Magazine Luiza

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

DEAD SPACE - A horda está à solta

A horda está à solta  
Com gráficos e áudio dignos de grandes produções, o jogo de sucesso da EA garante entretenimento por horas. A jogabilidade na tela touchscreen ainda é o ponto fraco

Ataide de Almeida Jr.
Publicação: Estado de Minas - Caderno de Informática 03/11/2011 

 (Electronic Arts/Divulgação)
 Transpor uma franquia que obteve sucesso no universo dos videogames e do computador para um tablet e um smartphone parece arriscado – e pode ser sinônimo de fracasso. Os sucessos The Sims e SimCity, por exemplo, bombam até hoje na versão para PC, mas são alvos de duras críticas nas pranchetas digitais. Um dos principais problemas desses games é a jogabilidade, que acaba prejudicada com o tamanho da tela e, às vezes, pela função touchscreen, que não obedece fielmente aos comandos do jogador. No entanto, para Dead space a situação foi outra. O jogo se aproveita muito bem dos processadores do iPhone e do iPad e entrega ao usuário gráficos, sons e entretenimento dignos dos melhores consoles do mercado.

Três anos depois, a destruição dos Necromorphs – os humanos que adquiriram forma alienígena e são os inimigos no jogo – não foi total, como se imaginava. Misteriosamente, eles voltaram em uma horda muito maior que a do primeiro. Cabe ao engenheiro de codinome Vandal ir até as Minas de Titãs para encontrar um jeito de mudar a situação. Para isso, ele ganha uma armadura com proteção extra contra os Necromorphs e o auxílio de três armas: a plasma cutter, que é uma espécie de pistola com raios laser; a saw gun, que dispara serras contra os monstros; e a pulse rifle, um rifle mais poderoso que as outras duas opções.

Como nada é tão fácil quanto parece, no começo do game o jogador conta apenas com socos para derrotar os inimigos. À medida que vai abrindo armários presentes na estação, é possível encontrar as armas. São 12 capítulos, nos quais a missão é dada por uma equipe que monitora Vandal, além de cinco fases, que, geralmente, são em cima de um veículo em movimento, e o importante é sobreviver.

Matar os Necromorphs, abrir portas, ligar elevadores, acionar dispositivos e ir em busca de uma saída são as principais ações de Vandal. Não espere cenários diferentes a cada capítulo. Inclusive, ficar perdido entre as passagens pode ocorrer com frequência durante o jogo. Um botão em forma de raio no canto inferior direito da tela é uma mão na roda durante essas situações, pois ele mostra o caminho que Vandal deve seguir.

Apesar da mesmice dos cenários, é inegável que a Electronic Arts fez um ótimo trabalho com os gráficos e com os efeitos da tela. Explosões e o sangue jorrando após a morte de um Necromorphs não deixam a desejar a nenhum filme de terror. Os detalhes das feições dos monstros e dos ambientes destruídos também merecem ponto positivo.

Além da opção de seguir a narrativa linearmente, é possível optar por jogar capítulos em qualquer ordem, ou no sistema Endless, no qual devem ser enfrentados vários Necromorphs e matá-los em menos tempo, ou ainda em 5 minutes to kill (ou cinco minutos para matar), em que com o tempo proposto o jogador deve detonar os inimigos e ganhar mais créditos.

CONTROLES Os Necromorphs também podem ser “gente” boa. A cada morte, alguns liberam munição ou créditos para fazer uma atualização na armadura e nas armas. Mas a Electronic Arts não deu trégua nesse quesito. É preciso muita paciência para juntar créditos suficientes para comprar um upgrade bom. Além disso, as lojinhas são poucas e difíceis de serem encontradas nos capítulos. Claro que isso não foi à toa. A EA vende a preços a partir de US$ 0,99 essas atualizações.

Siga o conselho que aparece na tela do jogo logo no início e ponha os fones de ouvido. A partir daí, esteja preparado para os sustos, pois a qualquer momento um urro de um Necromorphs vai soar no seu ouvido. Aliás, o som é um dos principais atrativos do Dead space. Tanto a música de fundo quanto os efeitos sonoros condizem exatamente com a proposta do jogo e são apresentados em estéreo.

Os controles, que no começo parece fácil de se acostumar a eles, acabam se tornando um dos problemas durante o jogo. Para mover o personagem, basta deslizar o dedo para a frente e para atirar utilizar a outra mão e tocar na tela. Pode-se abrir portas e acionar dispositivos apenas com um toque. No entanto, caso o jogador utilize o iPad, a toda hora será obrigado a carregá-lo com uma mão, enquanto aciona os comandos. Pode parecer besteira, mas depois do terceiro capítulo os movimentos se tornam cansativos.

Infelizmente, o Dead space ainda não apresenta opção para ser jogado em rede – o que poderia ser facilmente explorado nos modos Endless e 5 minutes to kill. Utilizar o GameCenter do iOS para contabilizar as conquistas também seria uma boa para os jogadores. No entanto, para um game feito para consoles e computadores, Dead space mostrou-se uma das melhores adaptações já feitas em dispositivos da Apple.


O jogo do ano
Este ano em Londres, durante as premiações do Meffys, evento que elege os destaques no segmento móvel, o Dead space foi eleito o game do ano para tablets e smartphones. O jogo da Electronic Arts concorreu com Backbreaker 2: vengence, da Natural Motion, o Playphone poker, da PlayPhone, e com a atração que é sucesso há muito tempo no Windows Live Messenger, o Bejeweled.



Dead Space 2
Desenvolvedora Visceral Games
Publicadora Eletronic Arts
Compositor(es) Jason Graves
Motor(es) de jogo Visceral Engine
Plataforma(s) PlayStation 3, Xbox 360, PC
Data(s) de lançamento 25 de Janeiro de 2011 (NTSC), 27 de Janeiro de 2011 (PAL), 28 de Janeiro de 2011 (Reino Unido)
Gênero(s) Tiro em terceira pessoa, Survival Horror, Ficção Científica
Série Dead Space
Modos de jogo Single-Player, Multiplayer
Classificação M (ESRB), 18 (PEGI)
Mídia Blu-ray, DVD, Download
Versão 1.02 (PlayStation 3, Xbox 360) 1.1 (PC)

Pagina Oficial : http://deadspace.ea.com/ 


survival horror definitivo desta geração

Por Gabriel Soto Bello pelo Site Baixaki Jogos em 28/01/201196 ESCOLHA DO BJ
  • Visual Nota 95
  • Jogabilidade Nota 90
  • Áudio Nota 100
  • Diversão Nota 90
Seu coração provavelmente agradece aos jogos da sétima geração. O motivo? Bem, como você deve ter percebido, o gênero survival horror está quase extinto nas plataformas atuais. Pouquíssimos games trouxeram momentos em que você não sabia se tentava fugir de um terrível inimigo ou se corria em direção a TV para desliga-la e evitar alguns pesadelos.
Mas, felizmente, esse espaço não ficou em branco — com o perdão do trocadilho. Dead Space simplesmente surgiu do nada. Tudo bem, antes de o título ser lançado, em 2008, tínhamos várias informações que até despertaram o interesse de muitos gamers. O fato é que ninguém esperava que a obra da Visceral Games, desenvolvedora do título, se tornaria o maior exemplo de survival horror para os consoles de alta definição. Essencialmente, Dead Space se tornou a melhor aposta para quem gosta de um bom clima de suspense e terror.
É claro que a Electronic Arts, responsável pela distribuição, ficou agradecida com a recepção dos fãs. A excelente fórmula do game rendeu ótimos resultados por parte da crítica, que aclamou o game. Afinal, nenhum outro jogo de tiro em terceira pessoa trazia uma atmosfera tão tensa, fazendo com que o jogador se sentisse afligido durante toda a experiência.
Com isso, um segundo jogo seria inevitável. Dead Space 2 foi anunciado, mas desta vez milhões de pessoas já tinham noção de que a sequência tinha tudo para ser um excelente game, baseando-se na primeira experiência.
Assim, surgiram as expectativas, e a equipe da Visceral Games se sentiu obrigada a conceber um game superior ao até então imbatível Dead Space. Finalmente, a nossa hora chegou. O Baixaki Jogos decidiu embarcar no thriller espacial que, sem sombra de dúvidas, é um dos jogos mais esperados de 2011.
A Visceral Games prometeu um jogo repleto de novidades, como o multiplayer e novas funções da jogabilidade. Agora, será que o resultado final fará jus ao game que simplesmente sustentou sozinho o gênero survival horror nesta geração? Ou Dead Space 2 merece apenas ser esquecido no espaço? Se você tem estômago forte, siga em frente para conferir a resposta e muito mais.

Aprovado

Por dentro do game
Sem dúvidas, o que mais chama a atenção em Dead Space 2 é a sua atmosfera. Quem experimentou o primeiro game da série sabe que é praticamente impossível não ficar tenso durante a jogatina. Felizmente, essa tensão só aumenta sua diversão, assim como a vontade de continuar desfrutando do game para saber qual é a próxima surpresa.
Dead Space 2 consegue melhorar o que já beirava a perfeição. O clima pesado já pode ser sentido na própria história do game, que traz algumas reviravoltas bacanas e mais profundidade à personalidade do lendário engenheiro Isaac Clarke, o protagonista da série.
Mas, e quem nunca teve a oportunidade de jogar o primeiro game? Ficará perdido? Felizmente, a Visceral Games trouxe uma solução interessante para aqueles que ainda não tiveram a chance — ou a coragem — de enfrentar os Necromorphs em Dead Space.
Essencialmente, a sequência oferece uma espécie de retrospectiva por meio de um formato bem semelhante ao que vemos em seriados televisivos. Para acessá-lo, basta iniciar o modo single player e selecionar a opção “Previous on Dead Space” (Anteriormente em Dead Space). Ao clicar na frase, vocoê confere um vídeo explicando o essencial da trama do primeiro jogo.
Mesmo com alguns spoilers inevitáveis, quem não conferiu o jogo original fica totalmente por dentro do que está por vir na sequência. Uma excelente ideia da Visceral Games e que, com certeza, deveria ser adotada em todos os jogos dotados de sequências.
Azarado é pouco
Logo depois de conferir a retrospectiva, você está pronto para conhecer os fatos que compõem Dead Space 2. A trama do segundo jogo consegue gerar uma experiência ainda mais tensa que no primeiro. No game, Isaac Clarke é resgatado após permanecer preso por três anos. O jogador não está mais na Ishimura, a nave que é o ambiente principal do original, mas sim em uma espécie de colonização humana que permanece orbitando em Saturno.
Supostamente, a infecção dos Necromorphs estaria acabada, não é mesmo? Se não fosse Isaac Clark, talvez um dos caras mais azarados dos games, não teríamos problemas. Mas, de algum modo, a invasão dos monstrengos também acontece no local. Isaac é acordado subitamente e o jogador apenas observa enquanto um companheiro tenta salvá-lo.
E se não fosse Isaac que estivesse preso, provavelmente tudo ocorreria bem. Contudo, seu companheiro acaba sendo empalado por um Necromorph e se junta às mutações. Seu salvador se tornou um inimigo, e ele está bem na sua frente. Pois é. Isaac consegue se soltar, mas ainda temos um problema: o personagem veste uma camisa de força.
Resumindo: você acorda num local infestado por Necromorphs com garras afiadas, preso em uma camisa de força e sem saber para onde prosseguir. Achou muito? É melhor ir se acostumando. A tensão em Dead Space 2 é constante.
O fato é que o game consegue desenvolver a trama dando muito mais profundidade aos personagens e aos eventos. Isaac, por exemplo, agora mostra seu rosto e conversa bastante, ao contrário do primeiro game, no qual o protagonista era desconhecido e só ouvíamos gemidos e gritos.
Mas, nesses três anos, Isaac desenvolveu vários problemas que perturbam sua mente. Depois de ter passado por tudo o que aconteceu em Dead Space, Isaac definitivamente não é mais o mesmo. Muitos traumas assombram o jogador e isso, obviamente, contribui bastante para a atmosfera do game.
Além dos sustos e surpresas nada agradáveis gerados pelos Necromorphs, o jogador também convive com os problemas e pesadelos do protagonista. Alucinações, visões misteriosas e a eterna assombração de sua ex-namorada (atenção para spoiler: falecida no primeiro game) só complicam ainda mais a vida do engenheiro. É claro que isso torna a experiência muito mais dinâmica, dando um tom ao estilo Silent Hill para o game.
Até mesmo a maneira como os personagens se expressam foi melhorada. Além de uma animação mais bacana e marcante, as relações são muito mais interessantes, fazendo com que o jogador acabe até desenvolvendo afeto ou inimizade com as demais personalidades.
Digno de Hollywood  
Para aprimorar ainda mais a imersão do jogador com o game, a Visceral Games decidiu inserir alguns momentos que parecem ter vindo diretamente das super produções de Hollywood. Não se assuste se seu queixo quase tocar o solo em determinados eventos de Dead Space 2.
O título esbanja momentos em que o jogador participa das cenas de corte. Muitas delas acompanham a tradição do game, gerando surpresas alucinantes quando você acha que tudo estava ficando tranquilo. Nesses momentos, você deve fazer exatamente o contrário do que acontece na maioria dos games: não largue o controle.
Você dificilmente assume o papel de mero espectador em Dead Space 2. Quando as cenas acontecem, elas normalmente trazem ainda mais problemas para o jogador. Em uma delas, por exemplo, Isaac está dentro de uma espécie de metrô. A jogabilidade está normal, com a câmera no esquema “sobre os ombros” e a mira centrada na tela. Subitamente, inicia-se uma cena de corte, na qual o trem é sacudido e Isaac faz de tudo para não ser arremessado para longe.
O protagonista então começa a deslizar vagão abaixo e é aí que você entra. A mira volta a aparecer na tela, obrigando o jogador a interagir para não virar café da manhã dos Necromorphs. O gamer tem então que atirar nos inimigos, controlando a mira com o direcional direito (ou mouse, na versão para PC).
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O bacana é que Dead Space 2 sempre consegue surpreender ainda mais. Depois de escaparmos do vagão, nós já estávamos com o coração saindo pela boca. Mas, em vez de uma aterrissagem tranquila, Isaac acaba pendurado de ponta-cabeça. O resultado? Você se sente como uma isca perfeita para uma multidão de Necromorphs.
Depois de tudo isso, Isaac consegue se soltar. Mas a cena ainda não acabou. Surge então um monstro gigantesco, destruindo os vagões e pronto para dar um fim no engenheiro. Novamente, o jogador deve continuar com o controle em mãos, usando a mira e a precisão para atirar na parte amarela que brilha em um dos membros do monstrengo. Agora, nos diga, por que ainda não temos um filme de Dead Space?
A experiência é tão cinematográfica que não temos nem mesmo o famoso HUD (as informações que aparecem na tela). Isso cria uma sensação de imersão muito maior e definitivamente é perfeito para a atmosfera que Dead Space 2 busca trazer. Quando o jogador deve navegar por menus, como o inventário, por exemplo, eles aparecem como hologramas, e a ação não é pausada — sim, você pode ser atacado enquanto vê qual é seu próximo objetivo.
Mandando bala
Isaac Clarke pode até ser um engenheiro, mas o cara manda muito bem quando o assunto é tiroteio. Dead Space 2 traz um sistema de combates praticamente idêntico ao do primeiro jogo. Essencialmente, você não deve simplesmente mirar na cabeça para acabar com a raça de seu inimigo. Os Necromorphs são seres bizarros e só são mortos quando desmembrados.
Sendo assim, aproveite suas armas improvisadas para arrancar braços, pernas e cabeças. O capricho da Visceral Games gera uma jogabilidade extremamente satisfatória nos momentos de combate. Mirar e atirar é fácil, e o jogador conta com ataques corporais para finalizar o oponente quando as coisas apertam.
Em seu arsenal, temos armas que já estavam disponíveis no primeiro game, como a Plasma Cutter, que é como a pistola padrão do título. Além disso, há a Line Gun, que possui uma função semelhante à arma padrão, mas com mais abrangência nos projéteis e potência. Boa parte das armas conta com uma função secundária, que pode ser um tipo de tiro diferente ou outra habilidade.
Quanto aos novos brinquedinhos, Dead Space 2 também traz várias opções interessantes.Para ilustrar, temos exemplos como a Detonator, que lança minas e pode facilmente acabar com um grupo enorme de Necromorphs. Fora ela, o jogador também encontra a Javelin, um poderoso rifle que lança estacas e é capaz de transformar qualquer inimigo em um belo quadro sangrento.
Para aprimorar a experiência, Dead Space 2 traz alguns elementos de RPG à sua fórmula. Fazer upgrades em suas armas é algo necessário, mas que exige certa estratégia. O jogador conta com as famosas árvores de habilidade e deve usar cautelosamente seus Power Nodes para preencher as lacunas e desbloquear novos recursos para suas armas. É praticamente impossível deixar sua arma com todos os atributos no máximo na primeira vez em que você termina o jogo.
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Temos ainda várias lojas espalhadas pelas fases. Nela, você pode comprar novos itens, vender o que deseja e guardar o que não está sendo utilizado. É aqui que você também troca de traje e tem a chance de adquirir novas armas.
Economize bem o seu dinheiro — que pode ser encontrado espalhado pelo ambiente e também nos inimigos —, pois a munição é escassa e você provavelmente vai precisar gastar uma grana para poder se manter vivo.
Felizmente, existe outra opção para quem está sem munição. O Kinesis, uma espécie de poder de telecinese, agora está evoluído, permitindo que o jogador agarre lanças e até mesmo garras de oponentes e utilize-as como armas. É como se Isaac fosse um Jedi e usasse a Força para segurar um objeto e lança-lo no inimigo.
O Stasis também volta a marcar presença no game, permitindo que o jogador congele seus oponentes para finalizá-los com mais calma. Algo essencial para momentos em que tudo parece perdido.
Usando a cabeça
Dead Space 2 é um game essencialmente linear. Há pouca exploração e você nunca ficará perdido, graças a bússola moderna que indica exatamente onde você deve ir para prosseguir. Os objetivos resumem-se em ir do ponto A ao ponto B. Durante a jogatina, você até encontra alguns quebra-cabeças, no qual Isaac mostra que não é chamado de engenheiro à toa.
O jogador tem de reparar estações elétricas através de minigames que utilizam o analógico para encontrar o ponto exato da solução. Fora isso, temos os famosos momentos de gravidade zero, que também apareciam no primeiro game.
Aqui, entretanto, a jogabilidade é diferente. Em vez de apenas ir de um ponto ao outro quando a gravidade é nula, você literalmente voa pelo espaço, explorando livremente os ares com a ajuda dos propulsores equipados ao traje de Isaac.
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Um remédio para os olhos e ouvidos
Felizmente, Dead Space 2 traz uma engine que consegue acompanhar toda a ousadia da equipe de direção de arte. Com isso, temos como resultado um game com gráficos bonitos e estáveis. Não há queda na taxa de quadros por segundo, mesmo nos momentos mais intensos.
Isso permite que o jogador observe com qualidade os variados ambientes do título, assim como cada detalhe dos monstrengos e de tudo que compõe as cenas. Quanto ao áudio, Dead Space 2 dispensa comentários. Simplesmente uma das melhores trilhas incidentais e ruídos já vistos na história dos games. Escutar passos e rugidos de monstrengos por toda a parte só aumenta a intensidade da experiência, que é regada com a dose certa de efeitos sonoros do início ao fim. Sensacional.
As versões para Xbox 360 e PlayStation 3 são praticamente idênticas. Não há como julgar qual é superior, existem algumas diferenças, mas nenhuma delas interfere na qualidade. A Visceral Games fez um dos melhores ports desta geração, trazendo um desempenho praticamente igual e para nenhum fanboy colocar defeitos.
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Quebradeira em grupo!
Como se não bastasse toda a excelência do modo para um só jogador, Dead Space 2 também traz a possibilidade de jogar em multiplayer. Esse modo permite que até oito pessoas, divididas em dois times, se acabem em conflitos entre humanos e Necromorphs ao melhor estilo Left 4 Dead.
Cada uma das raças conta com objetivos distintos. Os humanos, por exemplo, devem acessar terminais específicos, carregar itens ou então destruir artefatos especiais. Já os Necromorphs contam com uma missão aparentemente mais simples: aniquilar os companheiros de Isaac.
Em jogo, a experiência é bacana. Todos os humanos se comportam como Isaac, com armas e a possibilidade de aprimorar suas habilidades. Os Necromorphs, por outro lado, são divididos em quatro classes diferentes, cada uma com suas habilidades específicas.
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No lado dos monstrengos, temos os Pack, que são como crianças abomináveis capazes de se movimentar rapidamente e com um alto poder de ataque corporal. Há também os Lurker, que são pequenas criaturas com tentáculos capazes de lançar ferrões e escalar paredes. Os Puker vomitam nos humanos e os tornam mais lentos. Por último, temos os Spitter, que cospem, batem e são um verdadeiro terror para qualquer engenheiro espacial.
O multiplayer mantém a intensidade do modo para um só jogador. Embora os modos sejam limitados, existem vários mapas distintos e a possibilidade de aprimorar seu personagem pode deixar a experiência ainda mais atraente.

Reprovado

Aproveitando a onda
Infelizmente, Dead Space 2 não consegue causar o mesmo impacto brutal gerado pelo primeiro game da série. A fórmula foi mantida e muito do que foi visto no primeiro game continua intacto. Uma boa para quem gostou do primeiro game, mas algo que definitivamente deixa a sensação de estarmos jogando apenas “mais do mesmo”.
Talvez objetivos mais variados no modo para um só jogador pudessem evitar essa sensação. Você sempre deve ir de um ponto para o outro, ouvindo conselhos de alguém que diz qual é a sua próxima missão. O jogo acaba criando uma espécie de rotina em relação aos objetivos.
A jogabilidade está um pouco diferente, mas temos certeza de que Isaac é capaz de fazer muito mais do que foi feito. Talvez um foco ainda maior nos pesadelos pudesse gerar momentos semelhantes aos que encontramos em Batman: Arkham Asylum, no qual o esquema de jogo se altera totalmente.
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Quase lá
O multiplayer agrada, mas seu potencial definitivamente não foi totalmente explorado. Limitar o modo em combates de humanos contra Necromorphs é uma opção plausível, mas seria muito bacana embarcar em tiroteios com dois times formados por engenheiros, ao clássico estilo deathmatch. Uma adição que cairia muito bem.
E nós apostamos que todos adorariam ver uma campanha com suporte para uma modalidade cooperativa. Isaac e mais um engenheiro destruindo Necromorphs alucinadamente seria simplesmente um sonho. O jeito é esperar por Dead Space 3.

E um último probleminha, exclusivo dos usuários para PC: A Electronic Arts não lançará conteúdo para download nessa plataforma. O motivo? Provavelmente é culpa dos piratas. Mas nós é que nos demos mal, não é mesmo?

Vale a pena?

Dead Space 2 tinha uma tarefa nada fácil de ser cumprida: superar o primeiro e manter-se como um dos poucos jogos do gênero survival horror. Felizmente, Isaac Clarke e a Visceral Games foram competentes o suficiente para cumprir a missão.
O título é simplesmente essencial para quem sente saudade dos tempos em que a atmosfera era um dos pilares principais dos games. A tensão é constante e você provavelmente não vai conseguir parar de jogar o game depois de iniciá-lo.
Tudo isso regado por um sistema de combates fenomenalmente satisfatório, com entranhas, sangue e muitos desmembramentos. Um dos poucos games que conseguem misturar dois conceitos normalmente distantes com tanta eficiência.
Dead Space 2 não apenas superou o primeiro, mas também se tornou um dos melhores jogos de survival horror da história dos games. Aproveite.


Mais detalhes sobre Dead Space 3 vazam na internet


Publicado em 05/10/2011 13h52 - Atualizado em 05/10/2011 13h52 por Alexandre Silva  Para o site TechTudo informática
 
Recentemente, alguns detalhes que sugeriam o lançamento de um novo jogo da série Dead Space começaram a aparecer na internet. Não é difícil de imaginar que a franquia tenha uma continuação, o problema mesmo é até quando essa continuação permanecerá saudável para a franquia.
Imagens do jogo Dead Space 2 (Foto: Divulgação)Imagens do jogo Dead Space 2 (Foto: Divulgação)
De qualquer forma, mais informações sobre Dead Space 3 aparecem, sugerindo que as aventuras de Isaac se passarão em um planeta gelado, ao contrário dos antecessores, onde a história se passou em uma nave, e em uma cidade, respectivamente. O planeta gelado se chamaria Tau Volantis e segundo alguns sites que receberam essas informações, como o Siliconera, o protagonista é enviado a esse planeta para resgatar uma mulher e levá-la para Marte.
Isaac aceita essa missão apenas para se livrar de sua sentença, uma vez que ele é um prisioneiro por conhecer os segredos do artefato alienígena. O terceiro Dead Space também mostrará uma personalidade dividida do herói, que provocará a mente de Isaac sempre que tiver a chance. Esse conflito mental será um dos principais elementos do jogo, uma vez que o lado sombrio de Isaac será visto como um personagem comum na tela.
Por fim, tanto Isaac quanto seu lado sombrio farão contato novamente com o artefato, algo que sempre acontece em cada jogo da série. Ao ser questionada sobre tais informações, o porta-voz da EA alega não ter nada a declarar por enquanto.