Magazine Luiza

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar



Saímos de uma eleição dura, violenta, separadora e voraz!
O lado vencedor quer união e diálogo, o lado perdedor quer o grito e o confronto.

Eu gostaria do equilíbrio.

Ciro Gomes é um grande personagem da política brasileira. Em sua biografia ele passou por  PDS (1979 - 1983),PMDB (1983 - 1988),PSDB (1988 - 1996),PPS (1996 - 2003),PSB (2003 - 2013), PROS (2013-2015) e PDT (2015 - ...). Eu costumo dizer que ele é um dos políticos mais coerentes do Brasil. (como assim coerente?? Ele passou por 6 partidos diferentes e é coerente???) Sim Coerente. Participa de um partido, vê que não está bom, muda. Percebe que está ruim, muda. Descobre que está errado, muda.

E assim ele participou do governo Itamar Franco, fez parte da equipe que fez o plano real, foi amigo do Fernando Henrique Cardoso acompanhando de longe seu governo, participou do governo Lula.
Acompanhou de perto momentos importantes dos bastidores de nossa política como o Plano real, a reeleição do FHC, o mensalão do PT.

Está certo que político gosta de mentir, mas se esse moço está mentindo ele o faz com bastante competência, pois tudo bate com o que conhecemos e (achamos que) sabemos o que aconteceu, além de repetir a mesma história várias vezes sem se contradizer(por isso é bom ver várias entrevistas).

Ouvir suas entrevistas talvez traga esse equilíbrio que estou procurando. A conclusão que tiro de tudo que ouvi é: Não estamos num bom caminho. Mas pelo menos evitamos um caminho pior. Espero ter melhores opções nos próximos anos...
(Ele fala no meio dessas falas todas sobre a maior tristeza que fiquei nessas eleições:
a mídia brasileira. E fala também de conversas com Lula enquanto os dois tomavam uma pinguinha.)

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Atenção!!! Estou atualizando sempre que aparece uma nova entrevista/palestra, colocando as mais recentes na frente...
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Introdução


(Coloquei esses dois minutos na frente, como introdução...)


Quando você analisar os gastos per-capita do Brasil em comparação com a médias dos outros países você vai encontrar:
Gasto per-capita com educação: abaixo da média...
Gasto per-capita com saúde: abaixo da média...
Gasto per-capita com defesa: abaixo da média...
E vai fazendo....
O que você vai encontrar no Brasil? Apenas ois gastos acima da média:
Um próximo da curva , mas já fora.
E um longe da curva a ponto e nem caber no gráfico.
O primeiro é a previdência, 70 Bilhões de reais.
E este fora do Quadro, que fura o teto: 580 Bilhões de reais de Juros!
Se você somar com o que nós temos que rolar de principal, porque não temos dinheiro para fazer, dá 1 Trilhão com T de tapioca e 200Bi.
Se eu servir ao Brasil vamos por em perspectiva tudo! Tudo! Tudo! Tudo mesmo!
Não vai ficar uma receita sem ser criticada.
Não vai ficar uma despesa sem ser criticada.
Generosa, aberta e transparentemente.
E ai vai ficando evidente, se você botar luz: todo mundo vai ver!
Onde é que eu vou cortar? Eu vou cortar no bolsa-família? Que gasta 15 bilhões de reais para atender 60 milhões de pessoas?
Com três refeições, cara, isso é comida! Cortou o cara passa fome! Cacete!
Não é possível! E cortaram agora, no orçamento da dona Dilma!
E a gente fica ababacado! Não é possível! É isso que está vindo para cima do Brasil!
E vai entregar 570Bilhões de reais! Para meia-dúzia de rentistas... 10.000 famílias são os destinatários finais.
trata-se disso: Se você assistir um tatu em cima de um toco, meu irmã: alguém botou... porque tatu não sobe em toco.
Isto está aí para atender em quem manda no Brasil!



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 CIRO GOMES NA UnB (22/11/2016)









Entrevista épica. Uma verdadeira aula.
Pré-candidato à presidência da República em 2018 pelo PDT, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, foi entrevistado pela jornalista Daniela Pinheiro, da piauí, no evento “Conversa com a Fonte”, dentro do Festival Piauí GloboNews de Jornalismo. 



Mais uma grande aula de Ciro Gomes.
No dia 18/10/2016, Ciro Gomes deu uma aula em um evento chamado "Diálogos Brasileiros: Criatividade, Talento e Superação do Subdesenvolvimento" promovido pelo grupo de pesquisa "Direito e Subdesenvolvimento: O Desafio Furtadiano" da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. 

OBS: A qualidade do video não está muito boa pois foi de uma transmissão feita por celular através do facebook.


Entrevista completa de Ciro Gomes ao jornalista Mario Sergio Conti.
Entrevista do dia 22/09/2016.


Agosto 2016:
Ciro Gomes no Circo da Democracia

Primeiramente Fora Temer.

Segundamente...

"O Circo da Democracia, organizado pelo grupo Advogados pela Democracia e que já tem o apoio de mais de 50 entidades, vai reunir artistas, professores, jornalistas, políticos, publicitários, juristas, estudantes e toda a sociedade para falar de temas como educação, política, justiça, economia, arte/cultura e comunicação.

O evento tem como objetivo levantar um debate acerca das consequências e desdobramentos de um impeachment presidencial para nosso país."

Ciro Gomes participou no dia 13 de agosto de 2016, no eixo "Estado" e uma das últimas falas (palestra, sem falar nas perguntas) é uma das melhores críticas ao atual momento em nosso país, "movimentos sociais", etc.

Esse vídeo é mais uma das edições "telegráficas" que faço para esse canal e provém de uma transmissão feita pela equipe do Circo da Democracia no facebook: https://www.facebook.com/CircodaDemocracia/videos/1750371428577254/

Em torno de uma hora e meia a tela fica escura por alguns segundos e logo após volta (acredito que seja por troca de câmera ou bateria). A transmissão também dessincronizou alguns trechos, tentei corrigi-los, mas não sei se fui competente. O conteúdo está aí.

00:00 - Introdução;
03:35 - Palestra de Ciro Gomes;
54:44 - Perguntas e respostas.

O áudio também não possui muita qualidade, provavelmente foi direto da câmera. Boa parte está com qualidade suficiente para entender a palestra. Não sei se a equipe do Circo postará ela completa no youtube. Espero que sim.

De qualquer modo, aí está mais uma das palestras da "Ciro World Tour".

Grande abraço.




Julho 2016:

Entrevista de Ciro Gomes no "Jogo de Carta"
Veja aqui a gravação integral do programa 'Jogo de Carta', com a participação de Ciro Gomes conversando com Mino Carta.
Programa de estreia do dia 27/07/2016. Leiam a descrição completa do vídeo.


OBS: Infelizmente o vídeo já veio cheio de problemas("picotamento", eco e falta de áudio) da fonte.
O áudio veio muito baixo da fonte, principalmente, no começo do vídeo e tive que colocar o mais alto possível.
Tentei tirar as partes do vídeo onde o áudio não veio ou onde veio muito picotado a ponto de se tornar inaudível.






Ciro Gomes - Entrevista a uma rádio de Sobral (Programa Izaías Nicolau)
Ciro Gomes - Programa Izaías Nicolau - 29.07.2016
Rádio Coqueiros FM 95,3




Ciro Gomes em Washington Denuncia Golpe no Brasil



Ciro Gomes na Universidade Nacional de Rosário - Argentina
Palestra de Ciro Gomes no Anfiteatro Central Dr. Ernesto Guevara da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional de Rosário, Rosário, Argentina. Palesta realizada no dia 28/06.




Ciro Gomes é paulista de nascimento. É formado em direito, foi professor de direito constitucional e estudou economia na Harvard Law School.
Esse é firme, e não padece da frouxidão moral.

Junho 2016

Transmitido ao vivo em 20 de jun de 2016

DAECA Debate: Conjuntura Política e Econômica do Brasil - com Ciro Gomes

O Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais (DAECA) tem o prazer de convidar a tod@s para o debate com Ciro Gomes.

Debateremos a atual conjuntura política e econômica do país. Como o programa neoliberal, representado hoje pelo governo ilegítimo Michel Temer, Moreira Franco, Eliseu Padilha e cia. "Ponte para o futuro" pode ser o abismo para @s trabalhadores/as.

*Ciro Gomes - Ex-Deputado Estadual, Deputado Federal, Prefeito de Fotaleza, Governador do Ceará, Ministro da Fazenda (Itamar Franco) e Ministro da Integração Nacional (Lula).



MESA 1 - A CRISE ECONÔMICA E A POLÍTICA EM PERSPECTIVA

Evento realizado no Instituto de Economia da Unicamp no dia 15 de junho de 2015.


Publicado em 19 de jun de 2016
Em 1h45 de entrevista, Ciro Gomes fala sobre a profunda crise política que o Brasil vive em 2016 e remonta, através de sua longa trajetória, parte da história e dos descaminhos que nos trouxeram até aqui. E após ser prefeito, governador, deputado estadual, federal, ministro de dois governos e filiado a 7 partidos, Ciro Gomes explica suas razões para cogitar mais uma corrida presidencial.

A volta ou não de Dilma Roussef, a relativa apatia nas ruas, as distorções econômicas, a ausência de novas lideranças, a disfuncional cultura partidária, o esgotamento do modelo de coalizão.
Em seguida entra em alguns dos temas que definem sua posição como político e candidato: neoliberalismo, modelo de desenvolvimento, meio-ambiente, drogas, violência e pragmatismo.

Essa entrevista foi a última realizada nessas instalações do estúdio fluxo. 


Debate: O GOLPE DE 2016 | Ciro Gomes, Carina Vitral, Marcio Pochmann e Alysson Mascaro



Palestra com Ciro Gomes - A crise e o futuro do Brasil. 


Palestra realizada pelo Ciro Gomes no auditório da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina.


Precisamos Falar de Política com Ciro Gomes


6 de jun de 2016
O II Salão do Livro Político chega à segunda edição em um momento decisivo da conjuntura brasileira. Iniciativa independente de editoras vinculadas a questões sociais e política, este ano o Salão terá como foco a atual crise política brasileira.

19 às 21h // Mesa redonda: “O impeachment de 1992 e o golpe de 2016” (Teatro Jardel Filho)

O debate completo:


Polêmica Entrevista de Ciro Gomes Mariana Godoy Entrevista 03/06/16





Maio 2016


Ciro Gomes - Diretório Nacional 30/05/2016   



Ciro Gomes debate (ou tenta) no evento organizado pela Mídia Ninja de nome "Precisamos falar de Política!". Certamente foi um dos debates mais estranhos que já vi, de maneira geral.

A transmissão ocorreu no dia 5 de maio de 2016 e contou também com Djamila Ribeiro, a qual Ciro questionou (e provocou) pessoalmente com um "qual é a proposta" enquanto ela falava sobre a importância de uma reforma política. O debate contou também com Cláudio Prado, o mais "hippie" do trio.

Em meio a militantes das mais variadas áreas, pós-mods (certamente) e anarquistas (com o perdão do uso da palavra de quem não conhece profundamente o anarquismo), Ciro tentou provar (fazer provocações, como é mais de seu perfil) que a partir da política se consegue as verdadeiras mudanças, apresentando propostas e sendo humilde em temas pelos quais tem opinião própria (ou nem isso), mas que em seu lugar é obrigado a não tomar partido, "passando a bola" aos interessados(as)(xs). Essa oportunidade foi certamente um bom teste ao Ciro (e a nós, em nossa percepção), em meio a esse público, tocando em temas complexos como ambientalismo e "minorias". É importante questionar se o pré-candidato emplacaria com essa parte do possível eleitorado, e se esse eleitorado se sentiria por ventura contemplado com o projeto que tem militado aqui e fora do país.

Como qualquer palestra do Ciro, vale a pena assistir. Das cerca de 04h00 de transmissão, foi editado de maneira um pouco telegráfica as partes/trechos que incluem falas do Ciro com questionamentos feitos de maneira direta a ele, ficando um vídeo de cerca de 01h40. Ciro Gomes acabou sendo mais uma vez destaque em debates como esse, mas a primeira vez que o vi um público tão ligado a uma militância e "acadêmicos" comuns, agora (também), pela militância nas redes sociais (e fora dele, como tivemos exemplos bem bacanas).

O áudio original da transmissão foi editado atribuindo limiter a -6dB dando algum ganho no áudio do microfone de Ciro, que se manteve quase sempre um volume pouco mais baixo que o restante dos convidados e público.

Debate Completo:



Abril 2016

Palestra Puc-SP 28/04/2016



Evento completo:



Palestra de Ciro Gomes no Brazil Conference

Ciro Gomes na palestra de tema Politics as the Solution no Brazil Conference - realizado pelos alunos de Harvard e MIT em Cambridge, Massachusetts, dia 23/04/2016.



Esse é parte de Ciro Gomes no painel Economic Policy and the Crisis no Brazil Conference - realizado pelos alunos de Harvard e MIT em Cambridge, Massachusetts, dia 22/04/2016.




Pouco antes do golpe ter sido "votado" na câmara (sexta-feira, a sessão do impeachment ocorreu no domingo seguinte), Ciro Gomes concedeu entrevista a Mínima.FM web rádio (excelente, inclusive) do Rio Grande do Sul.Ciro assumiu sua angústia com o atual momento, falou sobre as denúncias mais recentes (na época) contra Cunha, sobre a mídia, PT, democracia, governo Dilma, gestão (qual?) de cultura num eventual governo Temer, entre demais temas.
Aúdio completo: https://www.mixcloud.com/minima_fm/bipolar-com-ciro-gomes/

Março/2016:
(10'Necessários de Tiago Hélcias)







Dezembro/2015





Entrevista no É notícia, RedeTV, 29/09/2015
http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/enoticia/videos/todos-os-videos/ciro-gomes-ex-governador-do-ceara-e-ex-ministro


Ciro Gomes no Seminário "Dívida Pública, Desenvolvimento e Soberania Nacional"



Agosto/2015
Palestra do pré-candidato à Presidência da República CIRO GOMES em evento do VI Plenafisco e do VI Conafisco, em 07 de agosto de 2015.

A palestra é uma verdadeira digressão sobre os problemas políticos e econômicos atuais do Brasil, e uma análise sistêmica profunda e ao mesmo tempo acessível a respeito da crise de 2008 e suas consequências globais e regionais.

Enfim, este é um vídeo indispensável para se ter uma ideia geral da visão de mundo de Ciro Gomes e seu projeto para o Brasil.



Julho/2015



16 de mar de 2015



Entrevista completa realizada com Ciro Gomes em Dezembro/2013 - Segunda opinião:



Entrevista completa É notícia com Ciro Gomes em Setembro/2013:




Entrevista completa realizada com Ciro Gomes em Fevereiro/2013 - Memória Viva:












Ratinho Abril/2013




Brasil em Discussão - Maio/2012




Palestra do CIRO GOMES no seminário "O Mercosul e a Crise", divulgada pela TV Senado e realizada em 25 de mai de 2012.


Record News Janeiro/2012



Poder e Política - Novembro/2011



Kennedy Alencar entrevista Ciro Gomes 





Falando Francamente - Março 2010







3x1 - TV Brasil - Março 2010







Escola Superior Helder Camera - Setembro 2009












Jô soares 2009



2009:

Roda viva 2005


Ciro Gomes no Canal Livre da TV Bandeirantes - maio 2002

Ciro Gomes no Canal Livre da TV Bandeirantes - set 2002


Roda Viva 1995:


Ciro Gomes - Entrevista Roda Viva 1991:


http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/744/entrevistados/ciro_gomes_1991.htm



Ciro Gomes - Discurso de filiação ao PDT



Debate acirrado entre Ciro Gomes e Rodrigo Constantino:






Rede TV - Requião e Ciro (ENTREVISTA COMPLETA)




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Biografia de Ciro Gomes, retirada do Site da Fundação Getúlio Vargas:

http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/ciro-ferreira-gomes

GOMES, Ciro
*gov. CE 1991-1994; min. Faz. 1994; cand. Pres. Rep. 1998 e 2002; min. Integr. Nac. 2003-2006; dep. fed. CE 2007-

Ciro Ferreira Gomes nasceu em Pindamonhangaba (SP) no dia 15 de novembro de 1957, filho docearense José Euclides Ferreira Gomes Filho e da paulista Maria José Ferreira Gomes. Sua família paternamilitou na política cearense desde a proclamação da Repúblicaquando seu bisavô José Euclides FerreiraGomes se tornou prefeito de Sobral, cargo que mais tarde também seria ocupado por seu avô e seu pai.Seu tio paterno, João Frederico Ferreira Gomes, foi deputadoSeu irmão Cid Gomes foi deputado estadual (1991-1996), prefeito de Sobral (1997-2005) e em 2007 assumiu o governo do Ceará. Seu primo Pimentel Gomes foi deputado federal (1995-1999; 2001-2002; 2003).    
Quando tinha três anos de idade, a família mudou-se para Sobral. Após concluir o cursosecundário em uma escola pública da cidade, transferiu-se para Fortaleza e ingressou em 1976 naFaculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (Ufce). Na faculdade, militou ativamente em umgrupo denominado Habeas-Corpus, ligado à esquerda católica, mantendo — segundo seu depoimento, publicado no livro No país dos conflitos — “um certo alheamento da luta partidária”. Em 1979, ano da reabertura da União Nacional dos Estudantes (UNE), candidatou-se à vice-presidência da entidade em uma chapa social-democrata considerada pelos grupos mais radicais da entidade como de direita. Formou-se no fim desse ano.
Depois de formado, voltou a Sobral para lecionar na universidade local e advogar. Na ocasiãoseupai havia sido eleito prefeito da cidade na legenda do Partido Democrático Social (PDS) em oposição aogrupo de Virgílio Távora, um dos três principais coronéis da política cearenseEm 1982, preocupado comsua sucessão e com a preservação da herança política da família, José Euclides conseguiu incluir o nomede Ciro na lista de candidatos do PDS à Assembleia Legislativa do Ceará, mesmo tendo-se esgotado oprazo de filiaçãoSegundo seu próprio depoimento, Ciro aceitou a candidatura sob a condição de fazeruma campanha completamente livre para defender suas idéiassem constrangimentos por parte do PDS. Com um discurso voltado contra as elites cearenses e defendendo o “voto camarão”, forma de protesto daoposição que induzia o eleitor a votar apenas para deputado federal e estadual, prefeito e vereador, deixando em branco os votos para senador e governador, conseguiu eleger-se. Foi o deputado maisvotado em Sobral, onde obteve 11.600 votos.
Assumindo o mandato em fevereiro de 1983, pronunciou-se contra o governador eleito pelo seupróprio partido, Luís Gonzaga Mota (1983-1987), e chamou a atenção da imprensa local ao reintroduzirno Legislativo cearense o debate sobre as questões nacionaisdemocracialiberdade, reforma social e “atéassuntos internacionais”, o que teria sido, segundo ele, uma antiga tradição abandonada pela políticacearense contemporânea. Foi nesse momento em que se deu sua aproximação com Tasso Jereissati, quepresidia o Centro Industrial do Ceará (CIC) e despontava como uma moderna liderança empresarial epolítica no estadoConvidado pelo comitê de imprensa da Assembleia cearense para realizar uma palestra, Tasso impressionou-se com a atenção e os questionamentos de Ciro e convidou-o a participar deconversas particulares e das conferências promovidas pelo CIC.
As relações entre Ciro e Tasso estreitaram-se ao longo de 1984, durante campanha pelas eleiçõesdiretas para a presidência da República e, a seguir, durante a campanha da Aliança Democrática, cujocandidato, Tancredo Neves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), derrotou Paulo Maluf, do PDS, no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985. Na ocasião, Ciro  havia deixado o PDS e ingressado no PMDB, para onde também havia se transferido o governador Gonzaga Mota.Segundo ele, o PMDB do Ceará “não valia nada”, havendo grande insegurança quanto ao posicionamentode seus filiados em relação ao apoio a Tancredo Neves.
Após as eleições, e com a crise política aberta pela morte de Tancredo Neves antes de serempossado, Ciro conta que passou a ser perseguido por Gonzaga Mota até que este decidiu apoiar o nomede Tasso Jereissati para seu sucessor no governo estadual. Segundo seu depoimento após um bem-sucedido teste de popularidade em Sobral, onde organizou a primeira reunião política do candidato, foique Tasso se decidiu a entrar na disputa pelo governo do estado como candidato do PMDB.
Nas eleições de novembro de 1986, enquanto Tasso vencia a disputa contra Adauto Bezerra,candidato do Partido da Frente Liberal (PFL), Ciro conquistou seu segundo mandato de deputado estadual.Convidado por Tasso para exercer a liderança do governo na Assembeia estadual, teve de enfrentar asreações dos parlamentares à política de enxugamento da máquina administrativa promovida pelo novogovernadorSeu esforço valeu-lhe o convite de Tasso para disputar a prefeitura de Fortaleza nas eleiçõesmunicipais de novembro de 1988, dando prosseguimento à estratégia de isolamento político dos coronéis e de extinção do clientelismo no Ceará.
Eleito, assumiu o governo da capital cearense em janeiro de 1989, recebendo, segundo o jornal OEstado de S. Paulo, uma herança pesada da ex-prefeita Maria Luísa Fontenele, do Partido dosTrabalhadores (PT-CE), que deixou os serviços públicos paralisados e o lixo sobre as calçadasEm apenasum anosegundo a mesma reportagem, Ciro limpou as ruas, tapou buracos, reabriu postos de saúde, recuperou escolas e colocou em dia os salários dos 22 mil funcionários do município. No ano seguinte, obteve o melhor índice de aprovação entre os prefeitos das capitaiscom 77% da avaliação de seudesempenho como ótimo/bomsegundo a Folha de S. Paulo.
Contudoapós 15 meses à frente de uma bem-sucedida administração municipal, deixou o cargoparanovamente a convite de Jereissati, candidatar-se à sua sucessão no pleito de outubro de 1990, na legenda do recém-criado Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Ao deixar a prefeitura, foi substituído pelo vice-prefeito Juraci Magalhães, do PMDB. Ainda no primeiro turno, obteve 56% dosvotos. Saiu vencedor em todas as urnas de Fortaleza, sendo que em três delas contabilizou 100% dosvotos válidos. Foi o único governador do PSDB eleito em 1990.

No governo do Ceará
Assumindo o governo em 15 de março de 1991, Ciro incentivou a criação de micro e pequenasempresas pelo interior do estado, deu continuidade ao enxugamento da máquina administrativa iniciadona gestão de Jereissati, combateu a sonegação para aumentar a arrecadação e investiu maciçamente emsaúde e educaçãoSua gestão transformou-o em campeão de popularidade entre os governadorescom64% de aprovaçãosegundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em julho de 1992. Reduzindo em1/3 os índices de mortalidade infantil no estadopor meio do programa Viva Criança, propagandeado pelohumorista cearense Renato Aragão, foi o primeiro governante latino-americano a receberem 1993, oprêmio Maurice Paté, concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Para realizaresse trabalho, contou, além do engajamento da Igreja Católica e dos meios de comunicaçãocom umverdadeiro exército de agentes de saúde que levou assistência médica a 350 mil famílias, atingindo quase1/3 da população cearense.
Outra obra de impacto realizada em seu governo foi a construçãocom a ajuda de pequenasempreiteiras, de um canal de 115 quilômetros para levar as águas do rio Jaguaribe até a capital, numatentativa de enfrentar os problemas ocasionados pela grande seca sofrida pelo estado em 1993.
No plano políticosegundo reportagem publicada pela Carta Capital, Ciro indispôs-se com seupadrinho político no princípio de 1992, ao permitir que fiscais da Secretaria da Fazenda autuassem aempresa Grande Moinho, do grupo Jereissati, sob a acusação de contrabando de trigoSegundo a revista, a questão foi resolvida após apresentação de documento da Receita Federal autorizando a operaçãomasdeixou profundas mágoas em Carlos Francisco, irmão de Tasso e administrador das empresas da família,que não se conformou com o fato “do criador Tasso não ter rompido com sua criatura”.
Apesar de ter apoiado, num primeiro momento, a candidatura de Fernando Collor de Melo, eleitopresidente da República em 1989, e elogiado seus primeiros atos de governo, passou a defender suarenúncia após as denúncias de corrupção em sua administração, tornando-se alvo de ataques do governofederal, dirigidos também a Tasso Jereissati, que articulava a sustentação de uma eventual ascensão do vice-presidente da República, Itamar Franco, à presidência. Com Tasso, organizou manifestações de ruano Ceará a favor da abertura do processo de impeachment de Collor, cuja admissibilidade acabou sendoaprovada pela Câmara dos Deputados em 29 de setembro de 1992. Após a votação, Collor foi afastado da presidência e renunciou no dia 29 de dezembropouco antes da conclusão do processo pelo SenadoComsua renúncia, Itamar Franco, presidente interino desde 2 de outubro, foi efetivado no cargo.
No dia seguinte, realizaram-se eleições municipais em todo o país. Nessa ocasião, Ciro sofreu duasimportantes derrotas políticasnão conseguiu eleger um correligionário para a prefeitura de Fortaleza — o escolhido pelo eleitorado da capital foi seu secretário de Finanças, Antônio Cambraia, do PMDB, lançadopor Juraci Magalhães —, nem para a de Sobral, onde Aldenor Façanha Júnior, do PDS, venceu Raimundo Pimentel, do PSDB.
Parlamentaristanão poupou duras críticas ao PT por ter optado pela defesa do presidencialismo,sistema de governo que seria confirmado pelo plebiscito realizado em 21 de abril de 1993, dificultando uma eventual aliança daquele partido com o PSDB nas eleições presidenciais do ano seguinte.
No início de 1994, rompeu violentamente com o ex-governador de São Paulo e então presidentedo PMDB, Orestes Quércia, a quem ameaçou processar por ter chamado a ele e a seu pai, José Euclides, de ladrõessegundo noticiou a Folha de S. PauloTambém elogiou a gestão de Fernando Henrique Cardoso à frente do Ministério da Fazenda, declarando que sua eventual candidatura à presidência daRepública não afetaria o sucesso do Plano Real.
Em setembro de 1994, foi surpreendido pelo convite do presidente Itamar Franco para assumir o Ministério Fazenda no lugar do embaixador Rubens Ricupero, quepor sua vez havia substituído Fernando Henrique após a desincompatibilização deste para concorrer à presidência da República naseleições daquele ano em uma coligação formada pelo PSDB, o PFL e o Partido Trabalhista Brasileiro(PTB). Aceito o convite, foi substituído no governo cearense pelo desembargador Francisco AdalbertoBarros de Oliveira Lealpresidente do Tribunal de Justiça do estado, uma vez que seus substitutosnaturais, o vice-governador Lúcio Alcântara e o presidente da Assembleia Legislativadeputado Francisco Aguiar, haviam-se afastado dos cargos para concorrer às eleições de outubro, o primeiro ao Senado e osegundo à reeleição. Deixou o governo do Ceará com o mais alto índice de aprovação – 74% – entre osgovernadores de 12 estados pesquisados pelo Instituto Datafolha naquele mês, tendo proporcionado aoestado um crescimento de 8% em seu produto interno bruto, assegurado 50% de sua arrecadação mensalpara investimentos e zerado suas dívidas interna e externa.
Considerado um “bom comunicador” pelo presidente da Repúblicaque se identificava com seuestilo diretocontundente e impetuoso de criticar os adversários, Ciro passou a ser considerado um tucanoque não ficava “em cima do muro”. Sua indicação para o Ministério da Fazenda reforçava a posição do PSDB no governo federal e garantia a continuidade do Plano Real.

No Ministério da Fazenda
Sua gestão à frente do Ministério da Fazenda, iniciada em 8 de setembro de 1994 foi marcada pelapolêmicacaracterística de seu estilo. As primeiras medidas que adotou, reduzindo as alíquotas deimportação de 445 produtos, e sua interferência nas negociações da greve dos petroleiros para evitar orepasse de aumentos salariais para os preços, comprometeram, segundo noticiou a Folha de S. Paulo, osacordos fechados nas câmaras setoriais entre trabalhadoresempresários e governoalém de colocá-lo emconfronto com a equipe econômica que monitorava o Plano RealNão hesitou em confrontar-se com os sindicalistas, cancelando o acordo fechado pela Petrobras com os petroleirosque reivindicavam aumentosalarial bem acima do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), jogando a categoria em uma das maislongas e tumultuadas greves de sua história.
Para preservar a continuidade do plano de estabilização econômicatambém se manifestou contraproposta de elevação do salário mínimo para cem reaisCom o objetivo de dar mais competitividade àeconomia, extinguiu a cobrança do PIS/Pasep e do Cofins sobre as exportações. Num esforço para acabarcom a indexação na economia, criou a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que deveria substituir a Taxade Referência (TR) nos financiamentos à produçãoPara implementar a TJLP, bateu de frente com o secretário-executivo de seu ministério, Clóvis Carvalhoqueainda segundo seu depoimento, havia engavetado o projetoTambém tiveram grande repercussão suas declarações chamando de “otários” osconsumidores que pagavam ágio na compra de carros populares e de “ladrões” e “canalhas” osempresários que o cobravam, entrando em choque com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) ao classificar como “terroristas” as reações do empresariado paulista às medidas tomadas paraconter o consumo.
Em novembro, viajou para Buenos Aires para discutir com o ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo, uma ampla pauta de assuntos que incluía desde padrões de embalagens até a políticaautomotriz, e acertar os termos finais do acordo sobre tarifas do Mercosulque seria assinado no mês seguinte na cidade de Ouro Preto (MG).
Ainda em dezembro, pouco antes de deixar o cargo – em janeiro de 1995 Itamar Franco passaria o governo a Fernando Henrique Cardoso, vitorioso na eleição de outubro de 1994 –, criticou duramente aescolha do senador José Serra (PSDB-SP) para ministro do Planejamento do novo governo, acusando-o deter combatido a política cambial que sustentava o Plano Real.
Em 1º de janeiro de 1995, foi substituído no Ministério da Fazenda por Pedro Malan. Em seguida, viajou para os Estados Unidos para um período de estudos na Universidade de Harvard sobre os aspectospolíticos da inflação brasileiraprodutosegundo declarações dadas ao jornal Estado de S. Paulo, “dos oligocratas, corporocratas e plutocratas” que controlavam o país. Após deixar o ministério, passou a escrever aos domingos uma coluna para o Jornal do Brasil.
Em abril foi acusado pelo deputado Paulo Bernardo (PT-PR) de ter transferido para o novogoverno despesas da ordem de 3,3 bilhões de reais, assumidas por Itamar Franco para fechar com saldopositivo o caixa do Tesouro Nacional, atribuiu a Serra a origem da acusação. Atacou também a decisão dogoverno brasileiro de impor cotas para a importação de automóveis e rever pontos do acordo do Mercosulque haviam sido decididos em sua gestão em conjunto com a mesma equipe econômica que ascendera aopoder com o presidente, criando assim um impasse nas negociações com a Argentina. Mais uma vez criticou José Serra, acusando-o de favorecer a indústria paulista ao introduzir mudanças nas regras de importação.
As críticas a Serra refletiam na verdade uma queixa maior em relação à seção paulista do PSDB. As divergências haviam começado com a disputa pela presidência do partido em 1992, quando Ciro trabalhou pela candidatura vitoriosa de Tasso Jereissati, derrotando o governador de São Paulo, MárioCovasque apoiava o nome de Euclides Scalco (PSDB-PR). Seus atritos com Mário Covas acirraram-sequando ocupava o Ministério da Fazendacom a explosão da crise do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e culminaram quando Covas o processou por ter denunciado, segundo seu própriodepoimento, o tratamento privilegiado que o governo federal vinha dando ao Banespa, em detrimento deoutros bancos estaduais que acabaram sendo fechados, como os do Piauí e do Rio Grande do Norte.
Em novembro de 1995, em entrevista a Estado de S. Paulo, negou ter-se encontrado com o líderdo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha, que fora acusado de duplohomicídio no estado do Espírito Santo em 1989, e havia apresentado como álibi sua presença no dia do crime em reunião com Ciroentão prefeito de Fortaleza.
Desgostoso menos com a política e mais com os políticosconforme declarou em entrevista aojornal Estado de S. Paulo, recusou convite do governador Tasso Jereissati para concorrer novamente àprefeitura de Fortaleza nas eleições municipais de 1996, mesmo sendo seu nome o mais cotado do PSDBpara ocupar o cargo, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha. Como alternativa, apresentou ao PSDB a candidatura de Maria do Socorro França, que foi derrotada por Juraci Magalhães, do PMDB. Ajudou a articular uma aliança entre o PSDB e o PT para apoiar a candidatura de seu irmão, odeputado estadual Cid Gomes (PSDB-CE), à prefeitura de Sobral, mas este também foi derrotado pelocandidato do PMDB. Na mesma ocasião, sua esposa Patrícia Gomes, ex-militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi eleita vereadora em Fortaleza na legenda do PSDB.
Sem mandato, passou a atacar a “política do Estado mínimo” praticada, segundo seu depoimento,pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, e a defender um Estado forte, planejador e dirigista, capaz defixar metas para a sociedade e de definir políticas sociais e de desenvolvimento para o paísEm artigopublicado pelo Jornal do Brasil, criticou o governo federal pela falta de “um projeto nacional comoventeque mobilize a sociedade brasileira” e por ter errado “perigosamente no cronograma das reformas”. Denunciando a “cultura política da conciliação e da transação que sempre marcou o pensamentoconservador brasileiro e tem surpreendentemente encontrado em nosso governo uma práticaabsolutamente inquietante”, criticou o presidente por estabelecer um “modelo de interlocução políticadesgastante por ser personalista, não institucional, simplificador de complexidades sofisticadas, tudoperdoado em começo de governomas de preço caríssimo se levado assim por muito tempo”.
Durante o período que passou nos Estados Unidos, começou a articular com o economista eprofessor de Harvard Roberto Mangabeira Unger, um dos principais ideólogos do Partido DemocráticoTrabalhista (PDT), a formação de um grupo voltado para a busca de novas opções políticas para aesquerda latino-americanaque incluía cientistas políticos como o mexicano Jorge Castañeda e políticoscomo o ex-presidente Itamar Franco, o ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro (PT-RS), e o senadorPedro Simon (PMDB-RS).

Candidatura à presidência e ida para o PPS
Situando-se como um político de centro, em 1997 colocou-se como um eventual candidato daoposição à sucessão de Fernando Henrique Cardoso, que, com a aprovação da emenda da reeleição peloCongresso naquele ano, poderia concorrer a um segundo mandato consecutivo nas eleições de outubro de 1998. Conforme declarou em seu livro-depoimento, assim fez porque, “se você dissesse que há 20brasileiros que podem vir a ser presidente da Repúblicaeu acho que seria um dos 20”desde quecontasse com apoio popular.
Segundo reportagem publicada pelo Jornal do Brasil, em agosto de 1997 começou a articular comRoberto Freire, senador por Pernambuco e presidente do Partido Popular Socialista (PPS) – criado em1992 em decorrência de divergências internas no Partido Comunista Brasileiro (PCB) – um movimentoque pretendia reunir, em torno de um novo partido ou de uma coligação, setores da oposição descontentescom suas filiações partidárias originais – como os governadores do Paraná, Jaime Lerner, e do EspíritoSanto, Vítor Buaiz, que então abandonaram o PDT e o PT para se filiar respectivamente ao Partido daFrente Liberal (PFL) e ao Partido Verde (PV). O objetivo do movimento era buscar alternativas de centro-esquerda para a coalizão de centro-direita quesegundo Ciro, passara a controlar a política nacional após aeleição de Fernando Henrique.
Percebendo a inviabilidade da criação de uma nova legenda capaz de unir a oposição, no final desetembro desligou-se do PSDB e filiou-se ao PPS. No mês seguinte foi lançado pelo PPS candidato àpresidência da República. Em junho de 1998, sua candidatura foi homologada, recebendo o apoio doPartido Liberal (PL) e do Partido da Mobilização Nacional (PMN). Seus principais adversários eram opresidente Fernando Henrique e Luís Inácio Lula da Silva, candidato da coligação de esquerda comandadapelo PT e integrada ainda pelo PDT, pelo PCdoB, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e pelo PCB.
Durante a campanha, Ciro Gomes criticou a política econômica de Fernando Henrique em relaçãoà venda do patrimônio público, à explosão das dívidas interna e externa, e à valorização artificial do real.Seu programa de governo previa a redução drástica dos juros e a adoção de um câmbio flutuanteEmrelação ao candidato petista, suas críticas se dirigiram ao fato de Lula não ter vivência administrativaporjamais ter governado. No último mês da campanhadiante da perspectiva de Fernando Henrique vencer aseleições no primeiro turno, Ciro e Lula cessaram os ataques recíprocos e buscaram aproximar-se naoposição ao presidente. Fernando Henrique foi de fato eleito no primeiro turno, com 53% dos votos, e Ciro Gomes ficou em terceiro lugarcom cerca de 10% dos votos.
início do segundo mandato de Fernando Henrique, em janeiro de 1999, foi marcado por umaforte desvalorização do real em consequência de uma grave crise financeira iniciada na Rússia queprovocou um grande movimento de fuga de capitais dos chamados países emergentesPara evitar a saídadesses recursos, o governo decidiu elevar mais uma vez a taxa de jurosque em março chegaria a 45% ao ano. Como consequência, o Brasil experimentou o maior endividamento público interno de sua história.
Em encontro com Fernando Henrique ainda em janeiro – o primeiro desde sua saída do PSDB em1997 –, Ciro sugeriu a centralização do câmbio e o controle sobre a fuga de capitais como medidasemergenciais para a crise. Defendeu ainda que o governo procurasse os credores para negociar umalongamento do perfil da dívidaSegundo ele, as dificuldades enfrentadas pela economia brasileiraresidiam na política econômica “conservadora” adotada pelo governo, e apenas exigir mais sacrifícios dapopulação para cumprir as metas de ajuste fiscal não resolveria o problema.
Ao mesmo tempo que procurava se posicionar criticamente em relação ao governo, Ciro Gomes buscou fortalecer sua aproximação com o PT e com outros setores da oposiçãoDurante encontro comLula em abril de 1999, propôs a formação de um movimento suprapartidário que reunisse as diversascorrentes oposicionistas em torno de um programa comum para a disputa das eleições presidenciais de 2002. Desse movimento, sairia uma candidatura única de centro-esquerda a ser escolhida em eleiçõesprimárias por todos os filiados.
proposta seria, entretanto, recusada pela direção do PT sob o argumento de que Ciro Gomes nãorepresentava uma alternativa real ao projeto do PSDB. Segundo alguns petistas, tal recusa se baseava naposição assumida por Ciro, contra as manifestações da oposição – simbolizadas no slogan “Fora FHC” –que pediam a renúncia ou o impeachment de Fernando Henrique em razão do agravamento da criseeconômica e do surgimento de denúncias de corrupção envolvendo o governo. Ciro qualificou aspropostas como “golpistas”, sustentando que a busca de uma saída para a crise não comportava odesrespeito às instituições democráticas e ao resultado das eleiçõesEm mais de uma ocasião, manifestou-se também contrariamente à criação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) no CongressoNacional para investigar atos do ExecutivoIssoentretantonão o impediria de acusar o presidente de “omisso” em relação às denúnciasEm julho de 2002, por exemplo, afirmaria: “Fernando Henrique nãoroubamas deixa roubar”, declaração que teve grande repercussão na imprensa e provocou acirrada trocade acusações entre Ciro e o palácio do Planalto.
Quando Ciro Gomes disputou a presidência da República, em 1998, o PPS contava com 506vereadores, 32 prefeitosum senadortrês deputados federais e apenas 28 deputados estaduais. Em sua opinião, a falta de estrutura do partido em estados importantes como São Paulo teria sido uma dasprincipais causas de sua derrota. A partir desse diagnóstico, assumiu como sua principal tarefa nos anosseguintes a construção de uma base política mais sólida e orgânica.
Segundo afirmou ao jornal Folha de S. Paulosua intenção era tornar o PPS um partido de massaspartir de sua organização nos municípios e, com issoconquistar a hegemonia no campo da esquerdabrasileira. O partido adotou então uma política agressiva de filiações que teve como resultado um aumentoexpressivo do número de filiados e de partidários com mandatos eletivos. As adesões incluíram desdesocialistas e ex-tucanos até antigos partidários de Orestes Quércia e de Paulo Maluf. A estratégia deu certo:em junho de 2000, o PPS registrava cerca de dois mil vereadores, duzentos prefeitos, três senadores, 13deputados federais e mais de 40 deputados estaduais.
Um importante teste para o partido foram as eleições municipais de outubro de 2000. Ciro esteve àfrente das principais articulações feitas pela legenda durante a campanha. Além de apoiar as candidaturasdo partido em vários municípios cearenses, assumiu pessoalmente a coordenação da campanha de sua ex-mulher Patrícia Gomes (PPS) para a prefeitura de Fortaleza – Ciro e Patrícia haviam se separado em 1999 e, pouco tempo depois, o ex-governador assumiu relacionamento com a atriz Patrícia Pilar.
 Além de Fortaleza, o PPS lançou candidatos próprios em mais seis capitais. No Rio de Janeiro, integrou uma coligação em apoio à candidatura de César Maia, do PTB. Em São Paulo, porém, a sigla se dividiu entre os partidários da pré-candidatura de Mangabeira Unger – apoiado por Ciro – e os favoráveisa uma aliança com a candidata Luísa Erundina, do PSB. A tese da candidatura própria sofreu forteoposição da direção estadual do partido, levando Unger a desistir da postulação. Derrotado, o filósofo anunciou seu voto na candidata do PT, Marta Suplicy; Ciro também se negou a apoiar Erundina.
primeiro turno das eleições, em 1º de outubro, revelou o crescimento das oposições em todo o país, principalmente do PT. O PPS também avançou: de 33 prefeitos eleitos em 1996, saltou para 164; de 490 vereadores, passou a mais de 2.500. Proporcionalmente, foi a sigla que mais cresceu. Em Fortaleza, no entanto, o partido sofreu sua pior derrotaPatrícia Gomes, que também teve o apoio do governadorTasso Jereissati, liderou as pesquisas de intenção de voto durante boa parte da campanhamas foi ultrapassada na reta final e acabou em quarto lugar. No segundo turno, em 29 de outubro, o prefeito Juraci Magalhães (PMDB), em disputa com Inácio Arruda (PCdoB), foi reeleito. No Rio, César Maiacom oapoio de Ciro Gomes, foi eleito após derrotar no segundo turno o candidato à reeleição, Luís Paulo Conde(PFL). Em São PauloMarta Suplicy (PT) foi a mais votada no segundo turno em disputa com Paulo Maluf(PPB).

Nova candidatura à presidência
Passadas as eleições municipais, o nome de Ciro Gomes  estava consolidado como um dos pré-candidatos ao pleito presidencial de 2002. Apesar disso, Ciro ainda defendia a unidade das oposições noprimeiro turno para enfrentar o candidato governista, chegando mesmo a declarar que estava disposto aretirar o seu nome para formar uma ampla coalizão de centro-esquerda.
Com esse objetivo, aproximou-se do presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, que vinhasugerindo a formação de uma chapa com Ciro e o governador de Minas Gerais, Itamar Franco. Pelaproposta de Brizola, a definição do candidato da aliança – que incluiria também o PT – seria feita no cursoda campanha, cabendo àquele que reunisse as melhores condições para a disputa. A tese da candidaturaúnica esbarrou, no entanto, na oposição dos petistas, cujo provável candidato, Luís Inácio Lula da Silva, liderava com folga as pesquisas eleitoraisPara Ciro, a candidatura isolada de Lula representava uma "ruptura voluntarista à esquerda" e estava fadada ao fracasso.
Não obstante o crescimento verificado na eleição de 2000, o PPS era ainda um partido com poucarepresentatividade no cenário nacionalDiante das negativas do PT e da indefinição de Itamar – que viria a apoiar Lula –, Ciro passou a buscar apoio de outras forças a fim de criar uma base de sustentação paraseu projeto político.
Um primeiro passo nesse sentido foi dadoem maio de 2001, com a formalização do apoio do PTB à sua candidaturaAinda nesse mês, num gesto interpretado como o início de uma possívelaproximação com o PFL, caracterizou como “linchamento” as críticas endereçadas ao senador baianoAntônio Carlos Magalhães – seu antigo desafeto político –, após este ter sido acusado de mandar violar opainel eletrônico de votação do Senado durante sessão que aprovou a cassação do mandato do senadorLuís Estevão (PMDB-DF), em 2000, época em que Magalhães ocupava a presidência da Casa. Na ocasião, Ciro afirmou que a falta do senador não fora “tão grave” e que havia um “clima de histeria no país” aserviço do governo e “de setores da mídia” interessados em “distrair a opinião pública” dos fatos querealmente importavam à naçãoAntigo aliado de Fernando Henrique Cardoso, Antônio Carlos Magalhães havia-se rebelado contra o apoio do governo à candidatura de seu adversário Jader Barbalho (PMDB-PA) na eleição para a presidência do Senado em fevereiro de 2001. Acusado de quebra de decoro parlamentarpela violação do painel, renunciaria ainda em maio ao mandato de senador.
Anunciada em fevereiro de 2002, a coligação entre PPS, PDT e PTB, batizada de FrenteTrabalhista, sedimentou a candidatura de Ciro. Na época, os principais candidatos à sucessão de Fernando Henrique  estavam praticamente definidosAlém do candidato do PPS, lançaram-se na disputaLula,pelo PT; Anthony Garotinho, pelo PSB; e José Serrapelo PSDB. A novidade era a governadora do Maranhão Roseana Sarney (1995-2002), cuja pré-candidatura havia sido lançada pelo PFL com a intençãode disputar a indicação no campo governista. Até então, Roseana era a candidata da base do governo commaior chance de vitória, chegando a rivalizar com Lula nas pesquisas. A partir de marçoentretanto, oapoio à sua candidatura cairia vertiginosamente. Uma ação de busca e apreensão realizada pela PolíciaFederal numa empresa de sua propriedade e de seu marido, Jorge Murad, revelou uma supostaparticipação do casal em irregularidades na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A divulgação do caso sepultou as pretensões da candidataEm abril, Roseana anunciou suadesistência da corrida presidencial, responsabilizando o governo e o candidato José Serra pelas ações emsua empresa. A operação provocou o rompimento do PFL com Fernando Henrique e pôs fim à aliança dopartido com os tucanos.
Durante o episódio, Ciro manifestou-se abertamente a favor de Roseana e afirmou que a operaçãotivera um caráter nitidamente político para favorecer José SerraSuas declarações abriram definitivamentecaminho para um acordo com o PFL. Uma coligação formal não chegaria a se concretizarmas Ciro recebeu o apoio de lideranças pefelistas expressivas, como o ex-senador Antônio Carlos Magalhães e opresidente do partido, Jorge Bornhausen. Roseana Sarney, no entanto, decidiu-se pelo voto em Lula, umavez que seu principal adversário no Maranhão, Jackson Lago (PDT), era apoiado pela Frente Trabalhista. Ciro também conseguiu atrair o apoio do partido em vários estados, dividindo com Serra a preferênciaentre os pefelistas.
apoio de setores do PFL à candidatura de Ciro foi duramente combatido pelo presidente do PPS, Roberto Freire, e pelas correntes mais à esquerda do partido oriundas do PCB. Segundo Freire, a participação dos liberais comprometia o caráter “progressista” da Frente Trabalhista e impunha àcandidatura de Ciro um perfil “conservador” incompatível com os compromissos de um candidato de centro-esquerda. Ciro defendeu-se afirmando que, “em política”, acordos contraditórios eram "humanos enormais" e que precisava viabilizar seu nome na corrida sucessória. Ainda em abril de 2002, o comandoda Frente Trabalhista esvaziou as declarações de Freire e decidiu que somente Ciro Gomes teria autorização para se pronunciar sobre as negociações com o PFL.
Em junho, Ciro Gomes teve seu nome oficialmente confirmado como candidato à presidência daRepública pela Frente Trabalhista. Como vice, foi escolhido o presidente da Força Sindical, Paulo Pereirada Silva (PTB), conhecido como Paulinho da Força. O programa de governo da Frentecuja elaboração foicoordenada por Mangabeira Unger, assumiu o compromisso com a manutenção da estabilidade da moeda,com o "realismo fiscal" e com a abertura "criteriosa" da economiaComo medida fundamental para a “retomada do crescimento econômico”, previa a elevação da taxa de poupança interna do país por meiode uma reforma tributária que desonerasse o setor produtivo e da instituição de um regime de capitalização na Previdência Social. O sucesso dessas reformas permitiria, segundo Ciro, a elevação dosalário mínimo para mil reais em um período de oito anos. A parte mais polêmica do plano era a propostapara a dívida internaque tinha como base a concessão de juros mais elevados para os credores queconcordassem com o alongamento dos prazos de pagamento.
No campo da reforma política, o programa defendia a instituição de uma "cláusula de barreira"para a representação parlamentar dos partidos, o financiamento público das campanhas eleitorais, afidelidade partidária e, a longo prazo, a adoção do parlamentarismoOutra sugestão polêmica era autilização de "plebiscitos e referendospara solucionar impasses entre o Executivo e o LegislativoO programa também previa o fim do vestibular e do serviço militar obrigatórioa estatização da indústria dearmamentos e aumento das restrições ao comércio de armas.
Ainda em junho, os institutos eleitorais passaram a indicar um vigoroso crescimento do candidatoda Frente Trabalhista. Em dois meses, Ciro praticamente dobrou seus índices de intenção de voto, passando de cerca de 15% em fins daquele mês para quase 30% no final de agosto, isolando-se emsegundo lugar na disputa e ameaçando a liderança de Lula. Nesse período, os ataques à sua candidaturatornaram-se mais frequentes. As críticas mais incisivas partiram principalmente de José Serraqueexplorou o fato de sua candidatura ser sustentada por antigos aliados de Fernando Collor de Melo. Aassociação de seu nome a Collor foi reforçada pela decisão do PPS alagoano de apoiar – contra a vontadede Ciro – a candidatura do ex-presidente ao governo de Alagoas. Serra também acusou Ciro de, comoministro da Fazendater defendido a sobrevalorização do câmbio e a abertura indiscriminada da economia.
Em resposta, Ciro acusou Serra de ter “sabotado” o Plano Real e de ser o candidato do "grandecapital" e "das negociatas". Sobre Lulaque em grau mais moderado também reverberava as críticas dotucano, Ciro disse que lhe faltava experiência e um projeto para dirigir o país. Além das críticas de seusadversários na corrida sucessória, Ciro Gomes teve de enfrentar uma série de denúncias veiculadas naimprensa no mês de julho envolvendo alguns de seus principais aliados. A mais importante foi dirigida ao coordenador-geral de sua campanhadeputado José Carlos Martinez (PTB-PR), acusado de manterrelações financeiras com a família do ex-tesoureiro da campanha presidencial de Collor, Paulo César Farias. A divulgação do caso provocou a saída de Martinez da campanha no início de agosto, passando acoordenação a ser exercida pelo próprio Ciro. As acusações também atingiram Paulo Pereira da Silva, denunciado por irregularidades supostamente cometidas em sua gestão como presidente da Força Sindical. Ao defender Paulinho, Ciro responsabilizou o governo e a campanha de José Serra pelas denúncias, classificando como “fascistas” os “métodos” de seus opositores.
crescimento da candidatura de Ciro coincidiu com um período de exacerbação da criseeconômica, provocada pela alta do dólar, a queda da bolsa de valores e a elevação do “risco-país”, índicecriado pelas agências financeiras internacionais para orientar, quanto ao nível de segurança, osinvestimentos estrangeiros.
O “nervosismo no mercado financeiro” foi interpretado por alguns analistas como sintoma de umpossível segundo turno entre Lula e o candidato do PPS. O fato foi explorado politicamente por José Serra,que adotou a estratégia de vincular a vitória da oposição ao risco de agravamento da situação econômica. Ciro reagiu às insinuações dizendo que Fernando Henrique Cardoso seria lembrado como “o homem quequebrou o Brasil”. Ao mesmo tempo, acusou Lula de ter “traído a confiança” dos eleitores com a Carta aoPovo Brasileiro, manifesto divulgado em junho de 2002 no qual o candidato petista, com o objetivo deacalmar os investidores, assumira o compromisso de respeitar os “contratos e obrigações do país” em casode vitória.
No início de agosto, Fernando Henrique reconheceu que a economia brasileira havia chegado aum "ponto crítico" e anunciou a negociação de um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional(FMI) – o terceiro de sua gestão. O acordo como o FMI foi firmado no dia 7 daquele mês e envolveu aconcessão de um empréstimo de 30 bilhões de dólares para que o país pudesse saldar seus compromissoscom a dívida pública interna – que àquela altura, pressionada pela elevação do dólar, correspondia a maisda metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. A negociação elevou a meta de ajuste fiscal de 3,5% do PIB, prevista no acordo anterior (de setembro de 2001), para 3,75%. Embora admitindo que o governonão tinha alternativa, Ciro qualificou o ajuste como um “desastre” e, ao contrário dos outros candidatos, recusou-se a assumir antecipadamente o cumprimento do acordo caso fosse eleito.
Após o início do programa eleitoral gratuito no rádio e na TV, as pesquisas de opinião passaram aregistrar uma queda acentuada nas intenções de voto em Ciro Gomes e a subida de José Serra. No iníciode setembro, a diferença entre os dois candidatosque nas últimas semanas de agosto era de 14 pontospercentuais a favor de Ciro, reduziu-se a apenas um ponto. Os levantamentos seguintes confirmaram essatendência. Nas últimas semanas de setembro Ciro  era ultrapassado por Garotinho e registrava apenas12% dos votos válidossegundo o Instituto Datafolha.
Para alguns de seus assessores, a queda de Ciro nas pesquisas devia-se, em parte, aotemperamento do candidato e ao tom agressivo de suas declarações contra o governo. Ao longo dacampanha, Ciro protagonizou várias polêmicas com eleitoresbanqueiros e jornalistas. Numa ocasião,durante um jantar com empresários em São Paulo, ao ser indagado sobre o que poderia fazer paraacalmar” os investidores, respondeu que estava se “lixando para o mercado”. Declarações desse tipoforam exaustivamente exploradas pela propaganda de Serraque procurou vincular ao candidato aimagem de "desequilibradopara o exercício da presidência.
Com poucas chances de vitóriaalguns aliados passaram a defender que Ciro renunciasse a suacandidatura em apoio a Lula, a fim de evitar a realização de um segundo turno entre o petista e ocandidato tucano. Ciro, no entanto, resistiu às pressões. Realizado o primeiro turno no dia 6 de outubro, avitória coube a Lulaque obteve 46,44% dos votos válidosSerra ficou em segundo lugar, com 23,19%; Garotinho em terceirocom 17,86%; e Ciro em quartocom 11,97%. Nessa eleição, o PPS elegeu PatríciaGomes para o Senado e 15 deputados federaisalém de dois governadoresBlairo Maggi, no Mato Grosso, e Eduardo Braga, no Amazonas.
Confirmada a realização de um segundo entre Lula e Serra, Ciro anunciou apoio “irrestrito eentusiástico à candidatura do petista. A seguir, engajou-se na campanha de Lúcio Alcântara (PSDB) aogoverno do Ceará. O PPS decidira não lançar candidato ao Executivo cearense em virtude da resoluçãoaprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proibiu os partidos coligados na eleição parapresidente de formar alianças nos estados com legendas adversárias no pleito nacionalCom a “verticalização”, nome como ficou conhecida a nova regrao PPS ficou impedido de formalizar uniãocom o PSDB, seu tradicional aliado no estado. A saída foi, então, uma aliança informal pela qual ossocialistas se comprometeram a não lançar candidato ao governoem troca do apoio dos tucanos àcandidatura de Patrícia Gomes ao Senado. Embora sua vitória fosse esperada já no primeiro turno, Lúcio Alcântara fora surpreendido na reta final pelo crescimento do candidato do PT, José Airton Cirilo. Nosegundo turno, em 27 de outubrocom o apoio de Ciro e Jereissati, foi eleito governador após umadisputa bastante acirrada com o petista. 
No segundo turno do pleito presidencial, Lula foi eleito com quase 53 milhões de votoscerca de 61% dos votos válidos. Depois das eleições Ciro foi convidado por Jereissati a voltar para o PSDB, masrecusou. Cada vez mais próximo de Lulaseu caminho natural seria a participação no novo governo. 

Ministro da Integração Nacional
Lula assumiu a presidência da República no dia 1° de janeiro de 2003, e na mesma data Ciro Gomes foi empossado como ministro da Integração Nacional em substituição ao engenheiro Luciano Barbosa.
Ainda no início de sua gestão, Ciro foi designado por Lula para coordenar os projetos de revitalização da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência doDesenvolvimento da Amazônia (Sudam). Idealizadas pelo economista Celso Furtado em fins da década1950, as agências haviam sido extintas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso após terem sidoalvo de denúncias de fraude e corrupção envolvendo projetos sob sua responsabilidade.
Uma das promessas de campanha de Lula, a recriação dos órgãos foi utilizada pelo governo comoexemplo de retomada do papel estratégico do Estado. Na proposta elaborada pelo ministério, a Sudam e a Sudene passariam a ser geridas por conselhos deliberativos formados por representantes da sociedade civile dos governos estaduais, por trabalhadores e empresáriosalém de ministros de Estado e membrosindicados pelas agências de créditoSegundo Ciro, essa foi a forma encontrada para “blindar” asinstituições contra a corrupção. Pelo novo modelo, a obtenção dos incentivos fiscais estaria condicionada à participação dos trabalhadores nos lucros das empresas e à sustentabilidade ambiental dos projetos.Além disso, os riscos dos empreendimentos passariam a ser assumidos pelos operadores financeirosprivadosque ficavam obrigados a ressarcir o Estado em caso de fraudes.
Em meados de 2003, ao anunciar a conclusão do projeto de lei que recriava as agências, Ciro advertiu que o funcionamento das duas instituições ainda dependia da aprovação do Fundo Nacional deDesenvolvimento Regional (FNDR), que integrava a proposta de reforma tributária enviada pelo governoao Congresso. Na versão original do projeto, previa-se que o fundo, constituído por recursos oriundos doImposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, fosse administrado pelo governo federalpor meio da Sudam e da Sudene, a quem caberia fazer o repasse aos estados.
criação do FNDR nos moldes pretendidos pelo governo provocou a reação dos governadores,quepor meio de suas bancadas no Congresso, condicionaram a discussão da reforma à partilha daadministração do fundo com os estados. A negociação do acordo garantiu ao governo a aprovação depontos importantes da reforma tributária ainda em 2003, entre eles a prorrogação da ContribuiçãoProvisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ciro classificou o acordo do Executivo com osgovernadores como um "equívoco de projeções históricas". Para ele, os recursos do fundo deveriam serutilizados em projetos estratégicos na área de infraestrutura e mantidos sob coordenação federal, evitando,com issoque as verbas fossem direcionadas para outros fins de acordo com as conveniências locais.
Depois de quase quatro anos de tramitação, o projeto de recriação da Sudam e da Sudene seriafinalmente aprovado pelo Congresso em janeiro de 2007. Na mesma ocasião, foram extintas a Agência deDesenvolvimento do Nordeste e a Agência de Desenvolvimento da Amazônia, que haviam sido criadasem 2001 em substituição às duas autarquias.
Além da revitalização da Sudam e da Sudene, Ciro coordenou uma das iniciativas mais polêmicasda gestão Lula: o projeto de transposição das águas do rio São Francisco. Com custo estimado em cerca 4,5 bilhões de reais (apenas em sua primeira etapa), o empreendimento foi considerado a obra de maiorimpacto do novo governoEm linhas gerais, o projeto previa a construção de dois grandes canais deconcreto, totalizando cerca de 700 quilômetros de extensãoatravés dos quais seria desviada parte daságuas do São Francisco para irrigar regiões do semiárido nordestino afetadas pela seca. A princípio seriam captados cerca de 26m³ de água por segundo, considerando uma vazão média de 2.800 m³/s, dividida emdois grandes eixos de transposição (norte e leste). Segundo o governo, a obra beneficiaria 12 milhões depessoas distribuídas em quatro estados: Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
Desde o seu anúncio, o projeto causou grande controvérsia e provocou acalorados debates naimprensa, mobilizando os diversos setores da sociedade envolvidos na questão. A principal objeção à obradizia respeito à destinação do uso da água a ser desviada. Seus críticos afirmavam que o governopretendia utilizar a água não  para consumo humano e animalmas também em projetos de irrigaçãoque beneficiariam prioritariamente a agroindústria e os grandes proprietérios de terra. O empreendimentofoi também questionado por seu alto custo econômico e pelo fato de supostamente atender apenas a umapequena parcela da população afetada pela secaOutra preocupação era com o impacto ambiental que aobra poderia causar ao ecossistema da região e ao próprio rio.
As críticas partiram principalmente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco(CBHSF), órgão composto por representantes do poder público, dos usuários dos recursos hídricos e também por entidades da sociedade civil. Criado em junho de 2001, durante o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, o CBHSF assumiu como parte de suas atribuições a participação na elaboração do plano de utilização da bacia e na definição de obras prioritárias na região. Também faziam oposição ao projeto os chamados “estados doadores”, de onde a água seria desviada para abastecer os quatro estados acima mencionados.
Em defesa do governo, Ciro alegou que o rio não seria propriamente desviado, mas sim integrado às bacias hidrográficas do Nordeste setentrionalAlém disso, explicou que seria utilizada apenas umapequena parte da água excedente que era despejada no marEm relação aos “estados doadores”, sustentouque as regiões beneficiadas não possuíam rios perenes, o que justificaria o transporte de água até esseslocaisSobre a viabilidade econômica do empreendimento, reconheceu que, num primeiro momentoseufinancicamento seria a fundo perdido, mas que depois o projeto seria autossustentável.
Em outubro de 2004, o Comitê da Bacia do São Francisco aprovou uma resolução proibindo autilização das águas do rio em atividades produtivas localizadas fora dos limites geográficos da bacia.  Emresposta, o Ministério da Integração Nacional alegou que o comitê havia extrapolado suas atribuições eque a decisão sobre o tema cabia à Agência Nacional de Águas (ANA).
Posteriormente, a ANA deliberou que a decisão por ações que transcendessem o âmbito da baciaera de responsabilidade do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), órgão de competênciamáxima do Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos brasileiros. A decisão da ANA,favorável ao governo, foi reforçada em janeiro de 2005 com a aprovação do projeto pelo CNRH.  Asresoluções da ANA e do CNRH, assim como as ações de entidades contrárias ao projeto, dariam origem a uma longa disputa judicial, obrigando o Executivo a alterar sucessivamente o cronograma oficial dasobras.
Em fins de setembro de 2005, o governo foi surpreendido pelo anúncio de que o bispo de Barra(BA), dom Luís Flávio Cappio, havia iniciado uma greve de fome em protesto contra as obras no SãoFrancisco. Segundo Cappio, o projeto era "uma obra endereçada às grandes empreiteiras, ao agronegócio e às elites locais” e não correspondia “às necessidades do povo do semiárido". O bispo defendia ainda quedinheiro gasto com o empreendimento fosse direcionado para pequenos projetos de convivência com aseca na região. A greve durou dez dias e  foi encerrada após o governo ter-se comprometido em reabrirdiálogo sobre o empreendimentoDurante as negociações, Ciro chegou a se oferecer para intermediarum acordomas a iniciativa foi rechaçada pelo clérigo. Coube então ao ministro das RelaçõesInstitucionais, Jaques Wagner, levar a proposta de Lula até o bispo.
Em novembro, Ciro debateu a transposição do São Francisco na Conferência Nacional dos Bisposdo Brasil (CNBB). Na ocasião, afirmou que a obra havia sido amplamente discutida com a sociedademasqueapesar disso, permanecia uma “brutal desinformação sobre o projeto”. Segundo ele, as críticas dobispo careciam de fundamentação. Negando que a obra serviria para beneficiar empreiteiros, garantiu queágua utilizada na transposição seria destinada exclusivamente para o consumo humano – o que indicava uma alteração no projeto original.
Objeto de intensos debates até o fim do primeiro governo Lula, a transposição do São Francisco só seria efetivamente iniciada no seu segundo mandato, mais precisamente em junho de 2007, quando Ciro Gomes  havia deixado o ministério.
Contrariando as expectativas geradas quando de sua nomeação para comandar o Ministério daIntegração Nacional, Ciro comportou-se de forma discreta à frente da pasta e, segundo palavras do próprioLula, foi um de seus auxiliares mais “leais”. Fora o episódio envolvendo as discussões sobre o FundoNacional de Desenvolvimento Regional – quando chegou a ameaçar deixar o cargo –, procurou evitardeclarações polêmicas em público e guardou suas objeções para as discussões internas no governoAlémdisso, em várias ocasiões defendeu as ações do Executivo das críticas – vindas até mesmo de algunsaliados – ao caráter conservador da política econômica adotada pelo ministro da Fazenda, Antônio Paloci. Nesse sentido, reconheceu o acerto das medidas de austeridade fiscal adotadas no início do governo paraenfrentar a crise herdada da administração anterior.
Essa postura o colocou mais uma vez em rota de colisão com a direção do PPS, uma vez que opartidoembora fizesse parte da coalizão governistavinha desde o início da gestão de Lula criticando acondução da política econômica e a falta de um projeto estratégico para o país. O distanciamento entreCiro e o PPS ficaria evidente durante a campanha para a prefeitura de São Paulo nas eleições de outubrode 2004, quando o partido decidiu apoiar a candidatura vitoriosa de José Serra (PSDB), contrariando aintenção de Ciro de formalizar uma coligação com a candidata do PT, Marta Suplicy.
Em Fortaleza, ao contrário, o pleito foi marcado pelo fim da aliança entre os dois partidosquando,pela primeira vez, Tasso Jereissati e Ciro Gomes apoiaram candidatos diferentes em uma disputa no Ceará. Ciro declarou voto em Inácio Arruda (PCdoB), enquanto Jereissati manifestou apoio ao candidato do PSDB, Antônio Cambraia. Realizada em dois turnos, a eleição foi, no entanto, vencida por Luiziane Lins (PT), em confronto com Moroni Torgan (PFL). 
Aproximando-se cada vez mais da oposição, o PPS anunciou em dezembro o rompimento com ogoverno Lula e determinou que todos os seus integrantes com cargos no Executivo deveriam deixar suasfunçõesPor não ter acatado a decisão do diretório nacional do partido, Ciro foi desligado oficialmente daagremiação em fevereiro de 2005. Em junho, anunciou sua filiação ao PSB.
Nesse mesmo mês, teve seu nome citado pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) numaentrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na qual o parlamentar denunciou o pagamento de uma “mesadapelo governo a integrantes da base aliada no Congresso em troca da aprovação de matérias de interesse doExecutivoSegundo Jefferson, o caso havia sido relatado por ele a vários líderes governistas, incluindo Ciro Gomes. Indagado sobre a veracidade das afirmações de Jefferson, Ciro admitiu o fatomasargumentou que não tornou público o caso porque o deputado não lhe havia apresentado provas.
caso também atingiu um dos auxiliares mais próximos de Ciro, o então secretário-executivo doMinistério da Integração Nacional, Márcio Lacerda, que teve seu nome incluído numa lista de supostosbeneficiários do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério, apontado por Jefferson como ooperador financeiro do “mensalão”. Exonerado de suas funções após a revelação do escândalo, Lacerda foi, no entanto, defendido por Ciro, que afirmou acreditar em sua inocência.
Ciro Gomes deixou o Ministério da Integração Nacional em março de 2006, sendo substituído nocargo por Pedro Brito, que havia assumido a Secretaria-Executiva da pasta no lugar de Lacerda. partirde entãoseu nome passou a ser cogitado para integrar como vice a chapa que lançaria a candidatura deLula à reeleição em outubro. A iniciativaentretanto, sofreu resistências por parte do PT e também nãoagradou à direção do PSB, que desejava ver Ciro concorrendo à Câmara dos Deputados para ajudar opartido a aumentar sua representação no Congresso.
No pleito de outubro de 2006, Ciro candidatou-se a deputado federal na legenda do PSB.Deputado proporcionalmente mais votado do país, foi eleito com 667.830 votos. No Ceará, seu irmão Cid Gomes, também do PSB, foi eleito governador do estado ainda no primeiro turno. Nas eleiçõespresidenciais, Lula foi reeleito para mais um mandato após derrotar no segundo turno o tucano GeraldoAlckmin.

Deputado federal do PSB
            Empossado como deputado em fevereiro de 2007, Ciro participou com destaque no início dalegislatura das articulações para a eleição do presidente da Câmara. A escolha gerou acirrada disputa entreos partidos integrantes da frente de coalizão formada para dar sustentação ao novo governo Lula. Ideologicamente heterogêneo e integrado por 11 legendas, o bloco não conseguiu chegar a umacandidatura de consensocomo queria Lula. Ciro apoiou, então, a candidatura do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O PT, com o apoio do PMDB, lançou o nome de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Um terceironome na disputa seria o do tucano Gustavo Fruet (PSDB-PR), apoiado pela oposição. O páreo foi vencidopor Chinaglia no segundo turnoapós disputa com Rebelo.
Para se contrapor à hegemonia do PT na base governista, Ciro Gomes defendeu a formação de umoutro bloco composto por PSB, PDT e PCdoB. Conhecido como “bloquinho”, o grupo teve em Ciro e Aldo Rebelo dois de seus principais líderes.
            Durante a campanha para as eleições municipais de outubro de 2008, Ciro foi um dos articuladores, juntamente com governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e com o prefeito deBelo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), da aliança entre o PSB, o PT e o PSDB em apoio à candidaturade Márcio Lacerda (PSB) à prefeitura da capital.  Com o aval de Lula, o acordo representou uma tentativade aproximação com Aécio,  visando à disputa presidencial de 2010. Considerado favorito, Lacerda foi surpreendido na reta final do primeiro turno pelo crescimento da candidatura de Leonardo Quintão (PMDB). A pequena diferença de votos entre os dois candidatos levou a disputa para o segundo turno, noqual Lacerda saiu vitorioso com 59,12% dos votos válidos.
Nas eleições para a prefeitura de Fortaleza, Ciro apoiou, juntamente com Tasso Jereissati, acandidatura da senadora Patrícia Sabóia (PDT). Patríciaque passara a adotar o nome de solteira, obteve oterceiro lugar no pleito, ficando atrás de Moroni Torgan, do Partido Trabalhista Cristão, e da prefeitaLuiziane Lins (PT), que foi reeleita  no primeiro turno com 50,16% dos votos.
Com uma atuação parlamentar bastante discreta, Ciro Gomes foi um dos deputados mais ausentesda legislatura e não chegou a apresentar projetos. Integrou, como membro titular, a Comissão deConstituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, e em seus pronunciamentos procurou defender aspropostas de interesse do Executivo, tendo-se destacado na defesa da prorrogação da CPMF, do Programade Aceleração do Crescimento e da transposição do rio São Francisco.
De seu casamento com Patrícia Sabóia teve três filhos.
            Publicou o depoimento No país dos conflitos (com a participação de Miriam Leitão, Suely Caldas, Marcelo Pontes, Geneton Moraes Neto e Ancelmo Góis, 1994), próximo passo: uma alternativa práticaao neoliberalismo (com Roberto Mangabeira Unger, 1996) e Um desafio chamado Brasil (2002).

Luís Octavio de Souza (atualização)

FONTESCarta Capital (4/94); Estado de S. Paulo (20/8, 14 e 16/12/92, 5 a 8/9, 21/10 e 14 e 19/11/94, 18, 19 e 28/9 e 9/11/95, 15/6, 30/7, 23/8 e 29/9/98); Folha de S. Paulo (23/7, 2 e 20/8 e 14/12/93, 7/2, 5, 6, 7, 9 e 17/9, 22/10 e 4/12/94, 23/6 e 28/9/95, 30/7 e 2/8/96, 21 e 24/1, 14 e 19/4, 26 e 28/6, 1, 29 e 31/8, 21, 22 e 27/9, 17/10 e 1/11/99, 3/4, 16/5, 21, 23, 25 e 29/6, 11, 17, 26, 27 e 30/7, 20/9, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 30/10/00, 21/3, 2/4, 24 e 27/5, 17/6, 18/7, 9, 10, 21 e 29/8, 23 e 26/9, 1 e 23/11 e 19/12/01, 13/1, 22 e 28/2, 5, 13 e 20/3, 4, 6, 7, 10, 12, 14, 17 e 19/4, 4 e 10/5, 1, 6, 7, 19, 21, 26 e 29/6, 9, 10, 13, 14 e 16, 17, 20, 21, 23, 24, 25, 27, 28 e 29/7, 1, 2, 3, 9, 10, 15, 16, 18, 20, 28 e 29/8, 1, 9, 19, 22, 23, 27, 28 e 29/9, 1, 3, 6, 7, 8, 9, 10, 25 e 28/10/02, 3, 5 e 11/1, 4/3, 27/5, 28/6, 24 e 29/7, 21 e 22/8, 9 e 19/9/03, 21/4, 15 e 27/6, 2/7, 1/ e 2/9, 6 e 31/10 e 12/12/04, 2/2, 30/4, 5/5, 2, 7 e 29/6, 19/7, 2, 3, 4, e 27/8, 20/9, 4, 5, 6, 7, 8, 11, 14, 16 e 25/10/05, 31/3, 1/4, 14/5, 21 e 22/6, 2 e 3/10 e 2/12/06, 24/1, 2 e 3/2, 22/9 e 18/12/07, 15/2, 2 e 27/3, 27/4, 25/6, 5, 6 e 7/10/08, 21/6, 17, 18 e 19/8, 2, 7, 21 e 25/9, 2, 6 e 21/10/09); Globo (23/7/92, 5/3/93, 25/3, 5 e 6/9, 22/10, 3, 9 e 20/11 e 15/12/94, 12/8/97, 3, 4, 5, 6 e 7/10/00, 1, 3, 6 e 7/10/02, 6 e 31/10/04, 3/10 e 2/12/06, 5, 6 e 7/10/08); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (22/8 e 6/10/92, 7 e 23/3 e 3/12/93, 19/2, 1/3, 16/4, 5, 6, 8 e 14/9, 19/11 e 12/12/94, 2 e 14/1, 23/2 e 13/6/96); Veja (3/10/90, 28/8/91, 12/2/92, 30/5 e 21/11/01, 10/7, 21 e 28/8, 18/9, 9 e 30/10/02).




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Ciro Ferreira Gomes (Pindamonhangaba, 6 de novembro de 1957) é um advogado, professor universitário e político brasileiro radicado em Sobral, Ceará, desde 1968. É formado em direito pela Universidade Federal do Ceará.

Foi casado com Patrícia Saboya Gomes, sua aliada política e atualmente Deputada Estadual pelo Ceará. Também foi casado com a atriz Patrícia Pillar, de quem se separou em dezembro de 2011.

Dois de seus quatro irmãos seguiram carreira política, Cid Gomes governador do Ceará reeleito em 2010, e Ivo Gomes deputado estadual.

Biografia

Em 1979, disputou as eleições da UNE, onde concorreu para vice-presidente na chapa Maioria, que na época era vista como uma tentativa da direita de buscar influência no âmbito estudantil.

Iniciou a carreira política no PDS, sucessor da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, partido que dava sustentação à Ditadura Militar Brasileira. Em 1980 a agremiação passou a se chamar PDS, partido pelo qual disputou seu primeiro pleito, tendo se filiado ao partido poucos meses antes, elegendo-se deputado estadual em 1982. Em 1983 trocou de partido, passando para o PMDB, partido pelo qual reelegeu-se deputado estadual em 1986. Em 1988 migrou ao PSDB e conseguiu ser eleito, neste mesmo ano, prefeito de Fortaleza. Na eleição presidencial de 1989, apoiou no primeiro turno Mário Covas, candidato de seu partido, e Lula, no segundo turno. Em 1990, foi eleito governador do Ceará vencendo Paulo Lustosa. Foi o primeiro governador a ser eleito pelo PSDB. Ficou no posto entre 1991 e 1994.

Deixou o cargo para assumir o Ministério da Fazenda em 6 de setembro de 1994 a convite do então presidente Itamar Franco. Sucedeu, nesta ocasião, Rubens Ricupero, flagrado confidenciando ao jornalista Carlos Monforte que havia problemas no Plano Real no instante em que a Rede Globo estava se preparando para colocar no ar um programa jornalístico (no episódio conhecido como escândalo da parabólica).

Foi membro do PSDB até 1996, quando filiou-se ao recém-criado PPS (do antigo Partido Comunista Brasileiro, presidido por Roberto Freire - fundado em 19 de março de 1992) para concorrer à presidência da República em 1998. Foi o terceiro mais votado com 7.426.190 votos (ficou atrás de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva). Em 2002 disputou novamente o cargo público mais importante do país pelo PPS e terminou o pleito em quarto lugar com 10.170.882 votos (ficou atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho). No segundo turno, apoiou Lula. Nessa campanha, afirmou que havia combatido a ditadura militar.

Passou em 2003, por não concordar com Freire quanto à oposição do PPS ao governo, para o PSB. Aceitou então convite de Lula para assumir o Ministério da Integração Nacional, responsável pelo desenvolvimento regional e obras de infraestrutura. No ministério, Ciro favoreceu os repasses a prefeituras do Ceará, o que mais tarde foi objeto de uma investigação sobre o possível desvio de milhões de reais dos cofres públicos.

Foi divulgada, em 2010, pela revista Veja, uma investigação da Polícia Federal sobre o suposto desvio de 300 milhões de reais de verbas do Ministério da Integração Nacional, entre 2003 e 2009, quando Ciro era o titular da pasta, para financiar campanhas políticas. A investigação também levantou o suposto envolvimento de Cid Gomes e do político cearense Zezinho Albuquerque no esquema de desvio de recursos. O esquema contaria também com a participação do empresário Raimundo Morais Filho, segundo ele próprio afirmou aos seus advogados, em vídeo obtido pela revista Época.

Dois dias após a reportagem da revista Veja, a Polícia Federal emitiu uma nota oficial negando qualquer envolvimento de Ciro Gomes ou de seu irmão Cid em um esquema de corrupção, como publicado pela revista. Revelou ainda na nota que a investigação corre em segredo de justiça, portanto qualquer acusação feita pela revista seria infundada e sem base.

Em março de 2006 Ciro renunciou ao cargo para concorrer à Câmara dos Deputados Federais pelo Estado do Ceará. A candidatura ocorreu devido à chamada "cláusula de barreiras". Ela minava partidos políticos que não tivessem pelo menos 5% de votos em âmbito nacional. Assim, Ciro quis "salvar" o PSB da degola política e se candidatou, pois sabia que teria ampla votação. Caso contrário ele estaria na disputa pelo governo do Ceará ou como candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva. Foi eleito o deputado federal proporcionalmente mais votado do Brasil com mais de 16% dos votos. "Salvou" o PSB. Seu irmão Cid Gomes foi eleito governador do Ceará no mesmo ano.

Em 2005, defendeu Lula no caso do mensalão.

Em 2007, foi divulgado que Victor Samuel Cavalcante da Ponte, amigo pessoal de Ciro e responsável pela arrecadação da campanha dele e de seu irmão Cid Gomes em 2006, e diretor-administrativo do Banco do Nordeste, respondia a processo administrativo por reduzir, por meio de acordo, sem possuir os poderes legais, uma dívida do banco com a empresa Frutas do Nordeste do Brasil S.A. (Frutan) de 65 milhões para 6,6 milhões de reais. Na época do acordo, Ciro havia enviado cartas a empresários dizendo que Ponte falava em seu nome e de seu irmão em relação à contribuição para suas campanhas políticas. Ciro Gomes informou que nunca interveio nas operações do banco e que ligar seu nome ao caso "é forçar notoriamente a barra".

Em 22 de abril de 2008, afirmou em sabatina da Folha que poderia se candidatar à presidência do Brasil em 2010.  Já em 18 de junho de 2009, admitiu ponderar sobre candidatura ao cargo de governador do estado de São Paulo. Mas não se candidatou a nenhum cargo público nas eleições de 2010. Ciro resolveu não participar da campanha de Dilma durante o 1º Turno, e somente se integrou para ajudar na disputa durante o 2º Turno.

Ciro Gomes é também autor dos livros: No País dos Conflitos (1994); O Próximo Passo – Uma Alternativa Prática ao Neoliberalismo (1995), em parceria com o professor Mangabeira Unger; Um Desafio Chamado Brasil (2002).



Especial: É tudo um assunto só!

Outro dia discutindo sobre as manifestações do dia 15, sobre crise do governo e a corrupção da Petrobrás eu perguntei a ele se tinha acompanhado a CPI da Dívida Pública. Então ele me respondeu: Eu lá estou falando de CPI?! Não me lembro de ter falado de CPI nenhuma! Estou falando da roubalheira... A minha intenção era dizer que apesar de ter durado mais de 9 meses e de ter uma importância ímpar nas finanças do país, a nossa grande mídia pouco citou que houve a CPI e a maioria da população ficou sem saber dela e do assunto... Portanto não quis fugir do assunto... é o mesmo assunto: é a política, é a mídia, é a corrupção, são as eleições, é a Petrobras, a auditoria da dívida pública, democracia, a falta de educação, falta de politização, compra de votos, proprina, reforma política, redemocratização da mídia, a Vale, o caso Equador, os Bancos, o mercado de notícias, o mensalão, o petrolão, o HSBC, a carga de impostos, a sonegação de impostos,a reforma tributária, a reforma agrária, os Assassinos Econômicos, os Blog sujos, o PIG, as Privatizações, a privataria, a Lava-Jato, a Satiagraha, o Banestado,  o basômetro, o impostômetro, É tudo um assunto só!...





A dívida pública brasileira - Quem quer conversar sobre isso?



Escândalo da Petrobrás! Só tem ladrão! O valor de suas ações caíram 60%!! Onde está a verdade?

A revolução será digitalizada (Sobre o Panamá Papers)


O tempo passa... O tempo voa... E a memória do brasileiro continua uma m#rd*


As empresas da Lava-jato = Os Verdadeiros proprietários do Brasil = Os Verdadeiros proprietários da mídia.

Desastre na Barragem Bento Rodrigues <=> Privatização da Vale do Rio Doce <=> Exploração do Nióbio



Sobre o mensalão: Eu tenho uma dúvida!



Trechos do Livro "Confissões de um Assassino Econômico" de John Perkins 

Meias verdades (Democratização da mídia)

Spotniks, o caso Equador e a história de Rafael Correa.

O caso grego: O fogo grego moderno que pode nos dar esperanças contra a ilegítima, odiosa, ilegal, inconstitucional e insustentável classe financeira.


A PLS 204/2016, junto com a PEC 241-2016 vai nos transformar em Grécia e você aí preocupado com Cunha e Dilma?!

A PEC 241. Onde as máscaras caem.

Uma visão liberal sobre as grandes manifestações pelo país. (Os Oligopólios cartelizados)


Depoimento do Lula: "Nunca antes nesse país..." (O país da piada pronta)
(Relata "A Privataria Tucana", a Delação Premiada de Delcidio do Amaral e o depoimento coercitivo do Lula para a Polícia Federal)


Seminário Nacional - Não queremos nada radical: somente o que está na constituição.

Seminário de Pauta 2015 da CSB - É tudo um assunto só...

UniMérito - Assembleia Nacional Constituinte Popular e Ética - O Quarto Sistema do Mérito 

Jogos de poder - Tutorial montado pelo Justificando, os ex-Advogados Ativistas
MCC : Movimento Cidadão Comum - Cañotus - IAS: Instituto Aaron Swartz


As histórias do ex-marido da Patrícia Pillar

As aventuras de uma premiada brasileira! (Episódio 2016: Contra o veto da Dilma!)

A mídia é o 4° ou o 1° poder da república? (Caso Panair, CPI Times-Life)

O Mercado de notícias - Filme/Projeto do gaúcho Jorge Furtado

Quem inventou o Brasil: Livro/Projeto de Franklin Martins (O ex-guerrilheiro ouve música)

Eugênio Aragão: Carta aberta a Rodrigo Janot (o caminho que o Ministério público vem trilhando)


Luiz Flávio Gomes e sua "Cleptocracia"



Comentários políticos com Bob Fernandes.


Ricardo Boechat - Talvez seja ele o 14 que eu estou procurando...



PPPPPPPPP - Parceria Público/Privada entre Pilantras Poderosos para a Pilhagem do Patrimônio Público

Pedaladas Fiscais - O que são? Onde elas vivem? Vão provocar o impeachment da Dilma?

Como o PT blindou o PSDB e se tornou alvo da PF e do MPF - É tudo um assunto só!


InterVozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

Ajuste Fiscal - Trabalhadores são chamados a pagar a conta mais uma vez


Resposta ao "Em defesa do PT"

Melhores imagens do dia "Feliz sem Globo" (#felizsemglobo)



Desastre em Mariana/MG - Diferenças na narrativa.

Quanto Vale a vida?!


Questões de opinião:

Eduardo Cunha - Como o Brasil chegou a esse ponto?




Sobre a Ditadura Militar e o Golpe de 64:

Dossiê Jango - Faz você lembrar de alguma coisa?


Comissão Nacional da Verdade - A história sendo escrita (pela primeira vez) por completo.


Sobre o caso HSBC (SwissLeaks):

Acompanhando o Caso HSBC I - Saiu a listagem mais esperadas: Os Políticos que estão nos arquivos.


Acompanhando o Caso HSBC II - Com a palavra os primeiros jornalistas que puseram as mãos na listagem.


Acompanhando o Caso HSBC III - Explicações da COAF, Receita federal e Banco Central.



Acompanhando o Caso HSBC V - Defina: O que é um paraíso fiscal? Eles estão ligados a que países?


Acompanhando o Caso HSBC VI - Pausa para avisar aos bandidos: "Estamos atrás de vocês!"... 


Acompanhando o Caso HSBC VII - Crime de evasão de divisa será a saída para a Punição e a repatriação dos recursos


Acompanhando o Caso HSBC VIII - Explicações do presidente do banco HSBC no Brasil

Acompanhando o Caso HSBC IX  - A CPI sangra de morte e está agonizando...

Acompanhando o Caso HSBC X - Hervé Falciani desnuda "Modus-Operandis" da Lavagem de dinheiro da corrupção.





Sobre o caso Operação Zelotes (CARF):

Acompanhando a Operação Zelotes!


Acompanhando a Operação Zelotes II - Globo (RBS) e Dantas empacam as investigações! Entrevista com o procurador Frederico Paiva.



Acompanhando a Operação Zelotes IV (CPI do CARF) - Apresentação da Polícia Federal, Explicação do Presidente do CARF e a denuncia do Ministério Público.

Acompanhando a Operação Zelotes V (CPI do CARF) - Vamos inverter a lógica das investigações?

Acompanhando a Operação Zelotes VI (CPI do CARF) - Silêncio, erro da polícia e acusado inocente depõe na 5ª reunião da CPI do CARF.

Acompanhando a Operação Zelotes VII (CPI do CARF) - Vamos começar a comparar as reportagens das revistas com as investigações...

Acompanhando a Operação Zelotes VIII (CPI do CARF) - Tem futebol no CARF também!...

Acompanhando a Operação Zelotes IX (CPI do CARF): R$1,4 Trilhões + R$0,6 Trilhões = R$2,0Trilhões. Sabe do que eu estou falando?

Acompanhando a Operação Zelotes X (CPI do CARF): No meio do silêncio, dois tucanos batem bico...

Acompanhando a Operação Zelotes XII (CPI do CARF): Nem tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser...

Acompanhando a Operação Zelotes XIII (CPI do CARF): APS fica calado. Meigan Sack fala um pouquinho. O Estadão está um passo a frente da comissão? 

Acompanhando a Operação Zelotes XIV (CPI do CARF): Para de tumultuar, Estadão!

Acompanhando a Operação Zelotes XV (CPI do CARF): Juliano? Que Juliano que é esse? E esse Tio?

Acompanhando a Operação Zelotes XVI (CPI do CARF): Senhoras e senhores, Que comece o espetáculo!! ("Operação filhos de Odin")

Acompanhando a Operação Zelotes XVII (CPI do CARF): Trechos interessantes dos documentos sigilosos e vazados.

Acompanhando a Operação Zelotes XVIII (CPI do CARF): Esboço do relatório final - Ainda terão mais sugestões...

Acompanhando a Operação Zelotes XIX (CPI do CARF II): Melancólico fim da CPI do CARF. Início da CPI do CARF II

Acompanhando a Operação Zelotes XX (CPI do CARF II):Vamos poupar nossos empregos


Sobre CBF/Globo/Corrupção no futebol/Acompanhando a CPI do Futebol:

KKK Lembra daquele desenho da motinha?! Kajuru, Kfouri, Kalil:
Eu te disse! Eu te disse! Mas eu te disse! Eu te disse! K K K


A prisão do Marin: FBI, DARF, GLOBO, CBF, PIG, MPF, PF... império Global da CBF... A sonegação do PIG... É Tudo um assunto só!!



Revolução no futebol brasileiro? O Fim da era Ricardo Teixeira. 




Videos com e sobre José Maria Marin - Caso José Maria MarinX Romário X Juca Kfouri (conta anonima do Justic Just ) 





Do apagão do futebol ao apagão da política: o Sistema é o mesmo



Acompanhando a CPI do Futebol - Será lúdico... mas espero que seja sério...

Acompanhando a CPI do Futebol II - As investigações anteriores valerão!

Acompanhando a CPI do Futebol III - Está escancarado: É tudo um assunto só!

Acompanhando a CPI do Futebol IV - Proposta do nobre senador: Que tal ficarmos só no futebol e esquecermos esse negócio de lavagem de dinheiro?!

Acompanhando a CPI do Futebol VII - Uma questão de opinião: Ligas ou federações?!

Acompanhando a CPI do Futebol VIII - Eurico Miranda declara: "A modernização e a profissionalização é algo terrível"!

Acompanhando a CPI do Futebol IX - Os presidentes de federações fazem sua defesa em meio ao nascimento da Liga...

Acompanhando a CPI do Futebol X - A primeira Liga começa hoje... um natimorto...

Acompanhando a CPI do Futebol XI - Os Panamá Papers - Os dribles do Romário - CPI II na Câmara. Vai que dá Zebra...

Acompanhando a CPI do Futebol XII - Uma visão liberal sobre a CBF!

Acompanhando a CPI do Futebol XIII - O J. Awilla está doido! (Santa inocência!)



Acompanhando o Governo Michel Temer

Acompanhando o Governo Michel Temer I