Magazine Luiza

terça-feira, 2 de abril de 2013

Caso Marin X Romário - Novo Vídeo - Continuação da história


Marin: a nova gravação


A nova gravação postada no Youtube, com texto de quem a postou, é sobre o jantar organizado por José Maria Marin, no restuarante Gero do Rio, para amaciar seus eleitores às vésperas de sua confirmação como substituto de Ricardo Teixeira.
A maneira desrespeitosa com que Marin trata seus aliados deveria envergonhá-los, embora vergonha na cara não pareça ser o forte deles.
Tudo indica que o Osório a quem Marin se refere seja o diretor financeiro da CBF desde os tempos de Teixeira, a quem o atual presidente da CBF parece também criticar, de passagem, na gravação.
Seus modos e seu linguajar são típicos de gente como…, gente como…, gente como Marin…




Jose Maria Marin e seu esquema para eleger marco polo del nero. Jantar no Gero, Presidentes de Federacoes tratados como animais de estimacao. Submissos a Marin e Marco Polo. Eleicoes Forjadas.

Romário e Ivo Herzog vão à Confederação Brasileira de Futebol pedir saída de Marin

Abaixo-assinado pedindo a saída do presidente da Confederação tem 55 mil assinaturas


Reprodução/Facebook
Romário tem sido um dos maiores críticos as gestões de Ricardo Teixeira e José Maria Marin

O filho do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura em 1975, Ivo Herzog, entregou nesta segunda-feira uma cópia do abaixo-assinado com quase 55 mil assinaturas que pede a saída do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. Acompanhado dos deputados federais Romário (PSB-RJ) presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), presidente da Comissão de Cultura, Ivo Herzog protocolou a cópia do abaixoassinado e teve de deixá-la na recepção da sede da CBF, já que, segundo lhe foi dito, Marin não estava no prédio, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

"Recentemente descobri documentos que mostram a participação do senhor José Maria Marin durante o período do regime militar brasileiro", afirma Ivo no documento entregue à CBF e enviado às 27 federações estaduais de futebol e aos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. "Estão com as cópias nas mãos. Agora, ou vão se manifestar, ou vão ser coniventes", disse o filho de Herzog. Ele contou ter informações de que a Comissão Nacional da Verdade vai convocar Marin a depor sobre o caso. "E aí é importante que se diga: não será um convite, mas uma convocação. E ele será obrigado a comparecer", afirmou.

O abaixo-assinado foi feito por meio do site Avaaz e, segundo Ivo contou com a assinatura de nomes como Chico Buarque de Hollanda. O filho de Herzog chegou à sede da CBF às 15h08 e, minutos depois, já havia subido ao andar da entidade e protocolado a entrega da cópia, ao lado de Jandira e Romário. "É bom que o torcedor brasileiro saiba quem está no comando da entidade maior de futebol do País", disse o ex-atacante. Um grupo de quatro torcedores (com camisas de Vasco, Botafogo, Fluminense e Flamengo) fez um pequeno protesto em frente à sede da CBF e conversou com Ivo e os parlamentares.


ROMÁRIO ATIRA DE NOVO — e bate duro: “A eleição na CBF vai ser comprada”

O deputado Romário, o "Baixinho" tetracampeão mundial em 1994, em seu gabinete na Câmara (Alan Marques / Folhapress)

O deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ) fez duras críticas à cúpula da CBF e chamou o vice-presidente da entidade, Marco Polo del Nero, de chefe do “cartel” da entidade.
Também acusou os dirigentes da confederação de superfaturamento na compra de terreno para a nova sede da CBF e afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que a próxima eleição presidencial da CBF “vai ser comprada”.
No final do ano passado, Romário protocolou na Câmara o pedido de uma CPI da CBF. E, ao ser questionado se acredita não haver interesse do governo em investigar a entidade, ele respondeu:
– Estou aqui há pouco mais de dois anos e já pude reparar que não existe interesse do governo em abrir CPI nenhuma. Não me pergunte por quê. Com uma CPI do futebol, iniciada agora, o Brasil teria condições de chegar ao ano do Mundial limpo, de cara nova. Reina muita bagunça no nosso futebol. O estatuto da CBF, até onde eu sei, incentiva os investimentos nas bases, na formação de atletas femininas, tantas outras coisas. E não se vê isso.
O ex-jogador, campeão mundial pelo Brasil em 1994, destacou que “é tudo muito nebuloso na CBF” e, ao comentar o fato de que as eleições na entidade são marcadas por denúncias de compra de votos há décadas, soltou: “A próxima eleição (em 2014) vai ser comprada também. Torço e acredito que apareça algum candidato avulso, contrário aos métodos atuais e que possa incomodar os atuais dirigentes.”
Romário ainda apontou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-diretor de seleções da CBF, como um nome de sua preferência para assumir a CBF. Ele disse que o dirigente “tem seus defeitos e problemas, como todos nós, mas já deu provas de que é um ótimo administrador e botou o Corinthians no topo”. “Se ele se candidatasse à presidência da CBF, muito provavelmente teria meu apoio. Outro nome que também seria excelente é o Raí, um cara íntegro, inteligente, muito respeitado. O ideal seria uma chapa unindo eles dois.”
Chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira
Romário também disse que chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira no comando da CBF, embora o tenha criticado muito. “É impressionante a quantidade de coisas erradas na CBF a cada dia. O Teixeira, nos últimos dez anos, foi muito prejudicial à CBF, envolvido em muitos escândalos de corrupção. Mas, por outro lado, olhou muito para o futebol da seleção. Hoje, nós somos o 18.º no ranking da Fifa. É por isso que falo de saudades dele, mas só por isso.”
Sobre a possibilidade de Del Nero assumir a CBF, na eventualidade da saída de José Maria Marin, Romário fez sérias acusações ao dirigente: “Ele (Del Nero) é o pior dos três. É o cabeça do atual cartel que virou a CBF. É quem faz os negócios, as negociatas da entidade. É ele quem manipula os presidentes de federações, de clubes. Se chegar à presidência da CBF, vamos viver um inédito período de ditadura no nosso futebol.”
 
Romário disse defender o voto das federações e dos “mais de 200 clubes” filiados à CBF para eleger o presidente da entidade, e não apenas dos times que fazem parte da Série A do Brasileiro, conforme prevê o estatuto do organismo.
“Deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”
Romário admitiu estar descrente com a possibilidade de Marin ser afastado da presidência da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, após ter pedido para a Fifa tirá-lo destes cargos.
“Pedi, não obtive nenhum retorno nem vou obter. Quem dá as cartas do futebol não se interessa pelas minhas denúncias. Mas a população reconhece e cobra lisura e honestidade cada vez mais. O Marin tem de sair e deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”.
Superfaturamento
E prosseguiu: “Todo dia a gente sabe de uma novidade lá da CBF. Soube, por exemplo, que a CBF comprou um terreno na Barra da Tijuca para fazer a nova sede. Quem pagasse 9.500 reais por metro quadrado na área escolhida pela CBF já estaria pagando bem alto, segundo corretores. Pois bem, a CBF pagou 14.500 reais por metro quadrado. Superfaturamento de 25 milhões de reais na obra. Alguém questiona? Investiga? Não pode, é empresa privada. Mas não é bem assim. A CBF usa nosso hino, bandeira, símbolos, nossos atletas. Tem de responder por isso.”
“Compra” de vaga na Seleção não é inédita
Romário falou ainda que a prática de compra de vaga na seleção não é inédita, como o presidente do Sport, Luciano Bivar, revelou sobre o pagamento de propina na convocação do jogador Leomar em 2001.
“Tem, ou pelo menos já teve, a gente sabe disso, sempre soube, mas é coisa bem feita, não tem como provar. O pior de tudo está nas categorias de base da seleção e de alguns clubes. Ali é a caixa preta.”
Se é contra Marin na direção da CBF, Romário admitiu que aprovou a volta de Luiz Felipe Scolari ao comando da seleção. “Sempre fui a favor da volta dele, ainda mais com outro campeão do mundo, o Parreira. Os dois impõem respeito, segurança, passam confiança aos atletas. Mas eles têm de entender que o futebol hoje é diferente do jogado em 1994 (quando Parreira foi campeão) e em 2002 (ano do título conquistado por Scolari). É preciso modernizar, criar situações novas.”
E viu com naturalidade a derrota (para Inglaterra) e dois empates (Itália e Rússia) nos três primeiros amistosos de Felipão. “Jogos muito difíceis, escolheram bem os adversários, que vendem caro uma derrota. Tem de ser assim mesmo. A seleção está nas mãos de quem sabe.”
Estádios que vão virar elefantes brancos
Ao falar da preparação do Brasil para a Copa de 2014, Romário também foi crítico ao dizer que a competição vai consolidar quatro elefantes brancos: os estádios de Brasília, Manaus, Mato Grosso e Natal.
“Se não forem entregues para a iniciativa privada, infelizmente vai se caracterizar desperdício de dinheiro. E, mesmo com a iniciativa privada, é preciso fazer contratos que possam compensar o valor gasto.”
E disse ainda que o Maracanã “tinha de mudar de nome” após passar pela sua terceira reforma nos últimos 13 anos. “Perdeu o glamour, perdeu o charme. Está todo desfigurado. Nem dá vontade de entrar lá. Fora o gasto absurdo e desnecessário para a tal reforma.”