Magazine Luiza

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Minhas 20 músicas preferidas - Bom gosto musical - Vander Lee

Minhas 20 músicas preferidas do 
Vander Lee

Bom dia 
Do Brasil 
Aversão Brasileira 
Alma nua 
Onde Deus possa me ouvir 
Prece preciosa 
Meu Jardim 
Quem me dirá 
Eu não vejo nada 
Românticos 
Esperando Aviões 
Iluminado 
Não tenha pressa 
A voz 
Estrela 
Breu 
O dedo do tempo no barro da vida 
O baile dos anjos 
Pra ser levada em conta 
No balanço do balaio 


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Conheci Vander Lee enquanto ele tocava nos bares noturnos de Belo Horizonte... Enquanto a turma se embebedava comentando o jogo de futebol da tarde eu ficava impressionado com aquele rapaz tocando seu violãozinho no Palco... Aí eu o vi numa participação especial num jornal esportivo local, quando ele falou da música GaloXCruzeiro e convidou para um show que iria virar DVD naquela semana... Fui e ví que aquele moço que eu vi tocando nos bares tinha se tornado um grande sucesso...


Vander Lee
Vanderli Catarina (Belo Horizonte, 3 de março de 1966), mais conhecido como Vander Lee, é um cantor e compositor brasileiro.

Nascido no estado de Minas Gerais, Vander Lee começou sua carreira em bares locais em meados da década de 1980. Gravou sua primeira fita demo (com 4 músicas) em 1986, e em 1987 já fazia shows com seu próprio repertório.

Compositor dos mais inspirados da atual cena da música brasileira com seu olhar poético e original, transforma o cotidiano e temas relacionados como amor, futebol e recortes urbanos em contundentes baladas como “Esperando Aviões”, “Onde Deus Possa me Ouvir“, além de sambas bem humorados como “Galo e Cruzeiro“ e “Passional”.

Suas canções variam desde o romântico, passando pelo samba até a balada e rock mineiro. Em suas letras, fala de acontecimentos da vida cotidiana, e sempre com um lado romântico, fala de amor. Já gravou com grandes nome da MPB, como Zeca Baleiro, Elza Soares, Rita Ribeiro, Emilinha Borba, Leila Pinheiro e Nando Reis. Compôs a música "Estrela" que foi gravada pela cantora Maria Bethânia. Teve ainda a canção "Onde Deus possa me ouvir" gravada por Gal Costa.Fez uma musica em homenagem ao grande clássico mineiro de futebol Atlético x Cruzeiro a musica se chama Galo e cruzeiro

INÍCIO
Lee começou tocando em bares na Belo Horizonte natal e aos poucos foi introduzindo seu repertório autoral, se apresentando pelos teatros da cidade e interior, até que em 1996 ganhou o segundo lugar no festival ‘Canta Minas’, realizado pela Rede Globo Minas, com a música ‘Gente não é cor’. Esse foi o impulso necessário para o artista produzir seu primeiro cd, independente, ainda como Vanderly. Só a partir do segundo cd passou a usar o nome Vander Lee (este cd só circulou em Minas e várias musicas foram regravadas nos CDs seguintes).


ELZA SOARES
Em novembro de 1998, a cantora Elza Soares conheceu o artista através de uma fita recebida e incluiu a música ‘Subindo a Ladeira’ (parceria com Rossana Decelso) em seu repertório. A partir daí, a convite da cantora, Vander Lee fez participações nos shows dela em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.


O SEGUNDO CD
‘No Balanço do Balaio’ lançado em 1999 pelo selo Kuarup, foi o cd que revelou ao mercado a essência das composições, o violão refinado e o intérprete sensível. O cd rendeu boas críticas e despertou o interesse de várias gerações de cantoras, como Rita Ribeiro, que gravou 2 de Lee, “Contra o Tempo” e “Românticos” no cd “Comigo” lançado em 2001.


AO VIVO
Em 2003, lançou o cd gravado ao vivo no Teatro Francisco Nunes em Belo Horizonte, com participação de Elza Soares. Lançado pela Indie Records, o cd que revelou baladas como “Onde Deus Possa me Ouvir” e “Esperando Aviões” foi um sucesso, ganhou as rádios e o levou a circular mais pelo país.

INTÉRPRETES DE VANDER LEE
Alcione, César Menotti & Fabiano, Daniela Mercure, Eliana Printes, Elba Ramalho, Elza Soares, Emilinha Borba, Fábio Jr, Gal Costa, Leila Pinheiro, Luiza Possi, Margareth Menezes, Maria Bethania, Mariene de Castro, Paula Santoro, Regina Souza, Rita Benneditto (ou Ribeiro), Roberta Campos, Vanusa.

QUARTO CD
‘Naquele verbo agora’ (2005 – Deck Discos) mais romântico e levemente pop, recebeu indicação ao “Prêmio Tim de Música”, como Melhor Disco e Melhor Cantor na categoria Canção Popular.

DVD
Em 2006, Vander Lee gravou o cd e DVD ‘Pensei que fosse o Céu’ no lotado Teatro do Palácio das Artes de BH, em um show emocionante que contou com a participação do maranhense Zeca Baleiro. Este cd conquistou o Prêmio TIM de Melhor Disco de Canção Popular.

INTERNACIONAL
Em 2008 faz sua primeira apresentação fora do Brasil, selecionado pelo Fórum de Música de MG para se apresentar em Turim (Itália); em 2009 participou do Festival SXSW em Austin, Texas e também no Festival Romerias de Mayo em Cuba. Em 2010 retorna  a Austin nos EUA, onde fez dois shows no Festival SXSW, um deles ao vivo em uma apresentação virtual em 3D e o outro em Miami para a Rádio WDNA. Em 2013 se apresentou em Lisboa dentro do ANO DO BRASIL EM PORTUGAL.

CD FARO
Com levada mais pop e produção de Marcelo Sussekind, o cd lançado em 2009 contou com participações de Lokua Kanza, expoente da música africana.

NOVELA
Em 2010, Vander Lee entra na trilha sonora da novela ‘Uma rosa com amor’ do SBT com três músicas: ‘Românticos’ na voz de Fábio Jr, ‘Chazinho com Biscoito’ e ‘O dedo do tempo no barro da vida’.


SÉTIMO CD
Em 2012, lança  “Sambarroco” abrindo uma fase mais sambista sem perder de vista o romantismo, marca registrada de seu trabalho. Com direção musical de Thiago Delegado e formação de regional, o álbum reúne composições que flertam com gêneros como choro, xote, baião e bolero.

2014

O artista começou o ano se apresentando (pela segunda vez) no FESTIVAL DE VERÃO DE SALVADOR e inaugura uma nova fase com a criação do próprio selo, BALAIO, distribuição da Radar Records por onde saiu o oitavo cd, LOA. Bem recebido pela critica e público, o cd já recebeu indicação para o Premio da Musica Brasileira 2015.

Em 2015, prossegue com a turnê de LOA até o meio do ano, show que além de inéditas leva suas consagradas e certeiras baladas ao seu crescente público e em breve anuncia novidades pelo selo BALAIO.


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Vander Lee: rompendo fronteiras



Com 25 anos de carreira, Vander Lee conquistou a admiração de grandes nomes da MPB


Ele começou a carreira nos anos 80, cantando em barzinhos de Belo Horizonte. Hoje, apontado por toda crítica especializada como um dos mais importantes compositores da nova geração de músicos brasileiros, o cantor Vander Lee faz por merecer o status alcançado.

Com sua poesia sofisticada e ao mesmo tempo simples, ele enriquece a MPB, desenvolvendo um trabalho com linguagem própria, urbana e contemporânea, que deu uma nova dimensão à música da atual geração de autores. Uma das mais promissoras revelações da MPB, Vander Lee caiu definitivamente nas graças do público brasileiro.

O sotaque mineiro e seu jeito pacato passam longe das características de um artista, mas quando Vander Lee solta a voz a coisa muda de figura. Foi assim que ele conquistou a admiração e a parceria de grandes nomes da MPB, como Maria Bethânia, Gal Costa, Zeca Baleiro e Alcione, para citar apenas alguns.

Com 25 anos de carreira, o talento de Vander Lee ultrapassou as fronteiras de Minas e alcançou todo o Brasil, além de vários países do mundo. Vander Lee é o convidado da semana no Dom Total.

Na conversa com o jornalista Marco Lacerda, ele fala de sua predileção pelos temas românticos, sobre perdas afetivas que quase o levaram a abandonar a carreira, sobre suas influências musicais, sobre a crítica musical brasileira e muito mais.

Veja abaixo trechos da entrevista e no áudio acima a entrevista completa.


Marco Lacerda: Você já disse em entrevistas que vem de uma família humilde de Belo Horizonte e que mal teve acesso aos livros escolares. Fale um pouco sobre as suas origens, sua infância e adolescência em Belo Horizonte. Que tipo de formação você conseguiu alcançar?

Vander Lee: A minha família tem algumas particularidades. Meus pais se casaram em Conselheiro Lafaiete. O meu pai vem de uma família de oleiros e pessoas que trabalham em fazenda e sítios. Trabalhou muito na roça e em siderurgia. Tem também uma passagem pela fabricação de tijolos, cerâmicas e telhas em geral.

Por fim, casou-se com a minha mãe, que vendia ovos de porta em porta e também trabalhava na roça. Ambos não estudaram. Meu pai estudou, se não me engano, um ano. Minha mãe estudou uma semana, então nenhum dos dois aprendeu a ler e a escrever corretamente (o que gera um problema quando se chega à cidade).

Meu pai foi trabalhar na Mannesman e nos mudamos para uma casa próxima à escola que a mineradora oferecia para os seus funcionários.

Então a minha primeira escola foi ali, junto com os filhos dos funcionários da Mannesman, pessoas que trabalhavam em uma situação pesada. Antigamente, não contávamos com o maquinário e a tecnologia que existem hoje para extrair o minério.

Dessa forma, fomos crescendo e estudando muito aleatoriamente, a maior parte do tempo sem livros ou materiais didáticos adequados. O interessante é que, fora essas dificuldades, sempre gostei muito da palavra. Tenho lembranças vagas de algumas palavras que ouvia no cotidiano e gostava do som. Ficava horas divagando sobre o que aquelas palavras significavam e elas de alguma forma passaram a me habitar.

Outro aspecto interessante: como meus pais não sabiam ler nem escrever, falavam muito errado. Palavras, inclusive, que não existiam na prática. Minha mãe falava, por exemplo, “pantasma, vai assombrar porco”.

Coisas como essa, que se ouvia na minha casa, geraram em mim certa curiosidade pela palavra. No entanto, não imaginava que um dia fosse trabalhar com a palavra. Não sonhava em ser compositor, gostava muito dos artistas da televisão.

O nosso acesso à poesia vinha pelo rádio, através das canções transmitidas ainda no “AM”, e também através das canções que meu pai tocava como hobby.

Ele tinha um violão muito bacana, do qual sentia um ciúme danado! Chegava em casa, geralmente tomava um banho e comia alguma coisa, e ficava no quarto, tocando baixinho.

Passava horas afinando o violão e aquilo sim mexia muito comigo. Não conseguia entender a paixão que alguém poderia ter em afinar instrumentos. Mas depois fui entender, porque quando ele dava o primeiro acorde, a gente sentia uma coisa bonita, grande.

Ele foi o último cara que conheci que gostava de afinar o instrumento. Os músicos de hoje já têm tudo pronto, praticamente não se ouve para tocar.

Lacerda: Você começou sua carreira cantando em bares. Como funciona? Os frequentadores prestam atenção no que você está cantando ou as canções viram apenas pano de fundo para conversas de namorados?

Vander Lee: As duas coisas. Inicialmente, espera-se que não haverá atenção. O cantor de bar, quando sai de casa para fazer aquele trabalho (que é digno demais), já sabe que vai cantar para uma platéia circunstancial.

Pessoas que não estarão no bar por causa dele. Provavelmente, muitos vão entrar e sair sem tomar consciência de que ele esteve ali, fazendo um trabalho que tem valor.

A questão da atenção da pessoa tem a ver, sim, com a qualidade do trabalho, porque música tem uma força maior que o músico. Tem um poder absurdo.

Acredito piamente nas palavras que as pessoas usam para falar da música: “a mais divina forma de expressão”, “aquela que mais agrega”, “a voz mais poderosa de Deus”.

Muitas vezes a gente não tem consciência da mudança que a música está fazendo num ambiente. Os casais continuam namorando, as pessoas continuam não prestando atenção, mas está acontece uma energia de amor provocada pela canção. É uma energia de transformação, que não precisa da consciência das pessoas para acontecer.

O artista não precisa sair dali derrotado porque ninguém aplaudiu. Ele fez o seu papel, ajudou a harmonizar o mundo. A diferença que existe entre o lugar que tem música e o que não tem é muita.

O valor da pessoa, muitas vezes, não está no reconhecimento que ela recebe em um bar.


Lacerda: Você já tem uns 25 anos de carreira. Qual o balanço que você faz da sua trajetória?

Vander Lee: A vida me mostrou que tenho andado no caminho certo. Vejo isso pelo retorno, pelo movimento que a minha carreira me dá hoje, a possibilidade de viajar, de conhecer muitas culturas diferentes, pessoas, de ouvir muitos sons, de estar interagindo com o novo o tempo todo.

A minha música se renova com esse contato. O balaço que faço é “poxa, que bom, dei certo na vida”.


Entrevista realizada pelo jornalista Marco Lacerda no programa FrenteVerso, que vai ao ar aos domingos, às 21h, pela Rádio Inconfidência FM (100,9), de Belo Horizonte. 
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Rolando Boldrin (Programa Sr Brasil TV Cultura 15/03/2015) recebe o cantor e compositor Vander Lee (Belo Horizonte / MG) que toca "Galo e Cruzeiro", "Românticos" e "Onde Deus Possa Me Ouvir" (Vander Lee).

Vander Lee acústico Entre (DVD completo)




VANDER LEE NO PROGRAMA HISTÓRIA DA MÚSICA COM ULYSSES GASPAR   




Palco MPB - Vander Lee   





No Bem Brasil

Vander Lee: “Eu transformei minha música em algo mais sofisticado”

O cantor e compositor mineiro Vander Lee está trazendo para o Recife a turnê de seu disco Loa. A apresentação acontece neste sábado, no Teatro RioMar. Ele arrumou um tempinho na sua agenda, antes de chegar na cidade, para conversar com a equipe do Blog João Alberto. Temas como carreira, novos planos e a turnê foram abordados na entrevista. Confira as respostas do cantor:


1) Qual o balanço que você faz da sua  carreira ?
Nesses quase 18 anos de carreira eu gravei vários CDs, fiz canções para projetos paralelos e artistas maravilhosos, gravei alguns DVDs… Enfim, eu tive uma carreira bem diversificada, onde cada momento da minha vida foi transmitido para os fãs. Eu acho que é uma carreira que deu e vem dando certo, se consolidando e dando muitos frutos.
2)  Seu público está concentrado mais no eixo Rio-São Paulo-Minas. Como é a receptividade aqui no Nordeste?
É muito boa, principalmente ai no Recife. Desde 2003 que eu tenho ido constantemente para a cidade e sempre sou muito bem recebido pelas pessoas. Já pude levar todas as minhas turnês e sempre adoro as apresentações. Estar em Recife é um prazer, o povo é carinhoso e receptivo, é sempre bom visitar a cidade de vocês.
3) O que mudou do Vander Lee de antes pro Vander Lee de agora, musicalmente falando ?
Muita coisa mudou! A minha música se transformou muito, sabe? Ela acompanha as mudanças da minha vida, então, se eu mudo, automaticamente a minha musicalidade também. Com o tempo o artista vai perdendo o medo da música e vai conseguindo alçar novos voos. Eu transformei minha música em algo mais sofisticado, consegui mostrar tudo que eu queria, consegui transformar elas em algo mais conceitual.

4) ‘Loa’, seu oitavo disco reflete muito a sua nova fase na carreira. Como você define ela neste momento e porque batizou o CD assim?
Loa veio do encontro do  verbo louvar e o sentido do aplauso, da energia. Esse disco reflete um artista mais introspectivo na forma de pensar, mais econômico, mais refinado e mais sofisticado. A própria roupagem do disco é diferente, mas mantendo sempre a minha simplicidade. Isso é a minha base, o simples. É um disco que reflete muito a musica mais tranquila e universal.
4) Quais seus próximos planos dentro da música ?
Eu já estou gravando outro disco! Ele está em fase de finalização, sabe? Já está com 11 a 12 faixas prontas. Também estou fazendo gravações de músicas que nunca tiveram uma versão de estúdio. Eu também vou gravar essa turnê que está indo pra o Recife em DVD. As filmagens serão feitas em Belo Horizonte.
5) O que você tem escutado de novo?
Olhe, eu sou muito interessado na nova cena musical brasileira. Essa garotada que está chegando agora está aproveitando bastante a tecnologia e a criatividade, eles estão realmente fazendo boas músicas. Minas Gerais tem uma cena musical muito boa, Pernambuco também. É isso que eu tenho me interessado atualmente, quem está chegando nesse mundo musical agora.


6)  Com quem você tem vontade de fazer parcerias?
Eu procuro não pensar muito nas pessoas que quero fazer, eu gosto de deixar as parcerias aparecerem e a gente trabalhar bem nas músicas. Recentemente eu fiz uma parceria com um ótimo baixista. Essas parcerias que acrescentam muita c0isa na minha música são o que mais me interessam. Alguns nomes que eu gostaria de tocar? Rapaz, Lenine e Hamilton de Holanda são alguns que me interessam muito, porque são excelentes músicos e eu sei que as parcerias seriam incríveis.
7) Quando você vem ao Recife dá para aproveitar um pouco a cidade?
É sempre muito corrido, sabe? Dessa vez eu vou passar um pouco mais de tempo na cidade e pretendo conhecer algumas coisas, mas isso vai ser decidido junto com a minha produção. Sei que eles vão escolher bons lugares para me levar. Eu já li muita coisa a respeito do Recife, a cidade de vocês é incrível, tem uma gama cultural maravilhosa, tenho muita vontade de conhecer tudo mas o tempo não ajuda.
8) O que os fãs podem esperar da apresentação no Recife?

Eu serei acompanhado por um ótimo ritmista e vou apresentar músicas muito interessantes. Vai ser um show bem autoral, onde vão estar músicas inéditas desse CD que eu estou gravando. Vai ser uma apresentação criativa, dinâmicas e bastante romântico.