Magazine Luiza

sexta-feira, 27 de março de 2015

Acompanhando o Caso HSBC II - Com a palavra os primeiros jornalistas que puseram as mãos na listagem. (SwissLeaks)

25/03/2015 - CPI - HSBC - CPI do HSBC vai ouvir Fernando Rodrigues, Francisco Otávio da Costa e Everardo Maciel 



Memória Política (25/03/2015) - Na segunda reunião da CPI do HSBC o requerimento nº 4/2015 (http://goo.gl/WHi9UX), que convoca para uma audiência pública os jornalistas Fernando Rodrigues (UOL) e Francisco Otávio Archila da Costa (O Globo), além do ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel foi aprovado.

Com isso, a sessão de amanhã (26/03) ocorrerá em 2 partes, a primeira pela manhã, o relator Ricardo Ferraço (PMDB – ES) apresentará o plano de trabalho e na segunda parte (possivelmente a tarde) haverá a audiência pública com os convocados anteriormente citados.

Notas taquigráficas: http://goo.gl/yNIC4O


26/03/2015 - CPI - HSBC - Ricardo Ferraço (@ricardoferraco) apresenta plano de trabalho para a CPI do HSBC


26/03/2015 - CPI - HSBC - Fernando Rodrigues, jornalista de O Globo, apresenta dados de contas de brasileiros no HSBC na Suiça


26/03/2015 - CPI - HSBC - Francisco Otávio, jornalista de O Globo, fala sobre investigação em contas de brasileiros na Suiça


26/03/2015 - CPI - HSBC - Ferraço e Randolfe questionam jornalistas sobre relação de contas na Suíça e corrupção no Brasil


Apresentação de Slides mostrada pelo Fernando Rodrigues na CPI do HSBC:






CPI do HSBC convoca sucessor de Alberto Youssef na Lava Jato 

Fernando Rodrigues

Henry Hoyer foi citado por Paulo Roberto Costa em sua delação premiada
Empresário do Rio teve conta no HSBC da Suíça revelada pelo SwissLeaks
Edilson Rodrigues/Agência Senado
CPI do HSBC no Senado ouviu nesta 5ª feira jornalistas do UOL e do “Globo''
A CPI do HSBC, instalada no Senado para investigar as contas mantidas por brasileiros no banco HSBC na Suíça, decidiu nesta 5ª feira (26.mar.2015) convocar para depor o empresário Henry Hoyer de Carvalho, apontado como substituto do doleiro Alberto Youssef no esquema de desvios de recursos na Petrobras.
Hoyer, que desenvolve suas atividades no Rio, foi citado em fevereiro em depoimentos tomados pela Operação Lava Jato. Ele teria sucedido Youssef na função de repassador de propinas a políticos ligados ao Partido Progressista –a legenda que mais teve integrantes citados pelo Ministério Público até agora no escândalo da Petrobras.
Nos documentos do HSBC em Genebra, Henry Hoyer aparece como titular da conta secreta 7835HH. O saldo está zerado em 2006 e 2007, período ao qual os dados bancários se referem. Sua conta suíça existiu por um breve período: a abertura foi em 20 de julho de 1989; o encerramento, em 29 de agosto de 1990.
No termo de sua delação premiada, Paulo Roberto Costa descreve Hoyer como o “operador financeiro do PP que sucedeu [a] Alberto Youssef”. Costa compromete-se a apresentar provas que possam sustentar essa afirmação, “especialmente a sua relação [de Hoyer] com contratos da Petrobras e empreiteiras, e a relação destas com o PP”.
Num outro trecho do seu depoimento, Costa relata ter ido a “uma reunião na casa de Henry Hoyer, da qual também participaram Ciro Nogueira, Agnaldo Ribeiro, Arthur de Lira e Eduardo da Fonte”.
A CPI também aprovou a convocação do ex-secretário de Obras de Niterói, José Roberto Vinagre Mocarzel, que teve seu nome relacionado a conta no HSBC da Suíça. Mocarzel era braço direito do ex-prefeito de Niterói pelo PDT Jorge Roberto Silveira, também vinculado a conta na agência do banco em Genebra.
Mocarzel é servidor de carreira da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro, mas está cedido ao gabinete do deputado estadual Paulo Ramos (PSOL-RJ). Segundo o Portal da Transparência, seu salário bruto atual é de R$ 8.502,00.
Acesso aos dados do HSBC
A sessão da CPI do HSBC desta 5ª feira ouviu os jornalistas Fernando Rodrigues, do UOL e membro do ICIJ, e Chico Otávio, do “Globo'', sobre a análise dos dados de correntistas brasileiros relacionados a contas do banco na Suíça.
O senador Paulo Rocha (PT-BA), presidente da CPI, e o relator, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), solicitaram acesso integral ao acervo de dados do HSBC obtido pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) relacionado a correntistas brasileiros.
Em 2014, o ICIJ  firmou uma parceria com o jornal francês “Le Monde” para investigar o caso. No Brasil, o UOL e o “Globo'' têm exclusividade na apuração.
O pedido foi negado por Fernando Rodrigues –o ICIJ adotou como diretriz não entregar as listas completas em nenhum país envolvido na cobertura do SwissLeaks.
Fernando Rodrigues também ponderou que o risco de uma lista em posse do Congresso vazar não deve ser menosprezado, pela dinâmica das comissões parlamentares de inquérito. Ele sugeriu que o acervo de dados seja solicitado oficialmente ao governo da França, que detém as informações extraídas do HSBC de Genebra por um ex-funcionário do banco.
Depoimentos
Na próxima 4ª feira (1º.abr.2015), a CPI ouvirá o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e Antonio Gustavo Rodrigues, presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, vinculado ao Ministério da Fazenda.
A CPI também decidiu convidar Anthero de Moraes Meirelles, diretor de fiscalização do BC, Ricardo Andrade Saadi, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, e Murilo Portugal, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), para falarem sobre o vazamento de dados do HSBC da Suíça e providências para recuperar recursos eventualmente sonegados ou enviados para o exterior de maneira ilegal.
Sigilo fiscal e bancárioO senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) solicitou ao presidente da CPI, senador Paulo Rocha (PT-BA) a quebra de sigilo fiscal e bancário de pessoas citadas em reportagens do UOL e do “Globo'' sobre o SwissLeaks. Rocha disse que os requerimentos de quebra de sigilo deverão ser apreciado numa fase posterior dos trabalhos da comissão.
Os parlamentares da CPI do HSBC vão pedir ao governo francês acesso aos dados de quase nove mil brasileiros que tinham contas na agência de Genebra. Nesta quinta-feira (26), a comissão ouviu dois jornalistas que têm a lista, mas não compartilham as informações.