas ele fala que, não, mas ele fala que…
EDSON: … na época… hoje?
DELCIDIO: É. Não mas aí ele disse… que… eu tinha uma inclinação pra botar os espanhóis pela experiência que os espanhóis… tinham é mas que aí houve uma decisão superior… que ele não diz quem, quem é…
EDSON: Ah, mas isso aí já é 2006… / DELCIDIO: Não, isso é dois mil e… dois mil e…
EDSON: Três e quatro.  / DELCIDIO: Não isso é…no, no dois mil… dois mil.
EDSON: Ah logo no início  / DELCIDIO: É… quando ele entrou, quando ele conheceu a Petrobras.
EDSON: Ah, tá.
DELCIDIO: Aí ele fala que houve uma decisão que tirou os espanhóis em cima da (TERMORIO) e botou um fundo.
EDSON: Isso. / DELCIDIO: Um fundo americano. Que é de quem? Do Paulo (Dote), que tava associado ao
Paulo (Dote). Ou seja, ele conta a história… Ele conta certinho a história e tal, mas diz que não houve nada e papapá, papapá. Mas que ele entendia que a minha preferência era com os espanhóis, mas aí veio uma ordem de cima pra colocar o tal pessoal da… Porque o Paulo tinha uma operação forte dentro da Petrobras. Sem pre foi. Hoje não sei se tem, mas antes tinha.
EDSON: Parou.  / DELCIDIO: É… Mas o, o, o… Então, e outra coisa que me chamou a atenção naquele material que você mandou, quando o Nestor fala como ele separa os quinze milhões, eu não tô na relação. Só tá embaixo dizendo assim: que ele doou um milhão e meio.
EDSON: (Dois) e meio.  / BERNARDO: Pra campanha.  / EDSON: Isso é o que deixou o pessoal puto do MP.
BERNARDO: É. // EDSON: Tava querendo proteger (…)  / DELCIDIO: E o que me intrigou é o seguinte: é que, quando veio o assunto… do Fernando… o Jornal Nacional botou uma matéria dizendo que eu teria tido uma participação em Pasadena de um milhão e meio… Só que na delação do Fernando não tem isso.
01:03:27
BERNARDO: Ah, na do Fernando não tem isso?
DELCIDIO: Não tem.  / EDSON: E a do Nestor quando ele cita você é contraditório.
DELCIDIO: É contraditório.  / EDSON: Porque se doou / DELCIDIO: Não, porque você pega os quinze milhões e vê como é que foi separado Moreira (…) não sei o que é lá, papapá, e separa. Porque pelo o que ele tá dizendo lá em Pasadena não tinha política. Era uma operação interna mesmo. Aí, só embaixo que ele coloca assim: não recebi os dois milhões e meio… Doei um milhão e meio para o Delcidio. (…) doou
EDSON: …até tá grifado embaixo / DELCIDIO: doou… Doou em que condição? Como é que foi?
01:04:09
EDSON: Aí foi perguntado a ele. (…) disse: o Delcidio sabia da ilegalidade? Não.
BERNARDO: Isso foi na primeira reunião. / EDSON: Cê tava lá?… … E o pessoal ficou puto da vida dizendo que ele tava protegendo você, mas que não tinha problema que tinha muita coisa contra ele depois.
BERNARDO: Não, isso eu não me lembro.  / EDSON: (…)
BERNARDO: Sinceramente isso eu não me lembro. Agora…
EDSON: … que eles disseram que tinham outra coisa…
BERNARDO: Que eles fizeram outras reuniões sem mim. Mas aí parou, deu um “pause”.
DELCIDIO: Agora, então… o que eu queria combinar com vocês… … Que eu vou ter que voltar pro meu inferno lá. (Risos discretos). É, é … eu amanhã tô lá, aí nós já agendamos. Eu vou tentar ver se a gente faz uma conversa no Rio de Janeiro.
EDSON: Ok.  / 01:05:00 / DELCIDIO: É melhor. E aí a gente encaminha as coisas conforme o combinado. Vê como é que vai ser a operação de que jeito contratualmente, aquilo tudo que eu conversei com você.
BERNARDO: É…sim… tá ok. / DELCIDIO: E aí, Bernardo… / EDSON: Mas fala, pode falar.
BERNARDO: Não, aquela questão de talvez botar no contrato…
EDSON: fazer um contrato de honorários incluindo a parte… / BERNARDO: Talvez
EDSON: … botar uma coisa só? / DELCIDIO: É, eu, eu acho, amanhã eu vou terminar de conversar com eles, porque eu confesso que eu levei um susto quando ele veio com aquele negócio lá. Ou seja, eles têm informação…
EDSON: É até bom que seja no contrato, comigo porque aí a gente tem garantia.
DELCIDIO: É… / EDSON: … de que isso vai acontecer, senão executa, papapá,
BERNARDO: … no longo prazo é… Bom, a gente tá trabalhando então com (…) é claro que a gente quer que ele saia, mas se for o caso de ficar dois anos não precisa saber que esses dois anos vão…
DELCIDIO: Claro! / BERNARDO: … vão… a gente vai estar assistido.
01:06:00 / DELCIDIO: Não, não, não tem… Bernardo… Esse é o compromisso que foi assumido, né?…E nós vamos honrar.
EDSON: (…) pelo menos. / BERNARDO: É o pensamento positivo (risos discretos).
EDSON: nós vamos trabalhar duro. / BERNARDO: Tem que tirar ele EDSON: na pior das hipóteses são três anos
DELCIDIO: Edson, outra coisa também que eu queria, outra notícia que eu queria… Eu estive com o Armando… Toledo.  /
EDSON: Esse negócio…  / DELCIDIO: Eu acho. / EDSON: Não. / BERNARDO: Quem é Armando Toledo?
DELCIDIO: Eu tô dizendo… / EDSON: … mas tem uma solução mas depois conversa pessoalmente.
01:06:31
DELCIDIO: Não, não. Pois é, mas, hoje ele me detalhou o que é que é… ..Esse negócio de advogado tá dando um bode filho da puta lá dentro da Petrobras. Tem rolo… pra tudo quanto é lado, porque, como você tem a seguradora, a seguradora, é… entrou no processo e onde ela pode botar… botar problema, botar impedância ela, ela coloca. Então o que é que… ele disse pra mim que ia te ligar. Tá?…Não sei se vai te ligar essa semana, não sei. Mas que semana que vem ele ia te chamar. Pra todos os efeitos você não sabe de nada. Eles tão, eles, eles, parece que ou se reuniram ou vão se reunir com a seguradora pra buscar um denominador comum nesse negócio aí. Porque, segundo ele, as seguradoras elas tão abusando dessa situação. E como possivelmente o Dida, o Dida já tinha me falado que tava com muito problema. Possivelmente o Dida tá administrando muitas dificuldades, muitos problemas, ele inclusive disse que o advogado do Duque tava no meio também.
EDSON: Tava. O próprio Felipe que trabalha comigo (sei lá tinha um recebível) de 170 mil dele com outra pessoa Gabriel Quintanilha… não recebeu!
BERNARDO: Mas é da Lava Jato? / DELCIDIO: E ele disse que existem outros ex-funcionários e tal, ex-diretores…   EDSON: Não tá pagando ninguém.  / DELCIDIO: Diz que tá pagando ninguém. Então, diz que eles vão fazer uma reunião
DIOGO: É praxe de seguradora.
DELCIDIO: É claro (…) E aí ele vai, ele diz o seguinte: que ele, ele, iria te chamar, pra todos os efeitos você não sabe de nada. Ele iria te chamar porque a ideia é eles zerarem essas pendências com relação a você. É, mas, mas com os outros advogados… 38 / 50
01:08:24
EDSON: O que ele diz é o seguinte: vai ter uma outra solução que não seja a que você tá querendo. Mas aí (…) outra solução. 
DELCIDIO: Mas aí o que, ele disse o seguinte: olha Delcidio, nós tamos estudando uma so-
lução, porque nós queremos tirar esse assunto da frente até o final de novembro.
EDSON: Tá.   / DELCIDIO: Então ele deve te ligar pra conversar com você, né, e eu não entrei muito no detalhe.
EDSON: Sem problema. / DELCIDIO: Ele falou: “olha Delcidio, tá dando um problema pra cacete, nós queremos tirar esse negócio daqui que esse negócio já tá nos atrapalhando.
EDSON: Nós tamos de olho nele.
DELCIDIO: Tamo de olho nele. Cê sabe…
EDSON: Outra coisa: quem tá lá na Petrobras hoje?…Cê sabe?
DELCIDIO: E vamos ver. / EDSON: Graça Foster.  / DELCIDIO: Graça Foster?
EDSON: (…)
DELCIDIO: Graça Foster?  BERNARDO: É do… do (…)
DELCIDIO: Cê sabe que eles não nomearam ninguém até agora
EDSON: (…) noventa a cem dias pra nomear.  Solange Guedes e Jorge Celestino. Jorge Celestino já, já vai aparecer na… nas folhas
DELCIDIO: Nas folhas?  / EDSON: É. E é o nome da Graça.  / DELCIDIO: E esse Jorge Celestino pra quê que é? Vai pra onde?
EDSON: Ele é o gerente, mas tá com força total. Solange Guedes, Jorge Celestino são pessoas da Graça…tá? Tão mandando. O que aconteceu com o Bendini … tudo articulado com essa turma.
01:10:06
DELCIDIO: O Bendini tá numa situação difícil.
39 / 50
EDSON: Tá… … Aqui você vai entender algumas coisas. Depois ainda tem mais coisas sobre a Petrobras. Essa matéria aqui é minha.
DELCIDIO: O que é que é? Vice Presidência…
EDSON: … isso é o que ele engoliu, feito pelo núcleo assinalado … … aqui… … fala da GRAÇA (…)
DELCIDIO: Meu Deus do Céu, eles vão rebaixar gás e energia em engenharia que é a essência da Petrobras
EDSON: Eles estão com toda força. Tudo isso é Graça, tá?
01:11:23
DELCIDIO: 90 a 100 dias. / EDSON: Aqui embaixo tá: quem convidou esse grupo foi a Graça Foster
DELCIDIO: Bendini tá na roda, não tá?  / EDSON: Tá. E aqui (…).
01:12:07
DELCÍDIO: (…) Gás e Abastecimento… Produção… Conformidade, Engenharia. Certo? É muito mais (rasgado)… …. Você sabe que ontem, eu ia trazer o Ivan Monteiro ontem. E eles acabaram não vindo porque vai sair o balance- te trimestral. Eles não podem dar entrevista, não podem falar nada até publicar o balancete… Reunião com a Dilma e com os Ministros políticos… Aí eu fiz questão de registrar. Aí a … … Eu estou fazendo esse comentário, porque tem tudo a ver com o que você está falando… É… Ela chegou e disse assim: … … Eles devem estar com algum problema, porque eles pediram audiência para mim. Aí ontem de tarde eu voltei no Planalto e dei de cara com o Bendine.
EDSON: Olha só. O que me parece… / DELCÍDIO: Espera. Só para você ver… O Eduardo Braga é um cara que foi companheiro nosso de Senado. É um cara mandão pra caralho. Na conversa, na reunião com os Ministros, ele não deu um pio… Ou seja, a Petrobras está sendo comandada pela DILMA. E indiretamente…
BERNARDO: É. Faz sentido   / DIOGO: E o Bendine está só ali para atender o (compliance).
DELCÍDIO: É isso mesmo!… Isso aqui pode ficar comigo?
DIOGO: É pra ficar / EDSON: (…) Deixa eu te fazer uma pergunta. Aqueles dois nomes… É possível ou não é pos-
sível?  / DELCÍDIO: É possível!
EDSON: Então tá. Pelo seguinte… É que me perguntaram…
DELCÍDIO: É possível! / EDSON: Se eu vou definir… Porque senão a gente tenta …
DELCÍDIO: Não! É possível! / EDSON: (Palocci) ou alguma coisa / DELCÍDIO: Não! É possível! E… e… vai ser
agora.
EDSON: Então tá
DELCÍDIO: Agora que nós vamos, porque ele não conseguiu fazer um movimento
EDSON: Não!
EDSON: Se conseguíssemos fazer a Gerência de TI… , já era…O ideal era fazer uma Diretoria só de TI
01:14:16
DELCÍDIO: É, mas não dá. / EDSON: Porque vai de tudo / DELCÍDIO: Pois é, mas não tem jeito.
EDSON: Esse era o ideal.
DELCÍDIO: É! Mas não tem jeito. Tem que fazer a Gerência de TI. Porque a Gerência de TI, ela não não tá… ela não é atividade fim. É atividade meio. E ninguém enche o saco.
EDSON: Não (…) Mas podia fazer uma Gerência de TI, tirando (…) tudo que é TI… /
DIOGO: das outras Gerências… juntaria todas
EDSON: (…) por que tem TI na Engenharia, TI “lá vai” … Porra! Faz só TI.
DELCÍDIO: É, mas na verdade é o seguinte. Hoje … Hoje, mas hoje, na engenharia, tem uma TI que atende a companhia.
EDSON: (…) tem orçamento. Então, se faz tudo, só TI…
41 / 50
DELCÍDIO: Quem que é o cara que está na TI lá? Sabe eu não conheço … …  / EDSON: Álvaro.
DELCÍDIO: Alvaro?  / EDSON: E o meu candidato é o Edson Feitosa dos Santos.
01:15:14
DELCÍDIO: Não! Esse… o candidato você já passou pra gente.
EDSON: Esse Álvaro é o Gerente de TI
DELCÍDIO: Mas ele já está há muito tempo?
EDSON: Não sei
DELCÍDIO: Eu vou ver direitinho isso… … porque TI não está na linha de frente e ó…
EDSON: Não!
DELCÍDIO: É o que você falou… tem o orçamento de 1 bilhão
EDSON: BENDINI é a rainha da Inglaterra / BERNARDO: Não é visado. / DELCÍDIO: O quê?
BERNARDO: Não é tão visado / EDSON: BENDINE é a Rainha da Inglaterra
01:15:42
DELCÍDIO: (risos)… E ontem ficou claro para mim. Outro dia, uma pessoa me perguntou: “escuta aqui! A quem o Bendine se subordina? É ao Ministro ou é à Dilma?”. Ontem ficou claro. Inclusive o Pimentel, que é Senador comigo, e é líder do Congresso, né? líder no Congresso: “você viu quem é que despacha Petrobras?”. Aí (ele chegou) e falou assim: “a Dilma”.
EDSON: Mas ela está correndo risco com esse Celestino tá. (…)
DELCÍDIO: Não vai demorar muito não
EDSON: Já
DELCÍDIO: Aí… Aí…o, o, o … Pimentel, que conhece bem…
EDSON: O próprio Nestor… O próprio Nestor no anexo fala nele
DELCÍDIO: Ah é?
EDSON: É. Pega o anexo mostra isso… Que é hora desse camarada sair, para não dar problema… que vai ser escândalo
DELCÍDIO: Porque a, a … Ontem o Pimentel, quando a Dilma fez a intervenção dela, aí nós saímos, ele falou: “você viu que o Eduardo Braga não deu uma palavra? É sinal que a Petrobras está totalmente desconectada do Ministério de Minas e Energia”
EDSON: Hã-ram / DELCÍDIO: O Ministério de Minas e Energia hoje é setor elétrico e mineração e metalurgia
EDSON: Tá na mão dela. DELCÍDIO: Vai fazer ou (tá cagando)?
BERNARDO: (risos) // DELCÍDIO: Senhores… eu vou voltar para o meu inferno.
EDSON: Quem é que está no IPHAN? Você sabe?
DELCÍDIO: No IPHAN é uma…… Como é o nome da menina lá?
EDSON: (…) Entrou por agora / DELCÍDIO: É uma gerente / EDSON: Assumiu por agora nesse mês
DELCÍDIO: Não, não sei se… Não! Não! Ela já está há algum tempo. Ela é craque. Competente.
01:17:19
EDSON: Eu soube que mudou alguém agora no Rio.
DELCÍDIO: É o que? / EDSON: Gerência Rio então. / DELCÍDIO: A gerência Rio? … É possível, porque é a mesma gerente, é a mesma presidente do IPHAN é que já tava, continuou
EDSON: Foi uma indicação do Ministro da
Cultura. Não foi… IPHAN?
DELCÍDIO: Foi
EDSON: Não é isso?
DELCÍDIO: Como? Não! O Eduardo é… Não!
EDSON: Acho que foi indicação do Ministro da Cultura. Não foi isso?
DELCÍDIO: Essa?
43 / 50
EDSON: É   / DELCÍDIO: Foi… Foi do, indicação do Juca. E aí, quando a Marta entrou… … aliás era do Juca, a Marta assumiu e ela ficou. / BERNARDO: Mas… e ela continua então? Quando o Juca voltou?
DELCÍDIO: Essa do IPHAN continua… Presidente do IPHAN… Você precisa de alguma coisa?
EDSON: Uma amiga minha tem um hotel lá na Joatinga e o IPHAN está criando caso ela tá com um projeto muito bonito pra lá e… porra!
DELCÍDIO: Porra! Passa pro… Passa pro… / EDSON: Posso fazer?
DELCÍDIO: Pro Diogo e eu falo com ela. Eu não estou lembrando o nome dela.
01:18:20
EDSON: Aí depois eu passo o número do processo
DELCÍDIO: Ela ajudou muito o Estado lá, ajudou muito o Mato Grosso do Sul.
EDSON: (…) Como era o nome dela? Porra.   / DIOGO: (…) Eu tenho aqui.
DELCÍDIO: Vocês vão, vocês vão dormir  hoje aqui?
EDSON: Eu tô indo embora
BERNARDO: Eu durmo aqui. Tem um amigo meu que está com dois filhos já grandes que eu não conheço. Vou aproveitar. Estou sempre em Brasília, passo o dia e não…
DELCÍDIO: (…) Só fica em hotel de rico
BERNARDO: (risos)
DELCÍDIO: hotel de pobre, ele não fica não.
BERNARDO: Não! A gente foi lá pro outro. É porque estava lotado. Estava, está tendo…
Porra!
EDSON: Jurema! É Jurema? // BERNARDO: Está tendo um Congresso do Ministério Público aqui
DELCÍDIO: Não é Jurema não.
EDSON: Superintendente Regional: Ivo Matos.

DELCÍDIO: Não! (…)    / DIOGO: É Jurema!  / DELCÍDIO: É Jurema! … …
EDSON: Ela foi Superintendente de Minas Gerais (…) … …  (som de TV)
01:21:20
DELCÍDIO: Ô, Diogo! Aproveita que o Coronel Rabelo ta aí… Será que tem alguma… pelo menos uma barra de …, porque eu estou tomando uma medicação, rapaz! … Uma barra de chocolate aí ou não?
DIOGO: tenho uma barrinha de cereal. Se quiser, eu tenho barra. Tem o frigobar aqui (…) DELCÍDIO: Tem alguma barra de chocolate aí ou não?
BERNARDO: Fique à vontade. (ruídos aumentam e Delcidio se afasta da pessoa que está gravando e volta a conversar com o grupo)
DELCÍDIO: É Jurema! Eu vou aproveitar o Coronel Rabelo (…) porque o Coronel Rabelo já vê isso agora.
01:22:47
DELCÍDIO: (…) e não é porque a Jurema é enrolada não. O povo dela que é enrolado. Ela é muito competente.
EDSON: (…) eu até falei pra… .. / DIOGO: Esse, esse 130196  / EDSON: 196, né?
DELCÍDIO: Cadê meu celular, Diogo? Hum  /
01:23:30
EDSON: (…) pensei que fosse PC do B.
DELCÍDIO: (… ….) Porque o Juca é PT…
EDSON: (…) É, eu sei. Ele já veio do Lula,
depois foi reconduzido
DIOGO: 130106 é o do (…).
DELCÍDIO: Depois o Juca saiu e entrou a
Marta. A Jurema ficou. Agora voltou o Juca de
novo. A Jurema tá lá.
EDSON: Tá. Se puderem vocês realmente ver
que a situação deles
DELCÍDIO: (…)
EDSON: Não, não! A situação deles financeira
45 / 50
DIOGO: tá braba!
EDSON: é zero. Sendo honesto… Zero!
DELCÍDIO: Nós vamos começar a rodar ago Eu parei porque você mandou parar.
01:24:08
BERNARDO: Não é, a gente não sabia que, que … qual era o nível de de espionagem que
tinha de.
DELCÍDIO : Por que começou um zum zum e também no final…
EDSON : Eu disse isso pra ele
BERNARDO : É o Edson que me falou essa porra, eu não tenho ideia, eu acho, tem duas possibilidades num dia a gente no, no Nélio Machado o Edson chegou de viagem e o outro… não sei, justamente, algum comentário lá dentro (…). Algum deputado? Falando de que?
EDSON : Valor.
DIOGO: Mas naquela reunião no clube tinha muita gente.
BERNARDO : É tinha estagiário
EDSON : Não, não. Exatamente
DELCÍDIO : Aquela reunião não podia acontecer.
DIOGO: Estava agoniado ali.
EDSON : O Nélio errou, o Nélio errou
01:25:00 DELCÍDIO : Só faltou a torcida do Flamengo
ali.
EDSON : Filho dele até tudo bem… agora (…) o tal de João eu fui contra.
DIOGO: Me diz uma coisa… … lembra que ia ter uma reunião aqui com o Nélio? E que ia ser na, na, na, no… no apartamento dele, só que ele bateu a porta com o cartão dentro? Quem era o outro advogado que estava com ele?
EDSON : É o João / DIOGO: É o João, né?
EDSON : É o João que tava naquela reunião. // DIOGO: Pois é, o João… ele está aparecendo direto como advogado do Youssef, né? Ou não?
EDSON : Youssef? Não, não… não, não.
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BERNARDO : Não, ele apa… ele aparece com, com… imagem antiga do, do Fernando.
DIOGO : Junto com o Fernando?
BERNARDO : É.
EDSON : (…) e com Fernando
BERNARDO : É, eu tenho visto, eu vi algumas imagens de arquivo…
DIOGO : (…)Youssef é o João.
01:25:55 DELCÍDIO : Agora bicho… com todo respeito… teu pai é boa gente pra caralho, e os caras passando a perna nele.
BERNARDO : É um cara ético, né?
DELCÍDIO : Bicho, é um cara bacana, porra, generoso cacete, e os caras dando nó nele, aquela turma que cresceu em função dele, todo mundo dando nó… … Você viu aquela conversa que nós tivemos?
EDSON : Isso, com o Alexandre. (…)
DELCÍDIO : Cê viu agora?
EDSON : Só que ali (…).
DELCÍDIO : Mas agora o outro… a outra Cunha é esse.
EDSON : Eu sei. E é o próximo… porque ali ele sabe quem tá ganhando.
DELCÍDIO : Enquanto o Bumlai (…)
EDSON : Alexandre (Aguiar), o advogado dele deve ser o Ferrão.
DELCÍDIO : Aí eu não sei.
EDSON : Quem tava usando, ele tava usando o Ferrão. Ele me falou. Eu ia pra lá justamente fazer a parte (…) pra ele.
DELCÍDIO : (…)
01:27:07 EDSON : Não, e hoje eu tô aqui com uma pessoa que é melhor ainda. Candidato à Presidência da Ordem daqui… é o (Nunes) Pinheiro, que é o procurador geral da Bahia, e o Jacques Wagner (…). Tá com o Jacques direto. Então tô com ele … Chega de (“malufa”), né? Do Alexandre…
BERNARDO : Senador…obrigado
01:27:28 DELCÍDIO : Bom, bom, abraço na sua mãe, na sua irmã. Conta comigo, no… no paizão lá e
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na gatinha. A gatinha deve tá assim já, né? Edson… fica com Deus. Eu vou tentar. Eu vou tentar ajustar Rio.
EDSON : Tá.
DELCÍDIO : Agora, aí vai ser no campo dele. Ele que vai dizer onde que é.
EDSON : Sem problema… onde ele quiser. 01:27:55 DELCÍDIO : Abre aqui senão não (volto).
EDSON : Aí eu falei pra ele. Falei assim oh.
BERNARDO : Mas aí como é que os cara sabe?
EDSON : Essa porra. Bicho. Olha, só tem traidor pra caralho nessa merda. Que nem eu tenho conhecimento disso.
BERNARDO : Mas é aquilo ali que você tem. Num sei se ele tem. É também né. É porque a Alessi ficou trabalhando com ele, né?
01:28:47 EDSON : Mas olha só. Só pode ter saído, do escritório da Alessi, Polícia Federal ou Sergio Riera. Saber da Alessi se ela passou pro Sergio alguma coisa com (algo) atrás escrito.
BERNARDO : rapaz chegar na mão do BTG, no André, cara.
EDSON : Por que chegou lá?
BERNARDO : Porque o Fernando já se queimou com o cara. Já falou dele. EDSON : Quem é que poderia levar isso pro André?
BERNARDO : Eu acho que é carcereiro. O cara dá 50 mil ai pra você.
EDSON : A gente num entende, pô!
BERNARDO : Carcereiro, Nilton… os caras são muito legais.
EDSON : Mas tem muita informação, cara… … Só tranquilizar ele aí com o negócio do seu pai (…).
01:30:01 BERNARDO : Não, e eu dei uma cobrada. Falei. Oh, tá! Tudo bem, tudo bem, mas e aí?
EDSON : (…)
BERNARDO : (…) Eu não sei. Ouviu falar alguma homologação? Não tem nada homologado.
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EDSON : Se ele vai falar amanhã com o André, nós vamos ser procurados terça ou quarta-feira no máximo… Fazer essa reunião logo pra… Nilo, bota algum dinheiro aqui… Enquanto a gente tá preparando o contrato. Mas bota logo um dinheiro, pra respirar todo munAté pra gente mostrar pro seu pai olha só…
01:31:00 BERNARDO : Porra (isso não tem fim empresa) é muita coisa. EDSON : Eu quis falar isso aqui até (pra dar
ajuda).
BERNARDO : Não, exatamente. 01:31:19 EDSON : Tem que ser uma coisa a longo prazo, porra! Seja lá o período que for enquanto estiver tem que ajudar, um pouco mais aberto… pô … … Mas o que estou contando é com o HC mesmo. Não sei se viu o Marcelo agora… Mas as coisas vão melhorar. Porque sai o Marcelo, o Fernando é solto… Não justifica a prisão de mais ninguém… … A Procuradoria vai tentar segurar isso até o julgamento das ações na segunda instância pra já chegar enfraquecido no Supremo, o HC.
BERNARDO : E vai ser rápido isso, a segunda instância?
01:32:33 EDSON : Não, ainda não abriu o prazo, só abre o prazo semana que vem, ou até sexta feira, aí eu tenho oito dias para apresentar. Aí remete à Procuradoria, e daí a Procuradoria volta pra julgamento, ou seja, eu acho que isso vai ficar para o ano que vem, por que o dia dezoito, dezenove de dezembro entra em recesso, só volta sete ou dez, acho que é dez. Não vai dar tempo de julgar isso até lá em um mês e pouco… Então vai ficar pro ano que vem, aí ótimo (…) amigo eu vou andando (…).
BERNARDO : Mas teu voo é sete.   / EDSON : Hã?  / BERNARDO : Teu voo é sete.
01:33:58 EDSON : Ah! É sete? Eu não anotei cara, é Gol também, né? (…).
01:35:14 BERNARDO : Ah, não! É nove.  / EDSON : Nove horas?  / BERNARDO : É.
EDSON : Nove da noite?  BERNARDO : É… E eu peguei o último voo, não sabia que… talvez tenha, Santos Dumont
os caras te põem… deve ter. 01:35:56 (Fim da gravação)



Especial: É tudo um assunto só!

Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, proprina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado,  o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...




A dívida pública brasileira - Quem quer conversar sobre isso?



Escândalo da Petrobrás! Só tem ladrão! O valor de suas ações caíram 60%!! Onde está a verdade?


O tempo passa... O tempo voa... E a memória do brasileiro continua uma m#rd*


As empresas da Lava-jato = Os Verdadeiros proprietários do Brasil = Os Verdadeiros proprietários da mídia.

Desastre na Barragem Bento Rodrigues <=> Privatização da Vale do Rio Doce <=> Exploração do Nióbio



Sobre o mensalão: Eu tenho uma dúvida!


O Mercado de notícias - Filme/Projeto do gaúcho Jorge Furtado



Questões de opinião:

Eduardo Cunha - Como o Brasil chegou a esse ponto?



As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar


Luiz Flávio Gomes e sua "Cleptocracia"



Comentários políticos com Bob Fernandes.


Ricardo Boechat - Talvez seja ele o 14 que eu estou procurando...


Seminário Nacional - Não queremos nada radical: somente o que está na constituição.

Seminário de Pauta 2015 da CSB - É tudo um assunto só...

UniMérito - Assembleia Nacional Constituinte Popular e Ética - O Quarto Sistema do Mérito 


Como o PT blindou o PSDB e se tornou alvo da PF e do MPF - É tudo um assunto só!


InterVozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

Ajuste Fiscal - Trabalhadores são chamados a pagar a conta mais uma vez

Resposta ao "Em defesa do PT"


Desastre em Mariana/MG - Diferenças na narrativa.

Quanto Vale a vida?!



Sobre a Ditadura Militar e o Golpe de 64:

Dossiê Jango - Faz você lembrar de alguma coisa?


Comissão Nacional da Verdade - A história sendo escrita (pela primeira vez) por completo.


Sobre o caso HSBC (SwissLeaks):

Acompanhando o Caso HSBC I - Saiu a listagem mais esperadas: Os Políticos que estão nos arquivos.


Acompanhando o Caso HSBC II - Com a palavra os primeiros jornalistas que puseram as mãos na listagem.


Acompanhando o Caso HSBC III - Explicações da COAF, Receita federal e Banco Central.



Acompanhando o Caso HSBC V - Defina: O que é um paraíso fiscal? Eles estão ligados a que países?


Acompanhando o Caso HSBC VI - Pausa para avisar aos bandidos: "Estamos atrás de vocês!"... 


Acompanhando o Caso HSBC VII - Crime de evasão de divisa será a saída para a Punição e a repatriação dos recursos


Acompanhando o Caso HSBC VIII - Explicações do presidente do banco HSBC no Brasil

Acompanhando o Caso HSBC IX  - A CPI sangra de morte e está agonizando...

Acompanhando o Caso HSBC X - Hervé Falciani desnuda "Modus-Operandis" da Lavagem de dinheiro da corrupção.





Sobre o caso Operação Zelotes (CARF):

Acompanhando a Operação Zelotes!


Acompanhando a Operação Zelotes II - Globo (RBS) e Dantas empacam as investigações! Entrevista com o procurador Frederico Paiva.



Acompanhando a Operação Zelotes IV (CPI do CARF) - Apresentação da Polícia Federal, Explicação do Presidente do CARF e a denuncia do Ministério Público.

Acompanhando a Operação Zelotes V (CPI do CARF) - Vamos inverter a lógica das investigações?

Acompanhando a Operação Zelotes VI (CPI do CARF) - Silêncio, erro da polícia e acusado inocente depõe na 5ª reunião da CPI do CARF.

Acompanhando a Operação Zelotes VII (CPI do CARF) - Vamos começar a comparar as reportagens das revistas com as investigações...

Acompanhando a Operação Zelotes VIII (CPI do CARF) - Tem futebol no CARF também!...

Acompanhando a Operação Zelotes IX (CPI do CARF): R$1,4 Trilhões + R$0,6 Trilhões = R$2,0Trilhões. Sabe do que eu estou falando?

Acompanhando a Operação Zelotes X (CPI do CARF): No meio do silêncio, dois tucanos batem bico...

Acompanhando a Operação Zelotes XII (CPI do CARF): Nem tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser...

Acompanhando a Operação Zelotes XIII (CPI do CARF): APS fica calado. Meigan Sack fala um pouquinho. O Estadão está um passo a frente da comissão? 

Acompanhando a Operação Zelotes XIV (CPI do CARF): Para de tumultuar, Estadão!

Acompanhando a Operação Zelotes XV (CPI do CARF): Juliano? Que Juliano que é esse? E esse Tio?

Acompanhando a Operação Zelotes XVI (CPI do CARF): Senhoras e senhores, Que comece o espetáculo!! ("Operação filhos de Odin")

Acompanhando a Operação Zelotes XVII (CPI do CARF): Trechos interessantes dos documentos sigilosos e vazados.

Acompanhando a Operação Zelotes XVIII (CPI do CARF): Esboço do relatório final - Ainda terão mais sugestões...



Sobre CBF/Globo/Corrupção no futebol/Acompanhando a CPI do Futebol:

KKK Lembra daquele desenho da motinha?! Kajuru, Kfouri, Kalil:
Eu te disse! Eu te disse! Mas eu te disse! Eu te disse! K K K


A prisão do Marin: FBI, DARF, GLOBO, CBF, PIG, MPF, PF... império Global da CBF... A sonegação do PIG... É Tudo um assunto só!!



Revolução no futebol brasileiro? O Fim da era Ricardo Teixeira. 




Videos com e sobre José Maria Marin - Caso José Maria MarinX Romário X Juca Kfouri (conta anonima do Justic Just ) 





Do apagão do futebol ao apagão da política: o Sistema é o mesmo



Acompanhando a CPI do Futebol - Será lúdico... mas espero que seja sério...

Acompanhando a CPI do Futebol II - As investigações anteriores valerão!

Acompanhando a CPI do Futebol III - Está escancarado: É tudo um assunto só!

Acompanhando a CPI do Futebol IV - Proposta do nobre senador: Que tal ficarmos só no futebol e esquecermos esse negócio de lavagem de dinheiro?!

Acompanhando a CPI do Futebol VII - Uma questão de opinião: Ligas ou federações?!

Acompanhando a CPI do Futebol VIII - Eurico Miranda declara: "A modernização e a profissionalização é algo terrível"!

Acompanhando a CPI do Futebol IX - Os presidentes de federações fazem sua defesa em meio ao nascimento da Liga...

Acompanhando a CPI do Futebol X - A primeira Liga começa hoje... um natimorto...